REZEMOS PARA QUE VISITA PASTORAL A VILAR DO PARAÍSO, DE 27 DE OUTUBRO A O1 DE NOVEMBRO, FORTALECA A NOSSA FÉ E NOS TRAGA CAMINHOS DE RENOVAÇÃO CRISTÃ PROPOSTA PELO SÍNODO DIOCESANO: "FORMAR-REFORMAR-TRANSFORMAR" E UNA EM ORAÇÃO DE ESPERANÇA E ALEGRIA A NOSSA COMUNIDADE PARA QUE DÊ FRUTO EM ABUNDÂNCIA
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domingo, 5 de abril de 2026

É A MANHÃ DE PÁSCOA

Manhã de Esperança, clara e luminosa.
Vida nova sente-se a pairar.
Caíram os espinhos abre uma rosa
no túmulo a pedra vai rolar!

Os sinos tocam a chamar. 
Ouvem-se passos e vozes de alegria
é hora de cantar e celebrar! 
Eis que é já o grande o DIA!

Chegou a Páscoa gloriosa 
do anúncio da RESSURREIÇÃO
não há palavra mais desejosa
escutemos todos com o coração! 

Ressoam cânticos de ALELUIA!
é tempo de sair à rua e anunciar
que o Senhor, como prometeu,
iria ressuscitar!

Quando vais ACREDITAR?

MM
Abril 2026

quarta-feira, 16 de março de 2022

MANDAMENTOS DO HOMEM

Se vires um homem caído
Levanta-o, estende-lhe a mão
Porque esse homem caído
É para ti um irmão.

Se passa por ti alguém
Seja ou não da tua raça
Olha com amor para ele
É Jesus Cristo que passa.

Nunca desprezes alguém
Só porque ele é pobre
Talvez até seja rico
Se sua alma é nobre.

Lá porque andaste na escola
Não rias de quem não sabe
Ele pode ser um mestre
Da justiça e da verdade.

Se encontras alguém mais triste
Sorri-lhe com gentileza
Que por vezes um sorriso
Faz abater a tristeza.

Não tens nada para dar
À pessoa que mendiga?
Tu tens sim, tens sempre esmola,
Dá-lhe uma palavra amiga.

Ampara o pobre velho
Que a passos largos
Caminha para o além
Muitas vezes sem família
Sem amigos, sem ninguém.

É tão triste ser velhinho
E viver na solidão
Fala com ele que a conversa
Para o velhinho é pão.

Deixa-te de vão orgulho
E põe de parte a vaidade
Vai socorrer quem precisa
Quem já é velho na idade.

Neste convívio de amigos
Foi o amor que falou.
Amemo-nos uns aos outros
Como Jesus nos amou.

Espalha à tua volta
Carinho e amor também
E assim será feliz
Para todo o sempre. Ámen.

Nota: palavras intemporais para todos nós, que nos deixa a D. Joaquina Gomes Castro.
Até um dia, no céu, D. Quininha. 🙏

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

«A POESIA É, AINDA HOJE, O MODO MENOS INDIGNO DE FALAR DE DEUS»:

«E se Deus regressasse à poesia e isso fosse não uma reação mas a novíssima revolução? O luxo da modernidade é, sem dúvida, poder ler os textos e a realidade sem Deus, mas a noite sem estrelas é menos bela, e Deus nunca abandonou a poesia, somente se revestiu de fragilidade e mais humanidade, vestiu-se de mendigo e preencheu os espaços em branco que separam uma palavra da outra, iluminando as palavras de um mistério ainda mais profundo. A poesia é, ainda hoje, o modo menos indigno de falar de Deus. É por isso que o grande teólogo Hans Urs Von Balthasar escreveu que a melhor teologia do século XX foi escrita por poetas.»

São de um poeta e padre português, e agora dos leitores, as palavras acima transcritas, extraídas de uma entrevista publicada esta terça-feira na página Ytali.

