INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 15 de dezembro de 2012

DOMINGO III DO ADVENTO - Ano C



SALMO RESPONSORIAL  Is 12, 2-3.4bcd.5-6 (R. 6)

Refrão: Exultai de alegria,
porque é grande no meio de vós 
o Santo de Israel.

Deus é o meu Salvador,
tenho confiança e nada temo.
O Senhor é a minha força e o meu louvor.
Ele é a minha salvação.

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.
Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome;
anunciai aos povos a grandeza das suas obras,
proclamai a todos que o seu nome é santo.

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,
anunciai-as em toda a terra.
Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,
porque é grande no meio de vós o Santo de Israel. 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CAMINHAR NA ESPERANÇA...

«É importante saber: eu posso sempre continuar a esperar, ainda que pela minha vida ou pelo momento histórico que estou a viver aparentemente não tenha mais qualquer motivo para esperar. 
Só a grande esperança-certeza de que, não obstante todos os fracassos, a minha vida pessoal e a história no seu conjunto estão conservadas no poder indestrutível do Amor e, graças a isso e por isso, possuem sentido e importância, só uma tal esperança pode, naquele caso, dar ainda a coragem de agir e de continuar»: palavras de Bento XVI na encíclica "Spe salvi".

ADVENTO - CICLO C


Um cartaz muito bonito e bem conseguido para para usar na catequese, explicando o significado do Advento e Ciclo C, com o Evangelista São Lucas.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

APRENDER A GOSTAR DO OUTONO

 A vivência compassada com o ritmo natural das estações do ano, principalmente no campo, leva a amar qualquer uma daquelas e consegue esculpir no ser humano uma grande capacidade de observação e uma fina sensibilidade do sentir, por vezes contrapostas à aparência das feições ou das suas vestes.
Enquanto jovem, o outono era para mim a estação do ano menos amada. A tristeza e a melancolia que a sua cor e luminosidade me causavam eram indescritíveis, contrariamente ao inverno que sempre vi como a estação da esperança, porque o frio, a chuva, a neve e todo o despojamento da natureza convidavam ao aconchego e à espera da primavera que sabíamos que ia chegar.
O habitar outros lugares e o adaptar ao ritmo do relógio leva-nos a estar mais alheados do ritmo natural do “girar” deste planeta azul, no “trânsito” ordenado do universo que o Pai cuida todos os dias, porque criado com amor e dedicação.
Diferentes lugares e um ritmo urbano muito repetitivo levaram a que os dias do outono passassem mais despercebidos e a que o visse por outros ângulos. E também com outro olhar! Ou noutra perspetiva? Sim…porque a idade coloca-nos mais adiante, noutro ponto do caminho, e assim mudando o ângulo de onde vemos, também muda o que vemos.
Mas seja o que tenha mudado – a forma de olhar ou o ponto de onde se olha – o facto é que hoje, pelo recanto da minha janela, estendo o meu olhar até onde ela me deixa, e em dias de sol aprecio o dourado da folhagem, num espaço verde próximo, ou quando posso ver o pôr-do-sol, aprecio como ele doura o mar e o horizonte, permitindo ver a lua e as estrelas quase parecendo que outro mar se avista.
Em face da grandeza da tela, da quantidade de tinta, da variedade e beleza da palete de cores, e mesmo nos dias em que a chuva canta e embala, e o vento tudo abana e empurra, no divagar do pensamento, em frente de qualquer vidraça, dou por mim a descobrir a marca do Criador, tal como se reconhece a obra pelo traço ou pela marca, sem necessidade da assinatura ou da fotografia do seu autor.
Ninguém nem nenhuma coisa coexiste sem estar em relação.
Reparo como as folhas se desprendem das árvores e, varridas pelo vento, se entregam à terra para dar lugar às futuras folhas, mas não sem antes se dar de alimento à própria árvore que, fortalecida, há de suportar toda a gestação primaveril.
Tudo por tudo! Num ciclo de nascer e renascer, onde a morte dá lugar à vida, sempre em transformação. Num amor desmedido e intemporal. Sem reclamação. Sem nostalgia.
 A mesma radicalidade do Amor. A mesma entrega sem condições.
Só podem ser traços do Criador Infinitamente Bom.

29.11.2012
C.R