quinta-feira, 1 de março de 2012
DA QUARESMA À PÁSCOA
Multiplicar a generosidade e a solidariedade
Se queremos ser nómadas de Deus, se queremos viver Dele, temos de criar uma liberdade muito grande face às coisas. A verdade é que elas nos ...aprisionam.
O que possuímos rapidamente nos possui a nós. Para o cristão um estilo de vida frugal testemunha melhor do que mil palavras a Fé em Deus. Estamos mergulhados num tempo em que tudo nos empurra para a competição... onde o desnecessário é-nos impingido pela publicidade como absolutamente necessário à nossa felicidade.
O Evangelho ensina-nos não a amontoar, mas a multiplicar. Jesus revela-nos as possibilidades de vida que um único pão esconde. Com um só pão podemos fazer muita coisa, se aprendermos a arte de multiplicar a vida. Multiplicar a generosidade, a solidariedade, a ternura, a capacidade de sofrer com os outros e de se pôr no seu lugar...
Alimentamo-nos uns dos outros. Somos uns para os outros, na escuta e na palavra, no silêncio e no riso, no dom e no afecto, um alimento necessário, pois é de vida (e de vida partilhada) que as nossas vidas se alimentam.
P. José Tolentino Mendonça
http://www.snpcultura.org/
sábado, 25 de fevereiro de 2012
DOMINGO I DA QUARESMA - Ano B
EVANGELHO Mc 1, 12-15
«Era tentado por Satanás e os Anjos serviam-n’O»
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Mt 4, 4b
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
EUCARISTIA COM A CATEQUESE - Organização do 5º e 7º anos de catequese
ORAÇÃO
SOBRE AS OBLATAS
Fazei que a nossa vida, Senhor,
corresponda à oferta das nossas mãos,
com a qual damos início à celebração
do tempo santo da Quaresma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
QUARTA- FEIRA DE CINZAS - REFLEXÃO
Corremos o risco de quedar-nos em quarta - feira de cinzas se não aprofundarmos o sentido do tempo que ela inicia! – A QUARESMA.
É a porta de entrada no tempo favorável à mudança de cada um de nós!
Terminado o Carnaval – tempo de incontida folia e exibida alegria – começou o tempo da alegria interior! O tempo dos silêncios! O tempo da sobriedade! O tempo da essência! O Tempo de refletir! O Tempo de ouvir! O Tempo de olhar para dentro de nós…
A alegria interior advém-nos de já conhecermos que Jesus ressuscitou e quis ficar entre nós! Não somos órfãos. O Pai cumpriu a Palavra! Tudo passará, menos a Sua Palavra! E o Seu Amor não tem medida.
E porque somos homens e mulheres perguntadores e não entendemos bem, o Pai assumiu a nossa condição para nos ensinar como se FAZ, porque se deve FAZER e o que é possível FAZER!
Este é o TEMPO!
Dou por mim a pensar: Como é bom ter sempre mais uma oportunidade! Oportunidade de começar ou de recomeçar. Oportunidade de FAZER ou de FAZER diferente.
Perante o vendaval da perda e da dor, encontradas nas encruzilhadas da vida, desmoronam-se todas as construções das nossas vivências e tomamos plena consciência do POUCO que somos.
Mas, quantas lutas seriam abandonadas, quantas palavras ficariam por dizer, quantos olhares seriam evitados, quantas mãos seriam estendidas, se pelo menos um dia em cada ano, sem ser movidos pelo impacto de qualquer acontecimento que nos surpreende, refletíssemos na nossa vulnerabilidade!
Este é o TEMPO!
Para tomar consciência da nossa fragilidade, simbolizada no pó da cinza que nos é imposta na cabeça em quarta-feira de cinzas, temos quarenta dias para meditarmos e desocuparmos o nosso coração de tanta “tralha” que o enche e impede tantas vezes que Deus entre.
É a oportunidade de arrumação das gavetas das nossas prioridades! A oportunidade de nos desfazermos de algumas delas, já antigas. E se tivermos dificuldade em nos desapegarmos de muitas, porque não eleger pelo menos uma para sair da lista? Ou então fazer substituições?
É a oportunidade de “treinarmos” os gestos do Mestre, de recordarmos e vivermos o caminho que nos conduz à Páscoa.
