INÍCIO DA CATEQUESE, SÁBADO, DIA 3 DE OUTUBRO, NOS HORÁRIOS DO ANO ANTERIOR. PARA AS CRIAÇAS DO 1º CATECISMO, OS PAIS SERÃO CONTACTADOS PELOS CATEQUISTAS. BOM ANO CATEQUÉTICO. Estamos a remodelar o Blogue pedimos desculpa por alguma coisa que ainda não esteja do seu agrado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O BOM USO DA INTERNET

10 sugestões para usar as redes sociais em favor da saúde emocional e espiritual

Excetuando talvez os eremitas, quase todos usam hoje algum tipo de redes sociais. O Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, LinkedIn e outras plataformas são meios para estar em contacto com família e amigos, fazer novas amizades e aprender e dar a aprender algo de novo. São também apropriados para fazer chegar o Evangelho a muitas pessoas em todo o mundo.

Todavia nem sempre têm impacto positivo na nossa vida. Sabemos todos o que se sente quando as redes sociais, ou melhor, pessoas que as utilizam, nos fazem enlouquecer. Se permitirmos às redes sociais que nos controlem, podem influir negativamente em nós a nível espiritual e emotivo. Por isso é importante proteger o nosso coração, refletir e estar atento à vida “online”.

Eis algumas sugestões que nos podem ajudar a usufruir das redes sociais, mas também a encontrar maior equilíbrio e paz na nossa vida na internet.

1. Não seguir pessoas enraivecidas
Não encha a cabeça com postagens e comentários de pessoas que atacam outras, que são pessimistas, provocadoras, enraivecidas ou que tendem a dividir, ou cujos pontos de vista não têm compaixão, cambiantes ou reflexões.

2. Decidir seguir pessoas santas e inspiradoras
Siga as pessoas cujas publicações revelam regularmente os frutos do Espírito Santo: caridade, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, generosidade, fidelidade, modéstia, autocontrolo e castidade. Procure pedir sempre inspiração e orientação do Espírito Santo na ação na internet.

3. Desligue-se quando for necessário
Quando sentir que a sua frequência cardíaca aumenta em demasia, desligue-se e pondere deixar de seguir as pessoas cujas postagens o fazem sentir desolação, raiva, desespero ou ansiedade supérflua.

4. Antes de responder a alguém que o deixou zangado, aguarde pelo menos um momento, ainda melhor uma hora ou um dia
Se sentir a necessidade de responder imediatamente, levante-se e dê uma volta, respire lentamente dez vezes e peça ao Espírito Santo para inspirar a resposta.

5. Todos erramos
Quando responder a alguém com raiva em excesso, peça desculpa, confesse-se e faça tudo o que for possível para voltar à normalidade, mas não pense continuamente na situação e não a faça reviver na sua mente. Não serve de nada. Afaste-se alguns dias das redes sociais, e no regresso evite as pessoas e páginas que são uma tentação para o pecado.

6. Fazer pausas
Programe longas pausas das redes sociais. Não só um fim de semana ou alguns dias, mas pelo menos uma semana pelo menos uma vez por ano. Equacione também fazer pequena paragens ao longo do dia. Escolha a cada dia momentos de “blackout”, quer seja bem cedo pela manhã ou antes de ir dormir. Esforce-se verdadeiramente para cumprir esses momentos e verá que lhe darão paz e criatividade, ajudando também as suas relações na vida real.

7. Por vezes é melhor bloquear sem procurar compreender o que está a acontecer
Não imagine o contexto em que alguém disse alguma coisa, na tentativa de discutir com a pessoa ou dar um sentido a um comportamento abusivo. Na maior parte das vezes não sabemos por que é que alguém faz ou diz alguma coisa de inapropriado na internet. Por vezes o melhor é ignorar, bloquear sem procurar compreender o que está a acontecer.

8. Controle o tempo passado “online”
Cada vez mais estudos sublinham como as redes sociais provocam dependências. Por isso não podemos confiar sempre na nossa autodisciplina para desligar. Aplicações como Stay Focused, Freedom e outras podem não só registar o tempo passado “online”, mas também evitar voltar a ligar quando o nosso tempo acabou. Estas “apps” são um bom investimento se notar um comportamento dependente na utilização das redes sociais.

