CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!
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terça-feira, 21 de outubro de 2025

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA

Com humildade, oração e perseverança estamos de volta às nossas atividades em mais um ano com todos os que comungarem deste espírito de missão. É o ENCONTRO com JESUS que nos move e tudo acontece por Ele e com Ele. 
O guião para o ano de 2025/2026 já se encontra publicado e os grupos de catequese que desejem implementar mensalmente uma catequese missionária podem ver em  https://www.opf.pt/infancia/
O pequeno Grupo da Paróquia iniciou neste Domingo Mundial das Missões os seus encontros e foi "notícia"!
Com Jesus e com Maria, missionários todo o dia rezando AVÉ-MARIA por todas as crianças do mundo. Sempre amigos! 

sábado, 18 de outubro de 2025

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

ORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2025

Pai de bondade,
faz de nós “pessoas da Primavera”,
com um olhar repleto de esperança
que possamos partilhar com todos.

Ajuda-nos a manter acesa
a chama da esperança,
para que se torne numa grande fogueira
que ilumina e aquece o nosso mundo
“sobre o qual pesam sombras tenebrosas”.

Pedimos-Te pelos missionários
que, seguindo o Teu chamamento,
partiram para outras terras
para testemunharem
o amor que nos manifestastes em Cristo.

Fazei deles e de todos nós
missionários de esperança entre os povos,
dispostos a acolher, como Ele e com Ele,
o grito da humanidade.

Nós Te pedimos isto por meio de Maria,
Mãe de Jesus Cristo, a nossa esperança.
Ámen!

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 💗💗

22 de outubro, celebrado na Capela de S. Caetano, com dinamização da Infância e Adolescência Missionária.
Tal como sugeria o Guião missionário para este dia foi dado destaque à PALAVRA de DEUS, tendo a Bíblia sido trazida em procissão até ao ambão, virada para assembleia durante a proclamação do Evangelho e depois colocada em frente ao altar, com duas velas acesas, e onde já estavam as cores missionárias e uma imagem de Nossa Senhora, primeira missionária e companheira de jornada de todos os missionários que levam a Boa Nova aos quatro cantos do mundo.
Na homilia feita pelo Pe. Carlos, e depois de falar sobre as leituras referentes a este domingo, lembrou  discípulos de Emaús, cuja história narrada por Lucas no seu Evangelho (cf. 24, 13-35): «Corações ardentes, pés ao caminho».«, inspirou o Papa Francisco para a mensagem deste ano do Dia Mundial das Missões. 
"Aqueles dois discípulos estavam confusos e desiludidos, mas o encontro com Cristo na Palavra e no Pão partido acendeu neles o entusiasmo para pôr os pés ao caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado."
"Na narração evangélica, apreendemos a transformação dos discípulos a partir de algumas imagens sugestivas: corações ardentes pelas Escrituras explicadas por Jesus, olhos abertos para O reconhecer e, como ponto culminante, pés ao caminho. Meditando sobre estes três aspetos, que traçam o itinerário dos discípulos missionários, podemos renovar o nosso zelo pela evangelização no mundo de hoje."
No pós-comunhão, foram colocadas junto de Nossa Senhora duas rosas em homenagem aos missionários, recordando e rezando de forma particular por todos os que já se encontram no abraço de Deus.
Junto da BÍBLIA e aos pés da Mãe foi colocado um coração com os compromissos da IAM, para que com a ajuda de Nossa Senhora e dos pequenos missionários Francisco e Jacinta, padroeiros da IAM, possam ser cumpridos pelo Grupo Sementes Missionárias.
E rezamos: "Maria Mãe do caminho, Mãe dos discípulos missionários de Cristo e Rainha das missões, rogai por nós!"
Gratidão a todos os que participaram e ao Coro de S. Caetano que animou esta celebração. 🙏

