INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR: história e espiritualidade

Sobre a festa da Apresentação do Senhor, escreveu o bispo S. Sofrónio (séc. VI-VII):

«Todos nós que celebramos e veneramos com tanta piedade o mistério do Encontro do Senhor, corramos para Ele com todo o fervor do nosso espírito. Ninguém deixe de participar neste Encontro, ninguém se recuse a levar a sua luz.
Levemos em nossas mãos o brilho das velas, para significar o esplendor divino daquele que se aproxima e ilumina todas as coisas, dissipando as trevas do mal com a sua luz eterna, e também para manifestar o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro de Cristo.

Assim como a Virgem Mãe de Deus levou ao colo a luz verdadeira e a comunicou àqueles que jaziam nas trevas, assim também nós, iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, devemos acorrer pressurosos ao encontro daquele que é a verdadeira luz.

Na verdade a luz veio ao mundo e, dispersando as trevas que o envolviam, encheu-o de esplendor; visitou-nos do alto o Sol nascente e derramou a sua luz sobre os que se encontravam nas trevas: este é o significado do mistério que hoje celebramos.

Caminhemos empunhando as lâmpadas, acorramos trazendo as luzes, não só para indicar que a luz refulge já em nós, mas também para anunciar o esplendor maior que dela nos há de vir. Por isso, vamos todos juntos, corramos ao encontro de Deus.

Eis que veio a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem a este mundo. Todos nós, portanto, irmãos, deixemo-nos iluminar, para que brilhe em nós esta luz verdadeira.

Nenhum fique excluído deste esplendor, nenhum persista em continuar imerso na noite, mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos juntos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara e eterna; associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de ação de graças ao Pai da luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.

A salvação de Deus, com efeito, preparada diante de todos os povos, manifestou a glória que nos pertence a nós, que somos o novo Israel; e nós próprios, graças a Ele, vimos essa salvação e fomos absolvidos da antiga e tenebrosa culpa, tal como Simeão, depois de ver a Cristo, foi libertado dos laços da vida presente.

Também nós, abraçando pela fé a Cristo Jesus que vem de Belém, nos convertemos de pagãos em povo de Deus (Jesus é com efeito a Salvação de Deus Pai) e vemos com os nossos próprios olhos Deus feito carne; e porque vimos a presença de Deus e a recebemos, por assim dizer, nos braços do nosso espírito, nos chamamos novo Israel. Com esta festa celebramos cada ano de novo essa presença, que nunca esquecemos.»

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CCA - 5ª E ÚLTIMA CONFERÊNCIA - AMÉRICO AZEVEDO

