CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!
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sábado, 27 de setembro de 2025

VAMOS SER ENVIADOS?

 
Imagina que Jesus te chama, olha nos teus olhos e diz: “Vai, eu preciso de ti no mundo”. Sem capas, sem superpoderes… só tu, com o teu coração disposto a fazer a diferença.

Foi isso que Ele fez com os 72 discípulos – enviou-os dois a dois, sem mochila, sem snacks, sem desculpas.
Missão?
Levar paz.
Curar.
Mostrar que o Reino de Deus já está a acontecer.

Hoje, Ele continua a chamar.
No meio do barulho das redes, das séries, dos scrolls infinitos…
Ele sussurra: “Anda comigo. Sê diferente. Sê luz onde há sombra.”
E, spoiler: nem sempre vão aceitar o que tens para dizer. Haters vão existir. Mas não fiques preso(a) nisso.

A missão não é agradar, é amar.
Não é convencer, é viver com sentido.
Jesus também avisa: “Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem, mas porque os vossos nomes estão escritos no céu.”
Ou seja? O mais importante não é o que fazes, mas quem tu és.
E Deus nunca esquece.
Então, neste domingo, fica o desafio: o mundo precisa de construtores de paz, curadores de feridas, gente que contagie com esperança.
Topas aceitar essa missão?
Sem medo, como dizia o Papa Francisco.
És chamado.
És enviado.
E nunca vais sozinho.

Moral da história?
Deus acredita em ti.
Sim, em ti!

🙏
Artur Vieira (organista do coro das 11h S. Martinho)

terça-feira, 5 de maio de 2020

O SENHOR É MEU PASTOR (Confiarei)

Para os CATEQUISTAS 💗

Ainda com os ecos do Bom Pastor, fica uma lembrança e também um reconhecimento aos catequistas que, apesar das dificuldades, continuam a sua missão.
Que o Senhor, Bom Pastor, nestes tempos difíceis os continue a guiar e a fazer morada no seu coração. Que ELE lhes mostre outros caminhos e nasça assim uma nova evangelização.

Nota: se não conseguir visualizar o vídeo na página clique directamente em YOUTUBE

sábado, 14 de setembro de 2019

POR FALAR EM CATEQUESE...

Contamos CONTIGO para ser CATEQUISTA! 💗

Renovamos o CONVITE já lançado anteriormente, na esperança de que encontre eco no teu coração, e venhas abraçar esta tão importante e bonita missão que é a de fazer catequese.  
Contacta-nos (916993942).

domingo, 8 de setembro de 2019

AGARRA ESTA MISSÃO: VEM SER CATEQUISTA!

Aceitas esta missão de querer encontrar-te mais com Deus e levar outros ao seu encontro? Estarias disponível para ser catequista nesta paróquia? Se sim, contacta-nos (916993942). O caminho pode estar à tua espera.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

DOMINGO DE PENTECOSTES EM BESELGA

No Domingo de Pentecostes, o Coro de S. Caetano, a convite da sua maestrina Tânia Leitão, viajou até à bonita de aldeia de Beselga, diocese de Lamego, onde com a comunidade local animou a celebração da Eucaristia. 
A Igreja da Santa Cruz – Matriz de Beselga, de traça barroca e construída no Séc. XVIII, destaca-se no seu interior o tecto da capela-mor decorado com figuras de apóstolos e o retábulo-mor em talha dourada e polícroma.
Presidiu à celebração da Eucaristia o Pe. Carlos Manuel Rodrigues Carvalho, pároco de Beselga e de mais 6 paróquias, missão que divide com o Pe. Francisco José Esteves Marques.
Porque é Maio, a bonita imagem de Nossa Senhora, encontra-se ao lado esquerdo antes da capela-mor, para acolher todos os seus filhos.
No lado direito, por baixo da imagem do Sagrado Coração de Jesus, destaque para um bonito painel que nos anuncia que Cristo ressuscitou!
A Igreja encheu-se para a Solenidade de Pentecostes! E com esta comunidade - que desde o início tão bem acolheu o Coro e os seus familiares - se rezou, cantou e louvou ao Senhor!
 
