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domingo, 4 de dezembro de 2022
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
JOVENS DE FÉRIAS EM ORAÇÃO E VOLUNTARIADO

Um grupo de nove jovens participa, esta semana, no primeiro turno do Projeto SETE, que oferece uma experiência de imersão de voluntariado, com momentos de oração e serviço aos peregrinos.
(...)
“Ironicamente, acho que estamos mais próximos dos peregrinos agora. Antes da pandemia, as pessoas vinham-nos perguntar sobre coisas básicas (…) e, agora, estando isoladas, nas próprias casas, o ano inteiro, puxam por uma conversa para poderem falar connosco… Aprendi a sorrir com os olhos, que é o sorriso mais sincero, e isso, para mim, é fantástico!”
(...)
As mudanças que exigem o tempo de pandemia prendem-se sobretudo com aspetos formais, nomeadamente na limitação do número de turnos, de participantes e de exposição dos voluntários na relação com o peregrino, por forma a salvaguardar, simultaneamente, as condições de segurança e os aspetos essenciais da experiência.
"Esta realidade obriga-nos a encontrar outros modos genuínos de expressarmos o acolhimento e de valorizarmos ainda mais o detalhe, no olhar, no gesto ou na voz, porque o rosto não se vê”.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
JOVENS EM MISSÃO NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Entre hoje e o próximo domingo, 14 jovens vão orientar, informar e acompanhar os peregrinos na Cova da Iria, através do Projeto SETE, que, este ano, oferece uma experiência única de imersão de voluntariado nos espaços do Santuário de Fátima durante esta semana, em que decorre a Peregrinação Internacional de 12 e 13 de Agosto.
Imagem: Santuário de Fátima
segunda-feira, 9 de julho de 2018
JOVENS DESAFIADOS A FAZER UMA EXPERIÊNCIA DE VOLUNTARIADO EM FÁTIMA
Projeto SETE avança de 9 de julho a 2 de setembro no Santuário.
O Santuário de Fátima propõe aos jovens, com idades entre os 16 e os 35 anos, a possibilidade de fazerem uma experiência de voluntariado na Cova da Iria.
O projecto SETE, que decorre entre os dias 9 de julho e 2 de setembro, visa permitir aos participantes penetrar na vivência do lugar e da sua mensagem, através de dinâmicas de acolhimento de peregrinos, do aprofundamento espiritual e da imersão no acontecimento de Fátima.
Os destinatários da iniciativa são todos os jovens, estejam ou não ligados a algum movimento eclesial, inquietos pela experiência cristã do acolhimento e da peregrinação, em busca de uma vivência espiritualmente rica, profunda e partilhada com outros jovens, ou que se interroguem sobre o sentido e a atualidade do acontecimento e da experiência de Fátima.
sexta-feira, 27 de abril de 2018
MISSÃO DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
Foi em missão de voluntariado que esteve no passado dia 21 de abril o grupo de jovens, que se dispôs a fazer a experiência de acompanhar a equipa Coração na Rua que de 15 em 15 dias serve refeições no Porto.
O grupo de jovens teve assim ocasião de meter as “mãos na massa” ajudando a preparar e a servir as refeições, percorrer algumas ruas da Boavista, conhecer a realidade destas ruas do Porto, onde puderam interagir com os sem-abrigo.
O grupo comprometeu-se, num tempo próximo, a realizar uma atividade conjunta com a equipa coração na rua.
Colaboração de Ricardo Campos
sexta-feira, 4 de março de 2011
VOLUNTARIADO EM MOÇAMBIQUE
Testemunho

Nós somos seres que sentimos muito, de muitas maneiras e intensidades diferentes. E não há mal em sentirmos, é algo que não controlamos. O que fazemos com o que sentimos, isso sim, podemos controlar. Somos nós que decidimos e escolhemos! E eu finalmente percebi o que fazer com o que sentia e escolhi... “Coloco a minha vida em Tuas mãos. Faça-se em mim segundo a Tua vontade…”. Desde há muito tempo que sinto este chamamento de me dar de uma forma diferente, de partir em missão. De deixar tudo para trás e dar ao mundo mais justiça, desenvolvimento e vida, bem ao jeito de JC. E aqui estou em Moçambique, para uma missão por um ano, através da ONGD AdGentes, dos Leigos Missionários da Consolata. Cada um de nós tem uma missão, que pode ser semelhante ao que estou a fazer ou não, um caminho nosso que melhor servirá a Deus e que ao mesmo tempo é o nosso caminho de felicidade. Só temos de saber escutar esse chamamento escutando o que JC tem para nos dizer e tentado ser como ele. Escutem o vosso chamamento! Coloquem-se nas mãos d’Ele, mantenham a chama de JC sempre acesa no vosso coração e escolham o vosso caminho!
Inês Faustino
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
O REGRESSO DA MISSÃO

Já demos conta do regresso da Rafaela, que terminou a sua missão de voluntariado em S. Tomé. Durante os três meses que ali permaneceu foi-nos contando a sua experiência e a riqueza que ela lhe estava a proporcionar. Agora, em jeito de "balanço" e com a distância que a separa da realidade vivida, escreve mais uma crónica que partilha com todos nós.

