sábado, 6 de fevereiro de 2016

DOMINGO V DO TEMPO COMUM - Ano C

SALMO RESPONSORIALSalmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5.7c-8 (R. 1c) 
Refrão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, Senhor.

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, 
porque ouvistes as palavras da minha boca. 
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar 
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

Hei-de louvar o vosso nome 
pela vossa bondade e fidelidade, 
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome 
e a vossa promessa. 
Quando Vos invoquei, me respondestes, 
aumentastes a fortaleza da minha alma.

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, 
quando ouvirem as palavras da vossa boca. 
Celebrarão os caminhos do Senhor, 
porque é grande a glória do Senhor.

A vossa mão direita me salvará, 
o Senhor completará o que em meu auxílio começou. 
Senhor, a vossa bondade é eterna, 
não abandoneis a obra das vossas mãos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

FESTA DE CARNAVAL, quase a chegar!


Lembramos que amanhã, sábado, 6 de fevereiro, 22h00, temos a Festa de Carnaval no Centro Paroquial. É organizada pela catequese e para todas as idades. 
Com máscara ou sem ela venha divertir-se!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

FEVEREIRO QUE CHEGA...

O Calendário Jovem 
dos Missionários da Boa Nova traz-nos Fevereiro com a frase: 
"O AMOR É QUANDO A GENTE MORA UM NO OUTRO",
e a contra capa da Revista BOA NOVA
lembra-nos as OBRAS DE MISERICÓRDIA.

ENCERRAMENTO DO ANO DA VIDA CONSAGRADA: Quando 1 é maior que 99...


A descoberta foi feita por uma aluna do curso de Economia da Universidade Nova de Lisboa e a conclusão levou-a para um convento de clausura: no Evangelho, 1 é mais do que 99.
Rita Maria de Assis tem 22 anos, é noviça da Ordem de Santa Clara (Clarissas) e está há dois anos no Mosteiro do Imaculado Coração de Maria em Lisboa.
Estudou economia, esteve seis meses fora do país no programa Erasmus, mas não encontrava resposta para algumas equações.
“Quando Deus larga as 99 ovelhas para ir à procura de uma que está perdida, então como é que um vale mais do que 99?”, questiona.

ENCERRAMENTO DO 5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS

É na próxima sexta-feira, 21h30
Auditório Municipal de Gaia
Uma noite de música, 
teatro e variedades a não perder!

FÁTIMA: A CAMINHO DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

O reitor do Santuário de Fátima disse em entrevista à Agência ECCLESIA que vai ser criado no recinto o ‘Pórtico do Centenário’, onde passarão as ‘Peregrinações Jubilares’ que assinalam o centenário das aparições.
O que vai marcar estes dois anos, sobretudo 2017, são as ‘Peregrinações Jubilares’ para os peregrinos que querem celebrar festivamente connosco o centenário das aparições”, disse o padre Carlos Cabecinhas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CATEQUESE DO 1º ANO

O primeiro ano falou nas três últimas catequeses de “um menino chamado Jesus”, em que Jesus é apresentado, em primeiro lugar, como um menino que cresce em estatura, em sabedoria e graça: que ama, e é obediente aos seus pais, de modo especial o seu Pai do Céu. Após este contacto com Jesus, as crianças são levadas a vê-lo como o grande Amigo, que nos ama, até dar a vida por nós, e nos revela o modo de comunicar com Ele e O amar. 
 
 Aproxima-se a quaresma tempo de reflexão. Como seria bom que nós adultos imitássemos verdadeiramente Jesus crescendo em sabedoria, estatura e principalmente em Graça.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS - 5ª CONVERSA

3 de Fevereiro, 21h30 
- No Grupo Dramático de Vilar do Paraíso -
Estamos na recta final do 5º Ciclo de Conversas Amplas, e convém não perder este 5º Painel. Lembramos ainda que a sessão final será na próxima sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, no Auditório Municipal de Gaia, em que vamos ter o prazer de escutar a voz da Irmã Maria Amélia, cujas músicas alegram muitas das nossas celebrações. Se ainda não adquiriu bilhete não demore, pois esperamos por si!