Se em cada quarta-feira de cinzas agendarmos para a quaresma a arrumação do armazém das nossas atitudes e renovarmos o stock, substituindo algumas delas, das mais feias e pesadas, ainda que seja, também, apenas uma, a nossa vida ganhará leveza e ficará mais fortalecida, porque tem uma direção de mudança, rumo à PÁSCOA, que é o sentido último da nossa vida.
Perante a evidência da nossa fragilidade acreditamos que a nossa força está no Senhor!
22.02.2012
CR
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
QUARESMA: Oração, Jejum, Esmola
No início da
Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a
Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais de extrema importância à
tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos
predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do
poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as
culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o
ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz»
É
assim que começamos a Quaresma, tempo de conversão e austeridade, mas também
tempo de uma alegria contida, a alegria de um coração purificado. Trata-se de
nos prepararmos para as festas pascais. A Quaresma é o caminho para uma festa!
Quinta-feira depois das Cinzas
Tu,
porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em
segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há de recompensar-te» (Mateus
6,6).
Como pessoas de oração, eis o nosso programa para a
Quaresma: entrar neste lugar secreto, oculto aos homens, que só o Pai vê. Somos
chamados a um esforço de recolhimento e aprofundamento. Um esforço escondido e
solitário que ninguém pode fazer por nós. É preciso afastarmo-nos de todas as
nossas pequenas preocupações e dependências do amor-próprio; encontrar tempo
para entrar nas profundezas do coração, num esforço de abertura e lucidez, e aí
rezar ao nosso Pai.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Sermão de Quarta-feira de Cinzas - P. António Vieira
Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que
fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o
círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o
caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre
e em qualquer parte da vida somos pó.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
INÍCIO DA QUARESMA: Quarta-Feira de Cinzas - 22 de Fevereiro
Celebração das Cinzas, na Capela de S. Martinho
16h00 e 21h30
SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14.17
(R. cf. 3a)
Refrão: Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.
Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.
Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca cantará o vosso louvor.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
DOMINGO VII DO TEMPO COMUM - Ano B
EVANGELHO Mc 2, 1-12
«O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar
os pecados»
Sem a colaboração e a
persistência dos quatro homens que o transportavam, nunca o paralítico seria
curado e perdoado por Jesus. Quantos dos nossos irmãos ainda manietados pelo
pecado não estarão à espera da nossa ajuda e da nossa insistência para se deixarem
conduzir até junto do perdão misericordioso de Cristo?
Secretariado Nacional da Liturgia
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
APROXIMA-SE A QUARESMA
Em breve será quarta-feira de Cinzas, "porta de entrada" para o tempo da Quaresma.
Tempo mais sóbrio, em que por vezes até achamos as igrejas demasiado "despidas", pela singela decoração que apresentam com ausência de flores, vendo-se apenas alguma verdura a adornar os altares.
Porém, todos somos convidados a observar e a compreender a diferença, através dos símbolos marcantes desta quadra, que vão surgindo nas Igrejas semana após semana.
Estão ali para nos lembrar um tempo realmente diferente, mas também de excelência, para maior aproximação a Deus e à conversão dos nossos pecados.
Assim diz o Evangelho Mc 1, 12-15 «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
A catequese “entra” no espírito quaresmal; rezando, dinamizando e encenando na comunidade momentos importantes em que todos devemos participar.
Este ano não será diferente. Todos os grupos se movimentam na preparação de dinâmicas a apresentar que, convém, não nos distraiam do essencial, mas apontem caminhos novos para o nosso grande encontro com Jesus Cristo.
Quem ainda procura ideias para esta Quaresma, pode consultar propostas de diversas Dioceses no seguinte endereço
http://www.box.com/s/p1has8hrcg4oauyg85ci
CARNAVAL: é no Centro Paroquial!
Já construíste a tua máscara?
Convida os teus pais, irmãos, avós, amigos e ajuda a fazer a festa,
contribuindo também com mais umas "migalhas" para as obras da paróquia.
Não faltes!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
NO DIA DOS NAMORADOS - o mais bonito poema de Amor
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
mas rejubila com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a FÉ, a ESPERANÇA, o AMOR;
mas a maior de todas é o AMOR.
a FÉ, a ESPERANÇA, o AMOR;
mas a maior de todas é o AMOR.
(Dependendo da tradução é natural que surjam pequenas diferenças entre as Bíblias.
Esta tradução é a da Nova Tradução dos Capuchinhos)
Esta tradução é a da Nova Tradução dos Capuchinhos)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)
Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor;
dai-me a alegria da vossa salvação.
Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.
Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta
e logo me perdoastes a culpa do pecado.
Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.
Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai, vós todos os que sois rectos de coração.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
DIA MUNDIAL DO DOENTE
Ó Maria
aurora do mundo novo,
Mãe dos viventes,
confiamo-Vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de
pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres
vítimas de inumana
violência,
de idosos e doentes assassinados
pela indiferença ou por uma falsa compaixão.
Fazei com que todos aqueles
que crêem no vosso Filho
saibam
anunciar com desassombro o amor
aos homens do nosso tempo
o Evangelho da
vida.
Alcançai-lhes a graça de o acolher
Alcançai-lhes a graça de o acolher
como um dom sempre novo,
a alegria
de o celebrar com gratidão
em toda a sua existência
e a coragem para testemunhar com laboriosa tenacidade,
para construírem, juntamente com todos os homens de
boa vontade,
a civilização da verdade e do amor, para louvor e glória
de Deus Criador e amante da vida.
João Paulo II
DOMINGO VI DO TEMPO COMUM - Ano B
EVANGELHO Mc 1, 40-45
«A lepra deixou-o e ele ficou limpo»
«A lepra deixou-o e ele ficou limpo»
Segundo a mentalidade da época de Jesus, o leproso era um pecador e um maldito! Tinha que viver isolado, apresentar-se andrajoso e avisar, aos gritos, o seu estado de impureza, a fim de que ninguém se aproximasse dele. Não tinha acesso ao Templo, nem sequer à cidade santa de Jerusalém, a fim de não conspurcar, com a sua impureza, o lugar sagrado. O leproso era o protótipo do marginalizado, do excluído, do segregado. Cabia aos sacerdotes diagnosticar a lepra e declarar impuro o doente, o qual deveria ser distanciado da comunidade e ficar fora dos povoados, até uma eventual e bem certificada cura. Por isso, distância com ele! E o leproso lá ficava, numa espécie de «sala de chuto», fora da vida, a vegetar até morrer!
Jesus não teme o contágio do leproso que se aproxima! Infringe o regulamento. Rompe o cordão sanitário e entra em «área desprotegida». Não há fronteiras que limitem o amor. Há uma compaixão que O move! Jesus pisa o risco e o leproso ganha coragem e salta fora da linha contínua. «Prostrou-se de joelhos diante de Jesus e suplicou-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me». Para ele, mais importante do que ser curado, é ser olhado, acolhido, tocado, amado. Nesse sentido, a sua cura já tinha começado! E se havia dúvidas, a resposta de Jesus é clara: «Quero. Fica limpo». «A lepra deixou-o. E ele ficou purificado»!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
DIA PAROQUIAL DO DOENTE
Domingo, 12 de Fevereiro,
Eucaristia e Santa Unção, Capela de S. Martinho
Eucaristia e Santa Unção, Capela de S. Martinho
A Equipa da Pastoral da Saúde e os MECs estão a preparar este dia de Encontro já tradicional na nossa Paróquia, com a Eucaristia e Unção dos doentes, seguindo-se o almoço e lanche no Centro Paroquial. Podem e devem inscrever os nossos doentes, os mais idosos e os que se encontram sós.
O jovens também vão colaborar neste dia, ajudando no acolhimento e dinamizando a parte da tarde com a sua alegria e juventude.
«Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (Lc 17, 19
"O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de são Lucas (cf. Lc 17, 11-19), de maneira particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: «Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (v. 19), ajudam a tomar consciência acerca da importância da fé para aqueles que, angustiados pelo sofrimento e pela enfermidade, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele, podem experimentar realmente que quantos acreditam nunca estão sozinhos! Com efeito, no seu Filho Deus não nos abandona às nossas angústias e sofrimentos, mas está próximo de nós, ajuda-nos a suportá-los e deseja curar profundamente o nosso coração (cf. Mc 2, 1-12).
Papa Bento XVI
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
CCA – CICLO DE CONVERSAS AMPLAS - Quinta e última Conferência
Sobre Comunicação e Família-desafios sempre novos
No último dia
de janeiro, teve lugar a última conferência deste ciclo de conversas amplas.
Foi um “serão” agradável a ver (pelo olhar de um jornalista) a televisão por “dentro”.
A iniciar,
visualizou-se um pequeno filme em que a televisão, enquanto meio de comunicação
poderoso, era o protagonista bom da fita.
Pura ilusão!
Demonstraria logo a seguir o orador da noite, sabendo bem do que falava, num
discurso espontâneo, fluente e coloquial.
