Faça o seu DONATIVO à Paróquia de São Pedro de Vilar do Paraíso. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). Se desejar recibo para efeitos de IRS, envie e-mail para: parocovp@gmail.com. Muito obrigado!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS


«Encontraram Maria, José e o Menino. E, depois de oito dias, deram-Lhe o nome de Jesus»

Lc 2, 16-21


De todos aqueles que virão a ser adoptados em Cristo como filhos de Deus, os pastores são os primeiros a receberem a Boa Notícia da Salvação. É, porém, junto de Maria, Sua Mãe, a primeira crente, a totalmente disponível a Deus, que encontram o Salvador e, n’Ele, se encontram com Deus. A intervenção discreta de Maria ajudou-os, na verdade, a descobrir o verdadeiro rosto de Seu Filho.
«A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade, simultaneamente com a Encarnação do Verbo, por disposição da divina providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor – Cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa Mãe na ordem da graça» (LG., 61).

Secretariado Nacional da Liturgia

FELIZ ANO NOVO!

Com mais um bonito poema da Conceição Rocha, para todos os visitantes e amigos do blogue, ficam os votos de um Ano Novo cheio de esperança e muita fraternidade.















TERMINA O ANO DE 2010

Eis-nos chegados ao final de 2010, talvez com a sensação de que correu depressa demais, e não chegou para realizar todos os projectos a que nos tínhamos proposto. Porém, é tempo de balanço e, mais do que lamentar o que não foi feito, é tempo de agradecer a Deus o trabalho realizado, a saúde que tivemos, a família que nos ama, os amigos que não nos esquecem e tudo o mais que cada dia deste ano que termina nos trouxe. Obrigada, Senhor!
PRENDA DE NATAL
Para cada um de nós, uma prenda muito bonita oferecida pela nossa amiga catequista, Conceição Rocha.


Neste Natal eu pedi, ao Deus-Menino presentes
Meus amigos não esqueci, nem o mundo e suas gentes


Para o mundo pedi a paz para mim pedi riqueza
Mas logo o Menino sorriu e não disfarçou a tristeza


E me disse de seguida que nem pedir eu sabia!
Tesouros eram os amigos a paz de mim dependia






Alterei logo o pedido antes que meu tempo passasse
Pedi um cantinho de Céu para quem dele precisasse



Mas, pela cara do Menino meu pedido não estava certo
Não cabia a Ele sozinho dar pedaços de céu a metro



Cada um tinha que conquistar seu pedaço com mestria
Deveria muito trabalhar, para construir o céu dia a dia







Descobri nesse momento o presente que queria:
Para os amigos Estrelas, para mim sabedoria



As Estrelas para inundar, seus caminhos de Luz
E neles poderem encontrar Deus Menino Jesus


Da Sabedoria eu preciso para poder descobrir
Em cada rosto o sorriso em cada momento o porvir

Em qualquer lugar a alegria em qualquer coração a paz
Para ajudar a construir um pedacinho de céu
Que tanta falta nos faz.













Conceição Rocha

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O REGRESSO DA MISSÃO


Já demos conta do regresso da Rafaela, que terminou a sua missão de voluntariado em S. Tomé. Durante os três meses que ali permaneceu foi-nos contando a sua experiência e a riqueza que ela lhe estava a proporcionar. Agora, em jeito de "balanço" e com a distância que a separa da realidade vivida, escreve mais uma crónica que partilha com todos nós.











Após mais de uma semana em Portugal, encerro o capítulo Paróquia de Neves – Setembro a Dezembro de 2010.





É lindo, olhar para trás e ver três meses de gratuidade, crescimento, familiaridade, carinho, entrega, coragem, fé, desprendimento… felicidade.
Em São Tomé fui feliz, e trouxe para casa a mesma felicidade que lá vivi, por um motivo muito simples, a aprendizagem. No olhar simples encontrei as respostas que precisava.