CICLO DE CONVERSAS AMPLAS

4ª CONVERSA 
(com o nosso bispo Sr. D. António Francisco dos Santos)
No passado dia 29 de janeiro, D. António Francisco começou a sua intervenção por saudar, em primeiro lugar, a recente nomeação do bispo D. António Augusto Azevedo, que foi pároco da nossa freguesia, e também os missionários da Boa Nova e ainda saudar a iniciativa e criatividade destes ciclos de conversas amplas que a pastoral familiar tem promovido na nossa paróquia de Vilar do Paraíso.
De seguida, deu-nos o privilégio de falar do seu percurso de vida, revisitando em memórias a sua infância e juventude. A sua terra natal – freguesia de Tendais, em Cinfães do Douro – a escola, a casa, os sabores, os odores, a igreja, o colégio, o seminário de Lamego…enfim, toda a sua caminhada até chegar aqui tão perto de nós. Para ele, a vida só tem sentido quando é uma vida partilhada, dada por inteiro… 
Tivemos, pois, naquela noite, o privilégio de conhecer o nosso bispo assim face a face, estando em comunhão com ele na partilha da sua história.
Filho e neto de emigrantes, no Brasil, D. António Francisco cresceu longe do pai, educado pela mãe e avós, numa família cristã onde se rezava o terço todos os dias. Ainda criança adormecia durante a oração do terço e, acordado por sua mãe, o avô dizia” deixa dormir o menino”. Sabia o seu avô que não há melhor forma de adormecer do que rezando e dormindo também se reza.
Recorda a infância passada na sua terra situada entre a serra e o rio, onde existiam então muitas famílias e muitas crianças. Havia cinco escolas e a mais próxima da sua casa distava cerca de uma hora de caminho. Teve uma infância feliz, gostou muito da escola e a única tristeza foi ter sido o único rapaz a prosseguir os estudos.
Os seus pais desejavam muito que estudasse para ter uma profissão com futuro e, assim, depois de dez anos passados na aldeia, iniciou-se uma segunda etapa da sua vida. Porém, o projeto que Deus tinha para si não era o mesmo dos pais. Ainda na primária, um dia numa redação escreveu que queria ser padre e a professora chamou-o e queria que ele lesse a redação para a turma, mas ele respondeu-lhe que era segredo, nem à mãe ele havia contado. A professora insistiu que lesse porque era uma coisa boa para ele e para todos e que iria ela contar à mãe. Perante a reação da professora ele percebeu na alegria dela que deveria ser realmente uma coisa boa. Como prometera, a professora contou a sua mãe que, tratando-se do seu único filho, recebeu a notícia com desconfiança. Escreveu ao pai contando do seu desejo de ser padre e ir para o seminário ao que o pai respondeu “deixa-o ir que ele depois muda de ideias”.
Já no seminário, sempre que vinha de férias sua mãe perguntava: “Ainda voltas?”
Sempre voltou e terminou…. Dos seus colegas muitos desistiram e chegaram ao fim muito poucos.
A sua formação é contemporânea do maio de 68, em França, e do concílio Vaticano II e dos movimentos que dele resultaram.
A felicidade e o bem não estão em fazer o que achamos bem, mas em fazer o que está bem…
Quando a sua mãe adoeceu esteve internada durante 9 meses, perdeu grande parte das suas capacidades, nomeadamente deixou de falar, tendo posteriormente recuperado. Passados 12 anos teve uma recaída, ficando desde então acamada.
Como filho único tinha o sentido da missão, sabia que queria estar aí ao lado da sua mãe na doença. Falou com o seu bispo e decidiu ficar a viver com ela. Ela demonstrou a sua disponibilidade para ir para um lar. Ele sabia que ela o demonstrava para não perturbar a sua missão de padre, mas nunca lá a colocou.
O sentido da missão consiste em procurar, descobrir, abraçar, deixar-se seduzir pelo projeto de Deus. A missão de serviço aos outros, o sentido do bem que as pessoas querem realizar, vidas dadas por inteiro. A realização pessoal passa sempre pelo serviço aos outros. Ser um olhar sereno que ajude a encontrar serenidade, poder ir ao encontro numa vida gasta e desgasta ao serviço dos outros. Tantas pessoas que vão ao encontro dos outros num mundo tão policêntrico… 
A chave desta vida de entrega são as Bem-Aventuranças.
Uma frase que ajuda à sua realização é que “gosta de partir de manhã com alegria e regressar com gratidão”.
Depois de sair da sua terra e de fazer os seus estudos foi estando em diversos sítios. “Onde nos plantamos é que temos de florir e frutificar”. Mas voltar à nascente, à família, à escola, à terra faz bem! É bom!...
Recorda a oração diária do terço e a oração da sua mãe a N.ª Sr.ª: “Mãe Tu tudo podes porque és mãe de Deus e tudo deves porque és minha mãe”. O espírito orante da sua mãe teve repercussão na sua vida. A oração é a melhor alavanca para superar os obstáculos. Citando alguém: “Reza como se tudo dependesse de Deus e trabalha como se tudo dependesse de ti “. 
Orar e pedir a Deus que nos dê luz para ver o caminho e coragem para decidir o caminho. Deus não nos pede o que é fácil, mas antes o que é necessário.
Referiu ainda que muito aprendeu com o bispo D. António Baltasar Marcelino cujo lema era: “Quem quer o que Deus quer tem tudo quanto quer.”
Duma forma muito serena, muito fluída, assim o orador nos foi mostrando a tela da sua vida em que cada etapa foi encarada com essa entrega de quem só encontra sentido para a vida quando a parte e reparte, gasta e desgasta por inteiro, ao serviço dos outros com a alegria de quem tem o Evangelho por bússola e a vontade de Deus por projeto.
Um belo quadro, que podemos dizer se completou com a afabilidade das respostas às perguntas da assembleia. E assim terminou a noite, com a comunidade paroquial mais enriquecida, mais irmanada, mais próxima, mais em comunhão com os seus pastores. Doravante quando ao domingo rezarmos pelo nosso bispo António Francisco, com certeza a nossa oração será mais fecunda, porque mais do coração. O nosso Ámen será mais sentido…
Agradecimentos:
Equipa da Pastoral da Família
União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
FotoMartinhoValadares
Pedro Nobre  www.cca.2you.pt/

