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sexta-feira, 10 de abril de 2026

TODOS OS SENTIDOS 🌼🌻

Aqui, junto de ti Senhor, devo estar de joelhos, em oração e em profunda reflexão com todos os sentidos com que me dotaste.

Perdoa-me se muitas vezes resvalo em algum deles e não me dou conta dessa incoerência da minha vida. "Sei que posso fazer tudo mas nem tudo me convém", por isso te peço que me "acordes" e faças seguir no caminho certo.

Que os meus sentidos Te louvem sem cessar, mesmo no mais profundo silêncio, e eu seja capaz de levar o Teu perfume muito longe sem nunca me cansar.

Obrigada, Senhor, porque estás connosco até ao fim dos tempos. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

REFLEXÃO NESTE INÍCIO DE SEMANA

Ainda que o texto seja conhecido é sempre bom lembrar e refletir.
🙏
PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que andava na praia com o Senhor,
e, no firmamento, passavam cenas da minha vida.
Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas: 
um era o meu e o outro era do Senhor.


Quando a última cena da minha vida
passou diante de nós, olhei para trás,
para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes,
no caminho da minha vida,
havia apenas um par de pegadas na areia.


Notei também que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiosos do meu viver.
Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:


– Senhor, Tu disseste-me que,
uma vez que resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre comigo, em todos os caminhos.
Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver,
havia unicamente um par de pegadas na areia.
Não compreendo por que é que,
nas horas em que eu mais necessitava de Ti,pegadas2
Tu me deixaste sozinho...


O Senhor respondeu-me:
– Meu querido filho,
jamais te deixaria nas horas da prova e do sofrimento.
Quando viste, na areia,
apenas um par de pegadas, eram as minhas.
Foi exactamente aí que eu peguei em ti ao colo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Sf 2,3;3,12-13
Sl 145(146)
1Cor 1,26-31
Mt 5, 1-12a

FAZER O HOMEM FELIZ É O PROJETO DE JESUS CRISTO

As Bem-Aventuranças são paradoxais, um verdadeiro contrassenso que rasga o caminho da felicidade. Elas traçam o itinerário de instauração do reino de Deus através de oito atitudes vitais, formando um círculo perfeito, que se inaugura com a felicidade dos pobres em espírito – a primeira bem-aventurança – e reencontra o ponto de partida na perseguição gerada pelo seguimento de Jesus – a oitava. Entre estas duas, que têm o Reino como fruto, residem todas as demais.

O reino dos Céus está ao alcance daqueles que vivem ao estilo de Jesus, em pobreza de opinião, de vontade, de quereres e apeteceres, arriscando o desprezo e desvalorização de outros. Não há verdadeira liberdade para Deus quando estamos cheios de nós. Nunca encontraremos a alegria enquanto desperdiçarmos energias nos nossos inegociáveis. Pois cada um dos nossos inegociáveis força-nos a sacrificar o essencial no altar do supérfluo. Cada um dos nossos inegociáveis torna-se senhor de nós quando há um só Senhor: o Deus de bondade.

Sem grande consciência, enchemos as nossas rotinas de inegociáveis. Eles podem ser o ginásio, uma série, ou um qualquer outro mimo aparentemente inócuo. Mas estas restrições, estes impedimentos quando bloqueiam a alma para a liberdade do Evangelho, fecham-nos ao Espírito.

Naturalmente, todos nós precisamos dos nossos tempos de descanso. Mas o único inegociável, o único imprescindível é o Senhor. Sempre que estabelecermos limites ou preferências, temos de nos recordar do sentido da nossa vida, que não é a autopreservação nem a rigidez de alma, mas sim o Reino.

Para viver o Reino, há que não recear as dificuldades nem temer as resistências. Há que seguir o caminho do Mestre, em grande pobreza interior quanto à própria vontade. Foi este o estilo de Jesus e não há outra forma. Só assim faremos das lagrimas, da fome e da humildade, alegria. Só assim receberemos da mão do Senhor o cumprimento das promessas que nos fez. Só assim seremos sinal de misericórdia, de paz e de reconciliação entre a humanidade. Só assim seremos Reino, felizes e bem-aventurados.

Pe. Carlos Correia
Imagem: Internet

sábado, 19 de março de 2022

III DOMINGO DA QUARESMA (Ano C) - Dia da Cáritas

Ex 3,1-8a.13-15)
Sl 102(103)
1Cor 10, 1-6.10-12 
Lc 13,1-9

CONVERSÃO: VOLTAR A AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

Os três últimos domingos da Quaresma (III, IV e V) têm como tema principal a conversão e a renovação da vida de quem se converte. É interessante constatar como na renovação da Quaresma se concede o primeiro lugar à conversão. O Evangelho do 3º domingo da Quaresma é muito significativo a este respeito.