Após mais de uma semana em Portugal, encerro o capítulo Paróquia de Neves – Setembro a Dezembro de 2010.
É lindo, olhar para trás e ver três meses de gratuidade, crescimento, familiaridade, carinho, entrega, coragem, fé, desprendimento… felicidade. Em São Tomé fui feliz, e trouxe para casa a mesma felicidade que lá vivi, por um motivo muito simples, a aprendizagem.

No olhar simples encontrei as respostas que precisava. Os últimos dias em Lembá, foram muito intensos… de domingo a sexta feira (dia da minha partida) dormi em média duas horas por noite, duas delas fiz directas… para poder deixar a exposição dos trabalhos dos meus diabretes pronta…

Na terça feira, fiz a árvore de natal com os diabretes, com as estrelas de pacotes de leite… e um grande sorriso da parte deles e, um maior da minha parte… grande árvore de natal. Linda! Foi ainda a festa de natal do lar de idosos… e o giro é o pós festa. O almoço… os bolos… dos “organizadores e colaboradores”… que, do qual não fazia parte, mas também comi, e ri-me, e diverti-me… e levei com um “ché, já vais!”
Na quarta feira as irmãs, doces como sempre, foram passear comigo, numa ultima visita à ilha… Cascata Bombaim, Cascata São Nicolau, Jardim Botânico Obô, Club Santana, Boca do Inferno, Água Izé, Trindade, … tantos outros sítios… que as Irmãs, de jeito a bom anfitrião, fazem o seu papel de mostrar a casa, na despedida.

Na quinta-feira… bem a minha despedida dos meus diabretes, foi leva-los a ver a exposição dos seus trabalhos: o presépio (de papel e trapos), a lagarta de plasticina, o postal do Dia da Mãe (a 08 de Dezembro… como antigamente), o postal de Natal e o anjo…. Bem o rosto deles… tudo disse. Receberam um beijito e um postal de despedida… e um adeus. Bem… eles perceberam e, eu também!

Despedi-me de todos, gradualmente e muito “soft”, foi engraçado… da Irmã Rita, um doce de pessoa… muitos doces me deu ou mandava… e no ultimo cafezito… mais uma saquita de biscoitos de mel! A despedida das Irmãs da Paróquia de Neves, da Patrícia, da Ana, da Petiza, da Beth, da Josseline, da Kátia… foi complicada! De algumas… e alguns… nem houve despedida. É difícil partir de Portugal…
mas mais difícil foi partir de Lembá!

Aquando da minha partida para a Missão das Neves… nada esperava, nada ansiava, nada deixava, partia simplesmente num acto de humildade e entrega. Nunca contava que aprendesse tanto, e muito menos, recebesse tanto.
Nunca cheguei ao fundo do poço, como se costuma dizer, mas não estava feliz nem segura…. É impressionante como esta paragem me deu novo fôlego.

Esta missão foi uma pausa a uma “Rafaela” para um recomeço de uma “RAFAELA”. Aquelas árvores gigantes fizeram-me perceber a pequenez em que vivia. A falta de água ou energia eléctrica, fez-me ver que tudo tinha e nada usufruía.

