quarta-feira, 19 de setembro de 2018

ESCUTEIROS: inscrições abertas

Um ponto de partida para uma vida plena de alegria, amizades, aventuras... atreve-te a ser mais... a ser melhor!

ENCONTRO DE CATEQUISTAS, 22 de setembro, 16h00

Todos os catequistas são CONVIDADOS a marcar presença no encontro de abertura do ano para catequistas no próximo sábado, dia 22 de setembro. O programa será o seguinte:

-16h00: acolhimento no Centro Paroquial, com entrega do material de trabalho.
-16h30: reunião geral.
-18h00: lanche partilhado. (Cada catequista deve trazer uma pequena partilha -comida ou bebida -)  
-19h00: missa de ENVIO DE CATEQUISTAS na Capela de S. Martinho.

A presença de cada um é insubstituível. Contamos convosco.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PRIMEIRA PALAVRA

Fazer «da dimensão e da metodologia missionária o grande paradigma de todas as nossas iniciativas, ações e projetos» é a intencionalidade que orientará a missão, na nossa Diocese, como refere o Projeto Pastoral. Um dinamismo que implica não só a missão como, inevitavelmente, a vida do «agente pastoral». Dom Manuel Linda insiste nesta inter-relação quando revela que: «desejaria que este ano fosse marcado pela dinâmica da conversão: conversão do nosso coração e da nossa mentalidade. Só isto nos permitirá criar comunidades missionárias que não passem a vida a repetir indefinidamente o que sempre se fez, mas a “fazer” evangelicamente o que há que fazer neste nosso tempo. E, hoje, temos de ser uma Igreja “fora de portas”».
(...)
Que ao longo do ano, e sempre, o nº 266 da Evangelii Gaudium revele o nosso jeito de SER MISSÃO: «O verdadeiro missionário, que não deixa jamais de ser discípulo, sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária. Se uma pessoa não O descobre presente no coração mesmo da entrega missionária, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar segura do que transmite, faltam-lhe força e paixão. E uma pessoa que não está convencida, entusiasmada, segura, enamorada, não convence ninguém».

Que esta seja a nossa ALEGRIA

Revista A Mensagem

CATEQUESE: EM TEMPO DE INICIAR A MISSÃO


Acabaram as férias e é tempo de começar ou recomeçar a catequese.
Com renovado entusiasmo vamos caminhar, viver a alegria do encontro, da partilha e da fraternidade.
É tempo de pensar na missão, fazê-la a sério com a graça de Deus e a força do Espírito no Santo.
Que seja um tempo de esperança e confiança, e com empenho saibamos cativar os catequizandos para Boa Nova de Jesus.  

Bom ano de catequese para todos!

JESUS, O SERVO DE YAHWEH

Apesar das grandes multidões que o seguiram, Jesus nunca foi um populista e nunca usou engano para obter ou manter a aprovação das massas. Ele não escondeu as dificuldades que eles encontrariam em segui-lo. Sim, ele era o Messias, mas não um Messias glorioso, rico e poderoso. Jesus apresentou-se como o Servo de Javé, anunciado por Isaías, que aceitou a rejeição, perseguição e sofrimento por seu povo. Ele é o servo fiel, que tem sua vida fundada no alicerce da Palavra de Deus.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

BOM ANO LECTIVO PARA TODOS

Neste dia em que se iniciou um novo ano lectivo, desejamos que um bom acolhimento seja feito todos os dias nas escolas, e que os professores e educadores sejam capazes de dotar os alunos com as capacidades científicas e técnicas necessárias. Porém é fundamental que sejam também capazes de transmitir valores éticos e humanos para que a sociedade se torne menos egoísta e individualista, para que possa ser muito mais fraterna.

domingo, 16 de setembro de 2018

VATICANO: Pobres distribuíram um presente do Papa na Praça de São Pedro

O Papa Francisco afirmou hoje durante na oração do ângelus que a fé não se “reduz a fórmulas” e ofereceu aos romanos e aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro um crucifixo, distribuído pelos pobres da cidade.

“Hoje, dois dias depois da festa da Santa Cruz, pensei em oferecer-vos um crucifixo. O crucifixo é sinal do amor de Deus que em Jesus deu a vida por nós. Convido-vos a acolher esta oferta e a guardá-la na vossa casa, no quarto das crianças, dos idosos, em qualquer parte, mas que se veja!”, disse o Papa.

Francisco alertou os presentes que a cruz “é uma oferta do Papa” e que por isso, não tem de ser paga, e pediu aos pobres e marginalizados da cidade para a distribuírem a todos os presentes.