Os últimos dias em Lembá, foram muito intensos… de domingo a sexta feira (dia da minha partida) dormi em média duas horas por noite, duas delas fiz directas… para poder deixar a exposição dos trabalhos dos meus diabretes pronta…



Na terça feira, fiz a árvore de natal com os diabretes, com as estrelas de pacotes de leite… e um grande sorriso da parte deles e, um maior da minha parte… grande árvore de natal. Linda! Foi ainda a festa de natal do lar de idosos… e o giro é o pós festa. O almoço… os bolos… dos “organizadores e colaboradores”… que, do qual não fazia parte, mas também comi, e ri-me, e diverti-me… e levei com um “ché, já vais!”







Na quarta feira as irmãs, doces como sempre, foram passear comigo, numa ultima visita à ilha… Cascata Bombaim, Cascata São Nicolau, Jardim Botânico Obô, Club Santana, Boca do Inferno, Água Izé, Trindade, … tantos outros sítios… que as Irmãs, de jeito a bom anfitrião, fazem o seu papel de mostrar a casa, na despedida.









Na quinta-feira… bem a minha despedida dos meus diabretes, foi leva-los a ver a exposição dos seus trabalhos: o presépio (de papel e trapos), a lagarta de plasticina, o postal do Dia da Mãe (a 08 de Dezembro… como antigamente), o postal de Natal e o anjo…. Bem o rosto deles… tudo disse. Receberam um beijito e um postal de despedida… e um adeus. Bem… eles perceberam e, eu também!







Despedi-me de todos, gradualmente e muito “soft”, foi engraçado… da Irmã Rita, um doce de pessoa… muitos doces me deu ou mandava… e no ultimo cafezito… mais uma saquita de biscoitos de mel! A despedida das Irmãs da Paróquia de Neves, da Patrícia, da Ana, da Petiza, da Beth, da Josseline, da Kátia… foi complicada! De algumas… e alguns… nem houve despedida. É difícil partir de Portugal… mas mais difícil foi partir de Lembá!







Aquando da minha partida para a Missão das Neves… nada esperava, nada ansiava, nada deixava, partia simplesmente num acto de humildade e entrega. Nunca contava que aprendesse tanto, e muito menos, recebesse tanto.


















Nunca cheguei ao fundo do poço, como se costuma dizer, mas não estava feliz nem segura…. É impressionante como esta paragem me deu novo fôlego. Esta missão foi uma pausa a uma “Rafaela” para um recomeço de uma “RAFAELA”. Aquelas árvores gigantes fizeram-me perceber a pequenez em que vivia. A falta de água ou energia eléctrica, fez-me ver que tudo tinha e nada usufruía.



Como a minha música preferida: Dream on girl

“Come back to see the day - Volta para veres o dia

You lost your heart and all your hopes- que perdeste o teu coraçao todas as tuas esperancas

I'll take you to see the sunrise - Eu levar-te-ei para veres o nascer do sol

And try to catch your ghost - e tentar apanhar o teu fantasma ”

Eu sonhei e regressei aos dias em que perdi a esperança e, alguém me levou a ver o pôr do sol ( e que lindo pôr do sol!) e ajudou-me a apanhar todos os meus fantasmas. Fantasmas, que eram (e são) tantos… mas que vinham sob a forma de mágoas, dores e perdas que transformei em marcas, aprendizagens e força. Todas as cicatrizes tornaram-se troféus, para que olhe para as mesmos e, me lembre que sou muito mais em Cristo.
Trouxe amigos, trouxe prendas, trouxe a essência de Lembá em mim… se aquando da minha viagem para São Tomé pensava no que estava a deixar para trás… a minha família e as perdas que tivera. Aquando da minha viagem de regresso, para além de dormir (e como dormi!), esboçava um sorriso, a cada pensamento, a cada lembrança, a cada momento que me vinha à memória da minha passagem por São Tomé. Tantas pessoas, tanto carinho, tanto cuidado…. Tanto amor (arrisco! Ouso dizer!).














