INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

DOMINGO V DO TEMPO COMUM

EUCARISTIA VESPERTINA
Transmissão online, hoje, às 1830, da Capela de S. Martinho.


Nota: estamos a tentar que a Eucaristia passe a ser transmitida também pelo nosso canal do YOUTUBE, ficando assim acessível a quem não tem facebook. Quando for viável partilharemos aqui no Blogue. 

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM- Ano B

SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)
Refrão: Sois para mim refúgio, sois para mim refúgio.
Vós me envolveis na alegria da salvação.

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.
Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai, vós todos os que sois rectos de coração.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2021

«Vamos subir a Jerusalém...» (Mt 20, 18).
Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade.

Jesus, ao anunciar aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição como cumprimento da vontade do Pai, desvenda-lhes o sentido profundo da sua missão e convida-os a associarem-se à mesma pela salvação do mundo.

Ao percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele que «Se rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 8). Neste tempo de conversão, renovamos a nossa fé, obtemos a «água viva» da esperança e recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo. Na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo.

O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6, 1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa.

1. A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs
(...)
A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe «fazer morada» em nós (cf. Jo 14, 23). Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação de informações – verdadeiras ou falsas – e produtos de consumo, a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14): o Filho de Deus Salvador.

2. A esperança como «água viva», que nos permite continuar o nosso caminho

A samaritana, a quem Jesus pedira de beber junto do poço, não entende quando Ele lhe diz que poderia oferecer-lhe uma «água viva» (cf. Jo 4, 10-12); e, naturalmente, a primeira coisa que lhe vem ao pensamento é a água material, ao passo que Jesus pensava no Espírito Santo, que Ele dará em abundância no Mistério Pascal e que infunde em nós a esperança que não desilude. Já quando preanuncia a sua paixão e morte, Jesus abre à esperança dizendo que «ressuscitará ao terceiro dia» (Mt 20, 19). Jesus fala-nos do futuro aberto de par em par pela misericórdia do Pai. Esperar com Ele e graças a Ele significa acreditar que, a última palavra na história, não a têm os nossos erros, as nossas violências e injustiças, nem o pecado que crucifica o Amor; significa obter do seu Coração aberto o perdão do Pai.
(...)
Na Quaresma, estejamos mais atentos a «dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam, desprezam» (FT, 223). Às vezes, para dar esperança, basta ser «uma pessoa amável, que deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença» (FT, 224).

3. A caridade, vivida seguindo as pegadas de Cristo na atenção e compaixão por cada pessoa, é a mais alta expressão da nossa fé e da nossa esperança
(...)
A caridade alegra-se ao ver o outro crescer; e de igual modo sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado, necessitado... A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos gerando o vínculo da partilha e da comunhão.
(...)
«Só com um olhar cujo horizonte esteja transformado pela caridade, levando-nos a perceber a dignidade do outro, é que os pobres são reconhecidos e apreciados na sua dignidade imensa, respeitados no seu estilo próprio e cultura e, por conseguinte, verdadeiramente integrados na sociedade» (FT, 187).
(...)
Que Maria, Mãe do Salvador, fiel aos pés da cruz e no coração da Igreja, nos ampare com a sua solícita presença, e a bênção do Ressuscitado nos acompanhe no caminho rumo à luz pascal.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

DIA MUNDIAL DO DOENTE

“Confiemos a Nossa Senhora da Saúde todos os que sofrem e todos os profissionais da saúde e cuidadores que os acompanham para que possam sentir o conforto da sua ternura e proteção materna, o alívio do sofrimento, e confiamo-nos todos ao seu Imaculado Coração para que com a sua poderosa intercessão ajude a aliviar a humanidade aflita por esta pandemia."

D. António Marto

DIA MUNDIAL DO DOENTE - Stream em direto de Santuário de Fátima

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai assinalar hoje de “forma especial” o Dia Mundial do Doente com uma Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelas 11h00, que vai ser presidida pelo Cardeal D. António Marto.