APRESENTAÇÃO DO SENHOR - Nossa Senhora das Candeias

Recordamos com algumas imagens a celebração da Apresentação do Senhor, em 2015, em que D. João Lavrador - agora bispo coadjutor da Diocese de Angra do Heroísmo - esteve junto de nós neste dia da devoção à Senhora das Candeias, da Luz, ou da Candelária, ou da Purificação (todos estes nomes designam a mesma Nossa Senhora).  
 
A origem desta devoção tem o seu começo na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o seu nascimento. Portanto, sendo celebrada no dia 2 de Fevereiro.
 
 

ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE D. ANTÓNIO AUGUSTO AZEVEDO - 19 DE MARÇO

"Hora de Gratidão e Esperança"
O bispo do Porto quer ver a Sé local cheia, no dia 19 de março, para celebrar a ordenação episcopal do novo bispo auxiliar da diocese, D. António Augusto Azevedo.
Numa nota pastoral enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. António Francisco dos Santos desafia “sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos”, bem como “todos quantos, de perto ou de longe, possam juntar-se”, a viverem aquela “hora de gratidão e de esperança”.
“Demos graças a Deus pelo dom de uma nova ordenação episcopal e pela bênção de todos quantos na Igreja do Porto entregam por inteiro a sua vida a Deus para o serviço da Igreja, no ministério ordenado”, exorta o prelado.

BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA - Reaberta ao Público

O reitor do Santuário de Fátima afirmou que as obras na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, hoje reaberta ao público, permitiram criar um “itinerário devocional” junto aos túmulos dos Pastorinhos de Fátima.
Queremos propor a todos os peregrinos que queiram aceder aos túmulos um itinerário devocional que os conduza aos túmulos e criar condições nas capelas tumulares para que eles rezem”, referiu o padre Carlos Cabecinhas em entrevista à Agência ECCLEISA.
O reitor do Santuário de Fátima recordou que, até agora, quem ia à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e procurava rezar junto dos túmulos de Francisco, Jacinta e Lúcia, rezava contra o espaço, tinha de rezar lateralizado em relação às próprias capelas tumulares”.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LECTIO DIVINA

