INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 3 de abril de 2021

CELEBRAÇÃO DA VIGÍLIA PASCAL

1. «Este é o Dia que o Senhor fez!» (Salmo 118,25). Aleluia! Este é o Dia que o Senhor nos fez! Aleluia! Este é o Dia em que o Senhor nos fez! Aleluia! «Por isso, estamos exultantes de alegria» (Salmo 126,3). Aleluia!

2. Este é o Dia em que desfiamos com amor o rosário das tuas maravilhas, tantas elas são, percorrendo a avenida das tuas Escrituras desde a Criação até à Páscoa, desde a Páscoa até à Criação. Tanto faz. Porque neste Dia novo o tempo não nos mede e nos afasta e nos cataloga em séculos e milénios, mas põe-nos todos a conviver lado a lado. É assim que lemos e compreendemos que no teu «Filho amado», Jesus Cristo, Imagem tua e «primogénito dos mortos», «tudo foi criado» (Colossenses 1,16), «e sem Ele nada foi feito» (João 1,3). Lemos e compreendemos que o «teu Filho, Jesus Cristo, não foi Sim e não, mas unicamente Sim» (2 Coríntios 1,19). Passeámos assim no jardim da tua Criação boa e bela, visitámos as suas 452 palavras (Génesis 1,1-2,4a), e nelas não encontrámos, de facto, um único «não». Se o teu Filho amado, Jesus Cristo, Imagem tua e primogénito dos mortos, foi sempre Sim e nunca não, e se foi n’Ele que foram criadas todas as coisas, então a Criação inteira tem também de ser Sim, Sim, Sim, e nunca não.

3. Que belo mundo novo, Senhor, quiseste depositar nas nossas mãos! Que grande Sim nos confiaste, Senhor, antes de nós merecermos de Ti qualquer confiança! Visitámos depois o Egito opressor, e de lá, Tu nos libertaste, Senhor, fazendo-nos atravessar a pé enxuto o mar Vermelho, como se fosse uma «planície verdejante» (Sabedoria 19,7). Vestíamos roupas brancas, trazíamos o coração em festa, e nos lábios um cântico novo, como sucede também ainda hoje, Senhor, neste Dia admirável da tua Ressurreição, em que cantamos outra vez com inefável alegria: «Minha força e meu canto é o Senhor! A Ele devo a minha liberdade!» (Êxodo 15,2).
(...)
9. É por isso que esta Noite é uma fulguração de Luz e Lume novo. Desde as brasas acesas, ao Círio Pascal aceso, ao nosso coração aceso como o dos discípulos de Emaús. É também por isso que o Batismo começou por ser chamado «Iluminação», sendo a Vigília Pascal também a grande Noite Batismal. E cada batizado levará para sempre a arder dentro de si este Lume, de que não pode fugir, e que ninguém pode apagar.

10. Lume novo, lareira acesa na cidade,/ És Tu, Senhor, o clarão da tarde,/ A notícia, a carícia, a ressurreição./ Ilumina, Senhor, a tua Igreja Santa, e os seus novos filhos que hoje nascem na fonte batismal. Que os nossos passos sejam sempre firmes, e o nosso coração sempre fiel. Vem, Senhor Jesus! Aleluia!

D. António Couto

ORAÇÃO COMUNITÁRIA

Oração colocada no cartaz e feita por todos os participantes no Encontro de Oração, com toda a catequese, no passado dia 30 de março, e em resposta à pergunta: Quem é Jesus para mim?

Foram também deixados os votos de Páscoa Feliz e que tornamos extensivos a toda a comunidade.

"NINGUÉM TE AMA COMO EU"


Partilha do Encontro de Catequistas, Catequizados e suas Famílias, nesta "noite ditosa, em que o Céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!”

NOITE E DIA DE PÁSCOA: O DIA DA RESSURREIÇÃO

A Páscoa, na manhã do primeiro dia da semana (o domingo), inaugura o tempo novo, o tempo e a Páscoa da nova Aliança. No contexto da pandemia, importa ainda mais valorizar o Dia do Senhor e o senhor dos dias, como um dia irrenunciável, porque é o dia da Ressurreição e do dom do Espírito Santo, o dia da nossa Páscoa semanal, o dia da Igreja reunida, que tem na assembleia eucarística a sua alma. É, pois, dia propício a descobrir as várias dimensões do Dia do Senhor, não só como dia da nova Criação, mas também como dia do Homem e da família, dia da alegria, dia do repouso e dia da solidariedade (cf. São João Paulo II, Dies Domini, 31.5.1998).  