Como a minha música preferida: Dream on girl “Come back to see the day - Volta para veres o dia You lost your heart and all your hopes- que perdeste o teu coraçao todas as tuas esperancas I'll take you to see the sunrise - Eu levar-te-ei para veres o nascer do sol And try to catch your ghost - e tentar apanhar o teu fantasma ” Eu sonhei e regressei aos dias em que perdi a esperança e, alguém me levou a ver o pôr do sol ( e que lindo pôr do sol!) e ajudou-me a apanhar todos os meus fantasmas. Fantasmas, que eram (e são) tantos… mas que vinham sob a forma de mágoas, dores e perdas que transformei em marcas, aprendizagens e força. Todas as cicatrizes tornaram-se troféus, para que olhe para as mesmos e, me lembre que sou muito mais em Cristo. Trouxe amigos, trouxe prendas, trouxe a essência de Lembá em mim… se aquando da minha viagem para São Tomé pensava no que estava a deixar para trás… a minha família e as perdas que tivera. Aquando da minha viagem de regresso, para além de dormir (e como dormi!), esboçava um sorriso, a cada pensamento, a cada lembrança, a cada momento que me vinha à memória da minha passagem por São Tomé. Tantas pessoas, tanto carinho, tanto cuidado…. Tanto amor (arrisco! Ouso dizer!)
Na terra da escravidão, fiquei livre. Na terra do nada, recuperei tudo. Na terra de São Tomé,… regressei. Readapto-me ao frio…. Depois do meu mais longo verão - tempo de calor, praia, férias, paixão e aventura - sou livre. Parti dorida, alegrezita, confiantezita, despojada, sem grande interesse por nada… Nesta quadra, particularmente difícil, mas de esperança e fé, cheguei a Portugal… alegre… Regressei feliz, completa, confiante, humilde e apaixonada. Recuperei a paixão. Como alguém me dizia: “ Ao partires por dois meses para ajudares os outros, significa que não te importas comigo!”… tinha razão… essa importância era demasiado pequena para aquilo que eu iria a vir descobrir e encontrar.
Estes três meses, foram uma prova de amor perante aqueles que realmente gostam e se importam para comigo, todos os laços foram fortalecidos. Nas minhas orações estarão todos aqueles que comigo estiveram durante esta missão, de São Tomé a Portugal, de Neves a Vilar do Paraíso, a minha gratidão estendesse a uma simples oração. Desejo que Deus ilumine os caminhos de cada um dos que comigo estiveram, já que sou uma afortunada… pois o meu caminho é iluminado por uma linda estrela. A minha estrela. Sou eu. A viver o meu Natal. O Natal da minha família. O nosso Natal. Mesmo com aqueles que estão longe. Estarão sempre perto. O Natal… esperança… a minha estrela brilha. Sou eu. Feliz. Eu, a de sempre… mas com esperança e livre. Uma missão, uma pausa, uma separação transformada numa pessoa de Amor. Afinal sabia o que precisava. Precisava de… encontrar-me… de encontrar a minha fé.

Encerro a Missão Neves Setembro/Dezembro 2010, com grande saudade e carinho! Beijito. Chauê, migú múm!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A ÚLTIMA MENSAGEM EM SÃO TOMÉ