O tema deste 3.º ciclo de conferências “Da Fragilidade… à Esperança” é sugestivo de um caminho, de um percurso... de um lado para outro…de um modo para outro… de uma atitude para outra. Indica um caminho e um caminhar…
Das conversas havidas ao longo deste mês de janeiro de 2014, todas elas inseridas nesse tema, talvez nenhuma tenha sido de perceção tão evidente como a da noite de quarta- feira, com o Américo Azevedo. Também porque a sua fragilidade física é exposta...
O seu percurso de vida, a sua história, teve o ponto de partida na fragilidade. Nasceu frágil e enfrentou os obstáculos físicos e psicológicos para os quais ninguém nasce preparado…e menos ainda os fragilizados que mais dificuldades têm em preparar-se.
O testemunho que Américo Azevedo deu da sua descoberta de Deus e do encontro com Jesus confirma que Deus tem sempre a iniciativa de nos amar de nos encontrar primeiro. De nós, apenas precisa da disponibilidade para nos deixarmos amar e encontrar. 
E que muitas vezes Deus se nos revela no silêncio, na solidão, na fragilidade, na escuridão…No silêncio de nós mesmos, no silêncio do outro…na nossa solidão e na solidão do outro, na nossa fragilidade e na fragilidade do outro…Mas sempre se revela no caminho, ainda que na berma…E quando se revela… os silêncios, as solidões, as fragilidades, as escuridões… tornam-se caminhos de luz que devem ser testemunhados sobretudo pela nossa forma de caminhar… É forçoso caminhar de forma diferente por caminhos iluminados…
Não podemos impor Deus a ninguém, porque Ele não se impõe. Deus quis precisar de nós e esse é o melhor sinal de quanto nos ama! Existindo sem nós, não o deseja fazer, revela que quer existir connosco…mesmo quando não estamos disponíveis para o aceitar - liberdade que nos concede.
Foi um testemunho de vida que impressionou pela sua objetividade, pelo sentido de humor, pela felicidade e serenidade, que a sua fragilidade não tira, e sobretudo pela esperança e pela alegria. Um tal resultado só pode ser conseguido depois de caminhar muito…E não é pela idade que se pode avaliar o tamanho do percurso, mas pelas “solas” gastas… 
Temos a tentação de nos sentarmos na berma da estrada aos primeiros sinais de cansaço…e de preferência à sombra, para evitar o calor… à espera que Deus nos dê boleia, que Jesus volte atrás e nos leve ao colo…mas somos muitos para Jesus levar. Temos de lembrar que Ele nos mandou que o fizéssemos uns aos outros. Portanto…nada de fazer “fita”… e caminhar com alegria para que outros também queiram caminhar … 
São estes testemunhos fortes que nos fazem questionar os nossos “nadas”, os nossos “se” e os nossos “mas”…É a diferença entre Paulo na estrada de Damasco que nunca mais parou de correr nas estradas que o conduziam a Cristo e o jovem rico a quem os “se” e os “mas” fizeram voltar atrás, não seguindo logo caminho com Jesus …

31.01.2014 
C R
Imagens: Foto Martinho

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CCA - Última Conferência

Quarta-feira, 29 de Janeiro, 21h30, Capela de S. Martinho
Orador: Américo Azevedo

Depois de ideias e lições tão simples de economia, vamos a caminho da última conversa ampla. A não perder. Mas, se não puder estar presente veja em:  www.cca.2you.pt

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CCA - 4ª Conferência - Dr. Carlos Costa

 Mais que uma conferência ou uma ampla conversa, revelou-se um “serão” cultural. A Academia presenteou a assembleia com a execução de duas peças ao piano, a abrir a conferência, e com o belo canto a encerrar, cujos intérpretes pertencem àquele reputado estabelecimento de ensino.
Quanto ao orador da noite, o Dr Carlos Costa que, curiosamente, residiu na nossa freguesia de Vilar do Paraíso, durante 10 anos, surpreendeu com a sua arte de ensinar. De forma simples, clara e serena, falou-nos de uma realidade tão complexa quanto é a economia e as finanças públicas de um país. 
Ficámos a saber que a tão propalada crise de hoje não é “original”; percebemos quais as causas e porque é que a crise de hoje tem tão forte impacto e, ainda, o que falta para ultrapassar a crise.
Se quiséssemos resumir numa pequena frase qual a causa das crises, pois quanto ao efeito todos sabemos, porque o sentimos (à semelhança de estarmos numa sala em que o termostato, que regula a respetiva temperatura, avariou, causando uma elevação ou abaixamento desajustados, com incómodos para todos, independentemente de quem deu causa à avaria – foi uma das últimas imagens simples para explicar o sentimento de injustiça que experienciamos, quando entendemos não ter contribuído para a “avaria”) é a nossa -enquanto coletivo… enquanto país- falta de capacidade de nos disciplinarmos em matéria de finanças públicas e a insuficiência de mecanismos coletivos de controlo. 
É o conhecimento que nos permite fazer opções, logo o conhecimento dá-nos liberdade...
Assim, tanto quanto nos for possível, não devemos perder oportunidades de aprender com quem sabe e se disponibiliza para ensinar, para partilhar conhecimento.
Estes ciclos de conferências que vêm sendo promovidos têm sido uma boa oportunidade. 

C.R