Na terra da escravidão, fiquei livre. Na terra do nada, recuperei tudo. Na terra de São Tomé,… regressei. Readapto-me ao frio…. Depois do meu mais longo verão - tempo de calor, praia, férias, paixão e aventura - sou livre.
Parti dorida, alegrezita, confiantezita, despojada, sem grande interesse por nada… Nesta quadra, particularmente difícil, mas de esperança e fé, cheguei a Portugal… alegre… Regressei feliz, completa, confiante, humilde e apaixonada. Recuperei a paixão.
Como alguém me dizia: “ Ao partires por dois meses para ajudares os outros, significa que não te importas comigo!”… tinha razão… essa importância era demasiado pequena para aquilo que eu iria a vir descobrir e encontrar. Estes três meses, foram uma prova de amor perante aqueles que realmente gostam e se importam para comigo, todos os laços foram fortalecidos.
Nas minhas orações estarão todos aqueles que comigo estiveram durante esta missão, de São Tomé a Portugal, de Neves a Vilar do Paraíso, a minha gratidão estendesse a uma simples oração.
Desejo que Deus ilumine os caminhos de cada um dos que comigo estiveram, já que sou uma afortunada… pois o meu caminho é iluminado por uma linda estrela. A minha estrela.
Sou eu. A viver o meu Natal. O Natal da minha família. O nosso Natal. Mesmo com aqueles que estão longe. Estarão sempre perto. O Natal… esperança… a minha estrela brilha.
Sou eu. Feliz. Eu, a de sempre… mas com esperança e livre.
Uma missão, uma pausa, uma separação transformada numa pessoa de Amor. Afinal sabia o que precisava. Precisava de… encontrar-me… de encontrar a minha fé.




Encerro a Missão Neves Setembro/Dezembro 2010, com grande saudade e carinho!



Beijito.

Chauê, migú múm!
TRAZEMOS POR VIVER AINDA UMA INFÂNCIA

...



E porque ainda é Natal... com a imagem do bonito Presépio feito na Igreja da minha aldeia, publico parte de mais um lindíssimo texto de Natal do Pe. Tolentino de Mendonça, que para ser lido na integra basta clicar no endereço colocado no final da página.



O Natal de Jesus, o mistério da sua encarnação, reconfigura radicalmente a condição humana, porque deposita nela inventivas possibilidades. Estamos habituados a ver no inelutável ciclo das estações, primavera, verão, outono, inverno, o modelo da própria vida. Julgamo-nos chegados, cada vez mais chegados, de uma primavera ou de um verão que julgávamos invencíveis ao irremediável obscurecer do outono ou à íngreme solidão da paisagem no inverno. O nascimento humano de Deus inaugura, porém, um esperançoso contraciclo: a nossa vida deixa de explicar-se como uma marcha do nascimento para a morte, para efetivar-se na imagem de um incessante renascer. Contemplando a manjedoura do Deus Menino, qualquer que seja a nossa idade e o peso dos nossos anos, sentimos como real aquele verso de Pedro Homem de Mello: «a minha [a nossa] infância ainda não morreu». De facto, a infância não é uma nostálgica trégua que o nosso passado encerrou, mas o futuro que um modo novo de entender a história nos entreabre. Trazemos por viver ainda uma infância - é o que o Natal nos segreda.







José Tolentino Mendonça


In Diário de Notícias da Madeira


24.12.10




NATAL NA ALDEIA




Por estes dias as notícias no blogue não têm sido muitas... Quase sempre passo esta quadra na minha pequena aldeia e este ano assim teve de ser, pois minha mãe fez questão de estar na casa dela e não se pode contrariar uma senhora com os seus bonitos 80 anos! Deste modo revivo ainda algumas tradições da minha infância; de cantares, sabores e cheiros, para além de abraçar e conviver com amigos que ali vão estar com os pais ou outros familiares que ainda os ligam ao cantinho de nascimento. O contacto com o "mundo exterior" fica neste dias em "standbay", porque não há vontade de ir até onde é possível ter rede de telemóvel ou Internet. Aos amigos e visitantes que "sentiram" a minha falta, agradeço os votos de Boas-Festas e aqui fica a "prenda" do meu presépio aldeão despido de luzinhas e enfeites, com os desejos de que o Natal tenha sido vivido na sua verdadeira plenitude: em adoração ao Menino Deus e com muito amor, ternura e carinho entre todos.

