Somos chamados a tornar-nos os instrumentos de Deus Pai para que o nosso planeta seja o que Ele sonhou ao criá-lo, e corresponda ao seu projeto de paz, beleza e plenitude.
Papa Francisco
sábado, 19 de setembro de 2020
FALECEU D. ANACLETO OLIVIERA, bispo de Viana do Castelo
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou hoje “grande tristeza” perante a notícia do falecimento de D. Anacleto Oliveira, vítima de um acidente de viação.
“Eram conhecidas as competências de D. Anacleto como biblista e homem de cultura, constantemente atento às realidades concretas da nossa sociedade, extremamente dedicado aos sacerdotes e aos fiéis que servia pastoralmente, sempre solícito nas ações comuns da Igreja em Portugal”, refere uma nota do organismo católico, enviada à Agência ECCLESIA.
O texto recorda que o falecido bispo tinha celebrado recentemente “50 anos de ordenação sacerdotal e 10 anos como pastor da Diocese de Viana do Castelo”.
D. Anacleto Oliveira faleceu hoje aos 74 anos de idade, na sequência de um despiste de automóvel, na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, que ocorreu ao fim da manhã; era o único ocupante da viatura.
A nota recorda que o falecido bispo integrou vários organismos da CEP, incluindo o seu Conselho Permanente, e que nos últimos seis anos presidia à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais; em junho tinha sido eleito presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.
Agradecemos ao Senhor por tantos e bons trabalhos que D. Anacleto exerceu entre nós, rezamos para que o acolha na sua comunhão, concedendo-lhe o eterno descanso nos esplendores da luz perpétua, e desejamos que seja nosso intercessor no Coração de Deus Pai, alimentando com fé e esperança todos os que sofrem por esta inesperada partida”.
Numa nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA, a Diocese de Viana do Castelo comunicou o falecimento “de forma inesperada” do seu bispo, convidando a uma “oração reforçada” e à “serenidade”.
“As circunstâncias excecionais que nos envolvem aconselham-nos, por isso, a uma oração reforçada, assim como à serenidade e tranquilidade próprias de quem coloca o seu coração no Senhor”, refere o texto.
D. Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1946, na freguesia de Cortes, em Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970; após a ordenação, estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha, onde foi capelão de uma comunidade portuguesa durante 10 anos.
Nomeado bispo para auxiliar de Lisboa em 2005, pelo Papa João Paulo II, a ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano, presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, então bispo da Diocese de Leiria-Fátima.
No dia 11 de junho de 2010 D. Anacleto Oliveira foi nomeado por Bento XVI como bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese do Alto Minho, criada pelo Papa Paulo VI em 1977.
DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM - Ano A
SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 2-3.8-9.17-18 (R. 18a)
Refrão: O Senhor está próximo de quantos O invocam.
Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,
insondável é a sua grandeza.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
TEMPO DE COMEÇAR! 💗
Amanhã, 19 de setembro, pelas 16h30, no Centro Paroquial, os catequistas vão começar o ano catequético 2020/2021, com a sua primeira reunião de oração e trabalho.
Será entregue o material de trabalho, a planificação anual, um novo guião intitulado "Ser Catequistas em VP" e serão dadas a conhecer as medidas tomadas para fazer catequese em tempo de pandemia.
Às 19h00, na Eucaristia, na Capela de S. Martinho serão enviados para a missão.
Que a comunidade se una em oração e agradecimento a Deus por todos os catequistas, que de novo partem para esta nobre missão de falar de Deus aos outros.