DIA MUNDIAL DO DOENTE

 A Igreja Católica celebra hoje o 29.º Dia Mundial do Doente, recordando as vítimas da pandemia e denunciando as “insuficiências dos sistemas de saúde”, perante o desafio da Covid-19.

“Penso de modo particular nas pessoas que sofrem em todo o mundo os efeitos da pandemia do coronavírus. A todos, especialmente aos mais pobres e marginalizados, expresso a minha proximidade espiritual, assegurando a solicitude e o afeto da Igreja”, escreve Francisco, na sua mensagem para esta jornada anual.

O texto destaca que cada doente tem “um rosto”, evocando as pessoas que “se sentem ignoradas, excluídas, vítimas de injustiças sociais que lhes negam direitos essenciais”.

“A atual pandemia pôs em evidência muitas insuficiências dos sistemas de saúde e carências na assistência às pessoas doentes”, adverte.

O Papa lamenta que “nem sempre seja garantido o acesso aos cuidados médicos” aos idosos, aos mais frágeis e vulneráveis.
(...)
Uma sociedade é tanto mais humana quanto melhor souber cuidar dos seus membros frágeis e atribulados e o fizer com uma eficiência animada por amor fraterno. Tendamos para esta meta, procurando que ninguém fique sozinho, nem se sinta excluído e abandonado”.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

CARTA AOS DOENTES E AOS QUE CUIDAM DELES

 Irmã e irmão doente,
um dos pontos de honra da Igreja é reconhecer a todos uma igual dignidade. Para nós, não há importantes e descartáveis, valiosos a promover e desprezíveis a rejeitar, como faz uma certa cultura e determinados setores que a adotam. E se reconhecemos essa igual importância, dedicamos especial esforço a «promover» aqueles a quem as circunstâncias da vida colocaram em situação de maior fragilidade.

Por isto, para além de tudo o que os nossos organismos fazem pelos mais débeis, a Igreja criou uma data que vos é especificamente dirigida: o Dia Mundial do Doente, celebrado a 11 de fevereiro. Não é só para vos «lembrar», pois temo-vos presentes na nossa mente todos os dias do ano. Criamos o «Dia» para recordar que a doença faz parte da nossa natureza biológica, que todos somos reais ou potenciais doentes, que as pessoas se humanizam quando fazem suas as dores dos outros, que a condição humana é a de cuidar, enfim, que a cura acontece com muito saber humano e recurso a muitas técnicas, mas com não menor dedicação, empatia e carinho.

Por isso, com esta jornada, pensamos em vós e em todos. A vós, desejamos pronta recuperação, muito ânimo e muita esperança, conforto e acompanhamento solícito por parte daqueles que fazem parte do vosso leque de relações, especialmente a família direta. E se sois crentes, que tomeis consciência de que é com sacrifício que acontecem as grandes realizações humanas, que ofereçais as vossas dores como direta participação na obra redentora de Cristo, que façais oração a partir do sofrimento.

À sociedade, em geral, e aos que trabalham no setor da saúde, em particular, queremos agradecer a solicitude e o muito que já realizou para minimizar a dor e fomentar o que se convencionou chamar “qualidade de vida”. Contudo, também pedimos que não se desista de conseguir mais. Mais em tudo: nos recursos humanos e materiais, no aperfeiçoamento do sistema, no investimento prioritário, etc. Mas, fundamentalmente, na humanização, na ternura, na consciência global de que a saúde é o estado de bem-estar completo, no qual não podem estar ausentes as dimensões relacionais, afetivas, éticas, espirituais e religiosas.

Enfim, que todos se convençam que jamais haverá efetiva “qualidade de vida” sem a crença e a promoção de uma real “santidade de vida”. Só assumindo esta se encontra motivação para fazer o que houver a fazer pela outra. E, infelizmente, não são muitos os que descobrem isto, como se confirmou há poucos dias.

Rezo por vós e invoco de Deus a sua bênção sanante. Rezai também por mim.

