INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 1 de agosto de 2020

FESTAS EM HONRA DO BOM JESUS DO MONTE E SÃO CAETANO

Dias 2 e 3 de Agosto de 2020
CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

Domingo, dia 02 (*)
11h00, Eucaristia Solene, Campal (na Sede dos Escuteiros)
(*) não há Eucaristia às 11h00, em S. Martinho, nem às 09h30, na Igreja paroquial.

Segunda-feira, dia 03
11h00, Eucaristia Solene, na Capela de São Caetano.

DOMINGO XVIII DO TEMPO COMUM - Ano A

SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)
Refrão: Vós abris, Senhor, a vossa mão
e saciais a nossa fome.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Todos têm os olhos postos em Vós
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

NOVENA A SÃO CAETANO

3º Dia 

Leitura I Jr 26, 11-16.24

Naqueles dias, os sacerdotes e os profetas disseram aos chefes e a todo o povo: «Este homem merece a morte, por ter profetizado contra esta cidade, como acabais de ouvir com os vossos ouvidos». Então Jeremias disse aos chefes e a todo o povo: «Foi o Senhor que me enviou a profetizar, contra este templo e contra esta cidade, tudo o que ouvistes. Portanto, emendai os vossos caminhos e as vossas ações, ouvi a voz do Senhor, vosso Deus, e o Senhor afastará de vós os males com que vos ameaçou. Quanto a mim, estou nas vossas mãos: tratai-me como vos parecer melhor e mais justo. Mas ficai sabendo que, se me condenardes à morte, sereis responsáveis pelo sangue de um inocente, vós, esta cidade e os seus habitantes. Na verdade, foi o Senhor que me enviou a vós, para anunciar aos vossos ouvidos todas estas palavras». Então os chefes e todo o povo disseram aos sacerdotes e aos profetas: «Este homem não merece a morte, porque nos falou em nome do Senhor, nosso Deus». Jeremias ficou sob a proteção de Aican, filho de Safan, e assim não caiu nas mãos do povo para ser morto.

compreender a palavra

A reação inicial dos chefes do povo acaba por transformar-se em proteção por parte de Aican. De facto, perante o anúncio da destruição do templo e da cidade, a raiva subiu às cabeças do poder que se creem mais do que todos, mas perante a atitude de abandono de Jeremias “quanto a mim, estou nas vossas mãos” os argumentos enfraqueceram e puderam escutar o profeta dizer “foi o Senhor que me enviou a vós, para anunciar aos vossos ouvidos todas estas palavras”. Se foi o Senhor, então, não podemos matar o mensageiro. É a palavra de Deus a agir, transformando pela conversão os corações e as mentes.

meditar a palavra

Deus fala de muitas maneiras ao seu povo e a nós membros deste povo. Se, muitas vezes nos irritamos e nos colocamos à defesa diante daquele que nos traz a mensagem do Senhor, ou nos revoltamos diante dos acontecimentos da vida que contrariam a nossa vontade, precisamos dar-nos conta de que, Deus fala através de quem não gostamos ou simpatizamos menos e através dos acontecimentos contrários aos nossos projetos. Escutar o Senhor é estar atento para não cometer a loucura de querer matar o mensageiro antes de ouvir a mensagem.

rezar a palavra

Dá-me ouvidos, Senhor que acolham a tua palavra, para que a minha mente, sempre tão cheia de preconceitos e juízos precipitados, não me leve a tomar atitudes impensadas que impedem a minha conversão. Dá-me a ponderação de quem escuta para acolher o teu convite de amor.