Bem amigos, estes últimos dias tem sido de trabalho… e muito trabalho! Não há praia nem passeio, pois tem chovido torrencial e diariamente… além de não ter tempo é perigoso com as derrocadas e inundações! Contudo a vidita corre e bem.
Fiz a minha primeira experiência a andar de transportes públicos! Uma Toyota Hiace, anterior aos anos 80, de nove lugares, 15 pessoas lá dentro, um porco gigante, bacias de peixe… 28 km… 45 minutos… e, por Amor da Santa, parece a montanha russa…. Cada susto! Mas engraçado, “branca” vai à frente, ou vai no banco de trás só com duas ou três pessoas… não vai “amontoada”! As minhas idas à capital agora, hum… já acontecem porque vou de “hiace”. Ora vou almoçar com os leigos, ora vou aos correios, ou tomar café… como dizem, ninguém sai de São Tomé sem a experiência “iáce”.
Fiz um retiro com o grupo de Crisma (o 3º ano) em Monteforte e depois viemos a pé… bem, é perto! Uma hora… a andar… eu explico, apanham-me mais uma vez no fim da missa e convidam-me para ir… depois venho a pé… Santa Mãe!
Faz-se bem… conversa-se, vêem-se arvores gigantes… pelos campo fora…Mãe Santa, até ela espanta! A minha catequese, essa, cresce… parecem cogumelos… aparecem todos os sábados, novos Catequizandos.
Bem o engraçado, é que começam a despedir-se; ora aparecem na escola para saber quando vou embora, ora, abrem a discoteca para a minha despedida.
Ah! Grande noite! Bem, discoteca? É uma coisa engraçada… na qual passei parte da noite (no final de tarde) quieta, pois não sei dançar… e que danças, Santíssima! Começou às 20h30 e eram 23h00 estávamos a “correr” para casa… já era tardíssimo… Bem valeu a noite, dormiram no meu quarto, quatro meninas dóceis… foi giro… giríssimo.
Começam as festas de Natal, e na terça, fomos ao Hospital Central, entregar prendas à pediatria e passar na Cáritas para entregar prendas e levar um “Feliz Natal” a todos… bem, imaginemos, 125 crianças de 5 e 6 anos, quatro educadores, duas professoras, uma Irmã, duas brancas e uma auxiliar… seis motoristas e seis ajudantes… em… quantos carros? Vá lá!
Seis… eu repito SEIS hiaces (carros de nove lugares!)… conclusão vou, à frente, outra branca, o motorista e três crianças… mas a alegria deles de irem à cidade, de terem as batas com os nomes bordados nos gatos (benditos gatos!)… valeu a pena o “sacrifício” de uma hora de viagem… nestas condições. Claro, que ainda na quarta-feira, fui tomar café à cidade ( a um Salão de Chá! Santa Mãe! Que coisa…) e fui e vim de Hiace… para lá normal… 12 pessoas… para cá… viemos… ora vá, advinhem… 20 adultos, bem constituídos… e duas crianças! Bem… São Tomé na sua pureza.
Sábado foi uma correria! De manhã fui para Santa Catarina, mais uma vez apanhada desprevenida, para um retiro… no caminho parei… e parei… para fotos, apanhar pedras… ir a Anambó – local onde os portugueses desembarcaram pela primeira vez. Á tarde, fui à festa da Nossa Senhora da Conceição em Ponta Figo e, ainda vim à catequese… despedir-me dos meus meninos!
Domingo, bem…. Difícil! Ia para a praia, mas o pneu furou… e mudamos de carro… fomos no “pinchas”, um Land Cruise com mais de 20anos e uma “tecnologia” irreconhecível… de rir… a praia essa, estava má, o mar estava zangado! Estava vento… mas água quente e banhos de horas! É impressionante o “mau tempo” aqui. Grande praia. Grandes risos! Grandes amigas!
Quarta feira... hoje... fiz a árvore de Natal com os diabretes... que felicidade uma arvore palmeira... estrelas pintadas por eles... estrelas de papel de pacotes de leite... e um grande sorriso... a felicidade deles. Minha Santa! Depois fui à festa do lar de Idosos... ena! O final é que foi engraçado! O almoço dos trabalhadores e aproveitam para a minha despedida... Por Amor da Santa Mãe! "No Coments"! Só risos e gargalhadas!! Fotos da próxima vez! ah! Não há mais! Acabou!
Começo a organizar as minhas coisas… inclusive as fotos… e já vão… 4500 fotos… mas nenhuma delas retrata o que vivo, o que vejo, o que sinto… os cheiros, os sons, o calor, o suor a correr pela testa… o carinho… o “Rafaêlha!” … bem… Por Amor da Santa,…. até ela espanta! Tanto tempo… cerca de 93 dias, após a minha chegada a São Tomé… a menos de três dias da minha partida para Portugal… penso e relembro a minha vidita à 12 semanas atrás! Santa Mãe… devia estar anestesiada pela vida, pois foi tudo tão natural… a minha partida, pareceu um “ vou de autocarro até à baixa e venho já!”. Não me preocupei com nada, não preparei nada, não me despedi de ninguém, não fiz grandes planos… agora tenho consciência de que a decisão de partir, foi a melhor decisão.

A decisão mais acertada! A decisão mais difícil da minha vida, mas a mais eficaz e eficiente. As grandes decisões são, supostamente, aquelas que gastamos mais tempo a decidir, e, por consequência, vemos os prós e contras, benefícios e custos, riscos e certezas, chegamos a um impasse, e queremos e não queremos… e dizemos SIM, NÃO, SIM, NÃO… e sai um “NIM” ou um “SÃO”, pois damos uma resposta incerta….

A minha decisão foi tomada em poucos dias, a sua preparação levou 13 anos. O desejo de partir numa missão acompanha-me à muitos anos, mas só em Maio deste ano tive coragem de dar o primeiro passo – oferecer-me como voluntária – e em Junho recebo a resposta afirmativa. A 17 de Julho, oferecem-me a oportunidade de partir em Setembro para São Tomé e Príncipe; a vida corre, mas a certeza da partida está dependente da aprovação da Congregação. A 18 de Setembro fica confirmada a minha partida no dia 24… sete dias antes. Na noite anterior, à minha partida meto tudo dentro de uma mala (mala com o tamanho da que uso para transportar a roupa, apenas roupa, quando faço férias de cerca de uma semana; e para três meses, meti na mesma mala, roupa, sapatos, medicamentos, produtos de higiene, livros, toalhas… para três meses! A mala da roupa para uma semana!).
Parti, com a lágrima no olho, naturalmente, por deixar para trás os meus amigos, os meus irmãos, o meu sobrinho, e a minha Mãe… mas parti como se fosse ali, já naquela esquina. Sem pensar no que ficava, sem preocupação no que ia encontrar… ou no que não ia encontrar, parti livre e humilde… despojada de tudo…
Hoje, a vontade de fazer a mala é a mesma de há 12 semanas atrás: NENHUMA! Não me apetece levar nada… não preciso de nada que caiba na mala! Mas o pensar partir… essa sensação sim… é estranha. 