Ao ser confrontado com a morte de galileus por ordem de Pilatos, galileus que estariam no Templo oferecendo sacrifícios, Jesus tenta debelar algo que deverá ter sido insinuado, mas que não está expresso no Evangelho: as suas mortes seriam um castigo divino, com origem na sua impureza.
Contudo, Jesus resiste a esta instituição, e através do recorrente apelo à conversão daqueles que o escutam, Ele aponta-nos o verdadeiro responsável por aquelas mortes: Pilatos. É pelo pecado deste, e não das vítimas, que esta atrocidade tem lugar.

Reconheçamos o poder desfigurado da Criação que o pecado tem. E assumamos a nossa responsabilidade ao sermos cúmplices do pecado. Não imputemos a Deus aquilo que se resume a consequências das nossas más escolhas.

Jesus recorre à Parábola da Figueira para nos mostrar quem é o nosso Deus. O nosso Deus não é um amo castigador. O nosso Deus é como o vinhateiro da Parábola, que remexe e aduba a terra, confiante de que a figueira irá dar fruto. O nosso Deus dá-nos vida, ano após ano, para virmos a frutificar. O nosso Deus atua discreta e silenciosamente, acompanhando-nos com a sua graça, num contínuo e incessante apelo à conversão.

Escutemos o apelo à conversão na voz do paciente vinhateiro, que ano após ano aduba a terra na esperança que dê fruto. E vivamos este domingo, e esta semana que agora principia, ao ritmo do refrão do salmo que hoje cantamos: “o Senhor é clemente e cheio de compaixão”.

Resta-nos ainda perguntar: Que tipos de frutos estamos/ estou a produzir? Esta figueira que Jesus fala é cada um de nós, nossa família, a Igreja e a sociedade. Que frutos de fraternidade nós produzimos? A figueira estéril que Jesus fala não está longe de nós. Quem sabe se não está dentro de nós, na nossa família, na nossa comunidade? Será que sou eu esta figueira estéril ou infértil?

Pe. Carlos Correia

domingo, 6 de março de 2022

I DOMINGO DA QUARESMA (Ano C)

Dt 26,4-10
Sl 90(91)
Rm 10,8-13
Lc 4,1-13

COM JESUS VENCEREMOS AS TENTAÇÕES

Jesus é levado ao deserto pelo Espírito. Aí passa quarenta dias em oração e jejum. Não imaginemos um ser fantástico, imune à fadiga, à fome e a estados de alma. Olhemos para um Jesus maltratado pelos extremos de uma vida no deserto, um Jesus que padece um calor abrasivo durante o dia, um frio que queima durante a noite e uma fome que continuamente tolda o juízo.

O Tentador, arguto como é, esperou o momento de maior fragilidade, simbolicamente representado pelo número quarenta, para desviar Jesus do Pai, começando pela satisfação da necessidade mais premente – alimento – e passando aos desejos mais profundos daquele: que todos conheçam e reconheçam o Deus de Amor, que vem à sua procura. Citando a Sagrada Escritura, Jesus derrota Satanás. Mas estas palavras não brotam de uma mera sabedoria judaica, como quem cita autores, mas de um coração que fez da Escritura alimento na necessidade.

As respostas de Cristo são forjadas pelo combate espiritual. Cristo recusa todo o atalho na vida, ignorando a satisfação da necessidade imediata, rejeitando o domínio sobre todas as nações se este se funda na adoração da mentira, e declinando o convite a seduzir a Humanidade pela demonstração do seu poder. Alimentando-se da Palavra, deixando que esta se tatuasse no seu corpo, negando o caminho fácil mas tortuoso da complacência com o mal, Cristo arrisca o fracasso, mas mantém-se fiel ao bem, à verdade e à justiça.

Também nós somos tentados com a autossuficiência, com o poder e com o desejo de sermos admirados por outros. A luta de Jesus com as tentações é a nossa luta, e devemos invocar o Senhor na adversidade, reconhecendo que, ao optar pelos caminhos corrompidos pela mentira e pelo mal, nos tornamos reféns do pecado. A vitória não nos pertencerá, nem será louvor de Deus, mas adoração do mal.

Comecemos esta caminhada quaresmal com Jesus, entrando nos desertos das nossas vidas. Inauguremos a Quaresma com inteireza de ser, com um coração que crê e lábios que professam o Deus que Cristo nos revela, com um coração que ama o bem e rejeita a facilidade, com lábios que abraçam a verdade e abominam o engano.