CEIA DE NATAL DOS CATEQUISTAS

Dezembro quase a terminar, mas com a quadra natalícia ainda a decorrer, lembramos a Ceia de Natal dos Catequistas e familiares que aqui estiveram unidos em amizade e fraternidade.
Muita bonita a decoração e arranjo da sala e mesas, que começou bem cedo, e foi da responsabilidade do 1º ano de catequese. 
Na cozinha, como já é habitual, as nossas melhores cozinheiras: Céu, Fátima, Otília e Rosalina, que também tiveram de iniciar bem cedo os preparativos para que o jantar fosse servido na hora marcada. 
Antes do se iniciar o jantar, e enquanto das mãos do Pároco se recebia o pão, feito berço, onde vinha o Menino Jesus, cantamos: "Esta Luz pequenina vou deixá-la brilhar"... Depois de todos já terem o Pão de Deus, rezamos a oração do catequista: Senhor, chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja e na minha Paróquia. Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho. É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça. Faz-me Teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça. Ámen. 
Depois do jantar foi a habitual troca de prendas, devidamente organizadas e preparadas, pelos catequistas: Joana Veríssimo, Fernando e Emanuel, que com o Pedro - apresentador de serviço - fizeram a chamada e entrega das lembranças.
Primeiro as crianças, claro! Que deliraram quando chamaram os seus nomes e lhes foi oferecida uma pequena lembrança. A felicidade demonstrada, nada teve a ver com o valor da prenda, mas apenas pela simples razão de serem lembradas naquela noite!
Seguiu-se a entrega a todos os presentes, mas que tivessem levado o seu presentinho para partilhar, pois ninguém é obrigado a participar. 
Entre palmas e risos, lá se foram distribuindo as prendas, conforme os números que iam saindo, até ao momento de "suspense"... a Céu tinha direito à prenda maior que estava na mesa!
Curiosidade ao rubro até pela frase que a prenda tinha escrita... Finalmente aberta a prenda... eram as botas da Otília!!! Gargalhada geral e muitas palmas, pela originalidade da partida. Claro que a Céu, depois da brincadeira, teve direito à prenda certa.
 
Divertida, a Otília propôs um leilão para as botas pois estava mesmo a precisar de umas novas... mas  não teve sorte pois ninguém licitou! 
Prosseguiu a festa e distribuição das prendas e, pouco depois, mais um momento divertido quando a Joaninha teve como prenda... uma barby!!
Por fim, um momento sério mas muito bonito. Quando a Cátia abriu a sua prenda - uma agenda - que trazia uma carta, lida pelo Pedro, onde nos foi dado a conhecer o movimento JOC, em que algumas jovens da nossa paróquia estão inseridas e empenhadas em dinamizar e dar conhecer. 
Foi sem dúvida um jantar fantástico, em que os catequistas estiveram de parabéns! Pelos laços de amizade que se reavivaram, na alegria demonstrada, na ajuda e colaboração que todos se empenharam em dar. Ficam os desejos de que a recordação desta noite permaneça, e se faça Natal todos os dias, no coração de cada um!

domingo, 26 de dezembro de 2010

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS



«Há-de chamar-se Nazaren
o.”»








S. Mateus (Mt 1, 18- 24)




Neste primeiro domingo, depois da Solenidade do Natal, a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Evangelho convida-nos a viver com José e Maria os acontecimentos que sucederam ao nascimento de Jesus em Belém. Um acontecimento algo movimentado, assinalado por um êxodo e por um regresso. O protagonista que se destaca é José, chamado a desempenhar um papel fundamental na tutela nos primeiros dias de vida do Filho de Deus.
Avisado de novo em sonhos pelo Anjo, este pai adoptivo do Salvador deve agora defender e proteger a pequena criança no núcleo familiar, da maldade e do ódio de Herodes e seus cúmplices. Estes sonhos constituídos apenas por palavras, são palavra do Senhor, que só pedem para serem acolhidas. Dentro das narrativas da Infância de Jesus, é um modo de mostrar a revelação da vontade de Deus em relação a José e Maria e indicar a sua total disponibilidade em segui-la, sem oferecer resistência.
Graças à obediência, à vontade divina e à dedicação total de José em tomar conta do Menino e de Maria, o drama dos acontecimentos que envolve já a vida de Jesus, acaba com um final feliz. É maravilhoso contemplar a união que se estabeleceu entre eles. E esta união é sinal de que a família, com a graça de Deus, é a célula primordial onde o Amor é mais forte que todas as dificuldades. A Família de Nazaré é modelo para todas as famílias. Basta acolhê-la no seio de cada lar e tê-la como exemplo.











