INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DOMINGO V DO TEMPO COMUM - Ano B

EVANGELHO Mc 1, 29-39
«Curou muitas pessoas, atormentadas por várias doenças»


Ao contrário de Job, sofredor e incapaz de superar o mal, Jesus cura as doenças e expulsa os demónios. Assim Se afirma Senhor da vida e da morte, e anuncia desde já a ressurreição. E quer levar esta Boa Nova a toda a parte; por isso, não se deixa ficar preso pelos interesses, sempre limitativos, dos seus beneficiários, mas alarga a sua acção a todos os lados. Todavia esta actividade tão intensa não O impede de procurar um lugar ermo para aí orar ao Pai.

Secretariado Nacional da Liturgia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CCA-QUARTA CONFERÊNCIA


CCA – CICLO DE CONVERSAS AMPLAS
25.01.2012 Centro Paroquial – IGREJA – Família Jovem, Leve e Bela

“ A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram”





 D. António Couto, bispo de Lamego - um conhecedor profundo da Palavra – foi o orador nesta 4.ª conferência, no Centro Paroquial. A espectativa era, por isso, grande, pese embora o título dado para o tema da conferência não deixar antever muito da amplitude da “conversa” dessa noite.
Iniciada a conferência, logo se revelou uma noite de verdadeira catequese! Caso para dizer “Quem tinha ouvidos que ouvisse!”, tal a densidade e riqueza dos textos selecionados e trazidos para esta mesa da Palavra.
D. António Couto, mais do que palavras suas, trouxe-nos a Palavra, trouxe-nos também, entre muitas, as palavras de Bento XVI, de João Paulo II, de Nelly Sachs, prémio Nobel da Literatura.
Mas, sobretudo, ensinou-nos, num tom direto e incisivo, a ter um outro olhar sobre a Palavra, levando-nos a descobrir a beleza e profundidade da sua mensagem. A descobrir os caminhos que ela aponta e o divino revelado em palavras humanas, mas belas. Desde o Livro do Génesis aos livros do Novo Testamento.
Tantas vezes nos falta descobrir o belo e o profundo dos textos bíblicos! Só um verdadeiro conhecedor nos pode levar a esta descoberta, palavra por palavra. Foi muito dessa descoberta a que nessa noite nos levou D. António Couto, no pouco tempo, com certeza (e menos oportuno para si, a escassos dias da tomada de posse na diocese de Lamego) mas que, ainda assim, não deixou de partilhar connosco. Ousamos dizer que foi já uma amostra da marca que quer imprimir à sua nova missão, tendo em conta a nova evangelização e o primado do contato pessoal, do “tu-a-tu”, “de coração a coração”.
Ficamos-lhe especialmente gratos.

Algumas ideias centrais desta conferência:
A igreja peregrina é por sua natureza missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo (do Decreto Ad Gentium). Este texto que data de 1962 é lembrado por Bento XVI para este Ano da Fé.
Ser cristão e missionário é uma e a mesma coisa. Longe ou perto. É preciso ir ao encontro dos outros, sair de nós, dos nossos projetos.
Segundo as palavras de João Paulo II, na passagem do II para o III milénio, alimentar-nos da Palavra para sermos “servos da Palavra” no trabalho da evangelização é seguramente uma prioridade. É preciso nova evangelização, novos métodos, novas expressões.
Maria (Verbi Dei; Mater Fidei), guardava as Palavras que aconteciam, compondo-as no seu coração (Lc 2,19 e 51). Era uma mulher ocupada, selecionando e compondo palavras, compondo uma música divina no seu coração.
 Nelly Sachs dizia “Vira e revira a Palavra de Deus porque nela está tudo.
Contempla-a, envelhece e consome-te nela…”.

Os 4 pilares fundamentais da 1.ª catedral da Igreja nascente são: os ensinamentos dos apóstolos, a fração do pão, a comunhão e a oração. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, na igreja nascente “Eram perseverantes no ensino dos apóstolos e na comunhão, na fração do pão e na oração. Todos os que acreditavam estavam no mesmo lugar e tinham tudo em comum”.
Era a Domus ecclesia – um espaço relacional novo, uma casa (das palavras mais belas) onde cada um se deve sentir pai, mãe, filho ou irmão.

Quando a igreja voltar a ser uma casa, todos gostarão de lá estar.
Uma igreja jovem, leve e bela. Tão jovem, leve e bela que as pessoas hão de  lutar por entrar nela.

Conceição Rocha
Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico



APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo. 
 Lc 2, 32
Quinta, 2 de Fevereiro, 
tradição de NªSª das Candeias  
 missa das 19h, S. Martinho, (levar uma vela).