Rezar: 1 Pai Nosso, 3 Ave-Maria, Ladainha e a Oração de São Caetano.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

NOVENA A SÃO CAETANO

Liturgia das Horas
Das cartas de São Caetano, presbítero

(Epist. ad Elisabeth Porto: Studi e Testi 177,
Città del Vaticano 1954, pp. 50-51) (Sec. XVI)

2º DIA
Cristo habite pela fé em vossos corações

Eu sou um pecador e tenho pouca confiança em mim, mas recorro aos melhores servos do Senhor, para que orem por ti a Cristo bendito e a sua Mãe. Mas não te esqueças de que os santos não te podem tornar tão querida de Cristo como tu própria o podes fazer: isso pertence te a ti; e se queres que Cristo te ame e te auxilie, ama O tu a Ele mesmo e orienta a tua vontade de modo a agradar Lhe sempre. E não tenhas dúvidas de que, ainda que todos os santos e todas as criaturas te abandonem, Ele estará sempre pronto para te socorrer nas tuas necessidades.

Lembra te bem de que somos peregrinos na terra: a nossa pátria é o Céu; aquele que se envaidece afasta se do caminho e corre para a morte. Enquanto vivemos neste mundo, devemos garantir a vida eterna. Todavia nós sozinhos não a podemos alcançar: de facto, foi por causa dos nossos pecados que a perdemos e foi por Jesus Cristo que a recuperámos. Por isso, é nosso dever dar Lhe graças continuamente, amá l’O, obedecer Lhe e fazer tudo o que nos for possível para estar sempre com Ele.

Ele deu Se a nós como alimento. Triste de quem desconhece tão grande dom. É nos oferecido Jesus Cristo, Filho da Virgem Maria, e por vezes não O queremos aceitar. Ai daquele que não se prepara diligentemente para O receber! Minha filha, o bem que desejo para mim, peço o também para ti; mas para o alcançar não há outro caminho senão pedir muitas vezes à Virgem Maria que te visite juntamente com o seu excelso Filho. Mais ainda: pede Lhe que te dê o seu Filho, que é o verdadeiro alimento da alma no Santíssimo Sacramento do altar. Ela t’O dará de boa vontade; e Ele, de melhor vontade ainda, virá para te fortalecer, a fim de que possas avançar com segurança nesta floresta escura, onde há muitos inimigos que nos armam ciladas, mas que se mantêm a distância se nos vêem defendidos com semelhantes auxílios.

Minha filha, não recebas a Jesus Cristo com intenção de O sujeitar aos teus critérios; ao contrário, dá te a Ele que é o teu Deus e o teu Salvador, para que te receba e faça de ti e em ti tudo o que Lhe agradar. Isto é o que desejo e é isto o que te peço e recomendo.

Reflexão:
-Na pressa dos dias como alimento a minha fé?
-Quantos momentos de oração faço?
-Que lugar tem na minha vida a Eucaristia? 


Rezar: 1 Pai Nosso, 3 Ave-Maria, Ladainha e a Oração de São Caetano.

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Fonte: Internet

REZAR A PALAVRA

Assalta-me tantas vezes a desconfiança, Senhor. A medida dos meus olhos e do meu coração é do tamanho da minha mesquinhez e da minha insensibilidade. Sou demasiado míope para poder reconhecer que te manifestas a mim em circunstâncias e através de pessoas que me parecem impensáveis, por isso me fecho em mim e recuso. Ensina-me, Senhor, a grandeza de coração que me faz ver, na profundidade dos sinais, a tua presença salvadora. Faz-me entender a tua presença no mundo e em mim para que participe dos teus dons divinos.

Compromisso
Quero libertar o meu coração para poder perceber a presença de Deus nas pequenas coisas deste dia.