SEXTA-FEIRA DA SEMANA XXIV DO TEMPO COMUM
Leitura I 1Cor 15, 12-20
Irmãos: Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é inútil e também é inútil a vossa fé. E nós aparecemos como falsas testemunhas de Deus, porque damos testemunho contra Deus, ao afirmar que Ele ressuscitou Jesus Cristo, quando de facto não O ressuscitou, a ser verdade que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados; e assim, os que morreram em Cristo também se perderam. Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.
rezar a palavra
Senhor, não consigo construir com a minha inteligência a resposta adequada para acolher a verdade da ressurreição que anunciaste e manifestaste aos teus discípulos na manhã de Páscoa. Parece inacreditável, que após a morte possamos continuar a viver. Dá-me a sabedoria do coração, pois só pelo coração poderei chegar aonde a minha inteligência não consegue, ao coração mesmo da vida nova que nos ofereces no batismo sacramento da ressurreição.
compromisso
Quero revisitar a manhã de Páscoa onde Cristo se mostra vitorioso sobre a morte e nos abre as portas da vida eterna.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
QUINTA-FEIRA DA SEMANA XXIV DO TEMPO COMUM
Evangelho Lc 7, 36-50
Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz».
(...)
rezar a palavra
Passas por mim em todos os momentos da minha vida, Senhor. Mesmo ali, onde o pecado é mais forte que o teu olhar e mostras-me o teu perdão. O teu olhar, o teu coração, a tua misericórdia, são sinais irresistíveis na minha vida. Apesar de tudo, tenho que voltar. Tenho que romper por entre todos os obstáculos, os meus e os do mundo, para cair a teus pés reconhecido, para agradecer e ouvir as palavras de consolação: “A tua fé te salvou. Vai em paz”. Faz-te ouvir em mim, Senhor, com palavras de perdão.
compromisso
Perante esta palavra só posso cair de joelhos aos pés de Jesus para receber o perdão ou cair aos pés do irmão com quem estou desentendido para lhe perdoar.
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
GUIÃO MISSIONÁRIO 2020 / 2021
Encontra-se disponível em papel o Guião Missionário e pode ser adquirido no Centro Paroquial, ou nos Grupos Missionários.
Como é habitual tem a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, e é muito importante para a dinamização do Outubro Missionário, em catequeses e outras celebrações.
Também se encontra on-line https://www.opf.pt/guiao-missionario/
terça-feira, 15 de setembro de 2020
NOSSA SENHORA DAS DORES
Mãe dolorosa, Senhora das dores,
mãe de piedade, senhora das lágrimas,
uma espada te rasga o coração,
uma dor te esmaga a alma.
Em teu regaço nos acolhemos,
ao teu olhar nos confiamos,
no teu amor de mãe
colocamos toda a nossa vida,
toda a nossa fé
e toda a nossa esperança.
MISSA DE 7º DIA
Em memória de
JOSÉ ANICETO PEREIRA DE CASTRO
Missa de 7º Dia
Em Valadares, dia 16, às 18h30.
Em Vilar do Paraíso, dia 17, às 19h00.
VIRGEM SANTA MARIA DAS DORES
EVANGELHO Jo 19, 25-27
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
(...)
rezar a palavra
Nas minhas lágrimas te recebo como mãe, Maria, Senhora de ao pé da cruz. Na minha cruz oiço as palavras do teu filho: “eis a tua mãe”. Na minha vida entendo o mistério guardado nas palavras: “Eis o teu filho”. Sou teu filho, Senhora, na dor das tuas e das minhas lágrimas, sou teu filho, minha mãe.
compromisso
Rezo os mistérios dolorosos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
PARA QUE O NOSSO CORAÇÃO NÃO SEJA UM NINHO DE VÍBORAS
Irei também, Senhor,
Em procissão de amor,
Beijar a tua Cruz.
E quando eu olhar para ti,
Para o teu rosto ferido e desfigurado,
Para as tuas muitas chagas a sangrar,
Dá-me a graça de aí ver bem o meu pecado.
E quando Tu, Senhor, olhares para mim,
Com esse meigo olhar de serena compaixão,
Dá-me a graça de aí ver o teu perdão nunca poupado,
E de sair com o coração transfigurado.
EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - Festa
Missa
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Gal 6, 14
Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição.