9. Confie no instinto
Se receber uma mensagem, um pedido de amizade ou um comentário estranho, confie no seu instinto. Quando sentir que não deve responder, não o faça. Não tem o dever de interagir com qualquer pessoa que o queira fazer consigo. O silêncio é o seu melhor amigo “online”. Diga uma oração por essa pessoa e siga adiante.

10. Em primeiro lugar está a saúde
Peça ajuda a Deus para usar as redes sociais de uma maneira que o ajude a tornar-se mais santo. Antes de publicar alguma coisa, pergunte-se: «É isto que Deus quer que eu seja? É assim que Deus quer que eu aja?». Se a resposta é negativa, elimine o que está para posta e continue o seu dia.

As redes sociais são um dom de Deus, mas devemos usá-la de uma maneira positiva a nível emotivo e espiritual, ao mesmo tempo que nos conduzam à santidade.

O papa Francisco escreveu que as redes sociais «podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do ser humano e a sua capacidade de usar bem os meios à sua disposição».

FÁTIMA: PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO

“Aqui experimentamos de modo particular que temos Mãe, que através do Seu Imaculado Coração nos convida a deixarmo-nos envolver no amor de Deus e, assim, curar as feridas e aquecer os corações desalinhados e reavivar a fé”.
D. António Marto 

FÁTIMA: PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE SETEMBRO

“Deus nunca fica insensível aos corações atribulados”, 
 D. José Francisco Sanches Alves
D. José Francisco Sanches Alves, Arcebispo emérito de Évora, preside à Peregrinação Internacional Aniversária de Setembro no Santuário de Fátima. Esta noite na missa da vigília, no Recinto de Oração, lembrou o motivo que congrega tantos peregrinos na “Casa da Mãe”: “dar graças a Deus pelos imensos dons que tem concedido ao mundo, ao nosso país e a cada um de nós”.

Outro dos motivos, passa pela escuta e meditação da palavra de Deus que é “vida, e verdadeira luz espiritual que nos aponta o caminho a seguir em todos os dias da nossa vida e nomeadamente quando a escuridão nos oculta o caminho ou quando as encruzilhadas nos dificultam a opção correta”.

“Deus chamou-nos à vida, e pelo batismo agregou-nos à família divina, enriqueceu-nos com dons e graças especiais e tornou-nos filhos Seus”, explicou.

O prelado considera que “meditando na nossa vida, descobriremos que perante as nossas infidelidades, indiferenças e esquecimentos, Deus permanece Pai que nos ama com um amor indefetível e que nos espera para celebrar a festa do encontro e da alegria como fez o pai do filho pródigo”.

“Deus nunca fica insensível aos corações atribulados”, alertou, afirmando ainda que “tal como Jesus procedia com os doentes, sempre nos olha com compaixão, sara as feridas do pecado e aponta o caminho a seguir para alcançar a plena inserção na comunidade”.

VATICANO: PAPA CONVOCA REUNIÃO INÉDITA para debater prevenção de abusos sexuais

O Papa Francisco convocou os presidentes de todas as Conferências Episcopais do mundo para um encontro no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019, dedicado ao tema da “proteção dos menores”.

O anúncio foi feito hoje pela sala de imprensa da Santa Sé, sublinhando que a proposta partiu do conselho consultivo de cardeais, o chamado ‘C9’, para abordar a questão da prevenção de abusos sobre menores e adultos vulneráveis.

“O Conselho refletiu amplamente com o Santo Padre sobre o tema dos abusos”, assinala a nota oficial.

Na última segunda-feira, o ‘C9’, manifestou a sua solidariedade ao Papa, em comunicado divulgado pela Santa Sé.

“[O Conselho de Cardeais] manifestou plena solidariedade ao Papa Francisco perante quanto aconteceu nas últimas semanas, consciente de que no atual debate a Santa Sé vai formular os eventuais e necessários esclarecimentos”, assinala o texto.