LECTIO DIVINA - EVANGELHO Mt 13, 54-58

Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

SEXTA-FEIRA DA SEMANA XVII DO TEMPO COMUM

PREPARANDO AS FESTAS EM HONRA
DO BOM JESUS DO MONTE E SÃO CAETANO

Leitura I Jr 26, 1-9
No princípio do reinado de Joaquim, filho de Josias e rei de Judá, foi dirigida a Jeremias esta palavra do Senhor: «Assim fala o Senhor: Vai colocar-te no átrio do templo do Senhor e diz a todos os habitantes das cidades de Judá, que vêm prostrar-se no templo do Senhor, todas as palavras que te mandei anunciar, sem nada omitir. Pode ser que as escutem e se arrependa cada um do seu mau caminho; e Eu desistirei do castigo que penso mandar-lhes por causa da maldade das suas ações. Vai dizer-lhes: ‘Assim fala o Senhor: Se não quiserdes escutar-Me e não seguis a lei que vos proponho, se não ouvirdes as palavras dos meus servos, os profetas, que sem cessar vos tenho enviado, mas vós não escutais, farei deste templo o que fiz de Silo e farei desta cidade um objeto de maldição para todos os povos da terra’». Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias dizer estas palavras no templo do Senhor. E quando Jeremias acabou de anunciar o que o Senhor lhe mandara dizer a todo o povo, os sacerdotes e os profetas apoderaram-se dele, gritando: «Tu tens de morrer! Porque profetizaste em nome do Senhor que este templo teria a mesma sorte de Silo e que esta cidade ficaria em ruínas e sem habitantes?». E todo o povo se amotinou contra Jeremias no templo do Senhor.
(...)
Rezar a Palavra
Orienta o meu coração para ti, Senhor. Sabes que se não escutar a tua palavra, o meu coração vadio se deixa prender a qualquer superstição, beatice ou alienação. Liberta o meu coração orientando-o para ti, porque só em ti está a fonte da vida.

Compromisso
Centro-me em Deus vencendo a sedução das imagens e dos ritos vazios que não salvam sem a escuta da sua palavra.
https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xvii-do-tempo-comum-6/

quinta-feira, 30 de julho de 2020

LADAINHA DE SÃO CAETANO

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Deus Cristo Santo, tende piedade de nós.
Santa Maria Rainha de todos os Santos, Rogai por nós
São Caetano de Tiene, Rogai por nós
Fundador dos Clérigos Regulares, Rogai por nós
Restaurador da forma de vida apostólica, Rogai por nós
Pai da Providência, Rogai por nós
Campeão da Misericórdia Cristã, Rogai por nós
Caçador de Almas, Rogai por nós
Evangelista da Divina Providência, Rogai por nós
Lírio de Pureza, Rogai por nós
Anjo de Paz, Rogai por nós
Martelo dos hereges, Rogai por nós
Coluna da Igreja, Rogai por nós
Servo fiel e prudente, Rogai por nós
Prelado exemplaríssimo, Rogai por nós
Sacerdote fiel segundo o coração de Deus, Rogai por nós
Mártir da Caridade Divina, Rogai por nós
Portento de humildade, Rogai por nós
Firme como o Monte Sião confiando em Deus, Rogai por nós
Fervoroso Serafim da Divina Eucaristia, Rogai por nós
Promovedor egrégio da Comunhão frequente, Rogai por nós
Debelador dos costumes torpes, Rogai por nós
Esforçado paladino do Reino de Deus, Rogai por nós
Varão bendito que confiastes cegamente no Senhor, Rogai por nós
Varão misericordioso cuja piedade nunca faltou, Rogai por nós
Varão amado de Deus e dos homens, Rogai por nós
Pai dos pobres, Rogai por nós
Protector dos aflitos, Rogai por nós
Providência dos necessitados, Rogai por nós
Esperança dos desvalidos, Rogai por nós
Consolo dos desgraçados, Rogai por nós
Patrono de todos os atribulados, Rogai por nós
Advogado Celestial de todos que vos invocam, Rogai por nós
Insígne Taumaturgo em favor da humanidade sofredora, Rogai por nós!

ANTÍFONA
Salvador do mundo, salvai-nos!
 E a devota memória da gloriosa Virgem Maria, tua Mãe,
do nosso ínclito Protector São Caetano e de todos os Santos,
eleve até à Pátria celestial nossos louvores e nossas preces.
Assim Seja.