A missão destinada ao Coro neste dia era, principalmente, animar a celebração com cânticos...
No entanto, os responsáveis entenderam dar também a missão de leitores, pelo que as leituras foram feitas por elementos do Coro.
O Sr. Diácono Angélico, que também acompanhou o Grupo nesta missão, aqui na proclamação do Evangelho. 
O Pe. Carlos, na homilia deste Domingo de Pentecostes, desejou que "cada um de nós seja receptivo ao amor que Deus derrama nos nossos corações, e que o Espírito do Senhor encha de alegria a terra inteira."  
Oração Universal: (...) "Por cada homem que faz o bem e ama a justiça, que luta e sofre pela  liberdade e pela paz, para que o Espírito Santo torne mais firme a sua esperança, oremos. (...)
"Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e para sempre.  Amém. Amém. Amém."
A organista que ficou um bocadinho "escondida" pela imagem de Nossa Senhora, mas que em nada afectou o o seu trabalho. 
No final, a fotografia de grupo para guardar e recordar este Domingo, em que  "fora de portas" se fez missão. "Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho" é para nós hoje!
Seguiu-se depois um excelente almoço que foi oferecido pela Comissão de Festas de Beselga, a quem renovamos os agradecimentos pelo acolhimento e simpatia com que nos brindaram.
Depois do almoço, tempo para uma pequena caminhada de volta ao centro da aldeia, onde junto da Igreja se encontra o MEMORIAL DA DEVOÇÃO CEIREIRA,  um pequeno núcleo museológico, muito bem concebido pelos Padres Carlos e Francisco e que foram gentis cicerones nesta visita. Um grande bem-haja!
Já a caminho de casa, houve ainda tempo para um pequeno desvio, com a subida e visita ao lindíssimo Santuário de Nossa Senhora da Lapa, que encerrou em beleza este dia, a que até a chuva prometida se associou, só caindo antes ou depois da passagem do grupo!
A terminar,  fica também o agradecimento do Grupo Coral de S. Caetano à Câmara Municipal de Gaia, pela cedência do transporte.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

PARTILHA MISSIONÁRIA

Encontro de adolescentes, coordenado pela Rafaela, com o testemunho do casal Josefa e Nuno, leigas Belmira e Amélia e a irmã Isabel, Coordenadora Geral das missionárias da Boa Nova. Testemunhos de fé que apontam caminhos, e ajudam a um crescimento espiritual pleno, de escolhas para o futuro e  porque todos somos missionários onde quer que estejamos!
O casal Josefa e Nuno falaram-nos da sua relação de namoro e casal e do crescimento na fé e no amor a Deus e de como esta caminhada é importante nas suas vidas. 
A Belmira e a Amélia apontaram o caminho de ser leigo empenhando, voluntário, fazer missão, estar onde é preciso e voltar sempre mais rico de experiências e de amor. 
Testemunho completado pela Irmã Isabel, que com alegria visível no rosto e nos gestos, nos deu conta de como não foi fácil deixar tudo, mas como ao mesmo tempo recebeu tudo! Fruto também de uma boa educação cristã transmitida pelos pais. 
Nas palavras da Irmã Isabel," - todos temos uma vocação e, como tal, há que acolhe-la - se for para estar a tempo inteiro em missão, pois que seja! Ser missionário é partilhar a alegria, a simplicidade, nunca partir com ideias feitas... porque os povos têm a sua cultura, maneira de ser e estar."
Foi uma excelente tarde de catequese, que culminou com o encontro principal, todos na EUCARISTIA!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O REGRESSO DA MISSÃO

Já demos conta do regresso da Rafaela, que terminou a sua missão de voluntariado em S. Tomé. Durante os três meses que ali permaneceu foi-nos contando a sua experiência e a riqueza que ela lhe estava a proporcionar. Agora, em jeito de "balanço" e com a distância que a separa da realidade vivida, escreve mais uma crónica que partilha com todos nós.
 