Vosso bispo e irmão,

+ Manuel, Bispo do Porto

CATEQUESE EM CASA

Lembrando que amanhã se celebra o DIA DO DOENTE, aqui fica a proposta da Infância Missionária para trabalhar em casa. 💗

QUARTA-FEIRA DA SEMANA V

Evangelho Mc 7, 14-23
Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: «O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho,  insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».
(...)
Rezar a Palavra 
Meu Deus, não posso deixar de pensar nas tuas palavras: “imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez”. Como estas coisas se acumulam dentro de mim. Insensato, deixo que toda a espécie de mal se instale em mim e nem percebo como isso me destrói e destrói os que me rodeiam. Purifica o meu coração e o meu olhar com a tua palavra, Senhor, para que não ame senão o que tu amas e não deseje senão amar-te a ti puro amor.

https://www.liturgia.pt/liturgiadiaria/dia.php?data=2021-2-10

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

CATEQUISTAS EM ENCONTRO, FORMAÇÃO E PARTILHA

Assim aconteceu numa noite de finais de janeiro, em que os catequistas se encontraram de novo através da plataforma Zoom, tendo começado o encontro com a saudação do Gil e o desejo de que nesta noite fosse possível "derreter" com o calor do coração os "glaciares" que nos atormentam de um mundo cheio de medo, incerteza e doença, olhando esta provação como tempo de aprendizagem e renovação. 
Aqui com sete bons momentos preparados pelo Secretariado da Catequese. 
Primeiro momento: "O principezinho foi à televisão"
O Tomás, um "Principezinho" com "asas nos pés", que num programa de TV, com a ternura e pureza do seu coração nos ensinou como cantar, dançar, valorizar a família e seguir os sonhos são a melhor forma de vencer a tristeza e a solidão. 
Sem dúvida que muito temos a aprender com este pequeno "Principezinho".
Segundo momento: Oração. 
Rezando em comunhão com o Santuário de Fátima e acompanhando a recitação do terço. Maria devolve-nos a esperança e, como Mãe, a sua companhia é fundamental para continuar a caminhada, e muito mais nestes tempos de desalento em que tanto precisamos de nos acolher sob o seu manto de luz e proteção.
Terceiro momento: Formação. 
De crucial importância para os catequistas e desta vez com uma pequena abordagem a alguns pontos do novo Diretório para a Catequese, aprovado em 2020. 
Todos os catequistas devem tomar conhecimento do presente Diretório que "reitera a importância de a catequese acompanhar o amadurecimento de uma mentalidade de fé numa dinâmica de transformação, que é afinal espiritual. Esta é uma forma original e necessária da inculturação da fé.” 
Quarto momento: Partilha. 
Catequistas convidados a partilhar a nível pessoal o que lhes ia na alma e no coração provocado por esta pandemia, foi de certa forma momento de catarse porque revelou a angustia e tristeza profunda que todos sentem, na dor dos dias de solidão provocada pela ausência da família; quer sejam avós, netos, pais ou amigos. Não escutar as vozes ali “ao lado”, não sentir o toque, o carinho, os abraços, beijos, não ter convívios… é algo que custa a enfrentar e faz doer a alma e o coração. 
O desejo maior é que tudo passe e se possa voltar ao normal. Que "normal" será não sabemos... mas que possa acontecer em presença. E, quando assim for, haverá a primeira missa com a catequese, festa grande de alegria, encontro e ninguém vai reclamar do barulho!
Quinto momento: Poesia.  
Porque a “poesia é a linguagem de Deus”, assim o diz D. Tolentino de Mendonça,  e o belo poema de Eugénio de Andrade "é urgente o amor" é exemplo disso. Cada vez mais a catequese precisa de ser um espaço de diálogo com a cultura e onde a PALAVRA se reza e medita como o belo poema que é e todos devem escutar, entender e pôr em pratica.  
Sexto momento: Não perder o foco. 
E o foco é não perder o essencial da Palavra de Deus! A escolha da imagem - que todos conhecemos - é assertiva pois olha-nos como se dissesse: -"Eu sei o que sofres. Já passei por ai... Mas eu estou sempre contigo." E, na verdade, sejam quais forem as vicissitudes, com Ele a missão dos catequistas vai prosseguir usando para isso todos os meios que hoje a inteligência humana põe ao dispor de todos. 
É, pois, um tempo novo de evangelização que é preciso aproveitar com responsabilidade e sem medo!
Sétimo momento: "Há Pressa no Ar”
Escutar música, outra parte importante na catequese, aqui com o hino da Jornada Mundial da Juventude, inspirado no tema da JMJ Lisboa 2023 [«Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc1,39)] e desenvolve-se em torno do ‘sim’ de Maria e da sua pressa para ir ao encontro da prima Isabel.
Inspirados pelo "sim" de Maria saibam os catequistas levantar-se e pôr-se a caminho nesta "aventura" que é fazer catequese em tempo de pandemia, com a certeza de que "Jesus vive e não nos deixa sós: Não mais deixaremos de amar." 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA V DO TEMPO COMUM

