quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Da Quaresma à Páscoa
Terça-feira da segunda semana: O único tempo que temos é
agora
Prestar
atenção porquê? Porque amiúde andamos distraídos. Ou, pior, olhamos
indiferentes, sem ver. Ou pior ainda: olhamos invejosos, com aquele olhar vesgo
que mata e petrifica. A atenção e o espanto perante a natureza, há muito tempo
que ciência moderna os matou. Prestar atenção, observar o mundo como quem o vê
pela primeira vez, em silêncio e em jejum, como que saído das mãos de
Deus, é cultivar um sadio e franciscano reencantamento do mundo. (...)
João Rosa
Professor da Universidade da Beira Interior
Professor da Universidade da Beira Interior
segunda-feira, 5 de março de 2012
2.º Domingo da Quaresma
Viver todos os dias a fragilidade, a tentação, a confiança
Somos chamados a viver o dom de Deus, até ao fim, na fragilidade, na fraqueza, na confiança e na tentação. Podem variar de género os problemas que vivemos, ou de frequência, ou de intensidade, mas acompanhar-nos-ão sempre. As tentações vão existir sempre. O que muda, num processo de maturação humana e espiritual, é a nossa maneira de acolhê-las. É pelo discernimento da natureza das tentações que nos assaltam que compreendemos, muitas vezes, a nossa singularidade e diversidade, o real impacto da vida em nós, a nossa realidade submersa e os seus ilegíveis vestígios. A tentação humaniza-nos. É uma via. São Paulo bem rezou três vezes ao Senhor para que afastasse o espinho da sua carne (2 Coríntios 12,8). Mas em vão. A resposta foi: «basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» (2 Coríntios 12,9).
P. José Tolentino Mendonça
Pai-nosso que estais na terra, ed. Paulinas
Pai-nosso que estais na terra, ed. Paulinas
sábado, 3 de março de 2012
TRANSFIGURAÇÃO
Entremos mais dentro da espessura,
façamos uma tenda, uma pausa breve
que antecipe a Páscoa
e nos esclareça
acerca do segredo e da glória de Deus inacessível
na face do Cristo,
ícone de Deus vinde, escalemos a montanha do Senhor,
o universo inteiro foi santificado
pela luz que o resgatou da transfiguração:
hoje o Cristo foi transformado na glória do Tabor
que nos ilumine a luz do seu conhecimento
nos carreiros da vida
e nos purifique do que a sombra
em nós escureceu
que a coluna de fogo que revelou a Moisés
o Cristo transfigurado
nos purifique desta sombra e deste escuro
pratiquemos este lugar e esta hora
porque este é o tempo da ficção do rosto,
o tempo de repensar feridas
e refigurar o chão das coisas,
o seu uso e a sua banalidade
vinde, conversai com o Espírito
e a brisa ligeira vos refresque o rosto
vinde, conversai com Maria,
o paraíso místico
ela nos ensine a beleza do canto
e a beleza desta hora
Fr. José Augusto Mourão
DOMINGO II DA QUARESMA - Ano B
Evangelho Mc 9, 2-10
«ESTE É O MEU FILHO MUITO AMADO»
A Transfiguração, lida neste Domingo, depois de, no Domingo anterior, ter sido escutada a tentação, faz com ela, como que num grande painel de duas alas, uma espécie de grande abertura da Quaresma: mortificação e glorificação, tentação e glória, morte e ressurreição; são elas, de facto, a síntese do Mistério Pascal que vamos celebrar na Páscoa. jesus vive em Si o mistério que a sua Igreja celebra, e que ela viverá até à sua própria Transfiguração.
Secretariado Nacional da Liturgia
Secretariado Nacional da Liturgia
sexta-feira, 2 de março de 2012
Da Quaresma à Páscoa
Sexta-feira da primeira semana:
Ele
rasga o coração de homem para reencontrar a criança
o Senhor provoca a minha voz
a sua palavra rasga-me o coração
dir-lhe-ei que o seu passo me esmaga?
não, o Senhor está a lavrar o seu campo
em mim a vida respondeu
a vida que geme falou
como uma árvore testemunha perante o céu
da luz investida na terra,
assim a minha voz de homem testemunha perante o Senhor
da sua descida ao seio da criação
e a palavra de Deus suscita a minha memória,
a sua humilhação suscita o meu canto
acrescento-o ao grito da vida,
porque eu sou uma terra do Senhor
ele congrega todas as minhas idades,
rasga o coração de homem para reencontrar a criança
atravessa os meus bens em direção ao meu apelo de pobre
o do meu nascimento e o das proximidades do meu fim
o segredo do Senhor escavou o meu segredo
que a sua palavra crie raízes!