Após mais de uma semana em Portugal, encerro o capítulo Paróquia de Neves – Setembro a Dezembro de 2010.
 
É lindo, olhar para trás e ver três meses de gratuidade, crescimento, familiaridade, carinho, entrega, coragem, fé, desprendimento… felicidade. Em São Tomé fui feliz, e trouxe para casa a mesma felicidade que lá vivi, por um motivo muito simples, a aprendizagem. 
No olhar simples encontrei as respostas que precisava.  Os últimos dias em Lembá, foram muito intensos… de domingo a sexta feira (dia da minha partida) dormi em média duas horas por noite, duas delas fiz directas… para poder deixar a exposição dos trabalhos dos meus diabretes pronta…
Na terça feira, fiz a árvore de natal com os diabretes, com as estrelas de pacotes de leite… e um grande sorriso da parte deles e, um maior da minha parte… grande árvore de natal. Linda! Foi ainda a festa de natal do lar de idosos… e o giro é o pós festa. O almoço… os bolos… dos “organizadores e colaboradores”… que, do qual não fazia parte, mas também comi, e ri-me, e diverti-me… e levei com um “ché, já vais!”
 
Na quarta feira as irmãs, doces como sempre, foram passear comigo, numa ultima visita à ilha… Cascata Bombaim, Cascata São Nicolau, Jardim Botânico Obô, Club Santana, Boca do Inferno, Água Izé, Trindade, … tantos outros sítios… que as Irmãs, de jeito a bom anfitrião, fazem o seu papel de mostrar a casa, na despedida.
Na quinta-feira… bem a minha despedida dos meus diabretes, foi leva-los a ver a exposição dos seus trabalhos: o presépio (de papel e trapos), a lagarta de plasticina, o postal do Dia da Mãe (a 08 de Dezembro… como antigamente), o postal de Natal e o anjo…. Bem o rosto deles… tudo disse. Receberam um beijito e um postal de despedida… e um adeus. Bem… eles perceberam e, eu também!
 
Despedi-me de todos, gradualmente e muito “soft”, foi engraçado… da Irmã Rita, um doce de pessoa… muitos doces me deu ou mandava… e no ultimo cafezito… mais uma saquita de biscoitos de mel! A despedida das Irmãs da Paróquia de Neves, da Patrícia, da Ana, da Petiza, da Beth, da Josseline, da Kátia… foi complicada! De algumas… e alguns… nem houve despedida. É difícil partir de Portugal…
 mas mais difícil foi partir de Lembá!
Aquando da minha partida para a Missão das Neves… nada esperava, nada ansiava, nada deixava, partia simplesmente num acto de humildade e entrega. Nunca contava que aprendesse tanto, e muito menos, recebesse tanto.
 