Evangelho: Mc 5, 1-20
«Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez
e como teve compaixão de ti»
 
Rezar a Palavra

Vem à minha casa, Senhor.
 Faz morada em mim. 
Não permitas que me abandone a mim mesmo 
e deixe a minha casa disponível para toda a espécie de mal. 
Faz-me atento, Senhor, para que não entre em mim 
a miséria interior que me despersonaliza e me destrói. 
Sê o meu salvador. 
Liberta-me das correntes do mal. 
Faz-me viver em ti.


domingo, 31 de janeiro de 2016

PARABÉNS AO SENHOR DIÁCONO JOSÉ ANGÉLICO

Hoje festeja o seu aniversário natalício o senhor Diácono José Angélico, ocasião para lhe endereçarmos os nossos parabéns e votos de muitas felicidades.
Pedimos a Deus que lhe dê também saúde, alegria, fé, esperança e caridade, para continuar junto de nós a exercer o seu ministério de Diácono Permanente.

sábado, 30 de janeiro de 2016

DOMINGO IV DO TEMPO COMUM - Ano C

SALMO RESPONSORIALSalmo 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17 (R. cf. 15ab) 
Refrão: A minha boca proclamará a vossa salvação. 

Em Vós, Senhor, me refugio, 
jamais serei confundido. 
Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me, 
prestai ouvidos e libertai-me. 

Sede para mim um refúgio seguro, 
a fortaleza da minha salvação. 
Vós sois a minha defesa e o meu refúgio: 
meu Deus, salvai-me do pecador.  

Sois Vós, Senhor, a minha esperança, 
a minha confiança desde a juventude. 
Desde o nascimento Vós me sustentais, 
desde o seio materno sois o meu protector. 

A minha boca proclamará a vossa justiça, 
dia após dia a vossa infinita salvação. 
Desde a juventude Vós me ensinais 
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.  

FOLHA DOMINICAL - informações e reflexões importantes para toda a comunidade



RETIRO PARA CATEQUISTAS

ACEITA O CONVITE
 «Um Deus contado, rezado e esperado nuns quantos textos da Bíblia: Números, Cântico dos Cânticos, Qohelet, no AT; cartas pastorais do Paulo, carta aos Hebreus, Judas … no NT.»

Será um tempo, para disponibilizar-se ao toque do Deus MISERICORDIA que se debruça sobre o ser humano e o convida a viver na sua intimidade para chegar a : Ser perfeito como O Pai é perfeito… na MISERICÓRDIA.

Será um tempo de encontro e encontros, de oração e reflexão, de silêncios e de partilhas… de contemplação e espanto!os livros mais desconhecidos da Bíblia.»  P. R. S.

Mais informações e Ficha de Inscrição em:

CAMINHADA DIOCESANA QUARESMA-PÁSCOA 2016

Pratica a misericórdia, com alegria! (Rom.12.8)
Felizes os misericordiosos! (Mt.5,7)

A Caminhada Quaresma-Páscoa, que agora apresentamos, integra-se na pedagogia de ação pastoral que desejamos implementar na nossa Diocese e que o Plano Diocesano de Pastoral 2015/2020 nos propõe, para motivar todos os agentes de pastoral, mobilizar as comunidades cristãs e fortalecer o sentido de que somos uma só Igreja. Desejamos, assim, neste Ano Jubilar e, particularmente neste tempo da quaresma e da páscoa, “valorizar a formação sobre as obras de misericórdia, traduzidas e concretizadas, para hoje, em resposta às exigências do nosso tempo e aos desafios das novas formas de pobreza” (PDP, 2015, p.31).

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2964:caminhada-diocesana-quaresma-pascoa-2016&catid=181:a-alegria-do-evangelho-e-a-nossa-missao&Itemid=304

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS

3.ª Conversa
(com Laurinda Alves, jornalista e professora)
Titular de um vasto currículo, onde predominam as atividades de cidadania e de voluntariado, Laurinda Alves conversou sobre o seu percurso de vida, de forma fluída e coloquial, para corresponder ao tema do Ciclo de Conversas Amplas deste ano - Quem sou eu? – Identidade e realização pessoal”.
Começou a oradora por dizer que era feliz por estar ali no presente a viver aquele momento connosco.
 
