Proposta da IAM para continuar a caminhada rumo à Páscoa.
Vamos subir ao Monte Tabor com Jesus, Pedro, Tiago e João. 🙏
Escutar Jesus é a maneira de percebermos quem Ele é e o que quer de nós; de vencermos as tentações e caminharmos com Ele, mesmo no meio de dificuldades.
Hoje, o 1⁰ ano do grupo da tarde aprendeu que, tal como é difícil para nós moldarmos o barro, para Jesus também é difícil moldar-nos! Jesus é o Oleiro e nós somos o barro.
Por isso, a Quaresma é uma bela altura do ano para mudar algumas atitudes para Jesus conseguir fazer de nós um vaso bonito, no caminho da Ressurreição e da Páscoa:
"Pedir perdão é necessário, mas não é suficiente!" No mês de março, o Papa Francisco reflete sobre os abusos, "especialmente aqueles cometidos por membros da Igreja", e nos pede para rezar com ele pelas vítimas, "que devem estar 'no centro' de tudo". Ao mesmo tempo, ele convida a própria Igreja a "ser um exemplo", tanto na transparência, "tornando-os conhecidos", como em "ações concretas para reparar os horrores que sofreram e evitar que se repitam", e em oferecer "espaços seguros para ouvir as vítimas, acompanhá-las psicologicamente e protegê-las". O Vídeo que acompanha suas palavras, produzido pela Rede Mundial de Oração do Papa, é uma história com um forte conteúdo simbólico, que faz a comparação entre a luz e as trevas, narrando a singularidade de cada vida e o profundo sofrimento causado pela violência suportada.
"Diante dos abusos, especialmente aqueles cometidos por membros da Igreja, não basta pedir perdão.
Pedir perdão é necessário, mas não é suficiente. Pedir perdão é bom para as vítimas, porque são elas que devem estar "no centro" de tudo.
A sua dor, os seus danos psicológicos podem começar a cicatrizar se encontrarem respostas; ações concretas para reparar os horrores que sofreram e evitar que se repitam.
A Igreja não pode tentar esconder a tragédia dos abusos, quaisquer que sejam. Nem quando os abusos ocorrem nas famílias, em clubes, ou noutro tipo de instituições.
A Igreja deve ser um exemplo para ajudar a resolvê-los, tornando-os conhecidos na sociedade e nas famílias.
É a Igreja que tem de oferecer espaços seguros para ouvir as vítimas, acompanhá-las psicologicamente e protegê-las.
Rezemos pelos que sofrem por causa do mal cometido pelos membros da comunidade eclesial: para que encontrem na própria Igreja uma resposta concreta às suas dores e aos seus sofrimentos".
Rezemos por quantos sofrem por causa do mal cometido por parte de membros da comunidade eclesial: para que encontrem na própria Igreja uma resposta concreta às suas dores e aos seus sofrimentos.
Reflexão
A intenção do Papa Francisco para o mês de março vai ao encontro de um tema sensível que temos vindo a conhecer nos últimos anos: os abusos dentro da Igreja, sejam eles abusos de consciência, de poder ou sexuais. É uma realidade dolorosa para a Igreja de Cristo, chamada a ser uma comunidade de fé, esperança e amor, que comunica aos homens os frutos da salvação. «O abuso de homens e mulheres da Igreja é uma monstruosidade», diz claramente o Papa.
Neste mês, o convite que nos é feito é de rezarmos por quem sofre este mal cometido por parte de membros da Igreja. Mas a intenção vai mais longe e pede para que se reze pela própria comunidade eclesial, para que encontre em si uma resposta concreta às dores e aos sofrimentos destas pessoas. A Igreja é «chamada a combater este mal que atinge o centro da sua missão: anunciar o Evangelho aos pequeninos e protegê-los dos lobos vorazes. O objetivo da Igreja será ouvir, tutelar, proteger e tratar os menores abusados, explorados e esquecidos, onde quer que estejam», diz o Papa Francisco.
É necessário criar espaços para escutar e acolher com respeito e verdade as vítimas. Ao mesmo tempo, é preciso estas encontrem no seio da Igreja quem as ouça e ofereça uma resposta concreta à suas dores e ao seu sofrimento. A Igreja tem ainda de saber curar as feridas do mal provocado através de medidas concretas e eficazes. No início do seu pontificado, que completa este mês dez anos, o Papa já dizia que aquilo que a Igreja mais precisa é de curar feridas e aquecer o coração dos fiéis.
