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sábado, 21 de fevereiro de 2026

DA QUARESMA À PÁSCOA

I Domingo da Quaresma A
ABERTURA DO CORAÇÃO

Evangelho: Mt 4,1-11: As tentações de Jesus

1. Abre o teu coração em todos os teus sentidos

Abrir os sentidos é abrir o coração, como centro unificador da pessoa humana. Importa rasgar o coração e não as vestes! “Neste mundo líquido, é necessário voltar a falar do coração; indicar onde cada pessoa faz a própria síntese; onde os seres concretos encontram a raiz de todas as outras potências, convicções, paixões e escolhas” (Papa Francisco, Dilexit nos, 9). Jesus entra no deserto e chama-nos aí, para que Deus nos possa falar ao coração, purificar o desejo humano e ensinar que a vida não se reduz à satisfação imediata que o consumismo nos oferece, porque o nosso coração anseia por muito mais. “É necessário que todas as ações sejam colocadas sob o «controle político» do coração, que a agressividade e os desejos obsessivos sejam acalmados no bem maior que o coração lhes oferece e na força que ele tem contra os males; que a inteligência e a vontade sejam também postas ao seu serviço, sentindo e saboreando as verdades em vez de as querer dominar; que a vontade deseje o bem maior que o coração conhece, e que a imaginação e os sentimentos se deixem também moderar pelo bater do coração” (Papa Francisco, Dilexit, 13). A abertura do coração é facilitada pela prática da oração, da partilha e do jejum, como nos recorda o Evangelho da Quarta-feira de Cinzas.

Neste primeiro domingo, a partir desta semana, redescubramos, o valor do jejum, como facilitador da oração e despertador do desejo de Deus, que nenhum alimento terreno pode saciar. Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua Palavra. Por outro lado, o jejum só encontra sentido quando nos reaproxima dos outros (a privação de bens destina-se à partilha dos bens com os outros) e relança as nossas competências relacionais (mais abertos a Deus e aos outros).

Neste primeiro domingo, o jejum de Jesus no deserto pode oferecer pistas para a proposta dos diversos tipos de jejum, e literalmente, do jejum em vários sentidos: jejuar de ruídos e mensagens, para escutar melhor a Palavra (audição); jejuar de imagens (TV, telemóvel), para pôr os olhos no Senhor (visão); jejuar do comidas e bebidas (paladar), para despertar a fome e a sede de Deus e desenvolver o sentido da partilha solidária com quem jejua por necessidade; jejuar dos gestos violentos (tato).

O jejum deixa-nos indefesos, confrontados com a nossa nudez, libertando-nos da tirania das máscaras e expondo a pobreza radical que habita cada ser humano e, neste sentido, abre um fissura para Deus entrar na nossa vida.

FOLHA DOMINICAL: Informações e reflexões importantes para toda a comunidade

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

DIA DIOCESANO DA IAM

SANTOS FRANCISCO E JACINTA

Padroeiros da Infância e Adolescência Missionaria que celebramos neste dia 20 de fevereiro.

Que estas duas crianças "duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas" nos ajudem nesta caminhada quaresmal a rezar melhor, a estar mais perto de JESUS e a fazer-nos próximos de quantos ao nosso lado sofrem dor, silêncio e solidão e precisam de quem os escute, lhes leve uma palavra de conforto e um abraço amigo.

São Francisco e Santa Jacinta
Rogai por nós. 🙏

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

IMPOSIÇÃO DAS CINZAS

Dos abismos em que vivo ergo a Deus o meu clamor:
escutai a minha prece, clementíssimo Senhor.

Tende compaixão de mim, Senhor, meu Deus,
e perdoai o meu pecado.

BENÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS

Irmãos caríssimos:
Oremos fervorosamente a Deus Pai,
para que Se digne abençoar com a abundância da sua graça
estas cinzas que vamos impor sobre as nossas cabeças,
em sinal de penitência.
Senhor nosso Deus,
que Vos compadeceis daquele que se humilha
e perdoais àquele que se arrepende,
ouvi misericordiosamente as nossas preces
e derramai a vossa bênção + sobre os vossos servos
que vão receber estas cinzas,
para que, fiéis à observância quaresmal,
mereçam chegar, de coração purificado,
à celebração do mistério pascal do vosso Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Capela de S. Martinho, 16h00, uma tarde luminosa e amena a contrastar com a manhã de chuva e vento que se fez sentir, tendo permitido a presença de bastante gente nesta Celebração de Quarta-Feira de Cincas.
Celebração presidida pelo Rev. Pe. Redentorista José Manuel, que deu as boas vindas à numerosa assembleia registando tal facto com agrado e referindo "que, graças a Deus, muita gente ainda sabe a importância deste dia em que iniciamos o Tempo da Quaresma. assinalados com a cinza a lembrar a nossa mortalidade: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás. Cf. Gn 3, 19 - mas sem esquecer que das cinzas caminhamos para a ressurreição, ou seja, da morte à vida.
Na homilia lembrou que "esta Quaresma é única é a melhor é a nossa! As outras já passaram e só Deus sabe se teremos a próxima. Então temos de viver esta intensamente na Escuta, Jejum, Oração e Caridade lembrando aqui a Mensagem do Papa.
Deixou-nos ainda o simbolismo de cada uma das letras da palavra Quaresma e para compreender ainda melhor este Tempo lembrou a dinâmica da Diocese do Porto: “ABRE-TE! DA QUARESMA À PÁSCOA: UM CAMINHO COM SENTIDO(S)”
Ou seja: "«abre-te» ao domínio dos cinco sentidos. Porque a atrofia dos sentidos, impede-nos, tantas vezes, de ver, de escutar, de tocar, de cheirar a realidade concreta da vida, pela qual Deus Se revela e nos interpela à conversão. Esta conversão implica a abertura a Deus e aos irmãos. (…) É através desta experiência sensível e relacional, pela brecha dos sentidos, que Ele abre caminhos de esperança e conduz à vida nova da Páscoa. Num tempo marcado pela dispersão, pela aceleração e pela superficialidade, este percurso propõe uma verdadeira pedagogia-“

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIV PARA A QUARESMA 2026

Escutar e jejuar.
Quaresma como tempo de conversão

Queridos irmãos e irmãs!

A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano.

Todo o caminho de conversão começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito. Existe, portanto, um vínculo entre o dom da Palavra de Deus, a hospitalidade que lhe oferecemos e a transformação que ela realiza. Por isso, o itinerário quaresmal torna-se uma ocasião propícia para dar ouvidos à voz do Senhor e renovar a decisão de seguir Cristo, percorrendo com Ele o caminho que sobe a Jerusalém, onde se realiza o mistério da sua paixão, morte e ressurreição.

Escutar

Este ano gostaria de chamar a atenção, em primeiro lugar, para a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro.

O próprio Deus, revelando-se a Moisés na sarça ardente, mostra que a escuta é uma característica distintiva do seu ser: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egipto, e ouvi o seu clamor» (Ex 3, 7). Escutar o clamor dos oprimidos é o início de uma história de libertação, na qual o Senhor envolve também Moisés, enviando-o a abrir um caminho de salvação para os seus filhos reduzidos à escravidão.


É um Deus que nos envolve e, hoje, também vem até nós com os pensamentos que fazem vibrar o seu coração. Por isso, escutar a Palavra na liturgia educa-nos para uma escuta mais verdadeira da realidade: entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta. Entrar nesta disposição interior de recetividade significa deixar-se instruir hoje por Deus para escutar como Ele, até reconhecer que «a condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e económicos e, sobretudo, a Igreja». [1]

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Na verdade, a abstinência de alimentos é um exercício ascético muito antigo e insubstituível no caminho da conversão. Precisamente porque implica o corpo, torna mais evidente aquilo de que temos “fome” e o que consideramos essencial para o nosso sustento. Portanto, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