Pe. Carlos Correia

sábado, 26 de fevereiro de 2022

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)

Eclo 27,5-8
Sl 91(92)
1Cor 15,54-58
Lc 6,39-45

SOMOS CHAMADOS A RENOVAR O NOSSO INTERIOR

É preciso provar o fruto para saber se uma árvore é boa. As aparências, não raras vezes, enganam-nos. Quantas das nossas “boas ações”, motivadas por boas intenções, não nos provocaram amargos de boca? Quantas vezes não fomos cegos à nossa própria realidade no desejo de motivar outros a levar uma vida “exemplar”?

Na sabedoria do Antigo Testamento, o “fruto” é uma metáfora clássica para a ação humana: com os nossos gestos e feitos, revelamos a nossa interioridade. Como nos recorda o Evangelho de hoje, “a boca fala do que transborda do coração”. E isto não é sentimentalismo, pois para a cultura judaica de então, o coração não é o lugar do mero sentimento, mas o lugar da consciência, da decisão, da reflexão.

O coração é lugar de encontro entre o pensamento – que estaria na cabeça – e as entranhas, onde dominam os sentimentos. É aí que pensamentos e sentimentos devem ser ponderados, medidos, vistos à luz da vida de Cristo. E, uma vez postos à prova e considerados conformes à nossa fé, então sim devem levar-nos à ação.

Cristo é a lente através da qual vemos o mundo. E para evitar cegueiras e autoenganos, o Evangelho de hoje desafia-nos a assumir duas atitudes: ter uma visão espiritual sobre o que acontece e o que nos acontece, isto é, identificar a graça, o convite que Deus nos faz em cada situação; testar se, entre o que vai no nosso coração e o que é expresso pela nossa boca, há coerência, pois poderemos estar cegos aos nossos próprios limites, enquanto pretendemos ensinar outros a viver.

Não nos fiquemos por uma vida de fé que se resuma a uma moral de boas ações, imposta a outros ou autoimposta, tendo como único juiz as nossas próprias convicções. Ofereçamos os nossos pensamentos e sentimentos a Cristo, deixemos que Ele os peneire e os prove no seu amor. Examinemos o que entendemos como bom à luz da vida de Cristo e tenhamos uma vida que se alimenta da graça da presença de Deus em nós.

O mestre do outro nunca serão as nossas palavras, mas as nossas vidas. O nosso testemunho, com toda a fragilidade e vulnerabilidade de cada um dos nossos gestos, é o grande livro e a única palavra que podemos oferecer aos outros para que se convertam, se apaixonem e adiram a Cristo.

Pe. Carlos Correia 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

V DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)

Is 6,1-2a.3-8
Sl 137(138)
1Cor 15,1-11
Lc 5,1-11

VOCAÇÃO PROFÉTICA E APOSTÓLICA NO ESPÍRITO DO SENHOR

O que fazer diante da invasão da graça? No Evangelho deste domingo há uma multidão que se junta para ouvir Jesus, vemos pescadores a lavar as redes – sinal de que o seu dia acabou -, e temos Jesus a entrar no barco de Pedro sem pedir licença, pedindo-lhe para se afastar um pouco da terra. Pedro está fora do barco a lavar as redes, pelo que tem de se levantar, ir para o barco e remar.

Ao entrar no barco de Pedro, Jesus entra na vida de Pedro, pois o barco de Pedro é muito mais que um instrumento de trabalho ou fonte de sustento. Como pescador, o barco define o seu estilo de vida: as horas que trabalha, as pessoas com quem fala, as suas alegria e os seus cansaços. Enquanto ele limpa as rede, preparando o amanhã da sua rotina, Jesus entra na sua vida e interrompe-a. É assim que a graça entra nas nossas vidas: sem avisar, pedindo-nos que deixemos o que estamos a fazer. A graça entra pedindo que assumamos a nossa vida inteira, tal qual é – o barco -, e que nos afastemos um pouco de terra firme, para que Jesus se faça ouvir.

Quando deixa de falar à multidão, Jesus lança um desafio a Pedro, um desafio que soa insensato aos ouvidos de um pescador experimentado: “vai até águas profundas e lança as redes”. Depois do fracasso da noite anterior, voltar a lançar as redes? E, para mais, durante o dia? Pedro, com as suas legítimas dúvidas, confia. E o resultado vai contra todas as expectativas: a pesca é tão abundante que tem de pedir a outros que se juntem e ajudem.

Diante do extraordinário, Pedro diz “Senhor”, sinal de que reconhece que está diante de um enviado de Deus, talvez até o Messias esperado por Israel. E o sentimento de que é indigno, de que não merece esta visita, de que é pecador, invade-o. É o mesmo sentimento que encontramos em Isaías, na 1ª leitura, e em Paulo na 2ª leitura: a surpresa de, na sua vida, serem escolhidos pela graça. Isaías, Paulo e Pedro, todos escolhidos por Deus para o anunciar.