Por Ele fomos salvos e livres.
domingo, 13 de setembro de 2020
XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Eclo 27,33-28,9
Sl 102(103)
Rm 14, 7-8
Mt 18, 21-35
PARA AMAR DE VERDADE TEMOS QUE APRENDER A PERDOAR SEMPRE
Sl 102(103)
Rm 14, 7-8
Mt 18, 21-35
PARA AMAR DE VERDADE TEMOS QUE APRENDER A PERDOAR SEMPRE
Na Bíblia há dois atributos básicos de Deus que são a justiça e a misericórdia. Na Bíblia Deus usa muito mais a misericórdia do que a justiça. Por isso, o Papa Bento XVI escreveu na sua encíclica:
“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo – pelo homem – é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Deus Caritas Est, nº10). “Agora o amor já não é apenas um ‘mandamento’, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro” (Idem nº1b).
O Evangelho deste Domingo é a segunda parte do Sermão sobre a Igreja (Discurso sobre a vida comunitária). Um dos maiores desafios para quem vive em comunidade ou em qualquer tipo de convivência, como também na comunidade de Mt, é o perdão. A sobrevivência de qualquer comunidade humana ou de qualquer convivência depende da capacidade que os seus membros têm de perdoar. Sem isto, não há comunidade ou convivência que possa subsistir por muito tempo. O perdão refaz as pontes, encurta as distâncias e desarma os espíritos. Quando a pessoa deixa de perdoar, ela se torna refém do próprio ódio ou rancor, e consequentemente perde a liberdade. O perdão é que possibilita a própria existência e a continuação da comunidade ou de uma convivência. Sem perdão não existe vida fraterna, vida conjugal, vida familiar ou vida comunitária. E de modo especial, devemos estar sempre conscientes de que a comunidade cristã (ou qualquer convivência humana) é constituída de homens que são ao mesmo tempo santos e pecadores e que só continuam vivos porque Deus renuncia à vingança. Se Deus respondesse às ofensas humanas, às nossas ofensas, eliminando o pecador, sem dúvida nenhuma, boa parte da humanidade desapareceria. Por que nós, seres humanos pecadores temos tanta dificuldade de perdoar, enquanto Deus que é santo tem a facilidade de perdoar? Será possível que consigamos chegar um pouco à santidade de Deus à qual todos somos chamados? (Cf. Mt 5,48). Isto nos leva a perguntar ou a questionar sobre a autenticidade da nossa vida espiritual. Os exercícios da vida espiritual: as orações, as leituras e as meditações sobre a Palavra de Deus, as missas celebradas ou participadas, têm transformado nossa convivência para uma convivência mais fraterna?
Quem perdoa e é perdoado hoje, sempre tem possibilidade de voltar a pecar amanhã, porque nossa fidelidade a Deus pode não ser definitiva. No entanto, sempre que nos convertemos e voltamos arrependidos, encontraremos um Pai bondoso e misericordioso para nos acolher e perdoar. A simples consciência da grandeza do perdão recebido de Deus devia ser o suficiente para motivar cada um de nós a perdoar.
Um homem escreveu: “Quereis ser felizes por um instante? Vingai-vos! Quereis ser felizes para sempre? Perdoai!” (Tertuliano).
Será que somos felizes para sempre? Ou será que tem ainda alguém que ainda não perdoamos? Se for assim, escutemos novamente o que disse Jesus no Sermão da Montanha: “...se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta” (Mt 5,23-24).
Deixemos hoje as seguintes interrogações que podem complementar a interrogação de Pedro no Evangelho:
1). Eu em relação aos outros no perdão:
Quantas vezes eu tenho que perdoar os outros? O que é que eu tenho que perdoar nos outros? Eu devo colocar um limite para o perdão que eu devo dar aos outros?
2). Os outros em relação a mim no perdão:
Quantas vezes os outros me devem perdoar? O que eles me devem perdoar? Os outros devem colocar um limite para o perdão que eles me devem dar?
Pe. Carlos Correia
Foto: Internet
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