CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!
Mostrar mensagens com a etiqueta Capelão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Capelão. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

PADRE PAULO TEIXEIRA

O capelão do São João, no Porto, encontra a maior parte do seu trabalho ao circular pelo hospital visivelmente identificado como sacerdote católico, considerando que esta é uma paróquia “sui generis e enormíssima”.

“No Hospital de São João nunca entrei, saí ou permaneci sem o meu cabeção e ele arranja-me 90% do trabalho”.

O sacerdote realça que “não há ninguém que fique indiferente àquele ‘pedacinho de plástico’, que não serve para nada, mas que é sinal de alguma coisa, de uma realidade maior”.

Numa entrevista a respeito do Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro), este ano subordinado ao tema ‘«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36). Estar ao lado de quem sofre num caminho de amor’, o padre Paulo Teixeira sublinha que a mensagem do Papa Francisco aponta ao Jubileu da Misericórdia (2015/2016), apresentando um “coração que se debruça sobre a miséria do outro”.

O sacerdote considera que a Pastoral da Saúde deu “muitos passos nos últimos 30 anos”, mas o Papa Francisco alerta, “e muito bem”, que “falta fazer ainda muito mais”.

Para o padre Paulo Teixeira, o Hospital de São João, situado na cidade do Porto, “é uma paróquia sui generis e enormíssima”, com 1200 camas de internamento de adultos e mais 100 de pediatria, camas das urgências, 8 mil funcionários, 16 quilómetros de corredores e 3500 consultas externas diárias.

A assistência espiritual e religiosa na instituição tem “um volume de trabalho intenso” e “uma procura muito grande, tanto dos doentes e famílias mas também dos profissionais”, acrescentou.

Nesta paróquia “diferente”, o conceito de fragilidade está “bem visível”, mas nas outras paróquias a “fragilidade também existe, apesar de menos vista porque os párocos não têm tempo”, disse o capelão.

O padre Paulo Teixeira destacou que, no espaço hospitalar, o humanismo deve reinar, admitindo que, com a situação pandémica, o lado afetivo ficou mais distante.

“No Hospital de São João, houve sempre essa sensibilidade para permitir que as famílias se aproximassem dos seus doentes”, realçou.

O capelão, que procura “ler os olhos das pessoas”, recorda os  profissionais de saúde que viu “de rastos, mas que trabalhavam todos os dias”, no período “mais crítico” da pandemia.

LFS/OC

https://agencia.ecclesia.pt/portal/porto-capelao-do-sao-joao-encontra-90-do-trabalho-por-conta-do-cabecao/

domingo, 7 de fevereiro de 2021

FALTA DO LUTO PODE CRIAR "FERIDAS PROFUNDAS"

Falta do luto após a morte de um ente querido pode criar "feridas profundas"

A pandemia da COVID19 chegou ao país há cerca de um ano e, desde aí, vários foram os costumes que mudaram. Deixaram de se fazer encontros e confraternizações de família e amigos, o uso de máscara passou a ser uma obrigação e várias tradições foram alteradas. Num mundo pré-pandémico, era habitual velar-se um ente querido aquando o seu falecimento. Contudo, nos últimos tempos, a realidade é muito diferente e o luto, muitas vezes, não tem sido feito da forma correta.

Paulo Teixeira é capelão no Hospital de São João, no Porto. Em entrevista ao Jornal A VERDADE, afirmou que a falta do luto “cria feridas profundas", podendo, inclusive, deixar “traumas e dúvidas. Há até quem se sinta culpado e quem não consiga aceitar ou reconstruir a sua vida a partir das suas emoções”.

O sacerdote, natural de Marco de Canaveses, disse ser “uma dor muito grande” o facto de não poder ser feita a habitual cerimónia e a habitual despedida do ente querido. “As pessoas não se podem despedir, quase que não acreditam que aconteceu. O facto de não ser possível acompanhar todo o processo, de forma presencial, como era hábito, de não ver o ente querido na urna e de não se fazer as habituais exéquias deixa marcas profundas nas pessoas”, considera.

De acordo com o capelão, todo o processo do luto traz consigo “medo, tristeza e insegurança. É normal acontecerem alterações psicossomáticas, mesmo a dor de cabeça, o mau estar físico, a falta de energia, é comum. E, nesta fase, isso não está a acontecer, deixando traumas mal feitos”.

sábado, 21 de novembro de 2020

ANJOS DE DEUS EM TEMPO DE PANDEMIA

São todos os que estão na "linha da frente" e onde se inclui o nosso muito querido amigo Pe. Paulo Teixeira, Capelão do Hospital de São João, onde se entrega de alma e coração à missão de espiritualmente levar com a sua presença o conforto e o carinho de uma palavra  aos que mais sofrem. 
Nobre e arriscada missão nestes tempo que não são fáceis mas em que as obras de misericórdia, que neste domingo escutaremos no Evangelho, são assim postas em prática: " estive doente e viestes visitar-Me;"... e pode assim testemunhar o que afirma: "vejo milagres todos os dias".

Que Deus o proteja o Rev. Paulo Paulo Teixeira.  💗