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PREPARANDO A FESTA DE SÃO CAETANO

NOVENA DE SÃO CAETANO
Pai da Providência - Fundador da Ordem dos Padres Teatinos

1º Dia
A vida, a exemplo Caetano de Thiene, leva-nos a perceber que realmente a missão do Cristão é ser sal e luz neste mundo. O sal que dá o gosto da solidariedade e a luz do testemunho da vida compromissada com o Reino de Deus.
Caetano de Thiene, nasceu em outubro de 1480, na Itália. Quando nasceu, sua mãe, Maria do Porto ofertou-o a Nossa Senhora, Mãe de Deus, desabrochando em Caetano desde pequeno, a devoção Mariana. Devemos perceber o papel fundamental de sua mãe que o educou na fé cristã mostrando a importância dos pais na educação dos filhos. Caetano era o terceiro filho da família, seus irmãos eram Alexandre e João Batista.

Quando jovem, foi morar em Roma para realizar seus estudos académicos; formou-se em Direito Canónico e Direito Civil e a convite do Papa Julio II, passou a exercer a função de protonotário apostólico, ou seja, passou a escrever as cartas e documentos do Papa.

Caetano busca uma nova maneira de ser Igreja, fundando a Ordem dos Clérigos Regulares – os Teatinos para serem padres religiosos que vivessem como os cristãos das primeiras comunidades. Valorizou muito a Palavra de Deus, principalmente o Evangelho, que deveria ser posto em prática para que assim pudéssemos alcançar o ideal cristão.
Preocupou-se muito com a participação dos leigos da Igreja. Fundou do Oratório do Amor Divino em várias cidades, incentivou a caridade com os doentes incuráveis, as crianças carentes, as prostitutas arrependidas...Sabemos que a aquisição de bens necessários para viver torna ansiedade contínua e pesada, caso não for precedida pela busca da Justiça e do Reino de Deus, ou seja, a promoção de relações de partilha e fraternidade; salvar vidas. O bem necessário para a sobrevivência virá junto com a justiça, pois está mais do que óbvio que todo acumulo é injusto e desnecessário. O que sobra para uma minoria, falta para a maioria. O Reino é doação, amor, partilha...

Reflexão:
Tenho sido o sal que dá gosto e a luz que ilumina a vida das pessoas?
Preocupo-me tanto com os bens materiais e esqueço-me que o bem necessário ao verdadeiro Cristão é devolver a dignidade, a esperança às pessoas, enfim SALVAR VIDAS?

Após a reflexão rezar:
1 Pai Nosso, 3 Ave-Maria, Ladainha e a Oração de São Caetano.

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Fonte: Internet

quarta-feira, 29 de julho de 2020

FESTAS EM HONRA DO BOM JESUS DO MONTE E SÃO CAETANO

Dias 2 e 3 de Agosto de 2020
Celebração da Eucaristia 

Domingo, dia 02 (*)
11h00, Eucaristia Solene, Campal (na Sede dos Escuteiros)
(*) não há Eucaristia às 11h00 em S. Martinho, nem às 09h30, na Igreja paroquial.

Segunda-feira, dia 03 
11h00, Eucaristia Solene, na Capela de São Caetano.

#ORAÇÃO

Os homens e as mulheres que rezam sabem que a esperança é mais forte que o desânimo. Eles acreditam que o amor é mais poderoso do que a morte e que certamente triunfará um dia, mesmo se em tempos e maneiras que não conhecemos.

