quinta-feira, 30 de novembro de 2017

QUASE A COMEÇAR NOVO ANO LITÚRGICO

O Ano Litúrgico começa no primeiro Domingo do Advento com a preparação para o Natal, seguindo-se os demais Tempos Litúrgicos. Através do ano, o Domingo, segundo a tradição dos Apóstolos é o principal dia da semana, no qual os fiéis têm a obrigação de participarem do Santo Sacrifício da Missa.

A principal data do Ano Litúrgico é a comemoração da Páscoa, o maior dia do ano. A sequência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos nos domigos e solenidades são dividas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus, no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. O Evangelho de São João é lido em ocasiões especiais, sobretudo nas Festas mais importantes.

Nos dias da semana no Tempo Comum há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, com excepção do Evangelho que se repete de ano a ano. É assim  que, de três em três anos, aqueles que participam da liturgia diária terão praticamente lido toda a Bíblia. As leituras, inclusive os salmos, estão de acordo com os tempos litúrgicos, a saber, no Advento ajudam na preparação para a solenidade do Natal, quando também se dirigem os pensamentos para a segunda vinda de Cristo no fim dos tempos, ditos escatológicos. O tempo do Natal vai de 25 de dezembro até a festa do Baptismo de Jesus.

O tempo da Quaresma, época de especial conversão e penitência, vai de quarta-feira de Cinzas até Quinta-feira Santa, quando começa o tríduo Pascal. O Tempo Pascal estende-se até o domingo de Pentecostes e depois continua o Tempo Comum até o Advento. Neste período celebram-se também várias festividades em homenagem à Virgem Maria com leituras especiais.  

LAUSPERENE

Ó Anjos, cantai comigo
Ó Anjos, louvai sem fim
Dar graças eu não consigo
Ó Anjos, dai-as por mim

Ó Jesus, que amor tão terno
Ó Jesus, que amor é o teu:
Deixas o Trono supremo, 
Vens fazer da terra o Céu.

Canta serena minh’ alma, 
Bela jóia em ti reluz. 
Já colheste a rica palma, 
Já desceu a Ti, Jesus

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

MIANMAR: PAPA SAÚDA «COMPROMISSO EM FAVOR DOS POBRES»

O Papa Francisco encerrou hoje o seu terceiro de viagem ao Mianmar com um encontro no paço arquiepiscopal de Rangum, que reuniu os 22 bispos católicos do país asiático, elogiando o seu “compromisso em favor dos pobres”.

“A comunidade católica do país pode orgulhar-se do seu testemunho profético de amor a Deus e ao próximo, que se traduz no compromisso em favor dos pobres, daqueles que estão privados de direitos e sobretudo, nestes tempos, em favor dos inúmeros deslocados que, por assim dizer, jazem feridos à beira da estrada, sem olhar a religião nem etnia”, declarou, numa intervenção em italiano que foi depois distribuída, por escrito, aos prelados.

COMO LER A BÍBLIA, VOZ DO INFINITO

Não conheço melhor iniciação ao infinito do que a experiência da leitura, e da leitura bíblica. Os comentadores judeus do Antigo Testamento estavam convictos de que para cada passo da Torá existiriam 49 possibilidades de interpretação. Quarenta e nove é o resultado da multiplicação de sete por sete, e sete é o símbolo do infinito. Por isso, a própria leitura da Bíblia pressupõe sempre uma hipótese de infinito. Para não falar da sua natureza de Palavra associada de modo único à Revelação de Deus. Infinito é também a tarefa que o leitor da Bíblia sente, não raro, ao tomar contacto com o texto. Por outro lado, esta atracão mostra-nos que precisamos de uma iniciação ao mundo textual que nos está à frente. Não basta que nos coloquemos a ler a Bíblia: necessitamos de uma hermenêutica, simples ou complexa que seja. A Palavra bíblica é uma janela, um espelho, uma fonte, uma luz, e em cada uma destas modalidades ela é imprescindível não só para a construção do caminho crente, mas também para o crescimento cultural.
(...)
Mais do que um livro é uma biblioteca: pode ser lida como cancioneiro, livro de viagens, memorial de corte, antologia de orações, cântico de amor, panfleto político, oráculo profético, correspondência epistolar, livro de imagens, texto messiânico. E, ligada a esta humana palavra, a revelação de Deus. Cipriano (200-258) dizia: «Se na oração falamos com Deus, na leitura Deus fala connosco». Jerónimo (347-420), escrevendo a um discípulo, recomendava: «Nunca afastar a mão do Livro e não desviar dele os teus olhos». Cassiodoro (490-583), referindo-se à farmácia da “lectio”, escrevia: «Como um fértil campo produz ervas odorosas úteis à nossa saúde, assim a “lectio divina” oferece sempre uma cura para a alma ferida». E é ainda uma imagem campestre a que serve a João Damasceno (675-750): «Batamos à porta desse belíssimo jardim das Escrituras».