Francisco tem recusado comentar as acusações de quem pede a sua renúncia, na sequência de uma carta divulgada pelo núncio apostólico Carlo Maria Viganò, segundo o qual teria protegido o arcebispo emérito de Washington, o ex-cardeal McCarrick.

Já esta quinta-feira, o Papa vai receber no Vaticano o cardeal Daniel DiNardo, arcebispo de Galveston-Houston e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América, juntamente com o cardeal Sean Patrick O’Malley, presidente da Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores (CPTM).

O pontífice tem repetido a necessidade de “tolerância zero” para os casos de abusos sexuais e o seu encobrimento, tendo criado a CPTM, que reúne especialistas e vítimas, além de pedir às conferências episcopais que promovam uma melhor formação para os sacerdotes e implementem diretivas para evitar que estas situações se repitam.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

QUARTA-FEIRA DA SEMANA XXIII DO TEMPO COMUM

Evangelho: Lc 6, 20-26
Rezar a Palavra

Quero ser bem-aventurado, Senhor. Este meu desejo não é estranho, pois todos os homens desejam a bem-aventurança. Assusta-me saber da possibilidade de trocar os critérios e os valores com que me oriento na vida a acabar por pensar que a bem-aventurança está onde tu vês a maldição. Mostra ao meu coração, Senhor, o verdadeiro sentido e valor das realidades do mundo e dos homens para não desejar perder-me nelas ao ponto de lhes entregar toda a minha vida.

MEDITAÇÃO SOBRE A CRISE DA IGREJA

Por Pe. Jorge Teixeira da Cunha

As notícias que circulam sobre assuntos da Igreja causam perplexidade em muitas pessoas. Os jogos de poder da Cúria Romana, a dimensão dos crimes de abuso por parte de clérigos de todos os graus, a oposição declarada ao Papa, o afrontamento de grupos de pressão com violência explícita são um sinal dos tempos de comunicação massiva que vivemos. Muitos se perguntam pelo sentido de tais notícias ou de tais factos. Será que vivemos um novo Inverno da Igreja? É necessário olhar com atenção para não perder o pé.

A Igreja sempre viveu em crise. Reparemos que “crise” quer dizer avaliação e ocasião de melhoramento, mediante um aprofundar da coincidência da vida eclesial com o Evangelho de Jesus. No nosso tempo, o que se está a passar é uma superação de um certo modo de a Igreja se entender a si mesma. É um processo que vem de longe e que teve o seu momento principal no Concílio Vaticano II. Trata-se de pensar de outro modo a Igreja no mundo, não como uma instituição visível e poderosa, mas como uma presença discreta, à imagem do fermento na massa. A isso, o Papa Francisco chama superação do clericalismo. Converter-se, por este caminho estreito, é ser melhor Igreja.

Mas alguém perguntará se a evidência dos crimes de abuso por parte de clérigos não é um sinal terrível de infidelidade. Claro que é, e claro que os crimes têm de passar pelo crivo da justiça. Mas ainda aqui, reparemos que em tudo isto se vislumbra uma evolução moral. Até há três décadas atrás, não havia sensibilidade nem da moral da Igreja nem da moral cívica ao abuso de crianças e jovens. Nem lei penal havia para esse crime. Agora há sensibilidade e há penas. Isso é um avanço. A Igreja está a pagar por este escândalo um preço maior do que a sociedade. Mas não deve fugir ao castigo por mais doloroso que seja. Esperemos que possa fazer dessa dor uma ocasião de redenção.

Sobre este último ponto, há mais uma lição a aprender. Do ponto de vista da evolução moral, a Igreja professa que apenas a reconciliação, a penitência e o perdão podem superar o mal pessoal e social. Ora, este aspecto parece esquecido, se olhamos o modo justiceiro como o assunto dos abusos está ser tratado. A Igreja não pode proceder segundo o mecanismo expiatório, ou seja, castigar apenas aqueles que são apanhados pela lei civil e, depois, lavar as mãos como Pilatos. A cumplicidade moral em relação aos abusos foi e é bastante generalizada, desde a mais alta hierarquia até aos graus mais baixos. Por isso, ocorre castigar quem prevaricou, mas também assumir a culpa por todos os silêncios, todas as conivências e mesmo todas as chantagens sofridas e praticadas. 

A Igreja já superou ocasiões tão dolorosas como a que está a viver nos nossos dias. O que importa é que saia das dores mais confiada no poder da fé e não já no poder da força, mais humilde para poder superar o clericalismo em todas as suas formas, mesmo o clericalismo laical.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PRÉMIO D. ANTÓNIO FRANCISCO


A recordar a grandeza moral e humana de D. António Francisco dos Santos, a Irmandade dos Clérigos, a Associação Comercial do Porto, e a Santa Casa da Misericórdia do Porto, anunciam esta tarde o vencedor do Prémio D. António Francisco. Com um valor de 75 mil euros, destina-se a apoiar cidadãos ou instituições que se distingam na promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, na defesa e promoção dos direitos humanos, no diálogo inter-religioso e ecuménico e na promoção da paz. A cerimónia de atribuição está agendada para as 17h00, no Palácio da Bolsa.

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO da morte de D. António Francisco dos Santos

Ocorre a 11 de setembro o primeiro aniversário da morte de D. António Francisco dos Santos. A Diocese do Porto celebrará uma Missa, neste mesmo dia, na Catedral, às 19h00.
Esta data passará a ser o dia anual de sufrágio pelos bispos, sacerdotes e diáconos já falecidos.

«O CORAÇÃO HUMANO É UMA JANGADA EM CHAMAS NA DIREÇÃO DO INFINITO»

«Quem não deseja ser feliz? Quem não surpreende no mais íntimo da sua condição humana uma sede de plenitude? Esse é efetivamente o horizonte a que cada um de nós aspira: fomos criados para a felicidade, essa é a nossa verdade. E quando não a experimentamos sentimos que não somos, que algo de fundamental faltou, julgamo-nos vazios e naufragados. É como se a vida nos tivesse falhado.»

No artigo que assina semanalmente no jornal “Expresso”, D. José Tolentino Mendonça acentua que «a experiência da bem-aventurança é a de que a vida é, ou pode ser, completa e plena», e que «no cerne» do que se designa por cultura há «uma sede» das palavras de Jesus no discurso da montanha, que Santo Agostinho chamava de «Evangelho breve».

Todavia, «as bem-aventuranças não promovem o escapismo. O discurso cristão nada tem de idealização, triunfalismo ou indiferença em relação aos limites e, por vezes, aos implacáveis limites da existência. Pelo contrário: o programa de vida que as bem-aventuranças desenham dialoga com a nossa humanidade concreta e com os contextos e constrangimentos que nos cabe viver», aponta o arcebispo.

«Há no pulsar deste nosso tempo desencontrado mais inquietação espiritual, mais sede de absoluto, do que aquela que pensamos», como se pode intuir no escritor norte-americano Jack Kerouac (1922-1969), da «beat generation», que num dos seus diários escreve: «Ó Deus, preciso do teu rosto esta manhã, preciso de entrever o teu rosto através dos vidros empoeirados da janela, entre o fumo e o furor; preciso de escutar a tua voz acima do grande ruído da metrópole. Sinto-me exausto, ó Deus».

O arcebispo responsável pela biblioteca e arquivo da Santa Sé cita o livro “Hard to be a saint in the city: The spiritual vision of the beats”, de Robert Inchaust, lançado no início do ano, onde o autor assinala que Kerouac «foi um dos mais humildes e devotos escritores do século XX» e que «desejou ser uma versão jazz dos grandes místicos».

«De muitas maneiras, temos de reconhecer, o coração humano é uma jangada em chamas na direção do infinito», conclui D. José Tolentino Mendonça.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

VICENTINAS: RECOLHA DE BENS ALIMENTARES

Ainda não tínhamos dado conta do resultado da recolha de bens alimentares, que foi levada a cabo em Julho, pelas Vicentinas, e com a ajuda do grupo de jovens. Como podemos ver pelas imagens que agregamos neste cartaz, a generosidade de quantos contribuíram foi muito grande, pelo que é de todo o coração que deixamos sinceros agradecimentos em nome das Vicentinas e também da Paróquia. 
Bem-hajam, e que Deus a todos encha de bênçãos. 

domingo, 9 de setembro de 2018

UMA VIDA NA SENDA DE DEUS

D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto que em 2018 completou 50 anos de ordenação sacerdotal, disse à Agência ECCLESIA que este é um percurso “feliz” em que tem procurado promover uma relação de proximidade com todos.

“Estou feliz. Estou feliz, não sonhei o percurso – é o que Deus vai pondo pelo caminho, as pessoas que se vai encontrando -, mas estou feliz e não me arrependo minimamente do passo que dei. Pelo contrário”, referiu o sacerdote, em entrevista por ocasião do 50.º aniversário de ordenação sacerdotal.

A Diocese do Porto assinala a data este domingo, dia da Dedicação da Catedral, pelas 16h30, numa Missa conjunta pelo centenário da morte de D. António Barroso e pelo jubileu sacerdotal de D. Pio Alves.
(...)
Pio Gonçalo Alves de Sousa nasceu em Lanheses, Concelho de Viana do Castelo, a 20 de abril de 1945; foi ordenado presbítero a 15 de agosto de 1968 na Sé de Braga e nomeado bispo pelo Papa Bento XVI a 18 de fevereiro de 2011, tendo a ordenação episcopal decorrido a 10 de abril desse ano.

BEM A PROPÓSITO DA CATEQUESE

Dez regras para a participação na catequese

1.º A inscrição na catequese é recomendada, mas não é obrigatória. É livre. Pais e filhos podem dirigir-se à Igreja e inscrever-se de livre e espontânea vontade. Ao inscrever-se, aceitarão as regras: horário, lugar, catequistas, atividades programadas, por exemplo.

2.º Os catequistas são pessoas normais, que tem família, trabalho, atividades pessoais, estudos, problemas, alegrias, frustrações, desânimo, ou seja, sentimentos comuns a qualquer pessoa. Por isso, hão de ser tratados com carinho e respeito. Mais ainda, quando ser catequista não é uma profissão, mas uma atividade de voluntariado.

3.º Quando a catequese organiza palestras, encontros, reuniões, convívios, celebrações, é porque quer construir uma ponte de relacionamento com as famílias, em particular, e com toda a comunidade paroquial. Gostar-se-ia que todos participem com entusiasmo, sem murmúrios nem a olhar frequentemente para o relógio. Bastará pensar que foram necessárias muitas horas de preparação para que decorra bem uma atividade que durará apenas uma hora.

4.º A catequese não é um depósito de crianças e jovens, nem os catequistas são substitutos dos pais. A catequese é um espaço para aprofundamento dos assuntos de Deus e de educação cristã e humana. A catequese apoia e complementa aquilo que é/deve ser feito em família.

5.º A catequese é um processo contínuo, dura anos. A catequese acompanha o desenvolvimento intelectual e afetivo em cada idade.

6.º O conteúdo da catequese é a Verdade trazida por Jesus Cristo. Todos hão de ser verdadeiros. Não mentir nem ajudar a inventarem desculpas para tentar enganar os pais, catequistas ou quem quer que seja é uma regra fundamental.

7.º A catequese é religião, no sentido de ligar a pessoa Deus. Por isso, é também elo de fraternidade entre as pessoas. A catequese é expressão da Igreja de portas abertas, que acolhe a todos. O ecumenismo (diálogo entre igrejas cristãs) e o diálogo inter-religioso são promovidos.

8.º A catequese é uma atividade da Igreja. A Igreja são todos os fiéis: clero e leigos. É tão catequista aquele que acompanha o grupo, como o pároco, a freira, o pai, a mãe, os vizinhos. «Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras», escreveu S. Tiago na sua carta (Tg 2, 18).