Ir. Anabela Silva fma


sábado, 25 de dezembro de 2010

N A T A L
...
Hoje Nasce o Amor, Jesus Cristo Senhor!
Lc 2, 1-14

Se não há paz, alegria e felicidade para os homens de hoje é porque lhes falta a humildade dos pastores para reconhecerem o Salvador. Cheios de preconceitos põem a sua esperança no poder, no dinheiro, no prazer e na glória, como se essas coisas fossem o caminho da felicidade...

«A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo... Ele fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transformar o mundo» (Mauriac).

Secretariado Nacional da Liturgia


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NASCEMOS e NASCEMOS...

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez. Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos. Nascemos muitas vezes ao longo da infância quando os olhos se abrem em espanto e alegria. Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca. Nascemos na sementeira da vida adulta, entre invernos e primaveras maturando a misteriosa transformação que coloca na haste a flor e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se com laços interiores e caminhos adiados. Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez. Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar. Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas. Nascemos na prece e no dom. Nascemos no perdão e no confronto. Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra. Nascemos na tarefa e na partilha. Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos. Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.

José Tolentino Mendonça 
http://www.snpcultura.org/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PROPOSTA PARA CEIA DE DE NATAL

ORAÇÃO 
Na Ceia de Natal proponho que rezem com a vossa família, amigos e todos quantos convosco vão celebrar o nascimento do Deus Menino a seguinte oração: 
"À Tua Luz, congregados, 
para esta Ceia, sem igual, 
nós te pedimos, maravilhados: 
entra, ó Jesus, nesta casa, 
para que não fique escura e vazia 
do fruto bendito da Tua alegria! 
Senta-Te agora à nossa mesa, 
ocupa o lugar principal! 
És Tu a Luz, o Sal 
o Fermento e o Pão, 
a doçura e a ternura 
da nossa vida, em comunhão 
nesta Noite Santa de Natal!" 

Pai-Nosso.... 
Virgínia Santos
SANTO E FELIZ NATAL!


Para todos os amigos e visitantes do nosso Blogue, desejo o melhor Natal de sempre, com muita alegria, amor e paz. Que se faça em cada casa uma grande festa de fraternidade, mas sem esquecer que o senhor dessa festa é o Deus Menino. Então, que Ele não fique sozinho nas palhinhas de todas as igrejas, morrendo de frio e esperando por nós... BOAS FESTAS!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

JOSÉ


Dá Senhor à nossa vida a Tua sabedoria. Ajuda-nos a jejuar das palavras que Te escondem, das palavras onde o amor não emerge, das palavras confusas, extenuadas, atiradas como pedras ou como alarde, das palavras que muralham a comunicação, das palavras que nada mais permitem senão palavras. Que o nosso coração se abra ao silêncio activo e comprometido que é a marca da hospitalidade verdadeira, a marca do Advento verdadeiro. Dá-nos a força de insinuar, nos invernos gelados que interiormente vivemos, o ramo verde, a inesperada flor, o irreprimível convite que Tu fazes ao nosso renascer.





Desenho: Rui Aleixo





Texto: José Tolentino Mendonça









Comunidade da Capela do Rato, Lisboa



http://www.snpcultura.org/




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

«O senhor fez em mim Maravilhas» (Lc 1, 49)


Como te amo, Maria, quando te dizes serva

do Deus que conquistaste pela tua humildade (Lc 1, 38),

tornou-te omnipotente essa virtude oculta.

Trouxe ao teu coração a Santíssima Trindade

e quando o Espírito de Amor te cobriu com a Sua sombra (Lc 1, 35),

o Filho, igual ao Pai, em ti encarnou.

Inúmeros serão os Seus irmãos pecadores,

Uma vez que Jesus é o teu primogénito! (Lc 2, 7)



Ó Mãe muito amada, apesar da minha pequenez,

trago em mim, como tu, o Todo-Poderoso,

mas não tremo ao ver em mim tanta fraqueza.

Os tesouros da Mãe pertencem aos filhos

e eu sou tua filha, ó Mãe querida.

