sábado, 25 de fevereiro de 2012

DOMINGO I DA QUARESMA - Ano B

EVANGELHO Mc 1, 12-15
«Era tentado por Satanás e os Anjos serviam-n’O»


Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Mt 4, 4b

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EUCARISTIA COM A CATEQUESE - Organização do 5º e 7º anos de catequese



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei que a nossa vida, Senhor,
corresponda à oferta das nossas mãos,
com a qual damos início à celebração
do tempo santo da Quaresma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

QUARTA- FEIRA DE CINZAS - REFLEXÃO

Corremos o risco de quedar-nos em quarta - feira de cinzas se não aprofundarmos o sentido do tempo que ela inicia! – A QUARESMA. 
É a porta de entrada no tempo favorável à mudança de cada um de nós!

Terminado o Carnaval – tempo de incontida folia e exibida alegria – começou o tempo da alegria interior! O tempo dos silêncios! O tempo da sobriedade! O tempo da essência! O Tempo de refletir! O Tempo de ouvir! O Tempo de olhar para dentro de nós…
A alegria interior advém-nos de já conhecermos que Jesus ressuscitou e quis ficar entre nós! Não somos órfãos. O Pai cumpriu a Palavra! Tudo passará, menos a Sua Palavra! E o Seu Amor não tem medida.
E porque somos homens e mulheres perguntadores e não entendemos bem, o Pai assumiu a nossa condição para nos ensinar como se FAZ, porque se deve FAZER e o que é possível FAZER!
Este é o TEMPO!
Dou por mim a pensar: Como é bom ter sempre mais uma oportunidade! Oportunidade de começar ou de recomeçar. Oportunidade de FAZER ou de FAZER diferente.
Perante o vendaval da perda e da dor, encontradas nas encruzilhadas da vida, desmoronam-se todas as construções das nossas vivências e tomamos plena consciência do POUCO que somos.
Mas, quantas lutas seriam abandonadas, quantas palavras ficariam por dizer, quantos olhares seriam evitados, quantas mãos seriam estendidas, se pelo menos um dia em cada ano, sem ser movidos pelo impacto de qualquer acontecimento que nos surpreende, refletíssemos na nossa vulnerabilidade!
Este é o TEMPO!
Para tomar consciência da nossa fragilidade, simbolizada no pó da cinza que nos é imposta na cabeça em quarta-feira de cinzas, temos quarenta dias para meditarmos e desocuparmos o nosso coração de tanta “tralha” que o enche e impede tantas vezes que Deus entre.
É a oportunidade de arrumação das gavetas das nossas prioridades! A oportunidade de nos desfazermos de algumas delas, já antigas. E se tivermos dificuldade em nos desapegarmos de muitas, porque não eleger pelo menos uma para sair da lista? Ou então fazer substituições?



É a oportunidade de “treinarmos” os gestos do Mestre, de recordarmos e vivermos o caminho que nos conduz à Páscoa.
Se em cada quarta-feira de cinzas agendarmos para a quaresma a arrumação do armazém das nossas atitudes e renovarmos o stock, substituindo algumas delas, das mais feias e pesadas, ainda que seja, também, apenas uma, a nossa vida ganhará leveza e ficará mais fortalecida, porque tem uma direção de mudança, rumo à PÁSCOA, que é o sentido último da nossa vida.
Perante a evidência da nossa fragilidade acreditamos que a nossa força está no Senhor!
22.02.2012
CR

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

QUARESMA: Oração, Jejum, Esmola



No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais de extrema importância à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» 


É assim que começamos a Quaresma, tempo de conversão e austeridade, mas também tempo de uma alegria contida, a alegria de um coração purificado. Trata-se de nos prepararmos para as festas pascais. A Quaresma é o caminho para uma festa!

Quinta-feira depois das Cinzas

Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há de recompensar-te» (Mateus 6,6).

Como pessoas de oração, eis o nosso programa para a Quaresma: entrar neste lugar secreto, oculto aos homens, que só o Pai vê. Somos chamados a um esforço de recolhimento e aprofundamento. Um esforço escondido e solitário que ninguém pode fazer por nós. É preciso afastarmo-nos de todas as nossas pequenas preocupações e dependências do amor-próprio; encontrar tempo para entrar nas profundezas do coração, num esforço de abertura e lucidez, e aí rezar ao nosso Pai.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sermão de Quarta-feira de Cinzas - P. António Vieira


Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre e em qualquer parte da vida somos pó.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

INÍCIO DA QUARESMA: Quarta-Feira de Cinzas - 22 de Fevereiro

Celebração das Cinzas, na Capela de S. Martinho
16h00 e 21h30



SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14.17 
(R. cf. 3a)
Refrão: Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas. 

Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos. 

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. 

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca cantará o vosso louvor. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

DOMINGO VII DO TEMPO COMUM - Ano B


EVANGELHO Mc 2, 1-12
«O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados»


Sem a colaboração e a persistência dos quatro homens que o transportavam, nunca o paralítico seria curado e perdoado por Jesus. Quantos dos nossos irmãos ainda manietados pelo pecado não estarão à espera da nossa ajuda e da nossa insistência para se deixarem conduzir até junto do perdão misericordioso de Cristo?

Secretariado Nacional da Liturgia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

APROXIMA-SE A QUARESMA


Em breve será quarta-feira de Cinzas, "porta de entrada" para o tempo da Quaresma.
Tempo mais sóbrio, em que por vezes até achamos as igrejas demasiado "despidas", pela singela decoração que apresentam com ausência de flores, vendo-se apenas alguma verdura a adornar os altares.
Porém, todos somos convidados a observar e a compreender a diferença, através dos símbolos marcantes desta quadra, que vão surgindo nas Igrejas semana após semana.
Estão ali para nos lembrar um tempo realmente diferente, mas também de excelência, para maior aproximação a Deus e à conversão dos nossos pecados.
Assim diz o Evangelho Mc 1, 12-15 «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
A catequese “entra” no espírito quaresmal; rezando, dinamizando e encenando na comunidade momentos importantes em que todos devemos participar.
Este ano não será diferente.  Todos  os grupos se movimentam na preparação de dinâmicas a apresentar que, convém, não nos distraiam do essencial, mas  apontem caminhos novos para o nosso grande encontro com Jesus Cristo.

Quem ainda procura ideias para esta Quaresma, pode consultar propostas de diversas Dioceses no seguinte endereço
http://www.box.com/s/p1has8hrcg4oauyg85ci

CARNAVAL: é no Centro Paroquial!

Já construíste a tua máscara?
Convida os teus pais, irmãos, avós, amigos e ajuda a fazer a festa, 
contribuindo também com mais umas "migalhas" para as obras da paróquia.
Não faltes!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

NO DIA DOS NAMORADOS - o mais bonito poema de Amor

1 Coríntios 13, 1-13
 
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
 
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a FÉ, a ESPERANÇA, o AMOR;
mas a maior de todas é o AMOR.
(Dependendo da tradução é natural que surjam pequenas diferenças entre as Bíblias.
Esta tradução é a da Nova Tradução dos Capuchinhos)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)


Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor;
dai-me a alegria da vossa salvação. 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano. 

Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta
e logo me perdoastes a culpa do pecado. 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.
Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai, vós todos os que sois rectos de coração. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

DIA MUNDIAL DO DOENTE


Ó Maria
 aurora do mundo novo, 
Mãe dos viventes,
confiamo-Vos a causa da vida: 
olhai, Mãe, para o número sem fim 
de crianças a quem é impedido nascer, 
de pobres para quem se torna difícil viver, 
de homens e mulheres 
vítimas de inumana violência, 
de idosos e doentes assassinados 
pela indiferença ou por uma falsa compaixão.
Fazei com que todos aqueles 
que crêem no vosso Filho 
saibam anunciar com desassombro o amor 
aos homens do nosso tempo 
o Evangelho da vida.
Alcançai-lhes a graça de o acolher 
como um dom sempre novo, 
a alegria de o celebrar com gratidão 
em toda a sua existência 
e a coragem para testemunhar com laboriosa tenacidade, 
para construírem, juntamente com todos os homens de boa vontade, 
a civilização da verdade e do amor, para louvor e glória 
de Deus Criador e amante da vida.