ATIVIDADES DO GRUPO DE JOVENS

O Grupo de Jovens continua ativo, pronto a colaborar e a apoiar quem se aventura nas mais variadas acções e para bem do próximo.
Assim, no dia 24 de novembro, com o grupo de crismandos e em parceria com as Vicentinas, estiveram presentes na recolha alimentar destinada aos pobres, e levada a cabo junto de um supermercado.
Ainda a 24 deste mês, marcaram presença na estreia de uma peça apresentada no Teatro do Grupo Dramático, e na qual alguns elementos do Grupo de Jovens colaboraram.
A 25 de Novembro não faltaram à participação na Eucaristia das 19h00, e também para dar todo o apoio um membro do Grupo que pela primeira vez cantou o Salmo Responsorial.
Pedimos todas as bênçãos de Deus para os nossos jovens e desejamos a continuação de bom trabalho. 
Agradecimentos pela colaboração
ao Ricardo Campos

terça-feira, 28 de novembro de 2017

JESUS NÃO SE IMPÕE, MAS SEDUZ POR AMOR.

Entre os Bembas na Zâmbia, há um provérbio que gostam de repetir: Ubufumu bucindika abene, ou seja O reino respeita os próprios (os donos). E com isso querem dizer que o rei não pode exigir respeito se ele não se respeita a si mesmo e não respeita os outros. Há um outro provérbio que se refere à situação contrária: Ubufumu busheta amenshi, ou seja O reino mastiga a água. Quando o rei pensa que nada lhe é impossível e que até a água consegue mastigar, ele não vai respeitar os direitos dos outros, e vai obrigar toda a gente a obedecer aos seus caprichos, tornando-se um tirano.

Vem isto a propósito da festa de Cristo Rei, celebrado pela Igreja como Rei do Universo, uma vez que todo o joelho se há-de dobrar diante dele e toda a língua há-de proclamar que “Jesus Cristo é o Senhor!, para glória de Deus Pai.” (Vil 2:11) No entanto, Jesus Cristo é completamente diferente dos reis da terra ou de qualquer Chefe de Estado. Ele não se impõe, dominando e espezinhando, mas seduzindo pelo amor. A comunidade dos que o seguem e que o reconhecem como rei tem somente uma lei: a lei do amor, e é por essa lei que seremos julgados dignos de pertencer à sua comunidade e de constituir o povo que o aceita como Senhor. 

O PAPA EM MIANMAR


O Myanmar foi abençoado com o dom duma beleza extraordinária e numerosos recursos naturais, mas o maior tesouro dele é, sem dúvida, o seu povo, que sofreu muito e continua a sofrer por causa de conflitos civis e hostilidades que duraram muito tempo e criaram profundas divisões. Uma vez que agora a nação está a trabalhar por restaurar a paz, a cura destas feridas não pode deixar de ser uma prioridade política e espiritual fundamental.”. e acrescentou “Só posso expressar apreço pelos esforços do Governo em enfrentar este desafio, em particular através da Conferência de Paz de Panglong, que reúne os representantes dos vários grupos numa tentativa para pôr fim à violência, criar confiança e garantir o respeito pelos direitos de quantos consideram esta terra como a sua casa”.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