Papa Francisco

DIA DE SANTA MARTA

EVANGELHO Jo 11, 19-27

Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas eu sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Ele To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».
(...)
rezar a palavra
Senhor, eu creio que tu és a ressurreição e a vida. Creio que na minha morte me encontro com a vida que vem de ti. Creio que nada pode separar-me do teu amor que é vida eterna. Creio que ainda que esteja morto hei de viver porque para ti todos os seres vivem. Tu és Deus de vivos e não de mortos. Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé para que não me entristeça como os pagãos, mas permaneça na esperança de que o Pai está em mim, para me ressuscitar, no mesmo poder com que esteve na tua ressurreição.

compromisso
O meu olhar, hoje, não será um olhar de tristeza, mas de esperança.

terça-feira, 28 de julho de 2020

PLENÁRIO ALARGADO DO CONSELHO PAROQUIAL - Capela de São Martinho

Lembramos que é hoje, terça-feira, 28 de Julho, às 21h30.
O local do Plenário, ao contrário do que tinha sido publicado, não será no Centro Paroquial mas sim na CAPELA DE SÃO MARTINHO.

TERÇA-FEIRA DA SEMANA XVII DO TEMPO COMUM

Evangelho Mt 13, 36-43
Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».
(...)
meditar a palavra
A parábola dirige-se a cada um de nós e às nossas comunidades. Somos os filhos do reino e em nós foi semeada a boa semente. Chamados a crescer e a dar fruto, sentimos que em nós e à nossa volta alguém semeia o joio. Esta semente do mal, da inveja, da discórdia, da desunião… é obra do maligno. Os filhos do reino não estão isentos deste perigo. Chamados a ser trigo, podemos permitir, num momento de fragilidade que o joio cresça mais e tenha mais força que o trigo. Compete-nos lutar, mas não nos pertence a última decisão. O dono do campo, aquele que semeou a boa semente, é o juiz.

rezar a palavra
“Os que praticam a iniquidade”. Senhor, a decisão é desfavorável a estes que praticam a iniquidade. A semente do maligno está bem definida, é a iniquidade. Com esta palavra me alertas, porque sendo filho do reino pelo batismo, posso tornar-me filho do maligno pela iniquidade. Faz-me ouvir a tua voz, senhor, para que brilhe como o sol no reino de teu Pai.

compromisso
Quero estar atento aos sinais do maligno na minha vida.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

PLENÁRIO ALARGADO DO CONSELHO PAROQUIAL

Terça-feira, 28 de Julho, às 21h30, 
no Centro Paroquial.

VAI, VENDE, DÁ, VEM E SEGUE-ME!

Estas linhas leves e ledas
Com que Jesus se expõe em parábolas
São como asas
Que guardam o segredo mais inteiro de Jesus,
O seu tesouro mais profundo,
A pérola preciosa,
Preciosa e firme,
Porque leve e suave como uma almofada,
Onde Jesus pode reclinar tranquilamente a cabeça,
E tranquilamente conduzir,
Dormindo mansamente à popa,
A nossa barca no meio do mar encapelado
Desta pandemia.

Nos lábios de Jesus,
Chama-se «Pai» este lugar seguro e manso,
Doce e aprazível,
Que acolhe os pequeninos,
Os senta sobre os seus joelhos,
Lhes conta a sua história mais bela,
E lhes afaga o rosto com ternura.

Sim,
Como diz Santo Agostinho,
«O peso de Cristo é tão leve, que levanta,
Como o peso das asas para os passarinhos».

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

1Rs 3,5.7-12
Sl 118(119)
Rm 8,28-30
Mt 13,44-46

Quem Vive na Sabedoria Sabe Onde Se Encontra O Seu Tesouro

O fio condutor que a liturgia deste domingo nos propõe para a nossa meditação é a sabedoria do coração. Na Primeira Leitura, Salomão, protótipo do rei ideal da Antiga Aliança, pede ao Senhor no seu coração a sabedoria: “Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal”. Para Salomão, a sabedoria é o melhor presente que podemos receber de Deus. Por isso, não pede riqueza, nem muitos anos de vida, nem vitórias sobre os inimigos. Ele pede a Deus a sabedoria. Para Salomão, a sabedoria é o tesouro escondido e a pérola preciosa para a sua vida como rei.