CICLO DE CONVERSAS AMPLAS - TERCEIRA CONFERÊNCIA

 NATAL DE CRISTO – UMA CELEBRAÇÃO, UMA DATA, UMA NOVA IDADE
“A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram” 

A terceira conferência do ciclo de conversas amplas ocorreu no edifício mãe da Academia de Música de Vilar do Paraíso. Edifício carregado de história e de histórias, onde começou o Seminário da Boa-Nova.
O orador, com um currículo académico extenso, foi o Pe. Aires A. Nascimento, também professor universitário, jubilado.
Após um pequeno momento introdutório, de grande sentido de humor, deu início à sua narração sobre o sentido do Natal.
De muito conteúdo, que não seria possível, nem adequado inserir aqui, nem mesmo necessário, por constar de livro já levado a público, retemos para este espaço que se pretende de relação com todos, mas especialmente com os catequistas, algumas ideias chave que ali foram transmitidas.
Natal é um mistério, ocorrido por iniciativa de Deus. É um dom da Graça (e é de graça, no sentido da dádiva, da gratuitidade), não é uma conquista.
A data do Natal não será uma ficção. Não é uma narrativa fictícia nem uma criação teológica. É uma narrativa factual e histórica.
Natal não é, pois quando o homem quiser…
O estudo aturado da história da antiguidade, nomeadamente de um professor universitário hebraico, acerca de 5 anos atrás, relacionando a anunciação do anjo a Zacarias, o nascimento de João Baptista, a anunciação do anjo a Maria e o nascimento de Jesus, e bem ainda relacionando a classe de sacerdotes a que pertencia Zacarias e o calendário litúrgico segundo a tradição da prestação de serviço pelos sacerdotes, de acordo com a classe a que pertenciam de entre as 24 existentes, consegue demonstrar, nas palavras do eminente orador, que o Natal ocorreu mesmo na data em que o celebramos.
Tudo isto porque queremos entender como Deus entrou no tempo e na vida dos homens. Lucas é o evangelista mais sensível a este pormenor do tempo.  Mas Deus está fora do tempo.
Esta 3.ª conferência terminou melodiosamente, com o canto do coro dos pais, da Academia de Música de Vilar do Paraíso (mais propriamente, coro das mães, pois apenas um pai integrava o coro!).
 Texto: Conceição Rocha

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

VIDA CONSAGRADA NO CORAÇÃO DA EVANGELIZAÇÃO



ORAÇÃO

Senhor Jesus, que nos chamaste
para Te seguirmos de mais perto,
vivendo para o Pai e os irmãos,
dá-nos a graça de trabalharmos no Teu Reino
com a audácia dos Apóstolos,
o fogo dos Profetas,
a têmpera dos Mártires,
o zelo ardente dos Fundadores
e a alegria dos verdadeiros amigos de Deus.
Que o Teu Espírito nos faça
dóceis à Palavra inspiradora,
atentos  aos sinais dos tempos,
servidores da vida que o Pai deseja para toda a criatura.                          
Pela intercessão puríssima de Maria,
Estrela da Evangelização.
Ámen.


Guiões de Oração em
http://www.ecclesia.pt/semanadoconsagrado2012/

CCA - SOBRE COMUNICAÇÃO E FAMÍLIA-DESAFIOS DE SEMPRE


Dia 31 de Janeiro, terça-feira, realiza-se a última conversa  do 1º CCA, que  terá lugar no Grupo Dramático de Vilar do Paraíso. Orador: Júlio Magalhães,  jornalista e escritor, bem conhecido de todos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

D. ANTÓNIO COUTO - NOVO BISPO DE LAMEGO

D. António José da Rocha Couto, 59 anos, natural de Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, é o  novo bispo da Diocese de Lamego.
A Solene Pontifical de tomada de posse começou hoje, 29 de Janeiro, pelas 16h00, com a Procissão de entrada, que se iniciou nos Claustros da Igreja Catedral.
D. António é distinto membro da Sociedade Missionária da Boa Nova foi nomeado bispo auxiliar de Braga, em 2007, tendo sido designado bispo titular de Lamego, por Bento XVI, em Novembro de 2011.
O novo bispo de Lamego foi reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares, de 1996 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral Sociedade Missionária da Boa Nova.
Durante esses anos colaborou activamente com a nossa paróquia, celebrando Eucaristias e participando em Conferencias e Seminários.
Esta semana, apesar dos muitos afazeres ditados pela tomada de posse como bispo, não recusou o convite da Equipa da Pastoral Familiar,  para  uma Conferência, em que os vilarenses tiveram, mais uma vez, o privilégio de escutar as suas sábias palavras.
Pela amizade e por todo o testemunho que sempre nos deu, um grande bem-haja  da Paróquia de S. Pedro de Vilar do Paraíso, a D. António. Muitas felicidades para a nova jornada e o nosso abraço amigo em Cristo Jesus.

