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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A CRUZ É A GLÓRIA E A EXALTAÇÃO DE CRISTO

Liturgia das horas  
Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo
(Sermão 10, na Exaltação da Santa Cruz:
PG 97, 1018-1019.1022-1023) (Sec. VIII)

E se a Vida não tivesse sido crucificada, não teriam brotado do seu lado aquelas fontes de imortalidade, o sangue e a água, que purificam o mundo; não teria sido rasgada a sentença de condenação escrita pelo nosso pecado, não teríamos alcançado a liberdade, não poderíamos saborear o fruto da árvore da vida, não estaria aberto para nós o Paraíso. Sem a cruz, não teria sido vencida a morte, nem espoliado o inferno.
http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/santos/santos_ver.asp?cod_santo=152

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14 de setembro

EVANGELHO Jo 3, 13-17
«O Filho do homem será exaltado»
Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação.
Objecto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atracção para todos os homens.
Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da cruz, «sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça» (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38).
http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/santos/santos_ver.asp?cod_santo=152

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

"A morte de Cristo é a consequência da Sua descida até à nossa humanidade, e é designada, paradoxalmente, como elevação; porque fisicamente a cruz coloca-se ao alto; com a Sua morte começa a Sua glorificação, a Sua Páscoa, a Sua passagem para o Pai (12, 23-34). Esta é, ao mesmo tempo, a maior prova do amor do Pai, que não nos enviou o Filho para julgar ou condenar, mas para dar testemunho da verdade (Jo 18, 37) – uma vida que alcançamos pela adesão plena a Ele. Este é o sentido da festa da Exaltação da Santa Cruz, que hoje celebramos."

D. António Moiteiro

domingo, 14 de setembro de 2014

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

" Ver o Filho do Homem levantado na Cruz é ver passar dois filmes: 1) o da nossa violência e malvadez, postas a descoberto naquele rosto desfigurado, naqueles chagas abertas, naquele sangue a escorrer ou já coalhado: está ali, bem diante de nós, a imagem do pecado que está escondido em nós; 2) passa ali também o filme do imenso amor de Deus, que não faz frente à minha violência, mas a abraça. Sendo Deus amor, então a única maneira que Ele tem de curar o meu pecado, não é decretar, lá do alto e de dentro das paredes douradas da sua eternidade, uma qualquer amnistia. A única maneira que Deus tem de me curar é descer ao meu mundo, viver no meu mundo, caminhar comigo, sujeitar-se às minhas maldades e atroplias, sofrê-las e absorvê-las. É só assim, desarmado e só amando, que pode dissolver e absolver o pecado que há em mim. «Deus amou tanto o mundo» (João 3,16). A cura não é mágica. Levantada e exibida bem diante dos nossos olhos, naquele rosto desfigurado e naquele sangue a escorrer, a imagem da violência, mentira, ódios, dentro de nós escondida, mas agora declarada, conhecemos agora a doença de que padecemos. Podemos, portanto, começar a tratar-nos. E o remédio também está ali exposto bem diante dos nossos olhos: é aquele amor e perdão subversivos!"

D. António Couto

sábado, 13 de setembro de 2014

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14 de Setembro

SALMO RESPONSORIAL Salmo 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)
Refrão: Não esqueçais as obras do Senhor.

Escuta, meu povo, a minha instrução,
presta ouvidos às palavras da minha boca.
Vou falar em forma de provérbio,
vou revelar os mistérios dos tempos antigos.

Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam,
tornavam a voltar-se para Ele
e recordavam-se de que Deus era o seu protector,
o Altíssimo o seu redentor.

Eles, porém, enganavam-n’O com a boca
e mentiam-Lhe com a língua;
o seu coração não era sincero,
nem eram fiéis à sua aliança.

Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado
e não os exterminava.
Muitas vezes reprimia a sua cólera
e não executava toda a sua ira.