9.º O dia da primeira comunhão ou crisma não é formatura. Não são o fim de nada, mas o começo.

10.º A catequese merece ser tratada da mesma forma que a escola e todas as atividades formativas e lúdicas que os pais oferecem aos filhos.

sábado, 8 de setembro de 2018

DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM - Ano B

SALMO RESPONSORIAL Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1) 
Refrão: Ó minha alma, louva o Senhor. 

O Senhor faz justiça aos oprimidos, 
dá pão aos que têm fome 
e a liberdade aos cativos. 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos, 
o Senhor levanta os abatidos, 
o Senhor ama os justos. Refrão 

O Senhor protege os peregrinos, 
ampara o órfão e a viúva 
e entrava o caminho aos pecadores. 

O Senhor reina eternamente; 
o teu Deus, ó Sião, 
é rei por todas as gerações. 

NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA

Neste dia em que celebramos o 
nascimento de Nossa Senhora
Rezamos:
Louvada seja na terra 
A Virgem Santa Maria:
Quer nas horas de tristeza 
Quer nas horas de alegria;
Quer sobre as ondas do mar, 
Lá com a morte a porfia;
Quer nos escuros caminhos
Pelas noites de invernia;
Quer no lume da lareira. 
Quer no Sol quando alumia;
Quer no amor de toda a hora, 
Quer no pão de cada dia...
Louvada seja na terra 
A Virgem Santa Maria!

Liturgia das Horas

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

"TEMPO DA CRIAÇÃO "

De 1 de setembro a 4 de outubro, os cristãos em todo o mundo unem-se na ação e na oração pela criação. É o “Tempo da Criação”, celebrado em todas as partes do globo.
“Pergunta, pois, aos animais e eles te ensinarão; às aves do céu e elas te instruirão. Fala (aos répteis) da terra, e eles te responderão, e aos peixes do mar, e eles te darão lições. Entre todos esses seres quem não sabe que a mão de Deus fez tudo isso?” (Jó 12,7-9).
Um vez por ano, de 1 de setembro a 4 de outubro, os membros da família de Cristo reservam um tempo para aprofundar seu relacionamento com o Criador, com o próximo e toda a criação. Estamos a falar do Tempo da Criação, que teve início em 1989 com o primeiro reconhecimento do dia de oração pela criação por parte do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, mas que agora é celebrado por toda a família ecuménica.
Durante o Tempo da Criação, unimo-nos para celebrar a boa dádiva da criação e refletir sobre o cuidado que lhe dispensamos. Essa é uma oportunidade preciosa que temos para interromper as nossas rotinas diárias a fim de contemplar a teia de vida que nos une.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

"Todos Discípulos MISSIONÁRIOS"

O nosso mundo tem sede de Deus. E muita! Se até a «detestável» Nínive se abriu a Deus e à sua graça, muito mais o nosso tempo, caracterizado porum renascer religioso, muitas vezes «selvagem». Não podemos «fugir» desta obrigação, como Jonas: temos antes de proceder como Jesus junto ao poço de Jacob: esperar que a samaritana chegue e saciar-lhe a sede da “água viva”. Claro que este «esperar», hoje, não é passividade, mas enorme atividade. Nesta disposição é que começa a conversão missionária das estruturas da nossa Igreja. E até a sua santidade, a qual, como refere o Papa Francisco na sua mais recente Exortação Apostólica, a “Alegrai-vos e Exultai” (Gaudete et exultate), passa pela persistência, paciência, mansidão, alegria, sentido de humor, ousadia e ardor. Sempre em comunidade e em oração contante (n. 112-157). 

Nossa Senhora da Assunção, Padroeira da Diocese do Porto, nos ajude a sermos membros vivos da Igreja da qual ela é Mãe e modelo. Participemos do espírito destemido de D. António Barroso, de quem celebramos o centenário da sua morte. E identifiquemo-nos completamente com a missão, a exemplo do P. Américo, ordenado Presbítero há noventa anos.