 Evangelho Mc 6, 53-56

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos fizeram a travessia do lago e vieram para terra em Genesaré, onde aportaram. Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram logo Jesus; então percorreram toda aquela região e começaram a trazer os doentes nos catres, para onde ouviam dizer que Ele estava. Nas aldeias, cidades ou casais onde Jesus entrasse, colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-Lhe ao menos na orla do manto. E todos os que O tocavam ficavam curados.
(...)
rezar a palavra
Deixa-me tocar-te Senhor. Deixa que as minhas mãos toquem a orla do teu manto. A tua força vai mais longe do que tu e pode chegar a mim como cura libertadora das minhas impossibilidades. A tua força pode fazer com que caminhe por mim mesmo ao teu lado. A força libertadora que ofereces pode tornar-se em mim capacidade para viver com dignidade na tua presença. Deixa-me tocar-te para que tudo em mim se transforme em vida.

compromisso
Vou visitar alguém que está doente e falar-lhe de Jesus.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

FALTA DO LUTO PODE CRIAR "FERIDAS PROFUNDAS"

Falta do luto após a morte de um ente querido pode criar "feridas profundas"

A pandemia da COVID19 chegou ao país há cerca de um ano e, desde aí, vários foram os costumes que mudaram. Deixaram de se fazer encontros e confraternizações de família e amigos, o uso de máscara passou a ser uma obrigação e várias tradições foram alteradas. Num mundo pré-pandémico, era habitual velar-se um ente querido aquando o seu falecimento. Contudo, nos últimos tempos, a realidade é muito diferente e o luto, muitas vezes, não tem sido feito da forma correta.

Paulo Teixeira é capelão no Hospital de São João, no Porto. Em entrevista ao Jornal A VERDADE, afirmou que a falta do luto “cria feridas profundas", podendo, inclusive, deixar “traumas e dúvidas. Há até quem se sinta culpado e quem não consiga aceitar ou reconstruir a sua vida a partir das suas emoções”.

O sacerdote, natural de Marco de Canaveses, disse ser “uma dor muito grande” o facto de não poder ser feita a habitual cerimónia e a habitual despedida do ente querido. “As pessoas não se podem despedir, quase que não acreditam que aconteceu. O facto de não ser possível acompanhar todo o processo, de forma presencial, como era hábito, de não ver o ente querido na urna e de não se fazer as habituais exéquias deixa marcas profundas nas pessoas”, considera.

De acordo com o capelão, todo o processo do luto traz consigo “medo, tristeza e insegurança. É normal acontecerem alterações psicossomáticas, mesmo a dor de cabeça, o mau estar físico, a falta de energia, é comum. E, nesta fase, isso não está a acontecer, deixando traumas mal feitos”.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O XXIX DIA MUNDIAL DO DOENTE

«Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (Mt 23, 8). A relação de confiança, na base do cuidado dos doentes

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração do XXIX Dia Mundial do Doente que tem lugar a 11 de fevereiro de 2021, memória de Nossa Senhora de Lurdes, é momento propício para prestar uma atenção especial às pessoas doentes e a quantos as assistem quer nos centros sanitários quer no seio das famílias e comunidades. Penso de modo particular nas pessoas que sofrem em todo o mundo os efeitos da pandemia do coronavírus. A todos, especialmente aos mais pobres e marginalizados, expresso a minha proximidade espiritual, assegurando a solicitude e o afeto da Igreja.