domingo, 23 de outubro de 2022

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

Como «ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor” senão pelo Espírito Santo» (1 Cor 12, 3), também nenhum cristão poderá dar testemunho pleno e genuíno de Cristo Senhor sem a inspiração e a ajuda do Espírito. Por isso cada discípulo missionário de Cristo é chamado a reconhecer a importância fundamental da acção do Espírito, a viver com Ele no dia-a-dia e a receber constantemente força e inspiração d’Ele. Mais, precisamente quando nos sentirmos cansados, desmotivados, perdidos, lembremo-nos de recorrer ao Espírito Santo na oração (esta – permiti-me destacá-lo mais uma vez – tem um papel fundamental na vida missionária), para nos deixarmos restaurar e fortalecer por Ele, fonte divina inesgotável de novas energias e da alegria de partilhar com os outros a vida de Cristo. «Receber a alegria do Espírito é uma graça; e é a única força que podemos ter para pregar o Evangelho, confessar a fé no Senhor» (Francisco, Mensagem às Obras Missionárias Pontifícias, 21/5/2020). Assim, o Espírito é o verdadeiro protagonista da missão: é Ele que dá a palavra certa no momento justo e sob a devida forma.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões

domingo, 18 de outubro de 2020

INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Hoje, DIA MUNDIAL DAS MISSÕES, a Infância Missionária, de forma simples e com regras que todos conhecemos devido a esta pandemia que afeta toda a humanidade, nos deixa profundamente tristes, separados e sem abraços calorosos que enchem a alma, ainda assim não quis deixar de assinalar  este dia para dizer:Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6, 8). 
O ambiente para a celebração foi preparado com a Bíblia junto do altar, e ao seu lado estrelas com as  cores dos 5 continentes, numa clara alusão à Aclamação do Evangelho: "Vós brilhais como estrelas no mundo, ostentando a palavra da vida." Filip 2, 15d. 
A Luz, colocada nesta pequena pia junto do altar de Nossa Senhora, a lembrar o Plano Diocesano de Pastoral, em que será mantido, por mais um ano, o foco no Batismo, como Sacramento a valorizar. 
No momento da Aclamação do Evangelho as estrelas foram levantadas bem alto pelos meninos da Infância Missionária. 
O mesmo procedimento depois da proclamação do Evangelho, quando o Sr. Diácono levantou o Evangeliário. 
Neste Dia Mundial das Missões, na Oração Universal rezamos: "Pelas missões de todo o mundo, pelas religiosas e irmãos leigos que as servem e pelos cristãos que por elas oram sem desânimo."
O Rev. Padre Martins, Missionário da Boa Nova, presidiu a esta celebração, e lembrou que os meninos da Infância Missionária são o fermento para que o Reino de Deus cresça nas suas famílias, nos colegas e nos amigos. 
No pós-comunhão, as estrelas erguem-se de novo, agora para ser lida a oração do compromisso que estava escrita em cada uma das estrelas.  
A Missionária da Boa Nova Isabel Sousa, presente também nesta celebração a dar o seu testemunho, e  a incentivar que mais famílias tragam as suas crianças para este projeto da Infância Missionária. 
A terminar a celebração e enquanto se cantava: "Todos discípulos, discípulos missionários!- as estrelas pareciam querer "voar" mais alto e chegar ao céu! 
Depois da missa o encontro continuou por mais algum tempo com a colocação das estrelas junto da vela acesa e rezando a Nossa Senhora.
"A Santíssima Virgem Maria, Estrela da Evangelização e Consoladora dos Aflitos, discípula missionária do seu Filho Jesus, continue a amparar-nos e a interceder por nós."
Papa Francisco
Mensagem para do Dia Mundial das Missões 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES


OUTUBRO EM ORAÇÃO
à luz do Evangelho de cada dia

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». (Mt 22, 21)

Senhor, neste Dia Mundial das Missões pedimos-te que em todos os povos desperte a consciência da cidadania e da fé, que dá “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

sábado, 19 de outubro de 2019

XI PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA - 20 de Outubro

Este ano a nossa Peregrinação coincide com o Dia Mundial das Missões, a Peregrinação Nacional pelo encerramento do Ano Missionário e a Peregrinação Nacional pelos 175 anos do Apostolado da Oração.

Contamos com 7 autocarros, e em Fátima, no próximo domingo, vamos dar graças em comunidade.
Todos o que vão participar devem estar às 6h45 nos diversos centros: Ilha, S. Caetano, Igreja e S. Martinho. A partida será impreterivelmente às 7h00.

Programa da Peregrinação: 

10h00, Terço Missionário na Capelinha das Aparições;

11h00, Eucaristia, no recinto do Santuário.
No final os bispos portugueses consagram as dioceses de todo o país ao Coração de Jesus. Momento histórico que acontece junto do monumento ao Coração de Jesus, próximo da Capelinha das Aparições.