CLAVE DE SIM, CLAVE DE NÃO

(...)
Recebendo este mundo novo, que a nós chega como vida nova dada aos filhos, e por eles recebida, deixemos então ressoar em nós a música sublime do Salmo 23, e deixemo-nos conduzir pela mão carinhosa e pela voz maternal e melodiosa do Bom e Belo Pastor. Sim, Ele recebe bem os seus hóspedes: faz-nos uma visita guiada pelos seus prados muito verdes, cheios de águas muito azuis, unge com óleo perfumado a nossa cabeça, estende no chão do seu céu a «pele de vaca» (shulhan), que é a sua mesa, serve-nos vinhos generosos… Confessou o filósofo francês Henri Bergson: «As centenas de livros que li nunca me trouxeram tanta luz e conforto como os versos do Salmo 23».

D. António Couto 

sábado, 25 de novembro de 2017

FOLHA DOMINICAL - informações e reflexões importantes para toda a comunidade


NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - SOLENIDADE

SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-2a.2b-3.5-6 (R. 1) 
Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará. 

O Senhor é meu pastor: nada me falta. 
Leva-me a descansar em verdes prados, 
conduz-me às águas refrescantes 
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas, 
por amor do seu nome. 
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos 
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo. 

Para mim preparais a mesa 
à vista dos meus adversários; 
com óleo me perfumais a cabeça 
e o meu cálice transborda. 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me, 
todos os dias da minha vida, 
e habitarei na casa do Senhor 
para todo o sempre. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CATEQUESE - Celebração da LUZ

Sábado, 25 de Novembro, às 14h30
Capela de S. Martinho 
Dentro de mim existe uma luz,
Que me mostra por onde deverei andar
Dentro de mim também mora Jesus
Que me ensina a encontrar o seu jeito de amar

Minha luz é Jesus
E Jesus me conduz
Pelos caminhos da Paz

QUE RESTARÁ DE NÓS NO FIM? O AMOR DADO E RECEBIDO

(...)
Para Deus o bom grão é mais importante e mais verdadeiro do que a cizânia, a luz vale mais do que a escuridão, o bem pesa mais do que o mal.

Deus não despreza nem a nossa história nem muito menos a sua eternidade fazendo-se o guardião dos pecados ou das sombras. Ao contrário, para Ele não se perde um só dos mais pequenos gestos bons, não é perdido nenhum generoso cansaço, nenhuma dolorosa paciência, mas tudo isto circula nas veias do mundo como uma energia de vida, agora e para a eternidade.

Não basta justificar-se dizendo: nunca fiz mal a ninguém. Porque faz-se o mal também com o silêncio, mata-se também com o estar à janela. Não se comprometer pelo bem comum, ficando a olhar, é já fazer-se cúmplice do mal comum, da corrupção, das máfias, é a «globalização da indiferença» (papa Francisco).

O que acontece no último dia mostra que a verdadeira alternativa não é entre quem frequenta as igrejas e quem não vai lá, mas entre quem se detém junto ao homem agredido e à Terra, e quem, ao contrário, segue em frente; entre quem parte o pão e quem volta as costas e passa ao largo. Mas além do ser humano não há nada, muito menos o Reino de Deus.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

"MISSA É O MEMORIAL DO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO"

Na manhã desta quarta-feira o Papa Francisco encontrou-se na praça de São pedro com milhares de peregrinos para a tradicional audiência-geral das quartas-feiras.