Em tempos de pandemia, em que a participação presencial dos fiéis nas celebrações comunitárias pode estar impedida ou desaconselhada, por razões de saúde, é oportuno fazer compreender que “a impossibilidade de cumprir o preceito dominical não dispensa ninguém de cumprir o mandamento divino de santificar o dia do Senhor. Isso pode fazer-se de múltiplas formas, vivendo na alegria espiritual o dia da ressurreição do Senhor Jesus: participar na Eucaristia no sábado ou noutro dia da semana; realizar com amor os serviços da convivência familiar, sem descurar o conveniente repouso do corpo e do espírito; dedicar um tempo razoável à oração pessoal e, se possível, em família, com a leitura da Sagrada Escritura e outros exercícios de piedade; unir-se espiritualmente, se possível, a alguma celebração eucarística transmitida pela rádio, televisão ou internet; estabelecer contacto, pelos meios disponíveis, com familiares, amigos e conhecidos, privilegiando os que mais sofrem a doença ou a solidão; estar solidariamente atentos às necessidades e alegrias dos vizinhos” (Conferência Episcopal Portuguesa, Celebrar e viver a fé em tempo de pandemia, 13.11.2020, n.º 2).

Seria oportuno vincar esta ideia: se soubermos guardar o domingo, o domingo guardar-nos-á e guardará a nossa família (cf. Papa Francisco, Audiência, 12.08.2015). 

Neste dia, em família, podemos: 

• Realizar a Liturgia Familiar proposta e/ou adaptada.

• Colocar no cantinho da oração, junto da arca, o pão e o vinho e outros sinais de Páscoa: amêndoas, ovos...

• Valorizar a bênção da mesa.

• Colocar uma fita branca na Cruz. 

• Recordar a data do Batismo, nossa primeira Páscoa, e rezar pelos recém-batizados da paróquia.

• Anunciar a Páscoa usando os meios digitais.  

MENSAGEM PASCAL - 2021

Não tenhais medo!

Cristo Ressuscitou! (Mc 16,6)

Celebraremos a Páscoa este ano ainda a viver os desafios e lutas contra a pandemia do coronavírus. Privados das habituais manifestações externas de festa, mesmo assim, queremos celebrar a Páscoa com aquilo que é o mais intimo e essencial da ressurreição de Cristo. Como dizia Tomás HalíK, no seu livro “O Tempo das Igrejas vazias”: “o tempo  atual da pandemia privou-nos de muito e ainda nos privará de mais. Mas também nos dá muito, inclusive os exemplos inspiradores de heroísmo quotidiano e perseverança. Provavelmente, a sociedade será mais pobre do ponto de vista material, mas talvez seja mais madura, nós seremos mais maduros. Também a nossa fé será talvez mais madura, agora que passa por uma provação em que temos de deixar de lado muito para chegar ao essencial”. É das coisas simples da vida familiar que se constroem os desafios da sociedade e da Igreja. Uma Páscoa celebrada em contexto tão sofrido e contido, quiçá possa ser mais intensamente vivida. 

Precisamos entender que a Páscoa – mistério da morte e da ressurreição –  deve acontecer, primeiramente, dentro de cada um de nós. Ela significa a passagem da morte para a vida, da dor para o alivio, da tristeza para a alegria. É tempo de olhar para o nosso coração, valorizar o que temos e fortalecer a nossa fé e a nossa esperança em que dias melhores estão para vir.

Celebremos a Páscoa da ressurreição de Cristo na certeza de que Ele transforme profundamente a nossa vida e a vida das nossas famílias pelo poder com que venceu o pecado, o medo e a morte.

Uma Santa e Feliz Páscoa!

Pe. Carlos Correia
       Pároco

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

 

CELEBRAÇÕES PASCAIS

-Vigília Pascal às 21h30, Capela de S. Martinho

DOMINGO DE PÁSCOA - RESSUREIÇÃO DO SENHOR
(por não haver visita pascal)

-Missa às 08h00 e 11h00, Capela de S. Martinho

-Missa às 09h30 , Igreja Paroquial.