1. O tema deste Dia inspira-se no trecho evangélico em que Jesus critica a hipocrisia de quantos dizem mas não fazem (cf. Mt 23, 1-12). Quando a fé fica reduzida a exercícios verbais estéreis, sem se envolver na história e nas necessidades do outro, então falha a coerência entre o credo professado e a vida real. O risco é grave; Jesus, para acautelar do perigo de derrapagem na idolatria de si mesmo, usa expressões fortes e afirma: «Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (23, 8).

Esta crítica feita por Jesus àqueles que «dizem e não fazem» (23, 3) é sempre salutar para todos, pois ninguém está imune do mal da hipocrisia, um mal muito grave, cujo efeito é impedir-nos de desabrochar como filhos do único Pai, chamados a viver uma fraternidade universal.

Como reação à necessidade em que versa o irmão e a irmã, Jesus apresenta um modelo de comportamento totalmente oposto à hipocrisia: propõe deter-se, escutar, estabelecer uma relação direta e pessoal, sentir empatia e enternecimento, deixar-se comover pelo seu sofrimento até lhe valer e servir (cf. Lc 10, 30-35).

2. A experiência da doença faz-nos sentir a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, a necessidade natural do outro. Torna ainda mais nítida a nossa condição de criaturas, experimentando de maneira evidente a nossa dependência de Deus. De facto, quando estamos doentes, a incerteza, o temor e, por vezes, o pavor impregnam a mente e o coração; encontramo-nos numa situação de impotência, porque a saúde não depende das nossas capacidades nem do nosso afã (cf. Mt 6, 27).

A doença obriga a questionar-se sobre o sentido da vida; uma pergunta que, na fé, se dirige a Deus. Nela, procura-se um significado novo e uma direção nova para a existência e, por vezes, pode não encontrar imediatamente uma resposta. Os próprios amigos e familiares nem sempre são capazes de nos ajudar nesta busca afanosa.

Emblemática a este respeito é a figura bíblica de Job. A esposa e os amigos não conseguem acompanhá-lo na sua desventura; antes, acusam-no aumentando nele solidão e desorientamento. Job cai num estado de abandono e confusão. Mas é precisamente através desta fragilidade extrema, rejeitando toda a hipocrisia e escolhendo o caminho da sinceridade para com Deus e os outros, que faz chegar o seu grito instante a Deus, que acaba por responder abrindo-lhe um novo horizonte: confirma que o seu sofrimento não é uma punição nem um castigo, tal como não é distanciamento de Deus nem sinal de indiferença d’Ele. E assim, do coração ferido e recuperado de Job, brota aquela vibrante e comovente declaração ao Senhor: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora veem-Te os meus próprios olhos» (Job 42, 5).
(...)
Todas as pessoas doentes, os agentes da saúde e quantos se prodigalizam junto dos que sofrem, confio-os a Maria, Mãe de Misericórdia e Saúde dos Enfermos. Que Ela, da Gruta de Lurdes e dos seus inumeráveis santuários espalhados por todo o mundo, sustente a nossa fé e a nossa esperança e nos ajude a cuidar uns dos outros com amor fraterno. A todos e cada um concedo, de coração, a minha bênção.

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/papa-francesco_20201220_giornata-malato.html

A IGREJA QUE NOS CONGREGA REINVENTA-SE

A Igreja é viva, dinâmica e reinventa-se continuando a celebrar a EUCARISTIA, reunindo o povo em assembleia a partir de casa. 
A mesma fé, um só coração e a beleza da oração que o Senhor nos ensinou rezada com o mesmo o fervor. Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 

Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.  Salmo 106, 8-9
Em comunhão espiritual todos recebem o corpo de Cristo: Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”.
Que todos, em comunhão com a Igreja, continuemos a celebrar, a orar e a cantar por toda as gerações: Cantai comigo, / Povos da terra / E Anjos do Céu  / Glória ao Senhor, Aleluia!