A terceira catequese sobre a eucaristia teve como tema «Missa é o memorial do Mistério Pascal de Cristo».
(...)
A Eucaristia leva-nos sempre ao vértice da ação salvador de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido para nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e amor, como fez na cruz, para renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com ele e com os nossos irmãos. O Vaticano II diz: "Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, na qual «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1 Cor. 5,7), realiza-se também a obra da nossa redenção. (Cost. dogm. Lumen gentium, 3)

Toda a celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem pôr-do-sol e que é Jesus ressuscitado. Participar na Missa, especialmente ao domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, sendo iluminado pela sua luz, aquecido pelo seu calor. Através da celebração eucarística, o Espírito Santo torna-nos participantes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. E na sua passagem da morte para a vida, do tempo para a eternidade, o Senhor Jesus também nos arrasta com Ele para fazer a Páscoa. A missa faz-se Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado, e Ele leva-nos para diante, para a vida eterna. Na Missa, estamos unidos a Ele, e Cristo vive em nós e nós vivemos nele. «Eu fui crucificado com Cristo», diz São Paulo, «vivo, mas não sou mais eu, é Cristo que vive em mim. Pois a minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim» (Gl 2, 19-20). Assim pensava Paulo.

FÁTIMA: Encerramento do Ano Jubilar do Centenário das Aparições


Domingo 26 de Novembro
Encerramento do Ano Jubilar do Centenário das Aparições 
Na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Preside às celebrações D. António Marto, na qualidade de Legado Pontifício, nomeado pelo Papa Francisco domingo 26 de novembro

Programa celebrativo:
10h00 | Rosário, na Capelinha das Aparições
11h00 | Missa, na Basílica da Santíssima Trindade
Seguida de procissão para a Capelinha das Aparições, passando pelo pórtico jubilar, com oração final de Consagração ao Imaculado Coração de Maria
17h30 | Vésperas, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

CAMPANHA: PEDITÓRIO PARA OS INCÊNDIOS


Ainda pode contribuir para esta campanha que teve início no dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, lembrando a sua preocupação com os pobres.
As contribuições de bens alimentares não perecíeis ou dinheiro, podem ser entregues nas Eucaristias do próximo domingo na Igreja, Capela de S. Martinho e S. Caetano. 
Há cestos prontos para receber todos os donativos. 
Muito obrigado!

MARIA NO MEU CAMINHO

Por minha mãe, fui consagrado a Ti
Neste seio materno a Ti me confiou
Criança ainda, no seu colo rezei
Rosários de amor e melodias Te cantei.

E o tempo foi passando
e Tu me foste formando na escola do amor.

AVÉ MARIA és a estrela, o farol no caminho.
SANTA MARIA, com Jesus eu não estou sozinho.
AVÉ MARIA, eu contigo quero caminhar
E nas fontes da alegria, o mundo irá mudar.

No meu caminho vi sinais de Ti
Que ajudaram no meu rumo para Deus
Eu sou quem sou, porque ensinaste a dizer Sim
E posso dizer que é Cristo hoje quem vive em mim.

E o tempo vai passando
e Tu me vais ensinando que é preciso anunciar.

AVÉ MARIA és a estrela, o farol no caminho.
SANTA MARIA, com Jesus eu não estou sozinho.
AVÉ MARIA, eu contigo quero caminhar
E nas fontes da alegria, o mundo irá mudar.

Letra e Música: Vítor Pereira 
Arranjo: Artur Guimarães e Rodolfo Cardoso
CD: Mulher Mãe Maria - CANTAR A VIDA COM O CORAÇÃO
Disponível para venda no Cartório e na Sacristia da Capela de S. Martinho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