João Paulo II

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM - Ano B

EVANGELHO Mc 1, 40-45
«A lepra deixou-o e ele ficou limpo»


Segundo a mentalidade da época de Jesus, o leproso era um pecador e um maldito! Tinha que viver isolado, apresentar-se andrajoso e avisar, aos gritos, o seu estado de impureza, a fim de que ninguém se aproximasse dele. Não tinha acesso ao Templo, nem sequer à cidade santa de Jerusalém, a fim de não conspurcar, com a sua impureza, o lugar sagrado. O leproso era o protótipo do marginalizado, do excluído, do segregado. Cabia aos sacerdotes diagnosticar a lepra e declarar impuro o doente, o qual deveria ser distanciado da comunidade e ficar fora dos povoados, até uma eventual e bem certificada cura. Por isso, distância com ele! E o leproso lá ficava, numa espécie de «sala de chuto», fora da vida, a vegetar até morrer!

Jesus não teme o contágio do leproso que se aproxima! Infringe o regulamento. Rompe o cordão sanitário e entra em «área desprotegida». Não há fronteiras que limitem o amor. Há uma compaixão que O move! Jesus pisa o risco e o leproso ganha coragem e salta fora da linha contínua. «Prostrou-se de joelhos diante de Jesus e suplicou-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me». Para ele, mais importante do que ser curado, é ser olhado, acolhido, tocado, amado. Nesse sentido, a sua cura já tinha começado! E se havia dúvidas, a resposta de Jesus é clara: «Quero. Fica limpo». «A lepra deixou-o. E ele ficou purificado»!



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DIA PAROQUIAL DO DOENTE - Domingo, 12 de Fevereiro, Eucaristia e Santa Unção, Capela de S. Martinho



A Equipa da Pastoral da Saúde e os MECs estão a preparar este dia de Encontro já tradicional na nossa Paróquia, com a Eucaristia e Unção dos doentes, seguindo-se o almoço e lanche  no Centro Paroquial. Podem e devem inscrever os nossos doentes, os mais idosos e os que se encontram sós.
O jovens também vão colaborar neste dia, ajudando no acolhimento e dinamizando a parte da tarde com a sua alegria e juventude.


«Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (Lc 17, 19

"O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de são Lucas (cf. Lc 17, 11-19), de maneira particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: «Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (v. 19), ajudam a tomar consciência acerca da importância da fé para aqueles que, angustiados pelo sofrimento e pela enfermidade, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele, podem experimentar realmente que quantos acreditam nunca estão sozinhos! Com efeito, no seu Filho Deus não nos abandona às nossas angústias e sofrimentos, mas está próximo de nós, ajuda-nos a suportá-los e deseja curar profundamente o nosso coração (cf. Mc 2, 1-12).
Papa Bento XVI

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CCA - Quinta e última Conferência


CCA CICLO DE CONVERSAS AMPLAS 
31.01.2012 
 Grupo Dramático de Vilar do Paraíso


Sobre Comunicação e Família-desafios sempre novos
  
No último dia de janeiro, teve lugar a última conferência deste ciclo de conversas amplas. Foi um “serão” agradável a ver (pelo olhar de um jornalista) a televisão por “dentro”.
A iniciar, visualizou-se um pequeno filme em que a televisão, enquanto meio de comunicação poderoso, era o protagonista bom da fita.
Pura ilusão! Demonstraria logo a seguir o orador da noite, sabendo bem do que falava, num discurso espontâneo, fluente e coloquial.
As pessoas, em geral, não têm domínio sobre a televisão, meio de comunicação violento não só para quem vê, mas também para quem lá trabalha.
Normalmente, dos primeiros gestos que as pessoas têm, quando chegam a casa, é ligar a televisão, pois esta funciona como companhia (para muitos idosos é mesmo a única companhia e a sua janela para a rua e para o mundo).
E quem trabalha na televisão sabe disso, pelo que a primeira tarefa, quando chega de manhã ao trabalho, é ver as audiências do dia anterior. O papel que atualmente a televisão tem na sociedade é dar o que as pessoas querem ver.
Os grupos económicos que detêm os canais televisivos querem que a televisão seja rentável e para o ser tem que haver audiência. Por isso é necessário ir ao encontro do gosto de quem vê. Os critérios jornalísticos em televisão já, há muito, deixaram de ser paradigma.
A televisão debita para dentro da casa de cada um tudo sem qualquer filtro.
 É o domínio da televisão sobre as pessoas. Ela veio diluir a conversa na família. Mantem a todos entretidos, principalmente os mais novos (o que dá jeito!).
A imagem impõe-se a toda a família, comprovando que “uma imagem vale mais que mil palavras”.
Porém, a informação nos termos em que agora é dada pelos quatro canais irá desaparecer em breve.
 As novas tecnologias permitem às gerações mais novas escolher o que querem ver, escolher as notícias e todo o tipo de informação. Têm uma imensa panóplia de televisão por cabo.
Quem trabalha em televisão também é dominado por ela. Contrariamente ao que se passa noutros países, importa que o pivot de televisão tenha uma imagem jovem, fresca, bonita, independentemente da sua experiência profissional.
A crise pode ser uma oportunidade para olhar uns para os outros, que é o que não fazemos, e falar mais uns com os outros.
Para finalizar este ciclo de conferências esta é uma boa mensagem: OLHAR MAIS UNS PARA OS OUTROS; FALAR UNS COM OS OUTROS. Gostaria ainda de acrescentar: OUVIR UNS AOS OUTROS.