O Papa sublinhou que o crucifixo “não é um objeto ornamental, mas um sinal para contemplar e rezar”.

O Papa Francisco criticou hoje na Sicília os membros da Mafia que se dizem católicos, apelando à conversão destas pessoas e ao fim do ódio.

Que a palavra ódio seja eliminada da vida cristã! Não se pode acreditar em Deus e explorar o irmão, não se pode acreditar em Deus e ser mafioso. Quem é mafioso não vive como cristão, porque blasfema com a sua vida o nome de Deus-amor”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu em Palermo, no 25.º aniversário da morte do padre Pino Puglisi, assassinado pela Mafia.

Perante os aplausos de uma multidão estimada em 80 mil pessoas, Francisco apelou à conversão dos mafiosos.

Deixa de pensar em vós próprios e no vosso dinheiro. A mortalha não tem bolsos, não podem levar nada convosco. Convertei-vos ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, se não fizerdes isto, a vossa própria vida será perdida e será a pior das derrotas”.

O Papa sublinhou que, no pensamento católico, “a vida dá-se aos outros, não se tira”.

“Não se pode acreditar em Deus e odiar o irmão, tirar a vida com ódio”, advertiu.

sábado, 15 de setembro de 2018

TEMPO DE ORAÇÃO PELA CRIAÇÃO

"Os recursos da terra estão a ser depredados também por causa de formas imediatistas de entender a economia e a actividade comercial e produtiva. A perda de florestas e bosques implica simultaneamente a perda de espécies que poderiam constituir, no futuro, recursos extremamente importantes não só para a alimentação mas também para a cura de doenças e vários serviços. As diferentes espécies contêm genes que podem ser recursos-chave para resolver, no futuro, alguma necessidade humana ou regular algum problema ambiental."

Papa Francisco 
CARTA ENCÍCLICA
LAUDATO SI’

DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM- Ano B

SALMO RESPONSORIAL Salmo 114 (116), 1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9) 
Refrão: Caminharei na terra dos vivos na presença do Senhor. 

Amo o Senhor, 
porque ouviu a voz da minha súplica. 
Ele me atendeu, 
no dia em que O invoquei. 

Apertaram-me os laços da morte, 
caíram sobre mim as angústias do além,/vi-me na aflição e na dor. 
Então invoquei o Senhor: 
«Senhor, salvai a minha alma». 

Justo e compassivo é o Senhor, 
o nosso Deus é misericordioso. 
O Senhor guarda os simples: 
estava sem forças e o Senhor salvou-me. 

Livrou da morte a minha alma, 
das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés. 
Andarei na presença do Senhor, 
sobre a terra dos vivos. 

PARA QUE O NOSSO CORAÇÃO NÃO SEJA UM NINHO DE VÍBORAS

Irei também, Senhor,
Em procissão de amor,
Beijar a tua Cruz.

E quando eu olhar para ti,
Para o teu rosto ferido e desfigurado,
Para as tuas muitas chagas a sangrar,
Dá-me a graça de aí ver bem o meu pecado.

E quando Tu, Senhor, olhares para mim,
Com esse meigo olhar de serena compaixão,
Dá-me a graça de aí ver o teu perdão nunca poupado,
E de sair com o coração transfigurado.

SAUDAMOS O REGRESSO DA FOLHA DOMINICAL, com informações e reflexões muito importantes para toda a comunidade.

SÁBADO da semana XXIII - NOSSA SENHORA DAS DORES

Estava a Mãe dolorosa, 
Junto da cruz lacrimosa, 
Enquanto Jesus sofria.

Uma longa e fria espada, 
Nessa hora atribulada, 
O seu coração feria.

Oh quão triste e tão aflita 
Padecia a Mãe bendita, 
Entre blasfémias e pragas,

Ao olhar o Filho amado, 
De pés e braços pregado, 
Sangrando das Cinco Chagas! 
Quem é que não choraria, 
Ao ver a Virgem Maria, 
Rasgada em seu coração,

Sem poder em tal momento, 
Conter as fúrias do vento 
E os ódios da multidão!

Firme e heróica no seu posto, 
Viu Jesus pendendo o rosto, 
Soltar o alento final.

Ó Cristo, por vossa Mãe, 
Que é nossa Mãe também, 
Dai-nos a palma imortal. 
* Maria, fonte de amor, 
Fazei que na vossa dor 
Convosco eu chore também.

Fazei que o meu coração 
Seja todo gratidão 
A Cristo de quem sois Mãe.

Do vosso olhar vem a luz 
Que me leva a ver Jesus 
Na sua imensa agonia.