P. de la Tour du Pin
Trad. José Augusto Mourão
Trad. José Augusto Mourão
quinta-feira, 1 de março de 2012
DA QUARESMA À PÁSCOA
Multiplicar a generosidade e a solidariedade
Se queremos ser nómadas de Deus, se queremos viver Dele, temos de criar uma liberdade muito grande face às coisas. A verdade é que elas nos ...aprisionam.
O que possuímos rapidamente nos possui a nós. Para o cristão um estilo de vida frugal testemunha melhor do que mil palavras a Fé em Deus. Estamos mergulhados num tempo em que tudo nos empurra para a competição... onde o desnecessário é-nos impingido pela publicidade como absolutamente necessário à nossa felicidade.
O Evangelho ensina-nos não a amontoar, mas a multiplicar. Jesus revela-nos as possibilidades de vida que um único pão esconde. Com um só pão podemos fazer muita coisa, se aprendermos a arte de multiplicar a vida. Multiplicar a generosidade, a solidariedade, a ternura, a capacidade de sofrer com os outros e de se pôr no seu lugar...
Alimentamo-nos uns dos outros. Somos uns para os outros, na escuta e na palavra, no silêncio e no riso, no dom e no afecto, um alimento necessário, pois é de vida (e de vida partilhada) que as nossas vidas se alimentam.
P. José Tolentino Mendonça
http://www.snpcultura.org/
sábado, 25 de fevereiro de 2012
DOMINGO I DA QUARESMA - Ano B
EVANGELHO Mc 1, 12-15
«Era tentado por Satanás e os Anjos serviam-n’O»
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Mt 4, 4b
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
EUCARISTIA COM A CATEQUESE - Organização do 5º e 7º anos de catequese
ORAÇÃO
SOBRE AS OBLATAS
Fazei que a nossa vida, Senhor,
corresponda à oferta das nossas mãos,
com a qual damos início à celebração
do tempo santo da Quaresma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
QUARTA- FEIRA DE CINZAS - REFLEXÃO
Corremos o risco de quedar-nos em quarta - feira de cinzas se não aprofundarmos o sentido do tempo que ela inicia! – A QUARESMA.
É a porta de entrada no tempo favorável à mudança de cada um de nós!
Terminado o Carnaval – tempo de incontida folia e exibida alegria – começou o tempo da alegria interior! O tempo dos silêncios! O tempo da sobriedade! O tempo da essência! O Tempo de refletir! O Tempo de ouvir! O Tempo de olhar para dentro de nós…
A alegria interior advém-nos de já conhecermos que Jesus ressuscitou e quis ficar entre nós! Não somos órfãos. O Pai cumpriu a Palavra! Tudo passará, menos a Sua Palavra! E o Seu Amor não tem medida.
E porque somos homens e mulheres perguntadores e não entendemos bem, o Pai assumiu a nossa condição para nos ensinar como se FAZ, porque se deve FAZER e o que é possível FAZER!
Este é o TEMPO!
Dou por mim a pensar: Como é bom ter sempre mais uma oportunidade! Oportunidade de começar ou de recomeçar. Oportunidade de FAZER ou de FAZER diferente.
Perante o vendaval da perda e da dor, encontradas nas encruzilhadas da vida, desmoronam-se todas as construções das nossas vivências e tomamos plena consciência do POUCO que somos.
Mas, quantas lutas seriam abandonadas, quantas palavras ficariam por dizer, quantos olhares seriam evitados, quantas mãos seriam estendidas, se pelo menos um dia em cada ano, sem ser movidos pelo impacto de qualquer acontecimento que nos surpreende, refletíssemos na nossa vulnerabilidade!
Este é o TEMPO!
Para tomar consciência da nossa fragilidade, simbolizada no pó da cinza que nos é imposta na cabeça em quarta-feira de cinzas, temos quarenta dias para meditarmos e desocuparmos o nosso coração de tanta “tralha” que o enche e impede tantas vezes que Deus entre.
É a oportunidade de arrumação das gavetas das nossas prioridades! A oportunidade de nos desfazermos de algumas delas, já antigas. E se tivermos dificuldade em nos desapegarmos de muitas, porque não eleger pelo menos uma para sair da lista? Ou então fazer substituições?
É a oportunidade de “treinarmos” os gestos do Mestre, de recordarmos e vivermos o caminho que nos conduz à Páscoa.
Se em cada quarta-feira de cinzas agendarmos para a quaresma a arrumação do armazém das nossas atitudes e renovarmos o stock, substituindo algumas delas, das mais feias e pesadas, ainda que seja, também, apenas uma, a nossa vida ganhará leveza e ficará mais fortalecida, porque tem uma direção de mudança, rumo à PÁSCOA, que é o sentido último da nossa vida.