Nunca cheguei ao fundo do poço, como se costuma dizer, mas não estava feliz nem segura…. É impressionante como esta paragem me deu novo fôlego.
Esta missão foi uma pausa a uma “Rafaela” para um recomeço de uma “RAFAELA”. Aquelas árvores gigantes fizeram-me perceber a pequenez em que vivia. A falta de água ou energia eléctrica, fez-me ver que tudo tinha e nada usufruía.
Como a minha música preferida: Dream on girl “Come back to see the day - Volta para veres o dia You lost your heart and all your hopes- que perdeste o teu coraçao todas as tuas esperancas I'll take you to see the sunrise - Eu levar-te-ei para veres o nascer do sol And try to catch your ghost - e tentar apanhar o teu fantasma ” Eu sonhei e regressei aos dias em que perdi a esperança e, alguém me levou a ver o pôr do sol ( e que lindo pôr do sol!) e ajudou-me a apanhar todos os meus fantasmas. Fantasmas, que eram (e são) tantos… mas que vinham sob a forma de mágoas, dores e perdas que transformei em marcas, aprendizagens e força. Todas as cicatrizes tornaram-se troféus, para que olhe para as mesmos e, me lembre que sou muito mais em Cristo. Trouxe amigos, trouxe prendas, trouxe a essência de Lembá em mim… se aquando da minha viagem para São Tomé pensava no que estava a deixar para trás… a minha família e as perdas que tivera. Aquando da minha viagem de regresso, para além de dormir (e como dormi!), esboçava um sorriso, a cada pensamento, a cada lembrança, a cada momento que me vinha à memória da minha passagem por São Tomé. Tantas pessoas, tanto carinho, tanto cuidado…. Tanto amor (arrisco! Ouso dizer!)
Na terra da escravidão, fiquei livre. Na terra do nada, recuperei tudo. Na terra de São Tomé,… regressei. Readapto-me ao frio…. Depois do meu mais longo verão - tempo de calor, praia, férias, paixão e aventura - sou livre. Parti dorida, alegrezita, confiantezita, despojada, sem grande interesse por nada… Nesta quadra, particularmente difícil, mas de esperança e fé, cheguei a Portugal… alegre… Regressei feliz, completa, confiante, humilde e apaixonada. Recuperei a paixão. Como alguém me dizia: “ Ao partires por dois meses para ajudares os outros, significa que não te importas comigo!”… tinha razão… essa importância era demasiado pequena para aquilo que eu iria a vir descobrir e encontrar. 
Estes três meses, foram uma prova de amor perante aqueles que realmente gostam e se importam para comigo, todos os laços foram fortalecidos. Nas minhas orações estarão todos aqueles que comigo estiveram durante esta missão, de São Tomé a Portugal, de Neves a Vilar do Paraíso, a minha gratidão estendesse a uma simples oração. Desejo que Deus ilumine os caminhos de cada um dos que comigo estiveram, já que sou uma afortunada… pois o meu caminho é iluminado por uma linda estrela. A minha estrela. Sou eu. A viver o meu Natal. O Natal da minha família. O nosso Natal. Mesmo com aqueles que estão longe. Estarão sempre perto. O Natal… esperança… a minha estrela brilha. Sou eu. Feliz. Eu, a de sempre… mas com esperança e livre. Uma missão, uma pausa, uma separação transformada numa pessoa de Amor. Afinal sabia o que precisava. Precisava de… encontrar-me… de encontrar a minha fé.
Encerro a Missão Neves Setembro/Dezembro 2010, com grande saudade e carinho! Beijito. Chauê, migú múm!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A ÚLTIMA MENSAGEM EM SÃO TOMÉ

Bem amigos, estes últimos dias tem sido de trabalho… e muito trabalho! Não há praia nem passeio, pois tem chovido torrencial e diariamente… além de não ter tempo é perigoso com as derrocadas e inundações! Contudo a vidita corre e bem.
 
Fiz a minha primeira experiência a andar de transportes públicos! Uma Toyota Hiace, anterior aos anos 80, de nove lugares, 15 pessoas lá dentro, um porco gigante, bacias de peixe… 28 km… 45 minutos… e, por Amor da Santa, parece a montanha russa…. Cada susto! Mas engraçado, “branca” vai à frente, ou vai no banco de trás só com duas ou três pessoas… não vai “amontoada”! As minhas idas à capital agora, hum… já acontecem porque vou de “hiace”. Ora vou almoçar com os leigos, ora vou aos correios, ou tomar café… como dizem, ninguém sai de São Tomé sem a experiência “iáce”.
 
Fiz um retiro com o grupo de Crisma (o 3º ano) em Monteforte e depois viemos a pé… bem, é perto! Uma hora… a andar… eu explico, apanham-me mais uma vez no fim da missa e convidam-me para ir… depois venho a pé… Santa Mãe!

Faz-se bem… conversa-se, vêem-se arvores gigantes… pelos campo fora…Mãe Santa, até ela espanta! A minha catequese, essa, cresce… parecem cogumelos… aparecem todos os sábados, novos Catequizandos.

Bem o engraçado, é que começam a despedir-se; ora aparecem na escola para saber quando vou embora, ora, abrem a discoteca para a minha despedida.

