INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 29 de dezembro de 2018

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2019

«A BOA POLÍTICA
ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ»

1. «A paz esteja nesta casa!»

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós» (Lc 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A «casa», de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.

Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: «A paz esteja nesta casa!»

2. O desafio da boa política

A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy;[2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.

«Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, «tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade».[3]

Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.

3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz

O Papa Bento XVI recordava que «todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…) Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana».[4] Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.

A propósito, vale a pena recordar as «bem-aventuranças do político», propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.

Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.

Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.

Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.

Bem-aventurado o político que realiza a unidade.

Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.

Bem-aventurado o político que sabe escutar.

Bem-aventurado o político que não tem medo.[5]

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

4. Os vícios da política

A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da «razão de Estado», a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro

Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. «Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo».[6]

Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de «artesãos da paz» que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.

6. Não à guerra nem à estratégia do medo

Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça significa reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.

O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.

7. Um grande projeto de paz

Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: «Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos».[7]

Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:

- a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;

- a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado..., tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;

- a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.

A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A «misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (...), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre» (Lc 1, 50-55).

Vaticano, 8 de dezembro de 2018.

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Sagrada Família de Jesus, Maria e José – FESTA
SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1) 
Refrão: Ditosos os que temem o Senhor, 
ditosos os que seguem os seus caminhos.

Feliz de ti, que temes o Senhor 
e andas nos seus caminhos. 
Comerás do trabalho das tuas mãos, 
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda, 
no íntimo do teu lar; 
teus filhos serão como ramos de oliveira, 
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. 
De Sião te abençoe o Senhor: 
vejas a prosperidade de Jerusalém, 
todos os dias da tua vida.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

TEMPO DE NATAL

 
NATAL
Na Capela de S. Martinho
Eucaristia da Vigília, 24 de Dezembro.
 Na simplicidade, a beleza e a riqueza 
que o Deus Menino nos trouxe.
 Ajoelhamo-nos perante o Mistério,
que transforma o pão e o vinho
no Corpo e Sangue do Senhor.
Contemplamos o Presépio, 
que será sempre: 
"Lugar de Encontro para Todos".
É tempo de alegria, pois:
"O Verbo fez-se carne e habitou entre nós.
Da  sua plenitude todos nós recebemos."
 
 "Eis que é chegado o nosso Rei, o Santo,
O Salvador do mundo..."
 Adoramos e beijamos Menino, 
exultando com o seu nascimento.
"Alegrem-se os céus e a terra"
Cantemos com alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria."
Não há quadro de ternura que a este se igual, 
transmitido pelo Deus Menino a cada um de nós.
E que expressamos, louvando-O
e beijando-O com reverência.
 Que seja sempre Natal 
Feito de cânticos e poesia,
Beijando o Deus Menino
Com muito amor e alegria!
Continuação de 
BOAS FESTAS!

CONVITE A TODAS AS FAMÍLIAS

Domingo 30 de Dezembro celebra-se o dia da Sagrada Família.
TODAS as famílias estão convidadas para a missa na Capela S. Martinho, às 11h, em especial aqueles casais que celebraram 10, 25, 50, 60 anos de casado ao longo de 2018.
Um Santo Natal para todos.

Pastoral da Família VP

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

CONTEMPLAR O PRESÉPIO

(...)

Há dois mil anos Deus sonhou
E foi
Natal em Belém.
Sonha também.
Se o jumento corou
E o boi se ajoelhou,
Não deixes tu de orar também.
A notícia ecoou nos campos de Belém.
Com o celeste recital que ali se deu,
O céu ficou ao léu,
A terra emudeceu de espanto,
E os pastores dançaram tanto, tanto,
Que até os mansos animais entraram nesse canto.
Isaías 1,3 antecipou a cena,
E gravou com o fulgor da sua pena
O manso boi e o pacífico jumento
Comendo as flores de açucena 
da vara de José sentado ao lume,
E bafejando depois suavemente o Menino de perfume.
Enquanto os meigos animais vão comer à mão do dono,
O meu povo, diz Deus, não me conhece,
E perde-se nos buracos de ozono.

Vem, Menino!
E quando vieres para a tua doirada sementeira,
Que logo cresce e se faz messe (João 4,35),
Quando assobiares às boieiras,
Chama também por mim,
Diz bem alto o meu nome,
Vamos os dois para o campo e para a eira,
E enche-me de fome
De um amor como o teu,
Pequenino e enorme.

D. António Couto

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

SANTO NATAL

A Paróquia de São Pedro de Vilar do Paraíso deseja para si e toda a sua família um Santo Natal, hoje e cada dia do ano.

As nossas saudações
P. Jerónimo Nunes

ORAÇÃO PARA A NOITE DE NATAL

 
Senhor, que nunca me negaste nada,
Nada te peço para mim.
Peço-te apenas por cada irmão dorido,
Por cada pobre da minha amada terra.
Peço-te pelo seu pão e a sua jornada,
Pelas suas penas de pássaro vencido,
Pelo seu riso, o seu canto e o seu assobio,
Hoje que a casa ficou silenciosa.
Peço-te de joelhos, 
Uma migalha das tuas maravilhas,
Uma côdea de pão para as suas mãos,
Uma ilusão, apenas uma porta aberta;
Hoje que a mesa ficou deserta
E choram, na noite, os meus irmãos.
Que assim seja.

Cardeal Jorge Mario Bergoglio
Homilia no Natal de 2001

CELEBRAÇÕES EM TEMPO DE NATAL

Segunda-feira, 24 de Dezembro: 
Missa às 17h00, na capela de S. Martinho
Terça-feira, 25 de Dezembro, DIA DE NATAL
Missas: 
8h30 e 11.30h em S. Martinho; 
10h00, Igreja e São Caetano

(Dia de Natal e de Ano novo não haverá missa na Ilha)

O POVO QUE ANDAVA NAS TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

domingo, 23 de dezembro de 2018

4ª SEMANA DO ADVENTO: Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?

Senhor, Tu vens ao nosso encontro
e nós acendemos esta quarta vela.
Está próxima a noite da grande Luz!

Os nossos passos seguem o rasto luminoso 
da visita de Maria, Tua Mãe, à prima Isabel.
Ela, que recebeu o dom mais precioso, 
pôs-Se imediatamente a caminho 
para Te servir e Te levar aos outros.

Senhor, o exemplo luminoso de Maria,
Estrela da nossa esperança, 
nos guie e ilumine, nestes dias,
para levarmos a todos a luz do Teu amor,
e a todos contagiarmos a alegria de Cristo,
para que os nossos familiares e amigos 
possam encontrar-Te, Luz da Vida.
Ámen.