Na parte da tarde, no Centro Pastoral Paulo VI, participamos na Festa Missionária.

Quem não puder estar em Fátima pode seguir as celebrações através do site do Santuário em 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES - 20 de OUTUBRO

Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco


Queridos irmãos e irmãs,

1. Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

2. O título desta mensagem – «Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo» – é o mesmo do Outubro Missionário. A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo individual: da comunhão com Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 48).

3. A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como é possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)!

4. Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom da vida e, desde sempre, deu como destino a cada um dos seus filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6).

5. Esta vida é-nos comunicada no Batismo, que nos dá a fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Por conseguinte, neste sentido, o Batismo é verdadeiramente necessário para a salvação, pois garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com a sua plenitude na Eucaristia –, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher à espera de conversão e salvação. Com efeito, o Batismo é promessa realizada do dom divino, que torna o ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, no Batismo, é-nos dada a paternidade primordial e a verdadeira maternidade: não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como mãe (cf. São Cipriano, A unidade da Igreja, 4).

6. Assim, a nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios do Espírito Santo para a reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e do valor intrínseco de cada vida humana desde a conceção até à sua morte natural. O secularismo difuso, quando se torna rejeição positiva e cultural da paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal autêntica, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a diferença fica reduzida a ameaça infernal, tornando impossível qualquer aceitação fraterna e unidade fecunda do género humano.

7. O destino universal da salvação, oferecida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir a superação de todo o fechamento nacionalista e etnocêntrico, de toda a mistura do anúncio do Evangelho com os interesses económicos e militares das potências coloniais. Na sua Carta apostólica Maximum illud, o Papa lembrava que a universalidade divina da missão da Igreja exige o abandono duma pertença exclusivista à própria pátria e à própria etnia. A abertura da cultura e da comunidade à novidade salvífica de Jesus Cristo requer a superação de toda a indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente ao chamamento para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e da sua Igreja Santa. Anunciando a Palavra de Deus, testemunhando o Evangelho e celebrando a vida do Espírito, chamam à conversão, batizam e oferecem a salvação cristã no respeito pela liberdade pessoal de cada um, em diálogo com as culturas e as religiões dos povos a quem são enviados. Assim a missio ad gentes, sempre necessária na Igreja, contribui de maneira fundamental para o processo permanente de conversão de todos os cristãos. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa, a necessidade de salvação do pecado e a libertação do mal pessoal e social exigem a missão até aos últimos confins da terra.

8. A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário com a celebração do Sínodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia leva-me a assinalar como a missão, que nos foi confiada por Jesus com o dom do seu Espírito, ainda é atual e necessária também para aquelas terras e seus habitantes. Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da Igreja, a fim de que nenhuma cultura permaneça fechada em si mesma e nenhum povo fique isolado, mas se abra à comunhão universal da fé. Que ninguém fique fechado em si mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade do homem e da mulher, rumo a uma conversão cada vez mais plena à Verdade do Senhor Ressuscitado, que dá a verdadeira vida a todos.

9. A este respeito, recordo as palavras do Papa Bento XVI no início do nosso encontro de Bispos Latino-Americanos em Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que desejo transcrever aqui e subscrevê-las: «O que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do Batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, igualmente, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. (...) O Verbo de Deus, fazendo-Se carne em Jesus Cristo, fez-Se também história e cultura. A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas uma regressão. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado» [Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Insegnamenti III/1 (2007), 855-856].

10. A Maria, nossa Mãe, confiamos a missão da Igreja. Unida ao seu Filho, desde a encarnação, a Virgem colocou-se em movimento, deixando-se envolver totalmente pela missão de Jesus; missão que, ao pé da cruz, havia de se tornar também a sua missão: colaborar como Mãe da Igreja para gerar, no Espírito e na fé, novos filhos e filhas de Deus.

11. Gostaria de concluir com uma breve palavra sobre as Pontifícias Obras Missionárias, que a Carta apostólica Maximum illud já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia o Papa no seu compromisso missionário, prestam o seu serviço à universalidade eclesial mediante a oração, alma da missão, e a caridade dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta deles ajuda o Papa na evangelização das Igrejas particulares (Obra da Propagação da Fé), na formação do clero local (Obra de São Pedro Apóstolo), na educação duma consciência missionária das crianças de todo o mundo (Obra da Santa Infância) e na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Ao renovar o meu apoio a estas Obras, espero que o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 contribua para a renovação do seu serviço missionário ao meu ministério.

