Celebração da Paixão e Adoração da Cruz, 19h, na Capela de São Martinho.
🙏 Oração
“Olhai para mim, ó meu bom e doce Jesus, e, enquanto me acho diante de Vós, fervorosamente vos suplico e peço que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade; verdadeira contrição dos meus pecados e firme propósito de os emendar; ao passo que com todo o amor e compaixão contemplo as Vossas cinco chagas, tendo diante dos meus olhos o que já o profeta Davi pusera na Vossa boca a Vosso respeito: ‘Transpassaram as minhas mãos e os meus pés; posso contar todos os meus ossos.’ (Sl 21, 17-18). Amem.”
Sexta-feira e Sábado, pelas 10:00h, na Capela de São Martinho. Toda a COMUNIDADE é convidada a participar.
🙏
"Em latim, significa «louvores». É o nome que se dá à oração eclesial que se faz pela manhã, laudes matutinæ.
«O Ofício de Laudes destina-se a santificar o tempo da manhã… Esta Hora, recitada ao despontar da luz de um novo dia, evoca também a Ressurreição do Senhor Jesus, a luz verdadeira que ilumina todos os homens, o “Sol de Justiça”, o “Sol nascente que vem do alto”» (IGLH 38)."
"A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos."
"A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor."
É habitualmente junto da cruz - cruzeiro - que se ergue imponente no caminho da Capela do Bom Jesus do Monte e São Caetano que se inicia a celebração de Domingo Ramos. Tal só não acontece se houver mau tempo que torne impraticável a celebração ou para salvaguardar a frágil saúde do celebrante que vem presidir à Santa Missa, como aconteceu este ano.
Porém, a solenidade da Bênção dos Ramos e de toda a celebração eucarística manteve-se igual e foi um momento para reflectirmos sobre a fragilidade humana que condiciona muitas coisas mas que pela doença e dor nos pode levar a momentos de oração, maior proximidade e comunhão plena com o sofrimento infligido por nós a Jesus Cristo.
Evangelho Mt. 21, 1-11
«Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor Hossana nas alturas!»
Oração coleta
Deus todo-poderoso e eterno, que, para salvar a humanidade,
quisestes que o nosso Salvador Se fizesse homem e suportasse a cruz,
fazei que vivamos unidos a Ele na sua paixão
para chegarmos a tomar parte na glória da sua ressurreição.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
"A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus."
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão.
"Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total."
"Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar.
Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco “até ao fim dos tempos”: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos crentes.
"Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade… Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor…
"Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição."
SALMO RESPONSORIAL Refrão: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? Porque me abandonaste?
Todos os que me vêem escarnecem de mim, distendem os lábios e meneiam a cabeça: «Confiou no Senhor, Ele que o liberte, Ele que o salve, se é seu amigo».
Matilha de cães me rodearam, cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e pude contar todos os meus ossos.
Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica. Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,