REZEMOS PARA QUE VISITA PASTORAL A VILAR DO PARAÍSO, DE 27 DE OUTUBRO A O1 DE NOVEMBRO, FORTALECA A NOSSA FÉ E NOS TRAGA CAMINHOS DE RENOVAÇÃO CRISTÃ PROPOSTA PELO SÍNODO DIOCESANO: "FORMAR-REFORMAR-TRANSFORMAR" E UNA EM ORAÇÃO DE ESPERANÇA E ALEGRIA A NOSSA COMUNIDADE PARA QUE DÊ FRUTO EM ABUNDÂNCIA
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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

SANTA TERESINHA

Santa Teresinha, a santa da confiança, nos ensina a acreditar não quando nós temos as seguranças. Mas, confiar quando nos é tirado o tapete.

Isto é, acreditar pelo absurdo, através do absurdo e contra o absurdo. Porque a confiança é cada vez mais exigente, Deus vai pedindo cada vez mais nesta relação de confiança, e nós não confiamos em Deus pelas coisas que Deus nos dá, mas confiamos em Deus pelo próprio Deus e, nesse sentido, tudo o que Ele nos dá é relativo, ainda que Ele não nos desse coisa nenhuma, nós continuaríamos a acreditar Nele.

Santa Teresinha do Menino Jesus dizia isso: é muito fácil acreditarmos em Deus porque toda a nossa perspetiva de vida, aquém e post mortem, é uma vida em que recebemos tantos dons de Deus. Se eu penso que vou morrer e depois vou para o céu, de certa forma são tantas as garantias que me seguram neste caminho de fé, que eu vou como que embalado, sem nunca ter sido para mim um drama, sem nunca para mim ter sido um dilema, uma questão de vida ou de morte, eu ter acreditado em Deus.

Mas, como confiar quando nos é tirado o tapete? Ora, a fé é também prova, é também provação. E a prova, no fundo, nasce desta questão: eu estou disponível para acreditar em Deus sem garantias? Eu estou disponível para acreditar em Deus indo para lá das garantias e relativizando-as completamente?

A fé, muitas vezes, é eu passar para o meio da luta, é eu, pelo contrário, sentir-me exposto, é eu, pelo contrário, sentir que o meu coração está em carne viva, que não tenho respostas, que não consigo, que não chego, mas é aí, no meio desse duelo que tantas vezes travamos connosco mesmos, com o mundo, com a existência, é aí que a fé se reforça, que a fé se constrói. Não como um caminho amparado por muletas, mas como um caminho, ‘A Pequena via’, trilhado na confiança, simplicidade e abandono, que Deus há de manifestar.

| Cardeal D. José Tolentino Mendonça (Homilia)

sábado, 30 de setembro de 2023

D. AMÉRICO AGUIAR TORNA-SE O 47º CARDEAL PORTUGUÊ

D. Américo Aguiar já foi ordenado cardeal pelo Papa Francisco, numa cerimónia este sábado no Vaticano, tornando-se o sexto cardeal português no ativo, o sétimo do século XXI e quarto a ser criado no atual pontificado.
Na cerimónia, o Papa pediu a D. Américo que "não se esqueça dos pobres" e atribuiu-lhe como igreja titular em Roma a Igreja de Santo António de Pádua na Via Merulana, perto da Basílica de Latrão. Esta foi a igreja do Cardeal António Ribeiro e do recém falecido cardeal Hummes, do Brasil, que inspirou o Papa a chamar-se Francisco.

sábado, 5 de outubro de 2019

CONSISTÓRIO 2019: «Tu és a poesia»


O cardeal D. José Tolentino Mendonça disse hoje no Vaticano que o Papa sublinhou a sua faceta de poeta, quando o saudou, antes do consistório de criação cardinalícia que decorreu na Basílica de São Pedro.

“Foi interessante, quando ele se abeirou de mim, eu disse-lhe baixinho: ‘Santo Padre, o que é que me fez?’ E ele riu-se e disse: olha, a ti eu digo aquilo que um poeta disse, ‘tu és a poesia’. Foram palavras que eu guardo no meu coração, no fundo para dizer uma coisa essencial, que a Igreja conta com uma determinada sensibilidade, uma atenção a um determinado campo humano, que é o campo da cultura, das artes, da estética”, referiu aos jornalistas, após a cerimónia que decorreu no Vaticano.
(...)
“A vida vai-nos dando mais do que pesos. A vida de um cardeal é pesada? É, mas a vida de um pai de família também é, a vida de um operário, a vida de um desempregado, a vida do homem sobre a terra, a vida de um refugiado, de alguém que constrói a sociedade. A vida é difícil para todos, também será para um cardeal, mas também é bela e é nisso que eu penso: Partilho a humanidade dos meus irmãos e faço com eles um caminho crente, um caminho de fé”

https://agencia.ecclesia.pt/portal/consistorio-2019-tu-es-a-poesia-a-mensagem-do-papa-para-o-cardeal-tolentino-mendonca/

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

PAPA NOMEIA D. JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA COMO CARDEAL

O Papa anunciou hoje no Vaticano a criação, como cardeal, do arcebispo português D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, de 53 anos.

O consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores) está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

“No próximo dia 5 de outubro vou presidira a um Consistório para a nomeação de 10 novos cardeais, cuja proveniência exprime a vocação missionária da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra”, disse Francisco, após a recitação dominical da oração do ângelus.

O nome de D. José Tolentino Mendonça foi o segundo a ser anunciado, numa lista que inclui colaboradores diretos do Papa e responsáveis de várias dioceses do mundo.

O arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado; passa a ser o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício, logo após D. Dieudonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

D. ANTÓNIO MARTO, NOVO CARDEAL

D. António Marto vai ser criado cardeal, esta quinta-feira, no consistório convocado pelo Papa Francisco.
O consistório decorre na Basílica de São Pedro, a partir das 16h00. Depois da homilia do Papa Francisco, os novos cardeais fazem a profissão de fé, com a recitação do Credo, e o juramento de fidelidade e obediência ao Papa e aos seus sucessores. Segue-se a entrega dos três símbolos cardinalícios: barrete, anel e bula da nomeação.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

D. ANTÓNIO MARTO, Bispo de Leiria-Fátima: novo Cardeal nomeado pelo Papa Francisco

Como é do domínio público, o Santo Padre escolheu para com ele trabalhar mais de perto no governo universal da Igreja, elevando-o à dignidade cardinalícia, o atual Bispo de Leiria-Fátima, D. António Augusto dos Santos Marto.

O novo Cardeal realizou parte da sua formação sacerdotal no nosso Seminário Maior do Porto e, após o doutoramento em Roma, a ele voltaria como formador e prefeito de estudos, em 1997. Ao longo de vinte e três anos, até 2000, ano da sua eleição para o Episcopado, exerceu, entre nós, uma intensa atividade docente e pastoral. Na nossa cidade, lecionou no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, no Centro de Cultura Católica e no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (Faculdades de Teologia e de Direito), vindo a ser eleito para Diretor-adjunto da Faculdade de Teologia. Ao mesmo tempo, percorreu a Diocese em conferências, pregações e até na preparação para o Crisma, de cuja atividade viria a resultar uma obra em dois volumes.

É de todos conhecida a simpatia que D. António Marto devota ao Porto: aqui tem muitos dos seus melhores amigos e por aqui passa sempre que a agenda lho permite. E também é notória a recordação carinhosa que a Igreja do Porto dedica a quem com ela tanto se relacionou.

Por tudo isto, a Diocese do Porto participa do imenso júbilo com que os amigos celebram esta feliz escolha de D. António Marto para o Cardinalato, agradecem muito ao Santo Padre e pedem ao Espírito de Deus cumule de graças e de bênçãos quem, a partir do «sagrado colégio», é agora chamado a ajudar o Papa Francisco na tarefa da renovação da Igreja, de modo a corresponder cada vez mais ao rosto do Ressuscitado e a constituir-se sinal de esperança para este mundo globalizado, mas também com fortes convulsões. Pelos seus dotes de sabedoria, fina sensibilidade pastoral, reconhecido otimismo e plena adesão à fé católica, o Cardeal D. António Marto constituirá uma forte mais-valia para a Igreja universal e para o mundo que servimos.

Enquanto o felicito vivamente em nome de toda a Diocese, também lhe asseguro a certeza da nossa oração. Iguais sentimentos dirijo ao Papa Francisco, ele que, como tantas outras vezes, nos surpreende com a ousadia típica de um «homem de Deus».

Porto, 20 de maio de 2018

+ Manuel, Bispo do Porto

sábado, 14 de fevereiro de 2015

D. MANUEL CLEMENTE, CARDEAL

D. Manuel Clemente foi hoje criado cardeal pelo papa Francisco, em celebração que se realizou na basílica de S. Pedro, no Vaticano.
O 44.º cardeal português e o quarto a ser criado no século XXI agrega-se ao Colégio Cardinalício, onde vai encontrar os também prelados lusos D. José Saraiva Martins, anterior responsável pela Congregação para as  Causas dos Santos, e D. Manuel Monteiro, que foi penitenciário-mor da Santa Sé.
Por terem menos de 80 anos, D. Manuel Clemente e D. Manuel Monteiro poderão eleger um novo papa em caso de conclave
Na celebração, para a qual foi convidado o papa emérito Bento XVI, foi anunciada a presença do vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.