Que me perdoem os que leem estas notas (supostamente são os que se interessam por mim!), mas a vontade de partir é de 50%. A de ficar é 50%. Tenho saudades de casa, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu Kiko, dos meus amigos, dos meus meninos,… mas fica um trabalho completamente inacabado com estas crianças, com estes jovens, com estes adultos. Por Amor da Santa. Um trabalho inacabado em mim! São Tomé podia ser na próxima esquina de Vilar do Paraíso, não podia? “Poder, até podia! Mas não era a mesma coisa!”

Chegarei dia 17 de Dezembro às 13h de Lisboa e de São Tomé e Príncipe (têm o mesmo fuso horário!), eu, Rafaela, que parti sem nada… regresso com a mala cheia, cheia de alegria, de calor, de sol, de praia (foi o Verão mais quente e longo alguma vez vivido!)… a mala cheia de esperança, saudade, paixão e amizade! Aprendi, a viver com paixão, com gosto e, simplesmente, a viver aceitando o que tenho e sou. 

Para quê falar… o que vivo, é uma experiência minha… radical… por ventura egoísta (pois abandonei tudo e todos), profunda e fascinante! Não sou completamente feliz (porque faltas tu!), nem encontrei a equação perfeita da felicidade… encontrei, sim, o meu equilíbrio, e enterrei as dores, guardei as boas recordações, aceitei as minhas insuficiências e deficiências (tantas! São tantas!), ganhei força para enfrentar as dificuldades e obstáculos, ou simplesmente aceitá-los, valorizei o que tenho e não perco
tempo com o que perdi, enfrento a realidade!

Sou eu, igual a mim mesma (mais gorda!), mas a Rafaela que saiu de Portugal com uma visão de que a vida podia ser melhor se…. Esses “ses”… que agora, são “sou”, “posso”, “tento”, “faço”… a vida é melhor. Basta vê-la!

Agora sim, é a despedida de notas de São Tomé (infelizmente!), despeço-me com um “até já”! Parto… para chegar! Beijito! Chauê!
Carla Rafaela
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
MISSÃO EM MOÇAMBIQUE, MECANHELAS, PROVÍNCIA DO NIASSA
Depois de ontem se assinalar no mundo inteiro o dia do Voluntariado, não podia vir mais a propósito para o nosso blogue, esta notícia. A Inês não pertence à comunidade de Vilar do Paraíso, mas é minha sobrinha e afilhada e uma jovem de muita sensibilidade e grandes qualidades humanas. A sua partida é para nós motivo de orgulho, mas também preocupação, pois um ano em Moçambique, tão longe... vai deixar-nos a todos com uma saudade infinita. Mas é o sonho da Inês e, por ele, está a deixar tudo! Por isso, a nossa missão aqui e agora é ajuda-la, ajudando aqueles com quem ela vai estar, a partir de Janeiro. Deixo aqui o pedido que ela nos faz, na certeza de que a vossa colaboração será uma realidade. Desde já, muito obrigada!
Vou finalmente partir numa missão humanitária. O sonho de uma vida! O destino será Mecanhelas na província do Niassa em Moçambique, já no próximo mês de Janeiro. Aproveitando esta quadra festiva, em que cada vez mais nos sensibilizamos com quem realmente precisa, queria partilhar com todos vocês uma forma credível de o fazer! No site www.presentessolidarios.pt, que muitos já devem conhecer, existem vários presentes em forma de postal, que ajudarão vários projectos missionários humanitários que estão no terreno. O presente “Maleta de Medicamentos” para Moçambique dos Missionários da Consolata, será um dos projectos onde irei trabalhar! Todos os presentes são uma boa ajuda, mas se quiserem participar num projecto com um rosto de alguém que conhecem, não hesitem em escolher a Maleta de Medicamentos e tornar o meu trabalho e o dos que me acompanharão, mais efectivo e eficaz.
Bem-hajam!
Um Feliz e Santo Natal
Inês Faustino
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