Nascido a 17 de abril de 1973 em Joane, Famalicão, Mário Rui de Oliveira, doutorado em Direito Canónico e em Jurisprudência pela Universidade Pontifícia Gregoriana, vive em Itália desde 2007, trabalhando ao serviço do Vaticano como ministro do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta instância judicial da Igreja.
(...)
Mário Rui de Oliveira define-se com a indefinição: «Sou ainda um mistério muito grande para mim próprio como poeta. Não sei sequer porque continuo a escrever e se aquilo que escrevo pode considerar-se poesia. Sou um homem simples que talvez tenha sido visitado pela poesia sem a ter negado. Mas a santidade é muito mais importante e deveria ser esta a maior ambição do poeta».

sexta-feira, 20 de julho de 2018

IGREJA/CULTURA: Um serão de poemas para homenagear um poeta

A comunidade da Capela do Rato juntou-se num serão de ‘Poesia e Oração’ para homenagear o poeta D. José Tolentino Mendonça com poemas da sua autoria, declamados por amigos.

“O mais belo poema são as próprias pessoas, estes amigos que com tanta generosidade quiseram acompanhar-me aqui nesta noite”, disse o futuro arquivista e bibliotecário da Santa Sé, no final da iniciativa.

Em declarações à Agência ECCLESIA e ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, D. José Tolentino Mendonça revelou-se “muito grato a eles e neles tanta amizade, tanta oração, tanta simpatia” com que as pessoas o “têm envolvido”.

“Não só nestes dias mas ao longo de toda a minha vida. De facto, sinto-me muito uma obra dos outros”, acrescentou o sacerdote que foi capelão da histórica Capela do Rato ao longo dos últimos nove anos.

E foi precisamente a obra poética de José Tolentino Mendonça que foi ouvida por uma assembleia que lotou a capela do Patriarcado de Lisboa numa noite de ‘poesia e oração’.

Alice Vieira, Carminho, Joana Carneiro, Ilda David, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Miguel Cintra, Manuel Rosa, Nuno Júdice, Paula Moura Pinheiro foram alguns dos amigos do futuro arcebispo português que partilharam os seus poemas.
(...)
A 26 de junho, o Papa Francisco nomeou o capelão da Capela do Rato arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

A ordenação episcopal de D. José Tolentino de Mendonça vai decorrer a 28 de julho, às 16h00, no Mosteiro dos Jerónimos, e o início das novas funções está marcado para 1 de setembro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Leitura: "Um retiro na montanha"

Não me canso
De cantar as fontes
Como elas não cansam
De correr!

No sopé
Nas encostas
E nos cumes
Elas manam
Feliz no anúncio de nascer.

De pedra em pedra
A água canta a vida!
Na sua quietude
A montanha escuta
Agradecida!

Quando nos regatos,
Sedento, me sacio
E poiso nos cumes
Minha fadiga,
Agradeço ao Senhor,
Única e primeira fonte

P. Telmo Ferraz

quarta-feira, 20 de maio de 2015

LANÇAMENTO de LIVRO DE POESIA de MANUEL TEIXEIRA

“MEU ESTADO DE ALMA” 
Sábado dia 23, às 21h no Centro Paroquial
Uma nova caminhada

Deus, de algum modo assim o quis
E eu respeito sua vontade...
Orgulho-me do passado e tudo o que fiz
Porque o fiz por amor... e por minha dignidade.

Naturalmente o meu destino percorri
E continuarei ainda a percorrer...
Sei que muitas etapas nesta vida, venci
Mas não sei no futuro, o que irá acontecer.

Mas como sempre, deixo nas mãos de Deus...
Vou procurar minha nova vida enfrentar,
Com humildade e a ajuda dos céus
Pois só assim estou bem... e consigo me encontrar.

Toda a vida aprendi, que só a amizade e o amor,
São os sentimentos que devemos cultivar...
Com os quais vivo, com emoção e fervor
Nesta nova caminhada, assim quero continuar.