CCA - OLHAR (ES) SOBRE A SAÚDE NA FAMÍLIA

“A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram”
A segunda conversa do CCA teve lugar nas instalações da ACRAV e teve como temática a saúde na sua transversalidade a toda família, desde a gravidez da mãe à doença dos avós (da obstetrícia à gerontologia).
O CCA foi aberto pelo Sr Pe Zé Manel que reeditou as três palavras-chave mencionadas por si na 1.ª conversas (Austeridade, Esperança e Troika), também sobejamente adequadas ao tema da saúde. Qualquer ida ao médico nos relembra a austeridade, aconselhando-nos sobriedade na comida e algum exercício físico, austeridade que nos é pedida, mas sempre legitimada pela esperança de melhorar a saúde, também com ajuda de alguns medicamentos.
Apresentado o currículo de vida da Dra Rosário Rodrigues, carinhosamente tratada pelos que têm o privilégio de com ela privar mais próximo, por Dra Rosarinho, deu início à sua exposição, de forma muito simples, serena, sabedora e com “alma”.
Na sua condição de técnica e de cristã deu testemunho da sua vivência familiar.
Falou-nos das preocupações familiares, e especialmente das mães no período pré natal, mesmo antes da própria concepção, com a saúde, fazendo análises, cuidando de uma alimentação saudável, etc, até ao momento em que esses cuidados se vão esvanecendo com o crescimento dos seus filhos e com o envelhecimento e sofrimento dos seus anciãos.
Toda a exposição trespassada por passagens do Evangelho onde Jesus, para quem o Pai escolheu uma família para se manifestar ao mundo, demonstra a sua sensibilidade para com a doença.
A conversa  teve o mérito, não de dizer muito do que, provavelmente, já todos não soubéssemos e muitos de nós já não experienciássemos, pois estes temas da saúde, da doença e da morte (esta cada vez menos) são tratados pelos diversos meios de comunicação (e nós que vemos ouvimos e lemos não poderemos ignorar!), mas sobretudo da serenidade, da clareza, da espiritualidade e, de modo particular, do olhar humano e cristão sobre a saúde, integrando nela toda a família.
Quanto deste olhar falta a tantos “técnicos” da medicina!
Um agradecimento especial à Dr. Rosário Rodrigues por todo o seu testemunho.  Aguçou-nos o apetite para explorar tantos subcapítulos dentro deste capítulo tão vasto da saúde assim entendida na sua integralidade!

(Este ciclo de  conversas insere-se na comemoração dos 
50 anos do Concílio Vaticano II)
CR

CICLO DE CONVERSAS AMPLAS - 1ª Conversa

“ A sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram”

No dia 18 p.p teve início a primeira de um ciclo de conferências com a designação de “conversas amplas”, que vão decorrer ao longo deste mês de janeiro, preparado e dinamizado por um grupo de casais da pastoral da família, da nossa comunidade.

A noite bem fria (como convém a um bom mês de janeiro) não foi impedimento a que se reunisse uma assembleia interessada e disponível para aprender.

O Sr Pe Zé Manel fez a abertura da conferência lembrando-nos três palavras-chave atualmente muito usadas na sociedade civil – austeridade, esperança e troika. Estas palavras-chave também têm eco na comunidade cristã, embora com outras densidades: Austeridade é uma das palavras mais evangélicas; é uma das palavras integrantes do sermão da montanha, que não se vive sem Esperança e com a ajuda de uma Trindade Santa - Pai, Filho e Espírito.

E porque a conferência se centrava na arte sacra e na iconografia, antes de se iniciar o tema da conversa entoou a Avé-Maria de Schubert nas paredes graníticas do templo, na voz cristalina da professora Ana Barros, primorosamente acompanhada ao piano pelo jovem e talentoso Fernando Pimenta (filho do Professor Joaquim Pimenta e da Dra Luísa, um dos casais responsável por este ciclo de conversas amplas)

Muito adequado, não só porque também é arte, mas porque se seguia a explanação do Professor Joaquim Pimenta subordinada ao tema das “Santas Mães, Arte e Devoção”.

Uma exposição simples, clara, iniciando o seu enquadramento no Antigo Testamento, dele evidenciando algumas mães e os seus conflitos interiores, como Rebeca, mãe de Jacob; a filha de Levi, mãe de Moisés; Ana, mãe de Samuel; a mãe dos sete macabeus e finalmente o grande realce para Maria e sua mãe - Santa Ana – a mestra que em sabedoria soube educar Aquela que seria a escolhida por Deus para mãe de Jesus.
Chegados ao ponto da conversa sobre a imagem das Santas Mães, com relevo para a da nossa igreja, percebemos que jamais poderemos olhar para uma imagem sacra da mesma forma. Olhamos agora não só para a imagem, mas sobretudo vemos através dela muito do que nos pode contar. Repararemos nas expressões, nos olhares, na postura ou nos gestos. No final daquela “conversa ampla”, saímos enriquecidos e despertos para outro olhar.
Igreja de S. Pedro de Vilar do Paraíso - Santas Mães, Arte e Devoção, 19.01.2012 - Conceição Rocha