Com grande sensibilidade espiritual, Santo Agostinho deixa transparecer a tensão entre o tempo presente e a realização futura que atravessa esta salvaguarda do coração, quando observa que: «Ao longo da vida terrena, cabe aos homens ter fome e sede de justiça, mas ser saciados pertence à outra vida. Os anjos saciam-se deste pão, deste alimento. Os homens, pelo contrário, sentem fome dele, estão inclinados ao seu desejo. Esta inclinação ao desejo dilata a alma, aumentando a sua capacidade». [2] Compreendido neste sentido, o jejum permite-nos não só disciplinar o desejo, purificá-lo e torná-lo mais livre, mas também ampliá-lo, de tal modo que se volte para Deus e se oriente para agir no bem.

No entanto, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade. Ele exige um permanente enraizar-se na comunhão com o Senhor, porque «não jejua verdadeiramente quem não sabe alimentar-se da Palavra de Deus». [3] Como sinal visível do nosso compromisso interior de, com o apoio da graça, nos afastarmos do pecado e do mal, o jejum deve incluir também outras formas de privação destinadas a fazer-nos assumir um estilo de vida mais sóbrio, pois «só a austeridade torna forte e autêntica a vida cristã». [4]

Por isso, gostaria de vos convidar a uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias. Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.

Juntos

Por fim, a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum. A Escritura sublinha também este aspeto de várias maneiras. Por exemplo, ao narrar no livro de Neemias que o povo se reuniu para escutar a leitura pública do livro da Lei e, praticando o jejum, se dispôs à confissão de fé e à adoração, a fim de renovar a aliança com Deus (cf. Ne 9, 1-3).

Do mesmo modo, as nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento. Neste contexto, a conversão diz respeito não só à consciência do indivíduo, mas também ao estilo das relações, à qualidade do diálogo, à capacidade de se deixar interpelar pela realidade e de reconhecer o que realmente orienta o desejo, tanto nas nossas comunidades eclesiais como na humanidade sedenta de justiça e reconciliação.

Caríssimos, peçamos a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos. Peçamos a força dum jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor.

De coração, abençoo todos vós e o vosso caminho quaresmal.


Vaticano, na Memória de Santa Ágata, virgem e mártir, 5 de fevereiro de 2026

LEÃO PP. XIV 

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - EUCARISTIA DAS 16H00

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14.17(R. cf. 3a)

Refrão: Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.
(...)
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. 

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Iniciamos o Tempo da Quaresma com a Celebração das Eucaristia às 16h00 e 21h30, na Capela de São Martinho.
🙏
"A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano."
Papa Leão XIV

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

AGRUPAMENTO 321 - Promessas 2026

30 ANOS de CASA, ACONCHEGO, CONSELHOS e COLO. 🙏
Todas as bênção de Deus e muitos parabéns aos dirigentes que levam por diante este projeto de Amor, Aprendizagem e Fraternidade e todos os Escuteiros pelo empenho, dedicação e estarem sempre Alerta para SERVIR !
Forte canhota para todos.💗

domingo, 15 de fevereiro de 2026

AGRUPAMENTO 321 - Vigília das Promessas 2026

Momento de emoção, 
oração e reflexão. 
A simbologia que envolve e aconchega
O calor que emana 
 A Promessa que recorda
A regra que se aceita e cumpre 
Momentos únicos, bonitos e emotivos 
Que não esquecem o que vem lá de trás
E se escrevem em afetos e muita cumplicidade.
Aconteceu na Capela de S. Martinho, 
sábado 7 de fevereiro.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM

SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 1-2.4-5.17-18.33-34 (R. 1b)

Refrão: Ditoso o que anda na lei do Senhor. 

Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração. 

Promulgastes os vossos preceitos
para se cumprirem fielmente.
Oxalá meus caminhos sejam firmes
na observância dos vossos decretos. 

Fazei bem ao vosso servo:
viverei e cumprirei a vossa palavra.
Abri, Senhor, os meus olhos
para ver as maravilhas da vossa lei. 

Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos,
para ser fiel até ao fim.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração.