“Hoje, 8 de março, [dirijo] uma saudação especial a todas as mulheres, a todas as mulheres que diariamente procuram construir uma sociedade mais justa e um obrigado fraterno às que, de mil maneiras, testemunham o Evangelho e trabalham na Igreja.
Um mundo em que as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril, porque as mulheres não só transportam a vida mas também nos transmitem a capacidade de ver mais além, a capacidade de ver o mundo com outros olhos, de sentir as coisas com um coração mais criativo, mais paciente, mais terno".
Bom Jesus do Monte,
hoje te suplico:
que guardes todas as mulheres
das amarguras e tristezas da vida.
Dá-lhes um coração cheio de força e coragem
para tudo enfrentar e vencer.
Ampara-as para que nunca caiam no desânimo,
e sintam que só em Ti, está a esperança
e a alegria, que brota da Tua Palavra
de amor e redenção.
Ámen
«A Alegria do Evangelho», do Papa Francisco, é para Maria Teresa Vasconcelos o caminho que vai permitir a Igreja olhar de forma diferente para as mulheres.
“As mulheres que eu conheço preocupam-se em afirmar o valor da Igreja e afirmar Deus através do seu trabalho e isso é que é o que é característico feminino. Não estão à procura de vitórias suas ou de lutas de poder, mas de afirmar um Outro, sempre”.
Desde 1975, Ano Internacional da
Mulher, que no dia 8 de março se celebra “o Dia da Mulher”. Só
porque, em muitos países do mundo a mulher é ainda tratada como escrava, como
inferior e desvalorizada, é que este dia deve continuar a existir. Desde o
afastamento de cargos de chefia até ao apedrejamento, de tudo se
encontra neste mundo global. Embora nas últimas décadas se tenham produzidas
mudanças significativas nas condições jurídica e social das mulheres,
estes processos são lentos e desiguais e a mulher é ainda o “género condicionalmente reconhecido”, como
diz o beneditino alemão Anselm Grün no seu livro ‘Jesus, caminho
para a Liberdade’.