-Missa às 09h30, Capela de S. Caetano.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

SÁBADO SANTO

Oração de Laudes às 10h, Capela de S. Martinho

Deus eterno e omnipotente: ao celebrarmos o mistério redentor de vosso Filho Unigénito, que depois de ter descido à morada dos mortos saiu vitoriosamente do sepulcro, concedei aos vossos fiéis que, sepultados com Cristo no Baptismo, também com Cristo ressuscitem para a vida eterna. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23, 46)
Refrão: Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito. 

Em Vós, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me. 

Tornei-me o escárnio dos meus inimigos,
o desprezo dos meus vizinhos
e o terror dos meus conhecidos:
todos evitam passar por mim.
Esqueceram-me como se fosse um morto,
tornei-me como um objecto abandonado. 

Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem. 

Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.
Tende coragem e animai-vos,
vós todos que esperais no Senhor. 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

QUINTA-FEIRA SANTA

A Eucaristia é o próprio Jesus que se entrega inteiramente por nós. Alimentar-nos dele e permanecermos nele mediante a Comunhão eucarística, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida, transforma-a num dom a Deus e aos irmãos. #QuintaFeiraSanta

Papa Francisco 

MISSA DA CEIA DO SENHOR

Quinta-Feira Santa, 21h30, Igreja Paroquial.
Adoração ao Santíssimo até às 24h00.

QUINTA-FEIRA SANTA: A EUCARISTIA

Neste dia, importa descobrir o tesouro da Eucaristia, para a Igreja e para a família. “Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo” (Vaticano II, Presbiterorum Ordinis, n.º 5). 

Note-se que é em família que o povo de Deus começa por celebrar a sua Páscoa (cf. 1.ª leitura: Ex 12,1-8.11-14)! Segundo a tradição, cada família judaica, reunida à mesa, na festa da Páscoa, come o cordeiro assado, fazendo memória da libertação dos israelitas, da escravidão do Egito. É também em família, com os seus mais íntimos, reunidos no Cenáculo, que Jesus, consciente da sua morte iminente, Se oferece a Si mesmo pela nossa salvação (cf. 1 Cor 5, 7), como verdadeiro cordeiro pascal! 

À nova Aliança refere-Se Jesus explicitamente na Última Ceia: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue” (cf. 2.ª leitura do dia: 1 Cor 11,23-26). As palavras pronunciadas enlaçam com o gesto que Jesus está prestes a realizar: a sua morte aceite livremente pela redenção de muitos. Aqui se vê como Jesus Se assume como o Servo Sofredor (Is 53,10) e compreende a sua morte como um sacrifício expiatório. Assim tornar-Se-á Ele o mediador da nova Aliança. 

É para nós um sinal cheio de significado, que o Senhor Jesus queira ter instituído este grande sacramento da Eucaristia, por ocasião de um importante encontro familiar: a Ceia pascal! E, naquela ocasião, a sua família, a nova família gerada pelos vínculos da fé, foram os Doze. Dessa família, ainda em gérmen, reunida à volta da mesa sagrada do cordeiro pascal, nascerá a Igreja, essa grande e nova família, reunida e nutrida à volta da mesa da Eucaristia!

Todavia, não é só a Igreja que cresce como grande família, à volta da mesa da Eucaristia. É também a família de cada um de nós que cresce como verdadeiro Cenáculo de Oração, pequena igreja doméstica, sempre que participa na Eucaristia! Neste dia, podemos recordar que “Jesus bate à porta da família para partilhar com Ela a Ceia Eucarística” (AL 318). Neste dia, damo-nos conta de como a Última Ceia sela a nova Aliança. Também na Eucaristia, diz o Papa Francisco, “os esposos podem selar a sua Aliança pascal que os uniu e reflete a Aliança que Deus selou com a humanidade na Cruz” (AL 318). 