As tuas virtudes e o teu amor não me pertencerão também?
E quando ao meu coração chega a Hóstia santa,

Jesus, teu suave Cordeiro, crê repousar em ti!


Fazes-me sentir que não é impossível

seguir os teus passos, ó Rainha dos eleitos,

porque tornaste o trilho do céu visível,

vivendo cada dia as mais humildes virtudes.

A teu lado, Maria, gosto de ser pequena

para ver como são vãs as grandezas do mundo.

Ao ver-te visitar a casa de Isabel,

aprendo a praticar uma caridade ardente.


Aí escuto arrebatada, doce Rainha dos anjos,

o canto sagrado que jorrou do teu peito (Lc 1, 46 ss.);

ensinas-me a cantar os divinos louvores

e a gloriar-me em Jesus, meu Salvador.

Tuas palavras de amor são rosas místicas

que perfumarão os séculos vindouros.

Em ti, o Todo-Poderoso fez maravilhas,

desejo meditá-las a fim de delas usufruir.













Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja





Poema «Porque Te amo, ó Maria», estrofes 4-7 (OC, Cerf DDB 1992, p.751)

MARIA


A vida, Senhor, é um mistério tão grande! Por que há o tempo? Por que existimos nós? Por que se ama? Por que se chora? Porque há a noite e o dia, o silêncio e o som? Quem disse a primeira palavra ou fez a primeira pergunta? Por que buscamos todos coisas que não encontramos? Diante do enigma da vida, tantas questões permanecerão sem resposta! E contudo, Senhor, sei que ressoa em mim, desde sempre, a presença do Teu amor. Antes que tudo fosse, Tu eras. Desde sempre me viste. Escutaste os meus primeiros balbucios como se fossem palavras. E ainda hoje, quando o meu ser continua o caminho da sua maturação, com que desvelo me proteges, com que esperança Tu embalas o meu coração.

Desenho: Rui Aleixo
Texto: José Tolentino Mendonça 
Comunidade da Capela do Rato, Lisboa
http://www.snpcultura.org/
EUCARISTIA COM A CATEQUESE









Sábado, 18 de Dezembro, na Capela de S. Martinho, foi celebrada a Eucaristia de encerramento do primeiro período de catequese. Animada pelo coro infantil, organizada pelo 8º. ano, contou com a presença de muitas crianças, jovens, catequistas, pais, avós e outros familiares.








A nossa catequista Rafaela, que tinha acabado de chegar de São Tomé, bem moreninha e de olhar radioso, deu-nos a alegria da sua presença.









Foi já um Natal antecipado que se viveu nesta celebração, mas em que o Rev. Padre Zé Manel pediu aos catequistas, pais e avós, que não deixassem estas crianças ter apenas “este Natal”, porque só isto é muito pouco…
Ficou o convite a que todos participem nas celebrações da quadra natalícia com as crianças, para que seja possível sentir, viver e transmitir a alegria do nascimento do Deus Menino.
Este Deus Menino, que é o Emanuel, o Deus Connosco e que as crianças já conhecem tão bem, pois nunca se enganaram quando lhes foi perguntado quem era o Menino Jesus!







A Luz, muito presente nesta celebração, aqui no símbolo da Missão 2010, onde foi colada uma pequena vela. O Celebrante convidou a Rafaela a ir ao altar, onde, com a Célia, recebeu simbolicamente a Luz de Jesus.





Essa mesma Luz que todos devem transmitir uns outros na noite de Natal, acendendo a pequena vela que foi depois oferecida.




O Celebrante vem junto da assembleia com o sinal de Deus, que é o Menino. Um menino que nasceu humilde e pobre e precisa da nossa ajuda, hoje! Aprendamos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renuncia e da partilha, para que neste nosso mundo aconteça mesmo Natal!




Colocado o Menino junto de Maria e José, assim se completou o Presépio. Rezamos então: Avé-Maria, cheia de graça! o Senhor é convosco, Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Ámen.




Terminada a celebração e na saída da Capela, foi oferecida aos pais e a todos os familiares presentes, a vela que acenderão na noite de Natal.



As crianças - que já traziam a sua velinha - foi-lhes também oferecido um pequeno lanche.