Conceição Rocha

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Evangelho segundo S. Marcos 6,53-56.

«E quantos O tocavam ficavam curados»
Pois se, quando [Jesus] andava neste mundo, só o tocar as Suas vestes sarava os enfermos, como duvidar, se temos fé, de que faça milagres estando assim dentro de nós [na comunhão eucarística], e de que nos dará o que Lhe pedirmos estando Ele em nossa casa (Ap 3,20)? Não costuma Sua Majestade pagar mal a pousada quando Lhe dão boa hospedagem. E, irmãs, se vos dá pena o não O ver com os olhos do corpo, tal não nos convém. [...]

Porque àqueles a quem vê que hão-de tirar proveito da Sua presença, Ele Se descobre e, ainda que O não vejam com os olhos do corpo, tem muitas maneiras de Se mostrar à alma por grandes sentimentos interiores e por diversas vias. Ficai-vos com Ele de boa vontade e não percais tão boa ocasião de a Ele vos dirigirdes, como é a hora depois de ter comungado.


Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita e Doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, cap. 34, 9-11

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DOMINGO V DO TEMPO COMUM - Ano B

EVANGELHO Mc 1, 29-39
«Curou muitas pessoas, atormentadas por várias doenças»


Ao contrário de Job, sofredor e incapaz de superar o mal, Jesus cura as doenças e expulsa os demónios. Assim Se afirma Senhor da vida e da morte, e anuncia desde já a ressurreição. E quer levar esta Boa Nova a toda a parte; por isso, não se deixa ficar preso pelos interesses, sempre limitativos, dos seus beneficiários, mas alarga a sua acção a todos os lados. Todavia esta actividade tão intensa não O impede de procurar um lugar ermo para aí orar ao Pai.

Secretariado Nacional da Liturgia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CCA-QUARTA CONFERÊNCIA


CCA CICLO DE CONVERSAS AMPLAS
25.01.2012 Centro Paroquial – IGREJA – Família Jovem, Leve e Bela

“ A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram”





 D. António Couto, bispo de Lamego - um conhecedor profundo da Palavra – foi o orador nesta 4.ª conferência, no Centro Paroquial. A espectativa era, por isso, grande, pese embora o título dado para o tema da conferência não deixar antever muito da amplitude da “conversa” dessa noite.
Iniciada a conferência, logo se revelou uma noite de verdadeira catequese! Caso para dizer “Quem tinha ouvidos que ouvisse!”, tal a densidade e riqueza dos textos selecionados e trazidos para esta mesa da Palavra.
D. António Couto, mais do que palavras suas, trouxe-nos a Palavra, trouxe-nos também, entre muitas, as palavras de Bento XVI, de João Paulo II, de Nelly Sachs, prémio Nobel da Literatura.
Mas, sobretudo, ensinou-nos, num tom direto e incisivo, a ter um outro olhar sobre a Palavra, levando-nos a descobrir a beleza e profundidade da sua mensagem. A descobrir os caminhos que ela aponta e o divino revelado em palavras humanas, mas belas. Desde o Livro do Génesis aos livros do Novo Testamento.
Tantas vezes nos falta descobrir o belo e o profundo dos textos bíblicos! Só um verdadeiro conhecedor nos pode levar a esta descoberta, palavra por palavra. Foi muito dessa descoberta a que nessa noite nos levou D. António Couto, no pouco tempo, com certeza (e menos oportuno para si, a escassos dias da tomada de posse na diocese de Lamego) mas que, ainda assim, não deixou de partilhar connosco. Ousamos dizer que foi já uma amostra da marca que quer imprimir à sua nova missão, tendo em conta a nova evangelização e o primado do contato pessoal, do “tu-a-tu”, “de coração a coração”.
Ficamos-lhe especialmente gratos.