Perante a evidência da nossa fragilidade acreditamos que a nossa força está no Senhor!
22.02.2012
CR
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
QUARESMA: Oração, Jejum, Esmola
No início da
Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a
Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais de extrema importância à
tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos
predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do
poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as
culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o
ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz»
É
assim que começamos a Quaresma, tempo de conversão e austeridade, mas também
tempo de uma alegria contida, a alegria de um coração purificado. Trata-se de
nos prepararmos para as festas pascais. A Quaresma é o caminho para uma festa!
Quinta-feira depois das Cinzas
Tu,
porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em
segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há de recompensar-te» (Mateus
6,6).
Como pessoas de oração, eis o nosso programa para a
Quaresma: entrar neste lugar secreto, oculto aos homens, que só o Pai vê. Somos
chamados a um esforço de recolhimento e aprofundamento. Um esforço escondido e
solitário que ninguém pode fazer por nós. É preciso afastarmo-nos de todas as
nossas pequenas preocupações e dependências do amor-próprio; encontrar tempo
para entrar nas profundezas do coração, num esforço de abertura e lucidez, e aí
rezar ao nosso Pai.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Sermão de Quarta-feira de Cinzas - P. António Vieira
Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que
fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o
círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o
caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre
e em qualquer parte da vida somos pó.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
INÍCIO DA QUARESMA: Quarta-Feira de Cinzas - 22 de Fevereiro
Celebração das Cinzas, na Capela de S. Martinho
16h00 e 21h30
SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14.17
(R. cf. 3a)
Refrão: Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.
Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.
Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca cantará o vosso louvor.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
DOMINGO VII DO TEMPO COMUM - Ano B
EVANGELHO Mc 2, 1-12
«O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar
os pecados»
Sem a colaboração e a
persistência dos quatro homens que o transportavam, nunca o paralítico seria
curado e perdoado por Jesus. Quantos dos nossos irmãos ainda manietados pelo
pecado não estarão à espera da nossa ajuda e da nossa insistência para se deixarem
conduzir até junto do perdão misericordioso de Cristo?
Secretariado Nacional da Liturgia
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
APROXIMA-SE A QUARESMA
Em breve será quarta-feira de Cinzas, "porta de entrada" para o tempo da Quaresma.
Tempo mais sóbrio, em que por vezes até achamos as igrejas demasiado "despidas", pela singela decoração que apresentam com ausência de flores, vendo-se apenas alguma verdura a adornar os altares.
Porém, todos somos convidados a observar e a compreender a diferença, através dos símbolos marcantes desta quadra, que vão surgindo nas Igrejas semana após semana.
Estão ali para nos lembrar um tempo realmente diferente, mas também de excelência, para maior aproximação a Deus e à conversão dos nossos pecados.
Assim diz o Evangelho Mc 1, 12-15 «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
A catequese “entra” no espírito quaresmal; rezando, dinamizando e encenando na comunidade momentos importantes em que todos devemos participar.
Este ano não será diferente. Todos os grupos se movimentam na preparação de dinâmicas a apresentar que, convém, não nos distraiam do essencial, mas apontem caminhos novos para o nosso grande encontro com Jesus Cristo.
Quem ainda procura ideias para esta Quaresma, pode consultar propostas de diversas Dioceses no seguinte endereço
http://www.box.com/s/p1has8hrcg4oauyg85ci
CARNAVAL: é no Centro Paroquial!
Já construíste a tua máscara?
Convida os teus pais, irmãos, avós, amigos e ajuda a fazer a festa,
contribuindo também com mais umas "migalhas" para as obras da paróquia.
Não faltes!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
NO DIA DOS NAMORADOS - o mais bonito poema de Amor
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
se não tiver amor,
sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3 Ainda que eu reparta todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor,
de nada me aproveita.
4 O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5 nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6 Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
mas rejubila com a verdade.
7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas cessará,
e a ciência será inútil.
9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito,
e imperfeita é também a nossa profecia.
e imperfeita é também a nossa profecia.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança,
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
falava como criança, pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas:
a FÉ, a ESPERANÇA, o AMOR;
mas a maior de todas é o AMOR.
a FÉ, a ESPERANÇA, o AMOR;
mas a maior de todas é o AMOR.
(Dependendo da tradução é natural que surjam pequenas diferenças entre as Bíblias.
Esta tradução é a da Nova Tradução dos Capuchinhos)
Esta tradução é a da Nova Tradução dos Capuchinhos)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)
Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor;
dai-me a alegria da vossa salvação.
Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.
Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta
e logo me perdoastes a culpa do pecado.
Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.
Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai, vós todos os que sois rectos de coração.
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