Ah! Grande noite! Bem, discoteca? É uma coisa engraçada… na qual passei parte da noite (no final de tarde) quieta, pois não sei dançar… e que danças, Santíssima! Começou às 20h30 e eram 23h00 estávamos a “correr” para casa… já era tardíssimo… Bem valeu a noite, dormiram no meu quarto, quatro meninas dóceis… foi giro… giríssimo.

Começam as festas de Natal, e na terça, fomos ao Hospital Central, entregar prendas à pediatria e passar na Cáritas para entregar prendas e levar um “Feliz Natal” a todos… bem, imaginemos, 125 crianças de 5 e 6 anos, quatro educadores, duas professoras, uma Irmã, duas brancas e uma auxiliar… seis motoristas e seis ajudantes… em… quantos carros? Vá lá!
   
Seis… eu repito SEIS hiaces (carros de nove lugares!)… conclusão vou, à frente, outra branca, o motorista e três crianças… mas a alegria deles de irem à cidade, de terem as batas com os nomes bordados nos gatos (benditos gatos!)… valeu a pena o “sacrifício” de uma hora de viagem… nestas condições. Claro, que ainda na quarta-feira, fui tomar café à cidade ( a um Salão de Chá! Santa Mãe! Que coisa…) e fui e vim de Hiace… para lá normal… 12 pessoas… para cá… viemos… ora vá, advinhem… 20 adultos, bem constituídos… e duas crianças! Bem… São Tomé na sua pureza.
 
Sábado foi uma correria! De manhã fui para Santa Catarina, mais uma vez apanhada desprevenida, para um retiro… no caminho parei… e parei… para fotos, apanhar pedras… ir a Anambó – local onde os portugueses desembarcaram pela primeira vez. Á tarde, fui à festa da Nossa Senhora da Conceição em Ponta Figo e, ainda vim à catequese… despedir-me dos meus meninos!
 
Domingo, bem…. Difícil! Ia para a praia, mas o pneu furou… e mudamos de carro… fomos no “pinchas”, um Land Cruise com mais de 20anos e uma “tecnologia” irreconhecível… de rir… a praia essa, estava má, o mar estava zangado! Estava vento… mas água quente e banhos de horas! É impressionante o “mau tempo” aqui. Grande praia. Grandes risos! Grandes amigas!
 
Quarta feira... hoje... fiz a árvore de Natal com os diabretes... que felicidade uma arvore palmeira... estrelas pintadas por eles... estrelas de papel de pacotes de leite... e um grande sorriso... a felicidade deles. Minha Santa! Depois fui à festa do lar de Idosos... ena! O final é que foi engraçado! O almoço dos trabalhadores e aproveitam para a minha despedida... Por Amor da Santa Mãe! "No Coments"! Só risos e gargalhadas!! Fotos da próxima vez! ah! Não há mais! Acabou!