Algumas ideias centrais desta conferência:
A igreja peregrina é por sua natureza missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo (do Decreto Ad Gentium). Este texto que data de 1962 é lembrado por Bento XVI para este Ano da Fé.
Ser cristão e missionário é uma e a mesma coisa. Longe ou perto. É preciso ir ao encontro dos outros, sair de nós, dos nossos projetos.
Segundo as palavras de João Paulo II, na passagem do II para o III milénio, alimentar-nos da Palavra para sermos “servos da Palavra” no trabalho da evangelização é seguramente uma prioridade. É preciso nova evangelização, novos métodos, novas expressões.
Maria (Verbi Dei; Mater Fidei), guardava as Palavras que aconteciam, compondo-as no seu coração (Lc 2,19 e 51). Era uma mulher ocupada, selecionando e compondo palavras, compondo uma música divina no seu coração.
 Nelly Sachs dizia “Vira e revira a Palavra de Deus porque nela está tudo.
Contempla-a, envelhece e consome-te nela…”.

Os 4 pilares fundamentais da 1.ª catedral da Igreja nascente são: os ensinamentos dos apóstolos, a fração do pão, a comunhão e a oração. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, na igreja nascente “Eram perseverantes no ensino dos apóstolos e na comunhão, na fração do pão e na oração. Todos os que acreditavam estavam no mesmo lugar e tinham tudo em comum”.
Era a Domus ecclesia – um espaço relacional novo, uma casa (das palavras mais belas) onde cada um se deve sentir pai, mãe, filho ou irmão.

Quando a igreja voltar a ser uma casa, todos gostarão de lá estar.
Uma igreja jovem, leve e bela. Tão jovem, leve e bela que as pessoas hão de  lutar por entrar nela.

Conceição Rocha
Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico



APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo. 
 Lc 2, 32
Quinta, 2 de Fevereiro, 
tradição de NªSª das Candeias  
 missa das 19h, S. Martinho, (levar uma vela).

CCA – TERCEIRA CONFERÊNCIA


CCA CICLO DE CONVERSAS AMPLAS
23.01.2012
 Natal de Cristo – uma celebração, uma data, uma nova idade

“ A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram”

                           
 



A terceira conferência do ciclo de conversas amplas ocorreu no edifício mãe da Academia de Música de Vilar do Paraíso. Edifício carregado de história e de histórias, onde começou o Seminário da Boa-Nova.
O orador, com um currículo académico extenso, foi o Pe Aires A. Nascimento, também professor universitário, jubilado.
Após um pequeno momento introdutório, de grande sentido de humor, deu início à sua narração sobre o sentido do Natal.
De muito conteúdo, que não seria possível, nem adequado inserir aqui, nem mesmo necessário, por constar de livro já levado a público, retemos para este espaço que se pretende de relação com todos, mas especialmente com os catequistas, algumas ideias chave que ali foram transmitidas.
Natal é um mistério, ocorrido por iniciativa de Deus. É um dom da Graça (e é de graça, no sentido da dádiva, da gratuitidade), não é uma conquista.
A data do Natal não será uma ficção. Não é uma narrativa fictícia nem uma criação teológica. É uma narrativa factual e histórica.
Natal não é, pois quando o homem quiser…
O estudo aturado da história da antiguidade, nomeadamente de um professor universitário hebraico, acerca de 5 anos atrás, relacionando a anunciação do anjo a Zacarias, o nascimento de João Baptista, a anunciação do anjo a Maria e o nascimento de Jesus, e bem ainda relacionando a classe de sacerdotes a que pertencia Zacarias e o calendário litúrgico segundo a tradição da prestação de serviço pelos sacerdotes, de acordo com a classe a que pertenciam de entre as 24 existentes, consegue demonstrar, nas palavras do eminente orador, que o Natal ocorreu mesmo na data em que o celebramos.

Tudo isto porque queremos entender como Deus entrou no tempo e na vida dos homens. Lucas é o evangelista mais sensível a este pormenor do tempo.
 Mas Deus está fora do tempo.
Esta 3.ª conferência terminou melodiosamente, com o canto do coro dos pais, da Academia de Música de Vilar do Paraíso (mais propriamente, coro das mães, pois apenas um pai integrava o coro!).

 Conceição Rocha

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