Em família, podemos:
• Colocar no cantinho da oração, junto da arca, o pão e o vinho.
• Realizar a Liturgia Familiar proposta e/ou adaptada.
• Fazer pão caseiro.
• Valorizar a bênção da mesa.
• Revisitar as fotos ou filmes da Festa da Eucaristia (Primeira Comunhão).

quarta-feira, 31 de março de 2021

CELEBRAÇÕES TRÍDUO PASCAL 2021

QUINTA-FEIRA SANTA - CEIA DO SENHOR 
- Missa da Ceia do Senhor, às 21h30h, Igreja Paroquial, seguida de adoração até às 24h00.

SEXTA-FEIRA SANTA - PAIXÃO DO SENHOR
- Oração de Laudes às 10h00, Capela de S. Martinho
- Celebração da Paixão e Adoração da Cruz às 19h00, Capela de S. Martinho.

SÁBADO SANTO - VIGÍLIA PASCAL
- Oração de Laudes às 10h00, Capela de S. Martinho
- Vigília Pascal às 21h30 Capela de S. Martinho

DOMINGO DE PÁSCOA - RESSUREIÇÃO DO SENHOR
(por não haver visita pascal)
- Missa às 08h00 e 11h00, Capela de S. Martinho
- Missa às 09h30, Capela de S. Caetano.
- Missa às 09h30, Igreja Paroquial.

CONTRIBUTO PENITENCIAL: 
deve ser entregue na Igreja Paroquial, na Celebração da Ceia do Senhor, ou no Cartório, com envelopes próprios (pedir envelopes nas sacristias) - o contributo este ano, destina-se ao FUNDO DIOCESANO DE SOLIDARIEDADE.

SEMANA SANTA

Ao longo da via-sacra de todos os dias, encontramos os rostos de tantos irmãos e irmãs em dificuldade: não passemos além, deixemos que o coração se comova de compaixão e aproximemo-nos.
Papa Francisco

terça-feira, 30 de março de 2021

DESAFIO QUARESMAL DO GRUPO DE JOVENS

O Papa Francisco convida-nos a “viver uma Quaresma de caridade", ou seja, a cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia por causa da pandemia de Covid-19. Não nos devemos esquecer que o tempo da Quaresma é feito para renovar a fé, ter esperança e voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus, que continua a cuidar de nós.

“Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre com os pobres e «acumula» a riqueza do amor recebido e partilhado”. Neste sentido, seguindo as palavras do Papa Francisco, gostaríamos de vos convidar a juntarem-se a nós numa missão. Durante a Quaresma, sempre que for ao supermercado, faça a sua renúncia. Em vez de comprar o ovo de chocolate da Páscoa, opte por pegar nesse valor monetário e trazer 1kg de arroz e de massa para partilhar com quem mais necessita. Passe no Centro Paroquial de Vilar do Paraíso no dia 2 de abril (Sexta-feira Santa) entre as 18h e 19h30 e deixe connosco o seu donativo que será entregue às Vicentinas para elaboração dos cabazes que fazem chegar todos os meses às famílias mais carenciadas da paróquia.

Que este apelo a viver a Quaresma como percurso de conversão, oração e partilha dos nossos bens nos ajude a espalhar a fé que vem de Cristo. Junte-se a esta causa!

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA


Leitura I Is 49, 1-6 
Terras de Além-Mar, escutai-me; povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento diante do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra». 
(...)
rezar a palavra
Cura, Senhor, o meu coração indiferente. A tua entrega e dedicação por mim não pode ser inútil, quero ser agradecido, quero reconhecer que só em ti está a minha salvação. Diz o meu nome, pega-me pela mão, derrete o meu coração de pedra e transforma-o em coração de carne para que a tua salvação chegue a mim e me renove no teu amor. 

compromisso
Oiço o meu nome pronunciado pelo Senhor que vem salvar-me.

segunda-feira, 29 de março de 2021

CATEQUESE EM COMUNHÃO E ORAÇÃO

ENCONTRO DE ORAÇÃO Com TODA A CATEQUESE, amanhã, 30 de março, às 21h30, na plataforma Zoom.

O CONVITE para participar neste Encontro de Oração é dirigido a todos os catequistas, catequizandos e suas famílias.

O endereço para o Encontro já foi enviado via-email. Se alguém não recebeu por favor contacte o Secretariado de Catequese.

Não sendo possível nas atuais circunstâncias fazermos juntos a Caminhada Quaresmal habitual, nomeadamente a Via-Sacra, marquemos presença neste Encontro de Oração, via Zoom, e vivamos um momento de comunhão em plena Semana Santa.