E prosseguiu… Na vida, deparamo-nos muitas vezes com grandes perdas, grande sofrimento, e é aí, paradoxalmente, que nos encontramos, porque nos interrogamos, nos questionamos…
É católica, fez o percurso catequético, integrou grupos, nomeadamente de escuteiros, que foram grandes escolas de vida e ajudaram -na a conhecer Deus.
Os seus avós foram os pilares de retidão, de justiça, de gratidão, transmitidos aos seus pais e a si. Mas em determinada fase da sua vida afastou-se da igreja e de Deus, embora continuasse a rezar. Até aos 18 anos sentiu que a Igreja não ajudou. Afastou-se porque não se identificava com ela. Porque a interpretação bíblica transmitida lhe parecia abstrata e pouco se ligar com a vida do dia-a-dia. Quando ouvimos no fim da leitura “Palavra da Salvação” não é a Palavra de há dois mil anos, é a Palavra que salva hoje. Na sua catequese o inferno tinha um peso superior ao céu. Apreendeu a imagem de um Deus controlador e castigador e não o Deus da misericórdia, o Deus que “reza” para que a Sua misericórdia nunca falte entre nós…
Numa fase da sua vida mais complicada, marcada por grande sofrimento, cruzou-se com o Pe Vaz Pinto que foi por ela entrevistado na RTP. E a conversa levou a um convite para conversar em outro lugar. Ela aceitou e foi o seu primeiro exercício de silêncio. A partir desse momento foi a “volta” ou a viragem na sua espiritualidade e a sua aproximação com Deus e com a Igreja. A sua espiritualidade nos últimos 20 anos é bem diferente da dos primeiros 20.
Integra um movimento jesuíta e faz exercícios espirituais para ajudar a viver o presente, deixando de estar agarrada ao passado ou antecipar o futuro.
Encontrar o equilíbrio, o ponto do “aqui e agora” é uma aprendizagem. O aqui e agora é ser inteira, conseguir a unidade interior. É o estar aqui e não estar a pensar em outra coisa, principalmente quando se tem muitas coisas em simultâneo, como é o caso dela. 
Nos três anos de desemprego que viveu reforçou a oração e o voluntariado. Fez voluntariado à cabeceira de doentes terminais e fez o curso de formação em cuidados paliativos. Tudo isso fê-la ter a sensação de pertença a um grupo, a uma equipa, o que era muito importante, pois no desemprego além das dificuldades financeiras que se enfrenta, situação que é difícil, é pior ainda o sentimento de não pertencer a lado nenhum.
Durante esse período de três anos, não podendo carregar o sofrimento que ali observava, principalmente em jovens em que a vida ainda era uma promessa, quando descia de elevador para o estacionamento, ia banhada em lágrimas, mas a partir do momento em que deixava o hospital tinha que esconder no seu rosto as marcas desse sofrimento para chegar a casa e continuar a vida na sua família.
Mas o testemunho que ali recebeu de quem se pacificou com a vida, de quem se converteu, de quem morreu zangado com a vida, de quem contou segredos, ensinou-lhe a devolver questões para responder a questões, o que dá margem para conversar. Aprendeu muito sobre a vida, sobre Deus. Experienciou o milagre da transformação interior.
Recebeu de um dos seus guias espirituais o pensamento de que não nos devemos preocupar muito com o que entra em nós, pois muito vai entrar, nem também com o que anda em nós pois o que é às onze já não é ao meio-dia. Mas devemos ter toda a preocupação com o que sai de nós.
Aberta ao diálogo com a assembleia, foram colocadas algumas questões, o que permitiu prolongar a partilha daquela noite. 
SER FELIZ, afinal, também se aprende e exige treino… É difícil…mas também ninguém disse que a vida era fácil!
Sem dúvida que o CCA está, definitivamente, na agenda do grupo da Pastoral da Família. Fica o nosso agradecimento.  
Agradecimentos:
Equipa da Pastoral da Família
ACRAV
União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
FotoMartinhoValadares
Pedro Nobre  www.cca.2you.pt/