III Domingo da Quaresma A
ABERTURA DO GOSTO, DO PALADAR
Evangelho: Jo 4,5-42 – O encontro de Jesus com a Samaritana
Na vida, procuramos frequentemente a satisfação da comida para saciar a nossa fome. No entanto, o alimento físico não é bem aquilo que realmente procuramos. A mulher junto ao poço descobriu isso. A nossa alma pode ficar vazia, e o verdadeiro alimento é a presença de Cristo, que preenche esse vazio e satisfaz o nosso desejo de provar algo melhor. Jesus revela que a sede mais profunda do ser humano só pode ser saciada pela água viva, que Ele oferece. Dentro do deserto que eu sou, Deus acorda uma fonte de água viva e desafia-me a buscar o infinito sabor. “A sede de Jesus não se materializa na água, porque não é de água a Sua sede. É uma sede maior. É a sede de tocar as nossas sedes, de contratar com os nossos desertos, com nossas feridas. Mas o que é feito do nosso desejo, da nossa sede, da nossa fome, da nossa capacidade de saborear Deus? Deus saboreia-se, Deus é sabor (cf. Sl 27,4). O sabor não é uma coisa que possuímos exteriormente; é uma coisa em que nos tornamos” (Cardeal José Tolentino Mendonça).
1. Abre-te o teu paladar: saboreia!
O sentido a ativar e abrir esta semana é o do gosto ou paladar. Aqui o paladar simboliza a experiência saboreada, oposta à pressa e à superficialidade. Nesta semana, podíamos desenvolver o sentido do gosto ou paladar, a partir do Evangelho, onde a água e o pão, a sede e a fome, a bebida e o alimento («os discípulos foram comprar pão»; «Mestre, come»; «eu tenho outro alimento») são focados de maneira explícita na 1.ª leitura e no Evangelho. O paladar simboliza o desejo e a intimidade. É preciso aprender a saborear e não apenas a sentir. “Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, nas sim sentir e saborear internamente todas as coisas” (Santo Inácio de Loyola).

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