UM REI NOVO NOS NOSSOS CAMINHOS

Senhor Jesus,
Senhor dos Passos
Serenos e seguros
no caminho da vida e da Paixão,
Da ressurreição.
Senhor Jesus,
Senhor dos Passos

Sossegados e firmes,
Resolutos,
Até à porta do meu coração.

Senhor Jesus,
Senhor dos Passos,
Dos meus e dos teus,
Finalmente harmonizados,
Finalmente lado a lado:
Os meus, imprecisos, indecisos,
Atravessados pelo teu Perdão;
Os teus, sossegados e firmes,
Sincronizados pelo pulsar do meu coração.

Sim,
Eu sei que foi por mim que desceste a este chão
Pesado, íngreme, irregular,
De longilíneas lajes em que é fácil escorregar.
Mas os teus braços sempre abertos ajudam-me a levantar.

Senhor Jesus,
Deixa-me chegar um pouco mais junto de ti,
Chega-te tu também mais junto de mim.
Segura-me.
Dá-me a tua mão firme, nodosa e corajosa.
Agarro-me.
Sinto sulcos gravados nessa mão.
Sigo-os com o dedo devagar.
Percebo que são as letras do meu nome.
Foi então por mim que desceste a este chão.
O amor verdadeiro está lá sempre primeiro.

Senhora das Dores, Maria, minha Mãe,
Que seguiste até ao fim os passos do teu Filho,
Acompanha e protege os meus passos também.

Obrigado, Senhor Jesus,
Meu Senhor, meu Irmão e companheiro.


D. António Couto
https://mesadepalavras.wordpress.com/2021/03/27/um-rei-novo-nos-nossos-caminhos/

domingo, 28 de março de 2021

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR - Ano B

Mc 11,1-10
Is 50,4-7
Sl 21(22)
Fl 2,6-11
Mc 14,1-15,47 (forma longa)
Mc 15, 1-39 (forma breve)

Domingo da Paixão

O Domingo de Ramos é o último domingo da Quaresma, que serve de pórtico para a Semana Santa. Do ponto de vista cristão, a Semana Santa, denominada antigamente por “Semana Maior” ou “Grande Semana”, é a semana que comemora o mistério pascal de Jesus Cristo (Paixão, Morte e Ressurreição). É o tempo de maior intensidade litúrgica de todo o ano. A Semana Santa é a Semana das semanas do ano. É o coração de toda a nossa fé. Em resumo, o Domingo de Ramos é a inauguração da Páscoa, ou passagem das trevas para a luz, da humilhação para a glória, do pecado para a graça e da morte para a vida. Nesta liturgia a ordem é a seguinte: primeiro, o triunfo (procissão, entrada solene) e logo a seguir vem o fracasso (paixão). É uma forma de a Igreja atualizar o mistério sem divisão, convidando-nos desde o princípio a seguir Jesus até à cruz para juntos participarmos na Sua ressurreição.

O relato da paixão e morte de Jesus tem em todos os Evangelhos um lugar de destaque. Sendo todos convergentes, Marcos tem o seu modo próprio de apresentar o máximo testemunho de amor que é dar a vida pelos seus amigos, que somos todos nós.

O silêncio de Jesus é sublinhado algumas vezes pelo segundo evangelista. Por vezes, só o silêncio pode exprimir o que desejamos. O quadro da realidade é tão rico que sobra a legenda das palavras. Marcos põe em especial evidência a solidão de Jesus: não aparece ninguém a defendê-lo ou a acompanhá-lo. Só depois de morrer, é posta a seguinte nota: “Estavam também ali umas mulheres a observar de longe”.

Em toda a narração da paixão e morte de Jesus não podemos ficar de fora, como espectadores, a ver como que cenas de um filme que não  faz parte da nossa vida. Tudo o que Jesus vive e sofre tem uma dedicatória de salvação que me diz respeito. É por teu amor, caríssimo irmão ou irmã do século XXI, que estou a ser traído por Judas, a ser julgado injustamente, a ser flagelado e coroado de espinhos, a levar a cruz até ao Calvário e aí a ser crucificado e a dar a vida. Por ti.

Pe. Carlos Correia