Convosco, ó Virgem, partilho 
Das penas do vosso Filho, 
Em quem minha alma confia.

Mãos postas, à vossa beira, 
Saiba eu, a vida inteira, 
Guiar por Vós os meus passos.

E quando a noite vier, 
Eu me sinta adormecer 
No calor dos vossos braços. 
Virgem das Virgens, Rainha, 
Mãe de Deus, Senhora minha, 
Chorar convosco é rezar.

Cada lágrima chorada 
Lembra uma estrela tombada 
Do fundo do vosso olhar.

No Calvário, entre martírios, 
Fostes o Lírio dos lírios, 
Todo orvalhado de pranto.

Sobre o ódio que O matava, 
Fostes o amor que adorava 
O Filho três vezes santo.

A cruz do Senhor me guarde, 
De manhã até à tarde, 
A minha alma contrita.

E quando a morte chegar, 
Que eu possa ir repousar 
À sua sombra bendita.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O BOM USO DA INTERNET

10 sugestões para usar as redes sociais em favor da saúde emocional e espiritual

Excetuando talvez os eremitas, quase todos usam hoje algum tipo de redes sociais. O Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, LinkedIn e outras plataformas são meios para estar em contacto com família e amigos, fazer novas amizades e aprender e dar a aprender algo de novo. São também apropriados para fazer chegar o Evangelho a muitas pessoas em todo o mundo.

Todavia nem sempre têm impacto positivo na nossa vida. Sabemos todos o que se sente quando as redes sociais, ou melhor, pessoas que as utilizam, nos fazem enlouquecer. Se permitirmos às redes sociais que nos controlem, podem influir negativamente em nós a nível espiritual e emotivo. Por isso é importante proteger o nosso coração, refletir e estar atento à vida “online”.

Eis algumas sugestões que nos podem ajudar a usufruir das redes sociais, mas também a encontrar maior equilíbrio e paz na nossa vida na internet.

1. Não seguir pessoas enraivecidas
Não encha a cabeça com postagens e comentários de pessoas que atacam outras, que são pessimistas, provocadoras, enraivecidas ou que tendem a dividir, ou cujos pontos de vista não têm compaixão, cambiantes ou reflexões.

2. Decidir seguir pessoas santas e inspiradoras
Siga as pessoas cujas publicações revelam regularmente os frutos do Espírito Santo: caridade, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, generosidade, fidelidade, modéstia, autocontrolo e castidade. Procure pedir sempre inspiração e orientação do Espírito Santo na ação na internet.

3. Desligue-se quando for necessário
Quando sentir que a sua frequência cardíaca aumenta em demasia, desligue-se e pondere deixar de seguir as pessoas cujas postagens o fazem sentir desolação, raiva, desespero ou ansiedade supérflua.

4. Antes de responder a alguém que o deixou zangado, aguarde pelo menos um momento, ainda melhor uma hora ou um dia
Se sentir a necessidade de responder imediatamente, levante-se e dê uma volta, respire lentamente dez vezes e peça ao Espírito Santo para inspirar a resposta.

5. Todos erramos
Quando responder a alguém com raiva em excesso, peça desculpa, confesse-se e faça tudo o que for possível para voltar à normalidade, mas não pense continuamente na situação e não a faça reviver na sua mente. Não serve de nada. Afaste-se alguns dias das redes sociais, e no regresso evite as pessoas e páginas que são uma tentação para o pecado.

6. Fazer pausas
Programe longas pausas das redes sociais. Não só um fim de semana ou alguns dias, mas pelo menos uma semana pelo menos uma vez por ano. Equacione também fazer pequena paragens ao longo do dia. Escolha a cada dia momentos de “blackout”, quer seja bem cedo pela manhã ou antes de ir dormir. Esforce-se verdadeiramente para cumprir esses momentos e verá que lhe darão paz e criatividade, ajudando também as suas relações na vida real.

7. Por vezes é melhor bloquear sem procurar compreender o que está a acontecer
Não imagine o contexto em que alguém disse alguma coisa, na tentativa de discutir com a pessoa ou dar um sentido a um comportamento abusivo. Na maior parte das vezes não sabemos por que é que alguém faz ou diz alguma coisa de inapropriado na internet. Por vezes o melhor é ignorar, bloquear sem procurar compreender o que está a acontecer.

8. Controle o tempo passado “online”
Cada vez mais estudos sublinham como as redes sociais provocam dependências. Por isso não podemos confiar sempre na nossa autodisciplina para desligar. Aplicações como Stay Focused, Freedom e outras podem não só registar o tempo passado “online”, mas também evitar voltar a ligar quando o nosso tempo acabou. Estas “apps” são um bom investimento se notar um comportamento dependente na utilização das redes sociais.

9. Confie no instinto
Se receber uma mensagem, um pedido de amizade ou um comentário estranho, confie no seu instinto. Quando sentir que não deve responder, não o faça. Não tem o dever de interagir com qualquer pessoa que o queira fazer consigo. O silêncio é o seu melhor amigo “online”. Diga uma oração por essa pessoa e siga adiante.

10. Em primeiro lugar está a saúde
Peça ajuda a Deus para usar as redes sociais de uma maneira que o ajude a tornar-se mais santo. Antes de publicar alguma coisa, pergunte-se: «É isto que Deus quer que eu seja? É assim que Deus quer que eu aja?». Se a resposta é negativa, elimine o que está para posta e continue o seu dia.

As redes sociais são um dom de Deus, mas devemos usá-la de uma maneira positiva a nível emotivo e espiritual, ao mesmo tempo que nos conduzam à santidade.

O papa Francisco escreveu que as redes sociais «podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do ser humano e a sua capacidade de usar bem os meios à sua disposição».

FÁTIMA: PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO

“Aqui experimentamos de modo particular que temos Mãe, que através do Seu Imaculado Coração nos convida a deixarmo-nos envolver no amor de Deus e, assim, curar as feridas e aquecer os corações desalinhados e reavivar a fé”.
D. António Marto 

FÁTIMA: PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO

“Deus nunca fica insensível aos corações atribulados”, 
 D. José Francisco Sanches Alves
D. José Francisco Sanches Alves, Arcebispo emérito de Évora, preside à Peregrinação Internacional Aniversária de Setembro no Santuário de Fátima. Esta noite na missa da vigília, no Recinto de Oração, lembrou o motivo que congrega tantos peregrinos na “Casa da Mãe”: “dar graças a Deus pelos imensos dons que tem concedido ao mundo, ao nosso país e a cada um de nós”.

Outro dos motivos, passa pela escuta e meditação da palavra de Deus que é “vida, e verdadeira luz espiritual que nos aponta o caminho a seguir em todos os dias da nossa vida e nomeadamente quando a escuridão nos oculta o caminho ou quando as encruzilhadas nos dificultam a opção correta”.

“Deus chamou-nos à vida, e pelo batismo agregou-nos à família divina, enriqueceu-nos com dons e graças especiais e tornou-nos filhos Seus”, explicou.

O prelado considera que “meditando na nossa vida, descobriremos que perante as nossas infidelidades, indiferenças e esquecimentos, Deus permanece Pai que nos ama com um amor indefetível e que nos espera para celebrar a festa do encontro e da alegria como fez o pai do filho pródigo”.

“Deus nunca fica insensível aos corações atribulados”, alertou, afirmando ainda que “tal como Jesus procedia com os doentes, sempre nos olha com compaixão, sara as feridas do pecado e aponta o caminho a seguir para alcançar a plena inserção na comunidade”.

VATICANO: PAPA CONVOCA REUNIÃO INÉDITA para debater prevenção de abusos sexuais

O Papa Francisco convocou os presidentes de todas as Conferências Episcopais do mundo para um encontro no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019, dedicado ao tema da “proteção dos menores”.

O anúncio foi feito hoje pela sala de imprensa da Santa Sé, sublinhando que a proposta partiu do conselho consultivo de cardeais, o chamado ‘C9’, para abordar a questão da prevenção de abusos sobre menores e adultos vulneráveis.

“O Conselho refletiu amplamente com o Santo Padre sobre o tema dos abusos”, assinala a nota oficial.

Na última segunda-feira, o ‘C9’, manifestou a sua solidariedade ao Papa, em comunicado divulgado pela Santa Sé.

“[O Conselho de Cardeais] manifestou plena solidariedade ao Papa Francisco perante quanto aconteceu nas últimas semanas, consciente de que no atual debate a Santa Sé vai formular os eventuais e necessários esclarecimentos”, assinala o texto.

Francisco tem recusado comentar as acusações de quem pede a sua renúncia, na sequência de uma carta divulgada pelo núncio apostólico Carlo Maria Viganò, segundo o qual teria protegido o arcebispo emérito de Washington, o ex-cardeal McCarrick.

Já esta quinta-feira, o Papa vai receber no Vaticano o cardeal Daniel DiNardo, arcebispo de Galveston-Houston e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América, juntamente com o cardeal Sean Patrick O’Malley, presidente da Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores (CPTM).

O pontífice tem repetido a necessidade de “tolerância zero” para os casos de abusos sexuais e o seu encobrimento, tendo criado a CPTM, que reúne especialistas e vítimas, além de pedir às conferências episcopais que promovam uma melhor formação para os sacerdotes e implementem diretivas para evitar que estas situações se repitam.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

QUARTA-FEIRA DA SEMANA XXIII DO TEMPO COMUM

Evangelho: Lc 6, 20-26
Rezar a Palavra

Quero ser bem-aventurado, Senhor. Este meu desejo não é estranho, pois todos os homens desejam a bem-aventurança. Assusta-me saber da possibilidade de trocar os critérios e os valores com que me oriento na vida a acabar por pensar que a bem-aventurança está onde tu vês a maldição. Mostra ao meu coração, Senhor, o verdadeiro sentido e valor das realidades do mundo e dos homens para não desejar perder-me nelas ao ponto de lhes entregar toda a minha vida.

MEDITAÇÃO SOBRE A CRISE DA IGREJA

Por Pe. Jorge Teixeira da Cunha

As notícias que circulam sobre assuntos da Igreja causam perplexidade em muitas pessoas. Os jogos de poder da Cúria Romana, a dimensão dos crimes de abuso por parte de clérigos de todos os graus, a oposição declarada ao Papa, o afrontamento de grupos de pressão com violência explícita são um sinal dos tempos de comunicação massiva que vivemos. Muitos se perguntam pelo sentido de tais notícias ou de tais factos. Será que vivemos um novo Inverno da Igreja? É necessário olhar com atenção para não perder o pé.

A Igreja sempre viveu em crise. Reparemos que “crise” quer dizer avaliação e ocasião de melhoramento, mediante um aprofundar da coincidência da vida eclesial com o Evangelho de Jesus. No nosso tempo, o que se está a passar é uma superação de um certo modo de a Igreja se entender a si mesma. É um processo que vem de longe e que teve o seu momento principal no Concílio Vaticano II. Trata-se de pensar de outro modo a Igreja no mundo, não como uma instituição visível e poderosa, mas como uma presença discreta, à imagem do fermento na massa. A isso, o Papa Francisco chama superação do clericalismo. Converter-se, por este caminho estreito, é ser melhor Igreja.

Mas alguém perguntará se a evidência dos crimes de abuso por parte de clérigos não é um sinal terrível de infidelidade. Claro que é, e claro que os crimes têm de passar pelo crivo da justiça. Mas ainda aqui, reparemos que em tudo isto se vislumbra uma evolução moral. Até há três décadas atrás, não havia sensibilidade nem da moral da Igreja nem da moral cívica ao abuso de crianças e jovens. Nem lei penal havia para esse crime. Agora há sensibilidade e há penas. Isso é um avanço. A Igreja está a pagar por este escândalo um preço maior do que a sociedade. Mas não deve fugir ao castigo por mais doloroso que seja. Esperemos que possa fazer dessa dor uma ocasião de redenção.

Sobre este último ponto, há mais uma lição a aprender. Do ponto de vista da evolução moral, a Igreja professa que apenas a reconciliação, a penitência e o perdão podem superar o mal pessoal e social. Ora, este aspecto parece esquecido, se olhamos o modo justiceiro como o assunto dos abusos está ser tratado. A Igreja não pode proceder segundo o mecanismo expiatório, ou seja, castigar apenas aqueles que são apanhados pela lei civil e, depois, lavar as mãos como Pilatos. A cumplicidade moral em relação aos abusos foi e é bastante generalizada, desde a mais alta hierarquia até aos graus mais baixos. Por isso, ocorre castigar quem prevaricou, mas também assumir a culpa por todos os silêncios, todas as conivências e mesmo todas as chantagens sofridas e praticadas. 

A Igreja já superou ocasiões tão dolorosas como a que está a viver nos nossos dias. O que importa é que saia das dores mais confiada no poder da fé e não já no poder da força, mais humilde para poder superar o clericalismo em todas as suas formas, mesmo o clericalismo laical.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PRÉMIO D. ANTÓNIO FRANCISCO


A recordar a grandeza moral e humana de D. António Francisco dos Santos, a Irmandade dos Clérigos, a Associação Comercial do Porto, e a Santa Casa da Misericórdia do Porto, anunciam esta tarde o vencedor do Prémio D. António Francisco. Com um valor de 75 mil euros, destina-se a apoiar cidadãos ou instituições que se distingam na promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, na defesa e promoção dos direitos humanos, no diálogo inter-religioso e ecuménico e na promoção da paz. A cerimónia de atribuição está agendada para as 17h00, no Palácio da Bolsa.