Diante daquele pedido sensato e desinteressado do rei Salomão, Deus responde-lhe: “Vou satisfazer o teu pedido. Dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti”. Deus concede-lhe um coração dócil e sábio, que põe seu descanso na lei do Senhor, que ama seus mandamentos mais do que o ouro puríssimo e a prata, como reza o Salmo Responsorial: “Eu amo os vossos mandamentos, mais que o ouro, o ouro mais fino! Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos e detesto todo o caminho da mentira” (Sl 118).

Todas estas atitudes encontram a sua plenitude, precisamente, no coração do povo simples (Cf. Mt 11,25) que sabe descobrir o valor do Reino dos céus e está disposto a vender tudo quanto tem para o comprar, como mostra o Evangelho deste domingo. Este mistério de Deus, condensado na imagem do campo e da pérola, e cujo conteúdo essencial é Cristo, chega ao seu cumprimento uma vez que reproduzimos em nós mesmos a sua imagem, como lemos na Segunda Leitura.

O mundo apresenta-nos muitos valores que nos fazem deslumbrar: dinheiro, fama, poder e assim por diante. E muitos destes valores vão mudando conforme as modas. Mas a vida necessita de uma razão que coordene todas as nossas atividades, que as impulsione e as ilumine. Em suma, a vida necessita de um tesouro, mas muitas vezes este tesouro está escondido. E nós não podemos ficar sem a razão de viver. Melhor dizendo: não podemos viver sem sentido.

Na verdade o cristão não é qualquer pessoa que foi batizada. O cristão é a pessoa que encontrou um verdadeiro tesouro, a pessoa que encontrou Jesus Cristo, o seu Divino Salvador, que nos ama até ao fim (Jo 13,1) e que nos acompanha em cada momento (Mt 28,20). Basta seguir ou viver de acordo com os seus ensinamentos para poder chegar a uma vida em plenitude.

A Eucaristia é também um tesouro escondido. Tanto que passa despercebida, inclusive para nós que frequentamos a missa com assiduidade. Escondida entre as coisas mais triviais: o pão e o vinho. Aqui se esconde todo o insondável amor de Deus por nós. Só teremos a experiência deste Amor, se começarmos a demonstrar amor aos irmãos, em especial, aos mais débeis.

E nós já descobrimos esse tesouro? Desde que descobrimos a Cristo, o que mudou na nossa vida, no nosso modo de pensar e de falar, e no nosso relacionamento com os outros e com as coisas? Que renúncias nós temos que fazer ainda? “Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração” (Mt 6,21). Será que por algum bem material, ou por alguma posição social abandonamos Jesus Cristo, o nosso tesouro incalculável? Muitos são os esforços que fazemos para encontrar o que nos falta: trabalho, dinheiro, prazer, cultura e assim por diante. Hoje, podíamos perguntar se existe o mesmo esforço para encontrar a Verdade no sentido de uma verdadeira visão da vida. Sem dúvida que esta é uma das crises mais profundas da nossa cultura: tem-se de tudo, mas carece-se do essencial: uma visão geral do homem no cosmos que lhe permita situar-se como homem.

Pe. Carlos Correia

domingo, 26 de julho de 2020

PAPA ASSINALA DIA DOS AVÓS

O Papa assinalou hoje o Dia dos Avós, na memória litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus, pedindo atenção especial aos mais velhos, particularmente atingidos pela pandemia.

“Gostaria de convidar os jovens a fazer um gesto de ternura com os idosos, sobretudo os mais sós, nas casas e lares, os que há tantos tempos não vêm os seus entes queridos”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano, após a recitação da oração do ângelus.

“Caros jovens, cada um destes idosos é vosso avô, não os deixem sós. Usai a fantasia do amor- telefonemas, videochamadas, mensagens-, escutai-os e, onde for possível – no respeito pelas normas sanitárias –, visitai-os. Enviai-lhes um abraço, eles são as vossas raízes”, acrescentou.