Manuel Teixeira (Leuna)
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

LITANIA DO NATAL


A noite fora longa, escura, fria.
Ai noites de Natal que dáveis luz,
Que sombra dessa luz nos alumia?
Vim a mim dum mau sono, e disse: «Meu Jesus…»
Sem bem saber, sequer, porque o dizia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Na cama em que jazia,
De joelhos me pus
E as mãos erguia.
Comigo repetia: «Meu Jesus…»
Que então me recordei do santo dia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Ai dias de Natal a transbordar de luz,
Onde a vossa alegria?
Todo o dia eu gemia: «Meu Jesus…»
E a tarde descaiu, lenta e sombria.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

De novo a noite, longa, escura, fria,
Sobre a terra caiu, como um capuz
Que a engolia.
Deitando-me de novo, eu disse: «Meu Jesus…»

E assim, mais uma vez, Jesus nascia.

José Régio

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A CASA DE DEUS

É Páscoa e Primavera
A Vida Nova nasceu
O madeiro feito cruz
Desabrochou e floresceu!

A casa de Deus é linda
Seja de pedra ou de flores
Nela todos cabemos
A cantar os seus louvores!

Rezai, Cantai, ESCUTAI!
Fazei Domingo em cada dia
Abraçando os irmãos
Como Jesus o faria!

Só assim terá valor
Uma igreja florida
Onde haja amor e esperança
Fermento de Nova Vida!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O NATAL NÃO É ORNAMENTO



O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

Pe. Tolentino de Mendonça

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

DEUS que vem de DEUS

Deus que vens de Deus,
horizonte da nossa linguagem e do nosso desejo
Deus que anunciamos

na espessura do que em nós é riso
e choro, ao mesmo tempo infiguráveis
Deus, instante fugaz

da sede e da fome saciadas, diferidas
que descubramos no corpo dos outros

os traços do bem que procuramos e perdemos
que a nossa vida te reconheça

pela maneira como por ti se vê reconhecida
na teia do que passa e permanece,
tu que és aquele que há-de vir, 
e Deus connosco.


Fr. José Augusto Mourão, OP
 In O nome e a forma, ed. Pedra Angular

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ESTRELA

Que a Tua estrela nos encontre disponíveis
para a viagem
mesmo sem que percebamos tudo

Que o seu brilho nos torne pacientes
com as coisas não resolvidas do nosso coração
e nos ajude a amar as difíceis questões
que por vezes a noite, por vezes o dia
segredam pelo tempo fora

Que a Tua estrela nos faça reconhecer
que nunca é tarde
para que se tornem de novo ágeis e sonhadores
os nossos passos cansados
pois nós próprios nos tornamos em estrelas
quando arriscamos perpetuar
a Tua luz multiplicada

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

PRENDA DE NATAL
Para cada um de nós, uma prenda muito bonita oferecida pela nossa amiga catequista, Conceição Rocha.


Neste Natal eu pedi, ao Deus-Menino presentes
Meus amigos não esqueci, nem o mundo e suas gentes


Para o mundo pedi a paz para mim pedi riqueza
Mas logo o Menino sorriu e não disfarçou a tristeza


E me disse de seguida que nem pedir eu sabia!
Tesouros eram os amigos a paz de mim dependia






Alterei logo o pedido antes que meu tempo passasse
Pedi um cantinho de Céu para quem dele precisasse



Mas, pela cara do Menino meu pedido não estava certo
Não cabia a Ele sozinho dar pedaços de céu a metro



Cada um tinha que conquistar seu pedaço com mestria
Deveria muito trabalhar, para construir o céu dia a dia







Descobri nesse momento o presente que queria:
Para os amigos Estrelas, para mim sabedoria



As Estrelas para inundar, seus caminhos de Luz
E neles poderem encontrar Deus Menino Jesus


Da Sabedoria eu preciso para poder descobrir
Em cada rosto o sorriso em cada momento o porvir

Em qualquer lugar a alegria em qualquer coração a paz
Para ajudar a construir um pedacinho de céu
Que tanta falta nos faz.













Conceição Rocha