A graça invade-nos de maneira inesperada, entra sem pedir licença e lança o convite: “arriscas ir mais longe, mais fundo, com as tuas dúvidas, mas alem delas? Arriscas?” Poderá parecer insensato. Jesus tem somente duas palavras para nós: “nada temas”.

Pe. Carlos Correia
Imagem: Internet 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)

Jer 1,4-5.17-19
Sl 70(71)
1Cor 12,31-13,13
Lc 4,21-30

SOMOS PROFETAS DE DEUS NO NOSSO HOJE

O texto do evangelho deste domingo ainda é a continuação do evangelho do domingo da semana passada.

Quando termina de falar na sinagoga de Nazaré, é unânime o clamor em favor de Jesus. Contudo, o Evangelho de hoje culmina na sua expulsão da cidade. Como puderam os ventos mudar tão facilmente? A popularidade, quer ontem quer entre os nossos contemporâneos, não é difícil de atingir: basta repetir o que é agradável aos nossos interlocutores. Mas como ouvimos Deus dizer a Jeremias na primeira leitura, ao arriscarmos ser profetas, ao arriscarmos expor verdades incómodas, encontraremos oposição. E não devemos vacilar.

Ser câmara de repetição das opiniões que agradam pode garantir-nos muita coisa, mas nunca paz de espírito, pois esse caminho pode levar-nos a faltar à verdade e à justiça. A caridade de que São Paulo nos fala na 2ª Leitura, a que não se irrita nem guarda ressentimento, é também uma caridade metediça. O amor, esse desejar que o outro seja a melhor versão de si mesmo, leva-nos a ter conversas em que somos confrontados com as nossas fragilidades e em que temos de confrontar outros, em que temos de intervir.

Jesus não se contenta com os muitos aplausos. Ele olha à sua volta e reconhece o entusiasmo reinante que tinha começado com a sua presença entre eles, passou para o facto de que este Jesus era filho de José, um dos seus e, portanto, Jesus é um deles. E é com destreza e rapidez que Jesus os faz sair desta espécie de autocomprazimento, apontando singelamente o critério de Deus: mais que buscar “os seus”, Deus vai ao encontro daqueles que têm um coração sincero. Por isso enviou Elias até à viúva de Sarepta e Eliseu a curar o sírio Naamã, dois episódios em que Deus privilegia estrangeiros. Por quebrar a cadeia do autocontentamento, Jesus é expulso. Diante da rejeição e estado de excitação da multidão, que faz Jesus? Passa no meio deles e segue caminho.

Tenhamos caridade nas nossas palavras, mas aquela caridade profunda que não sacrifica nem a verdade, nem a justiça. Arrisquemos ser expulsos das nossas “cidades”, confiantes em Deus e fiando-nos pouco nos aplausos.

Pe. Carlos Correia

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

VIVER CONFORME A PALAVRA E A VONTADE DE DEUS

Neste Domingo da Palavra de Deus – que é também o 6º dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – devemos centrar a nossa atenção no peso que a Escritura tem nas nossas vidas. Somos capazes de ler a nossa vida à luz das Escrituras? No episódio narrado hoje por São Lucas, em que Jesus lê a passagem de Isaías, é-nos mostrado como a Palavra ganhava vida em Jesus, como Ele se identificava com ela e se reconhecia nela. A Palavra de Deus é-nos dirigida para apontar rumo e iluminar o quotidiano. Somos capazes de nos encontrar nas leituras que ouvimos, domingo após domingo?

Pela ação do Espírito, a Palavra deve ecoar de forma distinta em cada um de nós. E como São Paulo nos indica, esse eco deve levar-nos à ação. Mas isto pede-nos que, mais do que somente ler ou escutar, nós nos deixemos afetar pela Palavra; pede-nos que nos disponibilizemos para que a Palavra ganhe corpo em nós, para que ela fecunde a nossa imaginação.

Deixemo-nos contagiar pela vida e alegria relatadas hoje na primeira leitura, no Livro de Neemias. Comecemos esta semana dispostos a voltar para as nossas casas prontas para fazer uma festa, falando entre nós sobre o impacto que as leituras deste dia têm em nós, e estejamos atentos aos que nada têm, para partilhar com eles a nossa alegria, seja através da comida ou de bens que lhes façam falta, seja através de uma presença amorosa. Não deixemos que a Palavra de Deus passe em nós sem surtir efeito. Optemos por ser terra fértil para a Palavra e assim dar fruto.