EUCARISTIA COM A CATEQUESE

 
No sábado passado a Eucaristia com Catequese foi presidida pelo Rev. Pe. José Guedes, e teve a particularidade de as crianças do 1º ano serem acolhidas e acarinhadas pelos jovens do 10º ano, dando assim um belo testemunho de fé.
E, foi por isso em espírito de festa, que Coro o Anima deu o tom, e com muita alegria todos cantaram e bateram palmas no acolhimento aos mais pequenos, enquanto estes eram levados para os seus lugares.
Escutamos depois a Palavra e a homilia do Pe. Guedes, que muito bem falou e explicou às crianças a Parábola dos Talentos.
No Ofertório, as crianças e jovens levaram ao altar um livro: " Teia dos Amigos de Jesus", Catecismos do 1º e 10º ano de catequese, uma Pomba e, o mais importante, o Vinho e o Pão, que completaram o simbolismo. 
Sempre com o Coro a animar a celebração foi tempo de saborear o Pão: 
"Eu sou o pão da vida./ Eu sou a ressurreição. /Tomai e comei este é o meu corpo: Pão de vida e unidade. Permanecei em mim: Eu a videira vós os ramos. /Tomai e bebei este o meu sangue / Para a vossa salvação."
Momento especial antes do final da celebração, em que os jovens do 10º ano ofereceram aos amiguinhos que acolheram uma Cruz, pois:  "A cruz é a lembrança de quanto amor o Pai tem por nós e do amor maior de Cristo, que deu a vida por seus amigos (Jo 15, 13).

OS TALENTOS...

O que fazes com os teus?

Esta semana, em que a Liturgia da Palavra nos apresenta a parábola dos talentos, (Mt 25, 14-30) é um bom motivo para reflectirmos sobre a nossa vida e o que estamos a fazer com ela. 
Deus a todos capacitou com os mais variados talentos e cada um de nós deve fazê-los render em benefício da humanidade.
Enterrar o talento não é seguramente um caminho... 
Na nossa casa, no nosso trabalho e na nossa igreja, estaremos mesmo a fazer render todos os talentos com que Deus nos bafejou?

OBRA «PORTUGAL CATÓLICO» QUER AJUDAR A «REPENSAR A IGREJA NO PRÓXIMO SÉCULO»


O livro ‘Portugal Católico. A beleza na diversidade’, que reúne 204 textos sobre a realidade eclesial no país, vai ser lançado esta terça-feira com a presença do presidente da República Portuguesa e o cardeal-patriarca, pelas 18h00, na Aula Magna da Universidade de Lisboa.

“É muito mais uma obra virada para o futuro porque nos compromete, porque nos faz repensar, tudo o que fomos capazes de fazer até agora e porque não fomos capazes de fazer melhor”, disse Eugénia Magalhães, da equipa coordenadora da publicação, em declarações à Agência ECCLESIA.

A entrevistada destaca que os católicos são pessoas “inconformadas”, à procura de respostas, e nesse sentido a nova publicação “reflete muito” sobre o que está por fazer.

“A preocupação foi olhar para a realidade do catolicismo no nosso país e apresentamos um conjunto diversificado de textos que pudesse dar esse retrato real, contemporâneo desta mesma realidade”, desenvolveu.

Eugénia Magalhães afirma que a obra quer “ajuda a repensar a Igreja no próximo século”, considerando que o livro é “crucial” para quem quer “olhar para dentro e fora da Igreja”.

PEREGRINAÇÃO: um regresso a Deus

A metáfora da peregrinação

Antropólogos, sociólogos e estudiosos das religiões concordam ao encararem a peregrinação como um dos fenómenos mais antigos e espalhados da história humana. 
(...)
Assim, «toda a vida cristã é como uma grande peregrinação para a casa do Pai, de quem se descobre todos os dias o amor incondicional por cada criatura humana e, em particular, pelo “filho perdido”» (João Paulo II, Tertio millennio adveniente, 49).

Se a peregrinação, com efeito, é metáfora de toda a existência humana, então torna-se também o “lugar” em que o cristão é chamado à santidade, o percurso que tem como meta visível um “lugar santo”, e como objetivo a santificação do peregrino, «filho perdido» que encontra a própria santidade no caminho para a santidade do Pai que o aguarda. 

