INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

DOMINGO VIII DO TEMPO COMUM - Ano C

SALMO RESPONSORIAL Salmo 91 (92), 2-3.13-14.15-16 (R.cf. 2a)
Refrão: É bom louvar-Vos Senhor.

É bom louvar o Senhor
e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo,
proclamar pela manhã a vossa bondade
e durante a noite a vossa fidelidade.
 
O justo florescerá como a palmeira,
crescerá como o cedro do Líbano:
plantado na casa do Senhor,
florescerá nos átrios do nosso Deus.
 
Mesmo na velhice dará o seu fruto,
cheio de seiva e de vigor,
para proclamar que o Senhor é justo:
n’Ele, que é o meu refúgio, não há iniquidade.

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)

Eclo 27,5-8
Sl 91(92)
1Cor 15,54-58
Lc 6,39-45

SOMOS CHAMADOS A RENOVAR O NOSSO INTERIOR

É preciso provar o fruto para saber se uma árvore é boa. As aparências, não raras vezes, enganam-nos. Quantas das nossas “boas ações”, motivadas por boas intenções, não nos provocaram amargos de boca? Quantas vezes não fomos cegos à nossa própria realidade no desejo de motivar outros a levar uma vida “exemplar”?

Na sabedoria do Antigo Testamento, o “fruto” é uma metáfora clássica para a ação humana: com os nossos gestos e feitos, revelamos a nossa interioridade. Como nos recorda o Evangelho de hoje, “a boca fala do que transborda do coração”. E isto não é sentimentalismo, pois para a cultura judaica de então, o coração não é o lugar do mero sentimento, mas o lugar da consciência, da decisão, da reflexão.

O coração é lugar de encontro entre o pensamento – que estaria na cabeça – e as entranhas, onde dominam os sentimentos. É aí que pensamentos e sentimentos devem ser ponderados, medidos, vistos à luz da vida de Cristo. E, uma vez postos à prova e considerados conformes à nossa fé, então sim devem levar-nos à ação.

Cristo é a lente através da qual vemos o mundo. E para evitar cegueiras e autoenganos, o Evangelho de hoje desafia-nos a assumir duas atitudes: ter uma visão espiritual sobre o que acontece e o que nos acontece, isto é, identificar a graça, o convite que Deus nos faz em cada situação; testar se, entre o que vai no nosso coração e o que é expresso pela nossa boca, há coerência, pois poderemos estar cegos aos nossos próprios limites, enquanto pretendemos ensinar outros a viver.

Não nos fiquemos por uma vida de fé que se resuma a uma moral de boas ações, imposta a outros ou autoimposta, tendo como único juiz as nossas próprias convicções. Ofereçamos os nossos pensamentos e sentimentos a Cristo, deixemos que Ele os peneire e os prove no seu amor. Examinemos o que entendemos como bom à luz da vida de Cristo e tenhamos uma vida que se alimenta da graça da presença de Deus em nós.

O mestre do outro nunca serão as nossas palavras, mas as nossas vidas. O nosso testemunho, com toda a fragilidade e vulnerabilidade de cada um dos nossos gestos, é o grande livro e a única palavra que podemos oferecer aos outros para que se convertam, se apaixonem e adiram a Cristo.

Pe. Carlos Correia 

QUARESMA 2022 - O TEMPO FAVORÁVEL DA ESCUTA

(...)
Inicia a Quaresma, esse tempo favorável de escuta: escuta atenta da Palavra de Deus que renova, escuta do amor misericordioso de Deus que salva e escuta dos irmãos de caminho que pedem o melhor de nós. São 40 dias favoráveis a um percurso espiritual com consequências concretas e visíveis nas práticas cristãs da oração, do jejum e da esmola.

Porém, esta Quaresma de 2022 é tempo duplamente favorável: decorre em pleno tempo de escuta sinodal na nossa diocese. É uma fase de preparação do Sínodo, rica e envolvente, em que tudo inicia na necessidade de uma escuta renovada de Deus e dos irmãos, que ilumine, incentive e dê esperança no futuro. Um tempo que apela à reciprocidade: escutar e ser escutado. É bom não o esquecer: o Sínodo é um capítulo da história da salvação que Deus opera na Igreja universal. Podemos sonhar juntos uma Igreja diversa: mais gerada que gerida, mais caminho que estacionamento, mais casa do Povo de Deus em saída que clube de praticantes. Escutar a todos faz bem à própria Igreja.

Servem-nos três símbolos expressivos para viver juntos a experiência sinodal em tempo de Quaresma: o deserto, o caminho e a cruz.