12. Aos missionários e às missionárias e a todos aqueles que de algum modo participam, em virtude do seu Batismo, na missão da Igreja, de coração envio a minha bênção.

Vaticano, 9 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2019.
FRANCISCO

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2018

«Juntamente com os jovens, 
levemos o Evangelho a todos»
Queridos jovens, juntamente convosco desejo refletir sobre a missão que Jesus nos confiou. Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé» (Carta enc. Redemptoris missio, 2): escrevia São João Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou.

O Sínodo que celebraremos em Roma no próximo mês de outubro, mês missionário, dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às comunidades cristãs.

A vida é uma missão

Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor. O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo» (Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).

Anunciamo-vos Jesus Cristo

A Igreja, ao anunciar aquilo que gratuitamente recebeu (cf. Mt 10, 8; At 3, 6), pode partilhar convosco, queridos jovens, o caminho e a verdade que conduzem ao sentido do viver nesta terra. Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós, oferece-Se à nossa liberdade e desafia-a a procurar, descobrir e anunciar este sentido verdadeiro e pleno. Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e da sua Igreja! Neles, está o tesouro que enche a vida de alegria. Digo-vos isto por experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar. Vi muitos sofrimentos, muita pobreza desfigurar o rosto de tantos irmãos e irmãs. E todavia, para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais. Muitos homens e mulheres, muitos jovens entregaram-se generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos irmãos. A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos (cf. 1 Cor 1, 17-25) como anúncio do Evangelho para a vida do mundo (cf. Jo 3, 16). Ser inflamados pelo amor de Cristo consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama (cf. 2 Cor 5, 14). Na escola dos santos, que nos abrem para os vastos horizontes de Deus, convido-vos a perguntar a vós mesmos em cada circunstância: «Que faria Cristo no meu lugar?»

Transmitir a fé até aos últimos confins da terra

Pelo Batismo, também vós, jovens, sois membros vivos da Igreja e, juntos, temos a missão de levar o Evangelho a todos. Estais a desabrochar para a vida. Crescer na graça da fé, que nos foi transmitida pelos sacramentos da Igreja, integra-nos num fluxo de gerações de testemunhas, onde a sabedoria daqueles que têm experiência se torna testemunho e encorajamento para quem se abre ao futuro. E, por sua vez, a novidade dos jovens torna-se apoio e esperança para aqueles que estão próximo da meta do seu caminho. Na convivência das várias idades da vida, a missão da Igreja constrói pontes intergeracionais, nas quais a fé em Deus e o amor ao próximo constituem fatores de profunda união.

Por isso, esta transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do «contágio» do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6). E tal expansão gera o encontro, o testemunho, o anúncio; gera a partilha na caridade com todos aqueles que, longe da fé, se mostram indiferentes e, às vezes, impugnadores e contrários à mesma. Ambientes humanos, culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja constituem as periferias extremas, os «últimos confins da terra», aos quais, desde a Páscoa de Jesus, são enviados os seus discípulos missionários, na certeza de terem sempre com eles o seu Senhor (cf. Mt 28, 20; At 1, 8). Nisto consiste o que designamos por missio ad gentes. A periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida. Toda a pobreza material e espiritual, toda a discriminação de irmãos e irmãs é sempre consequência da recusa de Deus e do seu amor.

Hoje para vós, queridos jovens, os últimos confins da terra são muito relativos e sempre facilmente «navegáveis». O mundo digital, as redes sociais, que nos envolvem e entrecruzam, diluem fronteiras, cancelam margens e distâncias, reduzem as diferenças. Tudo parece estar ao alcance da mão: tudo tão próximo e imediato... E todavia, sem o dom que inclua as nossas vidas, poderemos ter miríades de contactos, mas nunca estaremos imersos numa verdadeira comunhão de vida. A missão até aos últimos confins da terra requer o dom de nós próprios na vocação que nos foi dada por Aquele que nos colocou nesta terra (cf. Lc 9, 23-25). Atrevo-me a dizer que, para um jovem que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação.