 
Começo a organizar as minhas coisas… inclusive as fotos… e já vão… 4500 fotos… mas nenhuma delas retrata o que vivo, o que vejo, o que sinto… os cheiros, os sons, o calor, o suor a correr pela testa… o carinho… o “Rafaêlha!” … bem… Por Amor da Santa,…. até ela espanta! Tanto tempo… cerca de 93 dias, após a minha chegada a São Tomé… a menos de três dias da minha partida para Portugal… penso e relembro a minha vidita à 12 semanas atrás! Santa Mãe… devia estar anestesiada pela vida, pois foi tudo tão natural… a minha partida, pareceu um “ vou de autocarro até à baixa e venho já!”. Não me preocupei com nada, não preparei nada, não me despedi de ninguém, não fiz grandes planos… agora tenho consciência de que a decisão de partir, foi a melhor decisão.
A decisão mais acertada! A decisão mais difícil da minha vida, mas a mais eficaz e eficiente. As grandes decisões são, supostamente, aquelas que gastamos mais tempo a decidir, e, por consequência, vemos os prós e contras, benefícios e custos, riscos e certezas, chegamos a um impasse, e queremos e não queremos… e dizemos SIM, NÃO, SIM, NÃO… e sai um “NIM” ou um “SÃO”, pois damos uma resposta incerta….
A minha decisão foi tomada em poucos dias, a sua preparação levou 13 anos. O desejo de partir numa missão acompanha-me à muitos anos, mas só em Maio deste ano tive coragem de dar o primeiro passo – oferecer-me como voluntária – e em Junho recebo a resposta afirmativa. A 17 de Julho, oferecem-me a oportunidade de partir em Setembro para São Tomé e Príncipe; a vida corre, mas a certeza da partida está dependente da aprovação da Congregação. A 18 de Setembro fica confirmada a minha partida no dia 24… sete dias antes. Na noite anterior, à minha partida meto tudo dentro de uma mala (mala com o tamanho da que uso para transportar a roupa, apenas roupa, quando faço férias de cerca de uma semana; e para três meses, meti na mesma mala, roupa, sapatos, medicamentos, produtos de higiene, livros, toalhas… para três meses! A mala da roupa para uma semana!).
  
Parti, com a lágrima no olho, naturalmente, por deixar para trás os meus amigos, os meus irmãos, o meu sobrinho, e a minha Mãe… mas parti como se fosse ali, já naquela esquina. Sem pensar no que ficava, sem preocupação no que ia encontrar… ou no que não ia encontrar, parti livre e humilde… despojada de tudo…
Hoje, a vontade de fazer a mala é a mesma de há 12 semanas atrás: NENHUMA! Não me apetece levar nada… não preciso de nada que caiba na mala! Mas o pensar partir… essa sensação sim… é estranha.
Que me perdoem os que leem estas notas (supostamente são os que se interessam por mim!), mas a vontade de partir é de 50%. A de ficar é 50%. Tenho saudades de casa, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu Kiko, dos meus amigos, dos meus meninos,… mas fica um trabalho completamente inacabado com estas crianças, com estes jovens, com estes adultos. Por Amor da Santa. Um trabalho inacabado em mim! São Tomé podia ser na próxima esquina de Vilar do Paraíso, não podia? “Poder, até podia! Mas não era a mesma coisa!”
Chegarei dia 17 de Dezembro às 13h de Lisboa e de São Tomé e Príncipe (têm o mesmo fuso horário!), eu, Rafaela, que parti sem nada… regresso com a mala cheia, cheia de alegria, de calor, de sol, de praia (foi o Verão mais quente e longo alguma vez vivido!)… a mala cheia de esperança, saudade, paixão e amizade! Aprendi, a viver com paixão, com gosto e, simplesmente, a viver aceitando o que tenho e sou.
Para quê falar… o que vivo, é uma experiência minha… radical… por ventura egoísta (pois abandonei tudo e todos), profunda e fascinante! Não sou completamente feliz (porque faltas tu!), nem encontrei a equação perfeita da felicidade… encontrei, sim, o meu equilíbrio, e enterrei as dores, guardei as boas recordações, aceitei as minhas insuficiências e deficiências (tantas! São tantas!), ganhei força para enfrentar as dificuldades e obstáculos, ou simplesmente aceitá-los, valorizei o que tenho e não perco
 tempo com o que perdi, enfrento a realidade! 
Sou eu, igual a mim mesma (mais gorda!), mas a Rafaela que saiu de Portugal com uma visão de que a vida podia ser melhor se…. Esses “ses”… que agora, são “sou”, “posso”, “tento”, “faço”… a vida é melhor. Basta vê-la!
Deus sempre esteve comigo, e nesta missão experimentei o seu amor e graça. É agradável saber que não sabia o quanto tinha e não dava valor, porque me faltava algo… que conhecia mas não o sabia. Faltava-me a humildade e paixão!
 
Agora sim, é a despedida de notas de São Tomé (infelizmente!), despeço-me com um “até já”! Parto… para chegar! Beijito! Chauê!
Carla Rafaela