Oração
Pai, Tu que és compassivo e misericordioso,
acolhe no teu Amor aqueles que sofrem
as dores causadas pelo horror dos abusos
cometidos por aqueles que deveriam ser na Igreja
pais, mães, pastores e irmãos.
Dá-nos um coração misericordioso face a esta miséria humana;
um coração grande para ouvir aqueles que sofrem;
braços abertos que nunca se cansem de abraçar;
discernimento claro para responder à dor;
azeite e vinho para curar as suas feridas.
Que cuidemos dos que sofrem
sendo samaritanos e mantendo a estalagem aberta.
Ajuda-nos a ajudar os nossos irmãos e irmãs
que sofrem ou tenham sofrido abusos na Igreja!
Ámen.
Desafios
Criar espaço para os que sofrem abusos – Ter um coração disponível para a escuta.
Escutar – Dar tempo ao outro para que partilhe o que vive.
Acolher – Empenhar-se na ajuda às vítimas de qualquer tipo de abuso .
Dar resposta à dor – Aliviar o sofrimento do próximo.
Curar feridas – Concretizar com gestos de compaixão.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e a quem bate à porta abrir-se-á. Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão, ou uma serpente se lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos Céus as dará àqueles que Lhas pedem! Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam fazei-lho vós também: esta é a Lei e os Profetas».
(...)
rezar a palavra
Diante de ti, Senhor, como filho que confia, e à tua porta como pedinte que estende a mão. É assim que me encontro hoje. Olho-me na minha pobreza humana e reconheço que preciso de ti porque me faltam a túnica, o anel, as sandálias e o beijo. Mas vejo-me também na minha condição de filho e sinto-me amado na tua casa e saciado à tua mesa. Dá-me, Senhor a alegria da tua salvação.
compromisso
Com humildade vou pedir ao Pai os dons espirituais de que mais necessito para fazer uma verdadeira conversão.
No passado domingo, 26 de fevereiro, a catequese do 1º ano marcou presença na Eucaristia das 09:30h na Capela de São Caetano.
Manhã muito fria mas soalheira, a casa de Jesus estava cheia: crianças, pais e a comunidade que habitualmente participa na Eucaristia em São Caetano.
Neste I Domingo da Quaresma, após a Comunhão, as crianças relembraram a importância deste tempo, tal como Jesus nos ensinou: deixarmo-nos moldar pelas mãos de Deus - mãos de amor e perdão, para nos tornarmos num Vaso Novo, o vaso mais bonito de todos!
E por isso, cantaram com o coro:
"Eu quero ser, Senhor amado, / Como o barro nas mãos do oleiro.
Toma a minha vida, fá-la de novo / Eu quero ser um vaso novo".
Aproveitando os símbolos de ternura que este cântico nos mostra, distribuíram pela assembleia pagelas com uma pergunta meditativa:
"Senhor, como posso corresponder melhor ao teu amor?"
Nada melhor do que voltar a ler o Evangelho deste dia - que renúncias fez Jesus? Essas renúncias ajudam-nos, ou não, a encontrar o amor de Deus no nosso dia-a-dia? Essas renúncias ajudam-nos, ou não, a sermos Vasos novos?
E como a nossa vida é feita de Amor e Perdão, o grupo de crianças ainda pôde testemunhar a alegria de um casal que celebrava as suas Bodas de Ouro de Matrimónio: o sr. Nicolau e a d. Glória!
Para terminar, celebramos o dom da Vida de uma das crianças- o Diogo, cantando-lhe os parabéns, cantando a Jesus, agradecendo o sol quentinho e o bolinho delicioso que nos trouxe.
Quaresma é recolhimento. Quaresma não é tristeza.
Quaresma é tomarmos consciência da alegria que é ser amigo de Jesus, fazendo o bem, perdoando e pedindo perdão.
«‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’.»
Saciados com o pão do céu, que alimenta a fé, confirma a esperança e fortalece a caridade, nós Vos pedimos, Senhor: ensinai-nos a ter fome de Cristo, o verdadeiro pão da vida, e a alimentar-nos de toda a palavra que da vossa boca nos vem. Por Cristo nosso Senhor.