Pe. Carlos Correia

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ (Ano C)

ECLO 3,3-7.14-17a
Sl 127(128)
Cl 3,12-21
Lc 2,41-52

SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ

Num Domingo que cai durante a oitava do Natal nós celebramos a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Esta festa recorda-nos que o mistério da encarnação é um mistério de partilha. O Filho de Deus veio partilhar em tudo, menos no pecado, da nossa condição humana; veio para fazer parte da família humana, vivendo na obediência e no trabalho dentro de uma família concreta, embora única e irrepetível. Nesta Sagrada Família de Nazaré surgem os valores e as virtudes que devem caraterizar qualquer família cristã.

A família de Jesus era uma família de devoção. É possível que não tivéssemos qualquer dúvida sobre isso, mas o evangelho de Lucas que hoje ouvimos sublinha precisamente esse fato, com o relato desta viagem a Jerusalém: esta família não só vive junta, como viaja e reza junta. E, como certamente não será estranho para aqueles que são pais e que já peregrinaram em família, nem sempre sabem onde cada um deles está.

Maria e José inquietam-se com a ausência de Jesus e ficam admirados com o lugar onde o encontram, entre os doutores da Lei, ouvindo e fazendo perguntas, sinal da sua maturidade e emancipação como jovem judeu. E a perplexidade invade-os diante da justificação de Jesus: “não deveria estar Eu na casa do meu Pai?” – Não terá sido um episódio fácil para a Sagrada Família, mas no final de tudo, Jesus volta com os pais e era-lhes submisso.

O evangelista, ao relatar a peregrinação a Jerusalém, mais do que apontar a normalidade desta família e a irreverência adolescente de Jesus, preocupações que são de hoje, mas que não ocupavam espaço na mente de Lucas, põe diante de nós algo bem mais pertinente para o nosso itinerário como cristãos: que a nossa missão nos pode levar a sair da casa dos nossos pais; que tal não diminui a centralidade do papel dos pais na educação, nem o carinho e respeito de um filho pelos seus pais.

O centro desta passagem, cuja ação decorre entre o caminho de Jerusalém e o templo, não é um espaço, mas sim a relação com Deus: é a confiança em Deus que mantém esta família unida, diante das agradáveis surpresas e dos inesperados sobressaltos. É a centralidade do amor de uns pelos outros, abertos à relação com Deus, que permite a esta família prosseguir caminho. Esta e qualquer uma das nossas famílias.

Rezemos em família, como o faziam Maria, José e Jesus. Peregrinemos, viajemos, passemos tempo juntos, como o fazia a Sagrada Família. Mas, principalmente, coloquemos no centro esta atitude de abertura à voz de Deus e sejamos generosos na resposta à sua vontade.

Pe. Carlos Correia

sábado, 20 de novembro de 2021

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (Ano B)

 
Dia Mundial da Juventude

Dn 7,13-14
Sl 92(93)
Ap 1,5-8
Jo 18,33b-37


CRISTO, REI DO UNIVERSO

A celebração de Cristo Rei, além de ser um reconhecimento da realeza de Cristo, é uma exortação a entrar na dinâmica do reino de Cristo, que “não é deste mundo” (Jo 18,36), mas tem origem em Deus de quem procede todo o poder. Na Páscoa de Cristo, Deus transfere-nos do domínio do pecado para o reino de Cristo, um “reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz” (Prefácio). A contemplação da realeza de Jesus a partir de um passo da sua Paixão faz-nos perceber o seu estilo de reinar, sempre ao serviço da vontade do Pai que consiste na salvação da Humanidade por quem Ele dá a vida.

A reforma do Concílio Vaticano II colocou, na conclusão do ano litúrgico, esta festa que foi instituída em 1925 pelo Papa Pio XI. É como a chave de oiro do itinerário de celebrações do povo cristão, centrando tudo em Cristo, Senhor do tempo e da história, Rei do universo e dos corações dos fiéis.

Daniel escreve esta profecia nos tempos da perseguição do ímpio rei Antíoco IV, século e meio antes de Cristo. Assim encorajava a fé do povo de Israel, que aguardava a vinda do Messias Salvador. A realeza de Cristo “é eterna, não passará jamais”. Pode ser ofendido e até crucificado, mas nunca eliminado, porque finalmente vence a ressurreição e a vida divina.