Porto, junho de 2018
O vosso bispo e irmão,
+ Manuel Linda

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3733:plano-diocesano-de-pastoral-2018-2019&catid=76:noticias

«A POESIA É, AINDA HOJE, O MODO MENOS INDIGNO DE FALAR DE DEUS»:

«E se Deus regressasse à poesia e isso fosse não uma reação mas a novíssima revolução? O luxo da modernidade é, sem dúvida, poder ler os textos e a realidade sem Deus, mas a noite sem estrelas é menos bela, e Deus nunca abandonou a poesia, somente se revestiu de fragilidade e mais humanidade, vestiu-se de mendigo e preencheu os espaços em branco que separam uma palavra da outra, iluminando as palavras de um mistério ainda mais profundo. A poesia é, ainda hoje, o modo menos indigno de falar de Deus. É por isso que o grande teólogo Hans Urs Von Balthasar escreveu que a melhor teologia do século XX foi escrita por poetas.»

São de um poeta e padre português, e agora dos leitores, as palavras acima transcritas, extraídas de uma entrevista publicada esta terça-feira na página Ytali.

Nascido a 17 de abril de 1973 em Joane, Famalicão, Mário Rui de Oliveira, doutorado em Direito Canónico e em Jurisprudência pela Universidade Pontifícia Gregoriana, vive em Itália desde 2007, trabalhando ao serviço do Vaticano como ministro do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta instância judicial da Igreja.
(...)
Mário Rui de Oliveira define-se com a indefinição: «Sou ainda um mistério muito grande para mim próprio como poeta. Não sei sequer porque continuo a escrever e se aquilo que escrevo pode considerar-se poesia. Sou um homem simples que talvez tenha sido visitado pela poesia sem a ter negado. Mas a santidade é muito mais importante e deveria ser esta a maior ambição do poeta».

CATEQUESE EM PREPARAÇÃO

CONVITE

Aos pais ou encarregados de educação a inscrever até ao final de setembro, as crianças que completam 6 anos em 2018, para assim iniciarem este ano catequético a sua caminhada de fé.

A inscrição pode ser feita no Cartório Paroquial, de terça a sábado, entre as 15h e as 19h, ou através da nova página paroquial (www.paroquiavilardoparaiso.wordpress.com), no módulo “serviços online”. 

A inscrição tem um valor de 5 euros e os documentos necessários são uma cópia do boletim de nascimento ou cartão de cidadão, um comprovativo de batismo (se não foi batizada na paróquia), e uma fotografia atualizada. 

N.B.: Caso efetue a inscrição online, terá de a validar no Cartório Paroquial com o pagamento e a entrega dos documentos referidos.

“Quem a Deus tem, nada lhe falta.”
Juntos na missão de educar na fé,
O Secretariado da Catequese

terça-feira, 4 de setembro de 2018

OS JOVENS DA ÁFRICA – O Vídeo do Papa – Setembro 2018

O Papa Francisco quer que os jovens africanos tenham acesso a educação e trabalho de qualidade, sem necessidade de emigrar. Na edição de setembro de O Vídeo do Papa, realizada pela Rede Mundial de Oração do Papa, o Santo Padre assegura também que os jovens são a verdadeira riqueza deste continente.

“Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho nos seus próprios países. Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade numa oportunidade”, afirma Francisco. “Se um jovem não tem possibilidades de educação, que poderá fazer no futuro?”, pergunta o Papa.

SILÊNCIO E ORAÇÃO

O “silêncio” e a “oração” são a melhor resposta a quem procura divisões e “escândalo” na Igreja Católica.

“Que o Senhor nos dê a graça de discernir quando temos de falar e quando nos devemos calar”

“A verdade é mansa, a verdade é silenciosa, a verdade não faz barulho. Não é fácil, o que fez Jesus [silêncio], mas é a dignidade do cristão que está ancorada na força de Deus. Com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que procuram apenas o escândalo, que procuram apenas divisões, que só procuram a destruição, também nas famílias: silêncio. E oração”.

Papa Francisco
http://www.agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-papa-defende-silencio-e-oracao-como-resposta-a-quem-procura-divisoes-na-igreja/