1. O deserto 

Neste tempo favorável, a Liturgia do 1º domingo da Quaresma propõe-nos o relato das tentações de Jesus no deserto, convidando a olhar o lugar de Deus na própria vida e a qualidade da missão que nos anima. À tentação dos bens, do poder ou de uma missão triunfal, a Palavra ressoa forte: “nem só de pão vive o homem” ou “só a Deus adorarás”! 
(...)
2. O Caminho 

Após as tentações no deserto, Jesus deu início à missão: anunciar o Evangelho do reino. Para tal, chamou um grupo com quem caminhar, começou a ensiná-los ao longo do caminho, mergulhou-os no mistério da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Um longo caminho, sem pressas e sem queimar etapas. Só perceberiam plenamente quando, após a ressurreição, receberam o Espírito Santo.
(...)

3. A cruz 

Este último símbolo é enriquecido com as imagens que nos chegam da peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude que percorrem as dioceses do país e chegarão até nós em outubro. Quando é transportada, precisa de um grupo que a carregue! Como se Cristo, o verdadeiro Senhor da cruz, fosse “esse grupo” de pessoas, unidas pelo ritmo conjunto da passada, jovens ou outros, que a levam com veneração. Ali, vimos sobretudo jovens centrados no Amor radical de que Jesus é modelo; jovens que mostram à Igreja a pressa do amor que une a todos numa única fraternidade; jovens que não querem ir à frente nem atrás dos mais velhos ou mais novos, de padres ou bispos, de leigos muito crentes ou homens descrentes, mas querem seguir juntos. São imagem da Igreja peregrina, não acomodada e envelhecida. Também podemos ir com eles, prontos a transportar a mesma cruz de Cristo nos sofrimentos próprios e nos da humanidade sofredora. Nela podemos descobrir a presença amorosa de Deus, sobretudo se, ao lado, alguém caminha e ajuda a carregá-la, qual mão amorosa, sinal da proximidade de Deus. 

“COM A UCRÂNIA NO CORAÇÃO”. PARÓQUIA DO PORTO PROMOVE AÇÃO DE SOLIDARIEDADE


A igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, promove no sábado uma ação de solidariedade para com o povo ucraniano.

A vigília está marcada para as 21h00 e vai contar também com a participação da comunidade Ortodoxa da Paróquia de São Pantaleão.

Numa nota enviada à Renascença, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que dinamiza esta vigília, recorda algumas palavras do Papa na sua Enciclica Fratelli Tutti, em que Francisco sublinha que a guerra “não é um fantasma do passado, mas tornou-se uma ameaça constante. O mundo encontra cada vez mais dificuldade no lento caminho da paz que empreendeu e que começava a dar frutos. Se queremos um autêntico desenvolvimento humano integral para todos, devemos prosseguir sem cansar no compromisso de evitar a guerra entre nações e povos”.

“Toda guerra deixa o mundo pior do que o encontrou. A guerra é um fracasso da política e da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota diante das forças do mal”, são outras palavras de Francisco que os promotores desta iniciativa utilizam para apelar à participação de todos.

O bispo auxiliar do Porto, D. Armando Esteves Domingues, vai participar na iniciativa que termina no jardim da Praça do Marquês.

Henrique Cunha - RR

domingo, 20 de fevereiro de 2022

INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Celebrou o Dia dos Pastorinhos na Eucaristia, cantando e rezando e no final oferecendo à assembleia uma oração aos Pastorinhos a pedir o fim da pandemia.
Oração
Santos Jacinta e Francisco, pequenos videntes de Fátima, por singular graça escolhidos por Maria Santíssima no seu Coração Imaculado para se tornarem grandes testemunhas da luz de Cristo, a vós recorremos hoje, neste momento de emergência sanitária, de dor e de prova.
Há cem anos, ó santas crianças, vós próprias fostes atingidas pela terrível epidemia de gripe espanhola, e carregastes com fé no vosso corpo os sinais e as dores do mal que enfrentastes com maravilhosa fé até à morte cristã.
A nossa Mãe Celeste tinha-vos anunciado a morte prematura, associando-a à paixão de Cristo pela salvação do mundo, e vós, na doença e na agonia, testemunhastes com a contínua oração a total adesão à divina vontade.
Hoje, um século depois, somos devastados por uma outra terrível epidemia, e dirigimo-nos a vós com confiança, para que, através do Coração Imaculado de Maria, que os vossos olhos viram já aqui na Terra, possais obter para nós a saúde da alma e do corpo, uma fé forte, e a capacidade de sermos solidários com quantos estão na doença e na provação.
Vós que, com sorriso gentil e mansidão de coração, acolhestes os tratamentos médicos, assisti e protegei todos os médicos e os agentes de saúde no seu desmedido esforço nesta luta contra a doença.
Protegei as nossas famílias, fazendo redescobrir a beleza da oração recitada em conjunto, e em particular o Santo Rosário, que vós apertastes entre as mãos até ao último respiro.
Convosco, pequenos pastorinhos, e com Maria Santíssima, nossa Mãe e Guardiã, com total confiança nos dirigimos a Jesus Cristo, nossa salvação, que na luz pascal vence o mal e a morte.
Ámen.