São João, nesta visão simbólica do Apocalipse, apresenta-nos Cristo como “a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra, aquele que nos ama e pelo seu sangue nos liberta do pecado e faz de nós um reino de sacerdotes”. A realeza de Cristo não nos constitui como seus soldados, escravos ou súbditos, mas sim como seus sacerdotes e amigos. É esta dignidade admirável que o Rei do universo nos concede. Sendo fiéis a Cristo não ficamos subjugados pelo seu poder, mas somos promovidos à dignidade sacerdotal. Como nos tempos do imperador Domiciano, quando João escrevia o Apocalipse a animar os cristãos perseguidos, nos dias de hoje, em muitos lugares da terra, a Igreja também é perseguida. Rezemos para ter a coragem de acreditar que vale a pena assumir a cruz das contrariedades e provações, pois nos conduz à vitória da ressurreição com Cristo, Rei e Senhor do Universo.

No pretório de Pilatos, Cristo assume a sua realeza. Mas é um rei original, sem exército e sem escravos. Um reinado que não é deste mundo, pois a sua grandeza está em servir e em dar a sua vida para que todos tenham vida e vida abundante. Um rei que não veio para ser servido, mas para servir. Celebrar a realeza de Cristo é imitá-lo como Ele hoje se nos apresenta no trono da Eucaristia, dando-se em comunhão para a nossa vida e salvação. Procuro imitar a realeza de Cristo eucarístico, dando-me em comunhão a quem precisa de mim?

Que a Virgem Maria nos ajude a acolher Jesus como Rei e Senhor da nossa vida e a difundir o seu reino, dando testemunho da verdade que é o amor.

Pe. Carlos Correia

domingo, 8 de agosto de 2021

JESUS É O PÃO QUE NOS FORTALECE PARA SEMPRE

XIX Domingo do Tempo Comum (Ano B)
1Rs 19,4-8
Sl 33(34)
Ef 4,30-5,2
Jo 6,41-51

No Evangelho, Jesus apresenta-se como o pão que desceu do céu para nos alimentar nos desertos da nossa vida. Ele é o Pão da vida. Um pão diferente do pão que os antepassados deles comeram no deserto e morreram. Esse pão que é Jesus é o pão que desceu do céu, o alimento eterno, o Pão da vida eterna. Assim, quando comungamos, alimentamo-nos desse pão. É o pão que nos dá força, que não nos deixa desanimar, que nos coloca em pé e mostra o caminho que, embora árduo e difícil, podemos percorrer. Esse pão é compromisso, é parceria, é Deus connosco, e quem tem Deus consigo não fraqueja na missão, por mais difícil que ela seja. No final deste Evangelho, Jesus fala da sua própria carne como alimento. Ele se consome para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância. Ele dá vida ao mundo, mas o mundo ainda não descobriu esse alimento, essa vida que brota da cruz de Cristo.

Perante a ousadia de Jesus se apresentar eucaristicamente: “Eu sou o pão que desceu do céu”, os judeus apresentam a sua discordância, pois parece um atrevimento do filho de Maria e de José, um simples carpinteiro, de uma aldeia irrelevante. É a mesma reação que hoje se poderá ter: um pedaço de pão é isso e nada mais e um bocado de vinho é só vinho e nada mais pode ser. Felizmente, a fé leva-nos muito mais longe, reconhecendo a Deus infinito no Menino da gruta de Belém, no Cristo feito chaga viva na cruz do Calvário, no Senhor do universo que se serve em refeição no pão e no vinho da Eucaristia. Cristo afirma com toda a clareza: “Quem comer deste pão viverá eternamente”. Esta promessa de Jesus inunda-nos de alegria sem fim.

É um rico alimento aquele que Deus nos dá. Ele dá-nos o pão da Palavra e o Pão eucarístico. Alimentados por eles, encontraremos a força necessária, como Elias, e os apóstolos e tantos outros discípulos missionários de Jesus Cristo. Peçamos, pois, que Deus nos dê sempre desse Pão e que alimentados por ele façamos a nossa parte.

Que cada um se sinta tocado pelo anjo de Deus que o desperta para a vida e para a missão. Alimentemo-nos do Pão da vida e sigamos firmes na nossa missão.

Pe. Carlos Correia

domingo, 11 de julho de 2021

SOMOS CHAMADOS POR DEUS PARA SERMOS SEUS ENVIADOS

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B
Am 7, 12-15
Sl 84(85)
Ef 1, 3-14
Mc 6, 7-13

O ponto de encontro das leituras deste domingo é a missão eclesial nascida da obediência dos Apóstolos às palavras de Jesus que são normativas para a missão da Igreja em todos os tempos. De acordo com o Evangelho de Marcos, “Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los” (Mc 6,7). A missão parte de Jesus e pressupõe uma Igreja convocada ao redor do seu Mestre, agindo a partir da intimidade da relação com Ele, uma “intimidade itinerante”, no dizer do Papa Francisco (EG 23).