As pessoas,
em geral, não têm domínio sobre a televisão, meio de comunicação violento não
só para quem vê, mas também para quem lá trabalha.
Normalmente,
dos primeiros gestos que as pessoas têm, quando chegam a casa, é ligar a
televisão, pois esta funciona como companhia (para muitos idosos é mesmo a
única companhia e a sua janela para a rua e para o mundo).
E quem
trabalha na televisão sabe disso, pelo que a primeira tarefa, quando chega de
manhã ao trabalho, é ver as audiências do dia anterior. O papel que atualmente
a televisão tem na sociedade é dar o que as pessoas querem ver.
Os grupos
económicos que detêm os canais televisivos querem que a televisão seja rentável
e para o ser tem que haver audiência. Por isso é necessário ir ao encontro do
gosto de quem vê. Os critérios jornalísticos em televisão já, há muito, deixaram
de ser paradigma.
A televisão debita
para dentro da casa de cada um tudo sem qualquer filtro.
É o domínio da televisão sobre as pessoas. Ela
veio diluir a conversa na família. Mantem a todos entretidos, principalmente os
mais novos (o que dá jeito!).
A imagem impõe-se a toda a família,
comprovando que “uma imagem vale mais que mil palavras”.
Porém, a
informação nos termos em que agora é dada pelos quatro canais irá desaparecer em
breve.
As novas tecnologias permitem às gerações mais
novas escolher o que querem ver, escolher as notícias e todo o tipo de
informação. Têm uma imensa panóplia de televisão por cabo.
Quem trabalha
em televisão também é dominado por ela. Contrariamente ao que se passa noutros
países, importa que o pivot de televisão tenha uma imagem jovem, fresca,
bonita, independentemente da sua experiência profissional.
A crise pode
ser uma oportunidade para olhar uns para os outros, que é o que não fazemos, e
falar mais uns com os outros.
Para
finalizar este ciclo de conferências esta é uma boa mensagem: OLHAR MAIS UNS
PARA OS OUTROS; FALAR UNS COM OS OUTROS. Gostaria ainda de acrescentar: OUVIR UNS
AOS OUTROS.
Conceição
Rocha
31.01.2012
Grupo Dramático de Vilar do Paraíso
31.01.2012
Grupo Dramático de Vilar do Paraíso
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Evangelho segundo S. Marcos 6,53-56.
«E quantos O tocavam ficavam curados»
Pois se, quando [Jesus] andava neste mundo, só o tocar as Suas vestes sarava os enfermos, como duvidar, se temos fé, de que faça milagres estando assim dentro de nós [na comunhão eucarística], e de que nos dará o que Lhe pedirmos estando Ele em nossa casa (Ap 3,20)? Não costuma Sua Majestade pagar mal a pousada quando Lhe dão boa hospedagem. E, irmãs, se vos dá pena o não O ver com os olhos do corpo, tal não nos convém. [...]
Porque àqueles a quem vê que hão-de tirar proveito da Sua presença, Ele Se descobre e, ainda que O não vejam com os olhos do corpo, tem muitas maneiras de Se mostrar à alma por grandes sentimentos interiores e por diversas vias. Ficai-vos com Ele de boa vontade e não percais tão boa ocasião de a Ele vos dirigirdes, como é a hora depois de ter comungado.
Porque àqueles a quem vê que hão-de tirar proveito da Sua presença, Ele Se descobre e, ainda que O não vejam com os olhos do corpo, tem muitas maneiras de Se mostrar à alma por grandes sentimentos interiores e por diversas vias. Ficai-vos com Ele de boa vontade e não percais tão boa ocasião de a Ele vos dirigirdes, como é a hora depois de ter comungado.
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita e Doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, cap. 34, 9-11
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita e Doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, cap. 34, 9-11
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
DOMINGO V DO TEMPO COMUM - Ano B
EVANGELHO Mc 1, 29-39
«Curou muitas pessoas, atormentadas por várias doenças»
Ao contrário de Job, sofredor e incapaz de superar o mal, Jesus cura as doenças e expulsa os demónios. Assim Se afirma Senhor da vida e da morte, e anuncia desde já a ressurreição. E quer levar esta Boa Nova a toda a parte; por isso, não se deixa ficar preso pelos interesses, sempre limitativos, dos seus beneficiários, mas alarga a sua acção a todos os lados. Todavia esta actividade tão intensa não O impede de procurar um lugar ermo para aí orar ao Pai.
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