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quarta-feira, 2 de abril de 2025

PAPA JOÃO PAULO II

No dia 2 de abril de 2005, há vinte anos, o mundo silenciou-se para dizer adeus a João Paulo II. Foi um adeus sentido, uma despedida sem pressa, como se a humanidade quisesse prolongar a presença de um homem que soube tornar-se casa para tantos. Karol Wojtyła, polaco de nascimento e peregrino de coração, foi um Papa que atravessou fronteiras, não apenas geográficas, mas também da alma.

Durante quase 27 anos, percorreu o mundo como quem leva no olhar uma sede antiga. Falou às multidões, mas sempre como se falasse a cada um. Deteve-se junto dos pobres, dos doentes, dos jovens, dos esquecidos. Tinha o dom raro de estar verdadeiramente presente, como quem escuta a vida para lá das palavras. Acreditava no diálogo, na reconciliação, na dignidade de cada ser humano. Foi poeta, filósofo, pastor, e, sobretudo, um homem de oração.

Nos últimos anos, o seu corpo traiu-lhe a força, mas nunca lhe roubou a luz. O sofrimento foi-lhe moldando o rosto, tornando-o ainda mais próximo da cruz que sempre carregou com amor. Quando, enfim, partiu, Roma e o mundo inteiro ficaram suspensos num silêncio cheio de lágrimas e gratidão. Porque João Paulo II não foi apenas um Papa. Foi um farol. Um abraço. Uma voz que nos ensinou a confiar mais na misericórdia do que no medo.

Hoje, vinte anos depois, o seu testemunho continua a arder como um lume brando. O tempo não o apaga. Porque há vidas que, ao invés de terminarem, apenas mudam de lugar.


Manuel Sampaio
Catequese e Família 

sábado, 22 de outubro de 2011

Igreja celebra memória de João Paulo II


A Igreja Católica celebra este sábado, pela primeira vez, a memória litúrgica de João Paulo II (1920-2005), Papa polaco que foi beatificado em maio deste ano pelo seu sucessor, Bento XVI, no Vaticano.
A data assinala o dia de início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.
Na habitual resenha biográfica que é apresentada no calendário dos santos e beatos, João Paulo II é lembrado pela “extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo”.
“Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental”, pode ler-se.
Aos fiéis é proposta ainda uma passagem da homilia de João Paulo II no início do seu pontificado, precisamente a 22 de outubro de 1978, na qual afirmou: «Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!».

sábado, 30 de abril de 2011

HOMENAGEM AO PAPA JOÃO PAULO II

Jovial, sereno, interior, afável,
Olhos no Céu, pés caminhando,
Alma de Apóstolo incansável,
O mundo abraças, em Fé, orando.

Palavras de Esperança ao mundo gritas:
Amor, Justiça, paz, Perdão.
Unir os homens todos nas conquistas,
Libertá-los dos grilhões da escravidão.

O teu rosto de Pontífice, eleito,
Semeado de rugas, inda novo,
Encerra poemas de dor e pleito
Gritando mágoas do teu próprio povo.

Unidos a ti, sempre estaremos,
Nós, jovens todos, de Portugal;
Dá-nos tua bênção e venceremos
O dia, a treva, a cruz, até final.

Farol de Luz Eterna no finito humano,
Avanças, sem medo, cantando um hino,
Trazendo ao «peito ilustre lusitano»:
Indulgências, no bordão de peregrino,
Magnificência, no cortejo soberano,
A Maria que deu vida ao teu destino.

Pe. António Pinto da Silva