Em missão parte-se, não sozinho, mas dois a dois, acentuando o caráter comunitário da Igreja. A missão requer poder, que não deriva das forças de cada um, mas da força de Jesus; é a própria missão de Jesus que continua na Igreja.

As orientações de Jesus dão mostras de uma missão que se pretende pobre, de um caminho que admite apenas o essencial, de modo que o acessório não desvie o olhar do conteúdo da mensagem. Levar o bastão associado ao caminho acentua a dimensão itinerante da missão, que contrasta com o convite a permanecer numa casa. A missão requer um aprofundamento de relações que só a intimidade da casa pode dar; mas não se compadece de uma vida instalada, porque a orientação é partir sempre de novo. O despojamento do missionário é já por si mensagem: o pão, o dinheiro e a outra túnica dariam segurança em relação ao dia de amanhã. Mas a segurança do missionário está em Deus. A sua grande riqueza é a graça de Deus que “do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo”; é a riqueza de conhecer os planos de Deus que os revela aos seus amigos (Ef 1,3.7-8).

Mesmo quando não é bem acolhida, a missão não perde a sua força, porque não depende da receção que acolhe nos destinatários, mas vive no coração daqueles que partem, em obediência ao mandato de Jesus. Na realidade, já Amos tinha feito a experiência da missão que não é bem recebida, porque incómoda e diante da ordem de abandonar a missão, a resposta alicerça-se na vontade de Deus à qual não é possível fugir: “Eu não era profeta. (...) Foi o Senhor que me disse: “Vai profetizar ao meu povo de Israel.”” (Am 7,14-15).

A Igreja continua a missão dos discípulos: escuta a voz do Mestre e, obedecendo à sua Palavra, parte em missão, para ser, cada vez mais, uma Igreja “em saída” (EG 24).

Pe. Carlos Correia

segunda-feira, 19 de abril de 2021

RECONHECER E TESTEMUNHAR O CRISTO RESSUSCITADO

Não foi fácil para os discípulos aceitar a realidade do mistério da fé pascal, perceber a novidade da presença de Jesus Ressuscitado. É por isso que Ele Se serve de sinais para mostrar a sua identidade, nomeadamente dos sinais da paixão e do sinal da refeição partilhada. Os evangelistas colhem esses sinais e transmitem-nos, para que, através da leitura do Evangelho, todos os cristãos possam também fazer a mesma experiência dos discípulos com Jesus.

Lucas apresenta-nos uma aparição de Cristo ressuscitado no mesmo dia de Páscoa. Aparece, como é habitual, a transmitir serenidade e confiança: “A paz esteja convosco”. Não são também assim as nossas comuns experiências de encontrar o Senhor, na simplicidade da nossa oração e especialmente nos encontros com Cristo eucarístico? Jesus aparece não apenas para dar o conforto da sua presença, mas para nos enviar em missão. Cada um de nós tem de ser testemunha de Cristo ressuscitado, transmitindo a paz, amor e confiança. “Ser testemunhas da ressurreição” significa proclamar não apenas por palavras, mas por gestos concretos o nosso compromisso com a vida plena de todos. Palavras e documentos já temos muitos. Falta ação concreta e efetiva. Falta testemunho de vida. A Igreja não necessita de doutores e sim de testemunhas, dizia o Papa Paulo VI. Para anunciar Jesus Cristo Ressuscitado não se requerem qualidades especificas, mas uma fidelidade constante.

Estamos a iniciar a Semana de Oração pelas Vocações. Abramo-nos à graça de termos vocações de qualidade que transmitam, na Igreja e no mundo, a consolação de termos Cristo vivo no meio de nós.

Pe. Carlos Correia

terça-feira, 13 de abril de 2021

A PAZ ESTEJA CONVOSCO!

No meio das contradições e incompreensões que temos de enfrentar todos os dias, esmagados e até atordoados por tantas palavras e conexões, esconde-se a voz do Ressuscitado que nos diz: «A paz seja convosco!».
Papa Francisco 

sábado, 10 de abril de 2021

II DOMINGO DA PÁSCOA/ Ano B

Act 4, 32-35
Sl 117(118)
1Jo 5,1-6
Jo 20,19-31

Domingo Da Divina Misericórdia

Neste Domingo encerramos a oitava da Páscoa. Ao mesmo tempo que este Segundo Domingo da Páscoa é conhecido como o Domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo  saudoso Papa João Paulo II, por ocasião da canonização  da Irmã  Faustina Kowalska, (conhecida como Irmã da misericórdia do Coração de Jesus), em 30 de Abril de 2000. Recordamos que o Papa Francisco convocou toda a Igreja para a celebração de um “Ano Jubilar da Misericórdia” e nos pede para que todos nós sejamos “missionários da misericórdia”.