Francisco sublinhou que uma árvore separada das raízes “não cresce, não floresce, não dá frutos”.

O Papa citou depois uma frase do escritor argentino Francisco Luis Bernárdez: “Tudo o que a árvore tem de florido, vem-lhe do que está enterrado”.

Após a intervenção, o pontífice convidou todos os que o acompanhavam, na Praça de São Pedro, a dedicar um aplauso aos avós.

Na sua reflexão dominical, Francisco falou de Jesus como o “tesouro” pelo qual vale a pena “arriscar tudo”, porque oferece “a alegria de descobrir um sentido para a vida”.

O Papa explicou que, na passagem do Evangelho lida hoje nas igrejas de todo o mundo, o Reino do Céu é comparado a duas realidades “preciosas” diferentes, um tesouro escondido no campo e uma pérola de grande valor.

“A reação de quem encontra a pérola ou o tesouro é praticamente a mesma: o homem e o comerciante vendem tudo para comprar o que mais interessa agora”, observou, “abandonando assim a segurança material”.

“É uma questão de abandonar o fardo pesado dos nossos valores mundanos que nos impedem de procurar e construir o Reino: o desejo de possuir, a sede de ganho e poder, o pensar apenas em nós mesmos”, disse ainda.

Francisco destacou que aqueles que encontraram este tesouro têm “um coração criativo e buscador, que não se repete, mas inventa”, indo ao encontro dos outros.

“Que a Virgem Santa nos ajude a buscar o tesouro do Reino dos Céus todos os dias, para que nas nossas palavras e gestos se manifeste o amor que Deus nos deu por Jesus”, concluiu.

S. JOAQUIM e S. ANA, pais de Nossa Senhora

DIA DOS AVÓS

“Os avós são mestres de uma arte esplêndida e rara: a arte de ser. Os avós sabem tornar um mero encontro quotidiano numa apetitosa celebração. Sabem olhar e olhar-nos sem pressas, vendo-nos esperançosamente mais adiante. Sabem dar valor às coisas de nada. Nunca consideram que quando se entretêm connosco estão a perder tempo, muito pelo contrário. Sabem que o amor dá-se bem com essa gratuita codivisão. Os avós são docemente silenciosos, mesmo se muito tagarelas. Os avós parecem distraídos, e isso é bom. Os avós caminham a nosso lado sem pressa. Têm tanto de distante como de próximo no arco do tempo. Têm uma sabedoria que se expressa por histórias calorosas e não por conceitos. Têm uma memória que nos parece inesgotável, cheia de aventuras, de bagatelas e de detalhes para divertir. Têm armários carregados de objetos (alguns incompreensíveis) que nos põem a sonhar. Apresentam-nos a gostos e a sabores que passamos a identificar com eles. Os avós já foram muitas vezes aos lugares onde nos levam pela primeira vez.

Chamam a atenção para coisas incalculáveis, como a forma de uma nuvem ou a cor diferente que ganham as folhas. Ensinam-nos com serenidade, colocando-se a nosso lado. Nunca acham despropositada a fantasia, nem os medos, nem o mimo. Têm o sentido das pequenas coisas e colos onde cabem as grandes. Eles não separam, como o resto das pessoas, aquilo que é útil do que é inútil. Fazem-nos sentir que é assim, que já passaram por isso e que existe uma solução que nos vão revelar, só a nós, como um grande segredo. Amparam os nossos desequilíbrios com o corrimão invisível e seguro do seu afeto, disponíveis degrau a degrau. Adivinham o que não dizemos sem se confundirem com a nossa confusão. Quando não estão connosco, pensam em nós, repetem aos amigos as frases que dissemos, disputam-nos, orgulham-se de coisas parvas, como o modo como sorrimos ou respiramos. Penso que se sentimos tão intensamente que os devemos salvar é porque percebemos, desde muito cedo, que somos salvos por eles”.

D. Tolentino de Mendonça