domingo, 19 de novembro de 2017

RESPONSÁVEIS PELO NOSSO FUTURO


A parábola dos talentos, lida no trigésimo terceiro domingo do tempo comum (ano A), acentua dois aspetos importantíssimos da nossa vida aqui na terra:
a diferença e a diversidade. Há uma grande diversidade no mundo em que vivemos, e essa diversidade facilita a entre-ajuda, a complementaridade, a partilha e a comunhão. Sem a diversidade, tudo se tornaria extremamente fastidioso e seria impossível distinguir o que nos rodeia ou dar-nos conta da beleza que está à nossa volta. Não é preciso muito para nos darmos conte de como somos diferentes: homens e mulheres, jovens e velhos, altos e baixos, gordos e magros. Somos diferentes naquilo que cada um é capaz de fazer e na maneira como o faz. Por isso, a parábola acentua o facto de que cada um dos servos recebeu talentos diferentes, “a cada qual conforme a sua capacidade” (Mt 25:15).

sábado, 18 de novembro de 2017

SENHOR, TRAZEI-NOS A PAZ

Senhor, trazei-nos a paz! 
Guardai-nos em vosso amor!

A quantos Lhe são fiéis / O Senhor fala de paz;
Ao seu povo, aos seus amigos / A felicidade traz!

Do cativeiro nos salva, / Senhor, a vossa bondade;
Da vossa misericórdia / Nasce a nossa liberdade!

A palavra do Senhor / É para nós um abrigo;
Sua casa é fortaleza / Contra qualquer inimigo.

Habitam no vosso templo / Fidelidade e amor;
Paz e justiça se encontram / Em vossa casa, Senhor!

FOLHA DOMINICAL - informações e reflexões importantes para toda a comunidade

DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM - Ano A

SALMO RESPONSORIAL Salmo 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a) 
Refrão: Ditosos os que temem Senhor, 
ditosos os que seguem os seus caminhos!

Feliz de ti que temes o Senhor 
e andas nos seus caminhos. 
Comerás do trabalho das tuas mãos, 
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda, 
no íntimo do teu lar; 
teus filhos serão como ramos de oliveira, 
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. 
De Sião te abençoe o Senhor: 
vejas a prosperidade de Jerusalém 
todos os dias da tua vida.

EUCARISTIA COM A CATEQUESE

Sábado, 18 de Novembro, 
16h00, Capela de S. Martinho
Toda a catequese é convidada a participar nesta festa da Palavra e do Pão, e com muita alegria fazer comunhão de amor e perdão. E que o talento de cada um seja assim fortalecido, para que possa "render" em benefício de todos os irmãos. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PAPA FRANCISCO: A OPÇÃO PELOS POBRES

A instituição do Dia Mundial dos Pobres foi uma expressão do Ano Santo da Misericórdia. A poucos dias desse acontecimento a VP recorda algumas afirmações do pontificado de Francisco que revelam a sua opção preferencial pelos pobres. O padre José Maria Pacheco Gonçalves que foi jornalista da Rádio Vaticano reflete aqui sobre este tema

Uma Igreja pobre para os pobres

O Papa Francisco demorou pouco dias, no início do seu pontificado, para lançar um seu profundo desejo para a vida da Igreja. Foi no dia 16 de março, em plena Sala Paulo VI, falando para os profissionais dos media, que tinham acompanhado o Conclave, que Francisco recordou o comentário do Cardeal brasileiro Cláudio Hummes pedindo-lhe que não se esquecesse dos pobres.

Gerando o imediato aplauso dos jornalistas e técnicos dos meios de comunicação social de todo o mundo, que estavam naquela audiência, o Santo Padre proferiu um a fortíssima afirmação: “Ah, como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres” – declarou.

Desde março de 2013, foram muitas as outras ocasiões nas quais o Papa Francisco referiu nos seus pronunciamentos, catequeses, homilias e entrevistas, a sua opção preferencial pelos pobres. Decisão reveladora desta atitude foi a instituição do Dia Mundial dos Pobres com a Carta Apostólica “Misericordia et Misera” no final do Ano Santo da Misericórdia. Recordamos aqui três momentos concretos da afirmação da opção pelos pobres assumida pelo Papa Francisco.

GRUPO DRAMÁTICO DE VILAR DO PARAÍSO

Celebração dos seus 96 anos, 
oração pelos falecidos e romagem ao cemitério.

Agradecimentos 
ao Grupo Dramático de Vilar do Paraíso pela partilha