Os Atos dos Apóstolos falam de um testemunho original que os primeiros cristãos davam da ressurreição de Cristo. Não se tratava de discursos nem de aulas de catequese. Era o testemunho de unidade entre todos e de partilha de bens com os mais necessitados: “tinham um só coração e uma só alma; ninguém chamava seu ao que lhe pertencia... Não havia entre eles qualquer necessitado”. Ainda hoje a caridade, prática e solícita, tem um forte poder evangelizador. O cristão que ama de verdade está  a provar que Cristo ressuscitou e está vivo no meio de nós.

São João recorda-nos que a prova de que amamos a Deus está em cumprir a sua vontade, expressa nos seus mandamentos. As nossas palavras de profissão de fé valem na medida em que o nosso modo de viver o comprova. Recorda-nos também que os mandamentos de Deus não são pesados, pois são exigências de quem nos ama imensamente.

Na cena do Evangelho encontramos o apóstolo Tomé como patrono das nossas dúvidas e perplexidades. Sonhamos talvez com poder ver tudo claro no campo da fé, como se Deus e os mistérios da fé se pudessem provar cientificamente. Mas temos de ser humildes, pois como afirma Santo Agostinho: “Deus é sempre maior” e ultrapassa imensamente as limitações da nossa inteligência. Imitemos São Tomé na sua confissão de fé, com a audácia da humildade: “Meu Senhor e meu Deus!”.

Pe. Carlos Correia

Imagem: Internet

domingo, 28 de março de 2021

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR - Ano B

Mc 11,1-10
Is 50,4-7
Sl 21(22)
Fl 2,6-11
Mc 14,1-15,47 (forma longa)
Mc 15, 1-39 (forma breve)

Domingo da Paixão

O Domingo de Ramos é o último domingo da Quaresma, que serve de pórtico para a Semana Santa. Do ponto de vista cristão, a Semana Santa, denominada antigamente por “Semana Maior” ou “Grande Semana”, é a semana que comemora o mistério pascal de Jesus Cristo (Paixão, Morte e Ressurreição). É o tempo de maior intensidade litúrgica de todo o ano. A Semana Santa é a Semana das semanas do ano. É o coração de toda a nossa fé. Em resumo, o Domingo de Ramos é a inauguração da Páscoa, ou passagem das trevas para a luz, da humilhação para a glória, do pecado para a graça e da morte para a vida. Nesta liturgia a ordem é a seguinte: primeiro, o triunfo (procissão, entrada solene) e logo a seguir vem o fracasso (paixão). É uma forma de a Igreja atualizar o mistério sem divisão, convidando-nos desde o princípio a seguir Jesus até à cruz para juntos participarmos na Sua ressurreição.

O relato da paixão e morte de Jesus tem em todos os Evangelhos um lugar de destaque. Sendo todos convergentes, Marcos tem o seu modo próprio de apresentar o máximo testemunho de amor que é dar a vida pelos seus amigos, que somos todos nós.

O silêncio de Jesus é sublinhado algumas vezes pelo segundo evangelista. Por vezes, só o silêncio pode exprimir o que desejamos. O quadro da realidade é tão rico que sobra a legenda das palavras. Marcos põe em especial evidência a solidão de Jesus: não aparece ninguém a defendê-lo ou a acompanhá-lo. Só depois de morrer, é posta a seguinte nota: “Estavam também ali umas mulheres a observar de longe”.

Em toda a narração da paixão e morte de Jesus não podemos ficar de fora, como espectadores, a ver como que cenas de um filme que não  faz parte da nossa vida. Tudo o que Jesus vive e sofre tem uma dedicatória de salvação que me diz respeito. É por teu amor, caríssimo irmão ou irmã do século XXI, que estou a ser traído por Judas, a ser julgado injustamente, a ser flagelado e coroado de espinhos, a levar a cruz até ao Calvário e aí a ser crucificado e a dar a vida. Por ti.

Pe. Carlos Correia

quinta-feira, 25 de março de 2021

CEEBRAÇÃO NA QUARESMA


Uma reflexão profunda e atual sobre as Últimas Sete Palavras de Cristo na Cruz.
Hoje, às 21h30, na Capela de S. Martinho.

sexta-feira, 5 de março de 2021

quarta-feira, 3 de março de 2021

"DESAFIO DE FÉ"

Vamos fazer uma aliança de gerações: com os jovens podemos ir mais depressa; com os idosos iremos mais longe. Em família, podemos valorizar as nossas raízes, por exemplo: procurar fotos dos familiares; rezar juntos pelos vivos e defuntos; homenagear os avós… ou outros idosos.