Testemunhar o amor

Agradeço a todas as realidades eclesiais que vos permitem encontrar, pessoalmente, Cristo vivo na sua Igreja: as paróquias, as associações, os movimentos, as comunidades religiosas, as mais variadas expressões de serviço missionário. Muitos jovens encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir os «mais pequenos» (cf. Mt 25, 40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão. Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom-êxito profissional, mas desenvolva e cuide um dom do Senhor para melhor servir aos outros. Estas louváveis formas de serviço missionário temporâneo são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários.

De corações jovens, nasceram as Pontifícias Obras Missionárias, para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade. As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é. Apraz-me repetir a exortação que dirigi aos jovens chilenos: «Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim» (Encontro com os jovens, Santiago – Santuário de Maipú, 17/I/2018).

Queridos jovens, o próximo mês missionário de outubro, em que terá lugar o Sínodo a vós dedicado, será mais uma oportunidade para vos tornardes discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão até aos últimos confins da terra. A Maria, Rainha dos Apóstolos, ao Santos Francisco Xavier e Teresa do Menino Jesus, ao Beato Paulo Manna, peço que intercedam por todos nós e sempre nos acompanhem.

Vaticano, 20 de maio – Solenidade de Pentecostes – de 2018.

FRANCISCO
https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/missions/documents/papa-francesco_20180520_giornata-missionaria2018.html

domingo, 22 de outubro de 2017

«Os jovens, esperança da missão» – Papa Francisco

“Os jovens são a esperança da missão”, afirma o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017, que vai ser assinalado a 22 de outubro.
“A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade”, escreveu o Papa.
‘A missão no coração da fé cristã’ é o tema da mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017 (22 de outubro) que foi publicada hoje pelo Vaticano, solenidade de Pentecostes.
“Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?”, são perguntas que o Papa considera que tocam “a própria identidade cristã” e as responsabilidades de crentes, “num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes”.
Para Francisco o Sínodo dos Bispos – ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’ -, revela-se uma “ocasião providencial” para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, “que precisa da sua rica imaginação e criatividade”.
A Assembleia Geral Ordinária foi convocada pelo pontífice argentino para outubro de 2018 e no site do DNPJ está disponível: Carta do Papa aos jovens por ocasião da apresentação do documento preparatório; a conferência de imprensa de apresentação do documento preparatório e documento.
“A missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir”, desenvolve ainda o Papa na mensagem que pode ser descarregada ou lida online no site da Santa Sé.
Mensagem Dia Mundial das Missões 2017

http://www.dnpj.pt/os-jovens-esperanca-da-missao-papa-francisco/

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

MENSAGEM DO PAPA
"Façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação."

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2016, 23 DE OUTUBRO

Igreja missionária, testemunha de misericórdia
O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que a Igreja está a viver, proporciona uma luz particular também ao Dia Mundial das Missões de 2016: convida-nos a olhar a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. Com efeito, neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. Em virtude do mandato missionário, a Igreja tem a peito quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho» (Bula Misericordiae Vultus, 12), e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

19 DE OUTUBRO, DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

“Queridos irmãos e irmãs!

Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída».

O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão.

Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

Leia a Mensagem Integral em https://app.box.com/s/afg0mgxd6dcyh2i2ujd3

sábado, 19 de outubro de 2013

20 DE OUTUBRO, DIA MUNDIAL DAS MISSÕES


Missão é partir, 
caminhar, deixar tudo, sair de si, 
quebrar a crosta do egoísmo 
que nos fecha no nosso Eu.
É parar de dar volta ao redor de nós mesmos 
como se fossemos 
o centro do mundo e da vida.
É não se deixar bloquear nos problemas 
do pequeno mundo a que pertencemos:
A humanidade é maior.
Missão é sempre partir, 
mas não devorar quilómetros.
É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, 
descobri-los e encontrá-los.
E, se para descobri-los e amá-los, 
é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, 
então missão é partir até os confins do mundo.

Dom Hélder Câmara

domingo, 21 de outubro de 2012

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

Senhor, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o Teu Evangelho a todos os povos da terra. Convence-nos de que a Fé, enquanto dom, tem de ser partilhada. Dá-nos o Teu Espírito para que produza frutos e seja uma luz que ilumine toda a casa. Ajuda-nos, neste Ano da Fé, a anunciar-te com coragem e persistência.