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quinta-feira, 15 de julho de 2021

PADRE AMÉRICO

As dioceses do Porto e de Coimbra vão assinalar a data da morte de Padre Américo, ocorrida a 16 de Julho de 1956.

O padre João Bizarro, postulador da causa de beatificação e canonização do sacerdote da diocese do Porto, recorda "Pai Américo" como alguém que desenvolveu “uma ação socio-caritativa impressionante”.

"O Padre Américo não se limitou a distribuir subsídios; subsídios de reinserção social, ou de outro tipo”, mas antes “pegou nas crianças e nos jovens e muniu-os de instrumentos de trabalho, de instrumentos de educação e também criou estruturas de espiritualidade e de fé para que estes jovens pudessem sair de um círculo vicioso de pobreza que à sociedade da época e dos nossos dias os condenaria a uma existência de pobreza e de miséria eternas”, diz João Bizarro.

“O Padre Américo, basicamente, cortou com isto na medida em que os educou, na medida em que lhes deu uma profissão, ensinando-lhes uma arte e um ofício e só depois os reenviou para o mundo com outras capacidades e isto ontem e hoje é notável a todos os níveis”, sublinha. “O Padre Américo foi este Santo revolucionário que não se limitou a distribuir subsídios”.

“Padre Américo – Místico do Nosso Tempo” é o tema de uma conferência, dia 17 de julho, às 11h00, no Seminário Maior de Coimbra, proferida pelo padre José da Rocha Ramos.

O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, preside, às 12h00, no mesmo local e na mesma data à celebração da Eucaristia.

De acordo com o Padre João Bizarro as iniciativas e celebrações previstas na Diocese do Porto, de onde o Padre Américo era natural e na Diocese de Coimbra onde estudou e onde “originalmente foi acolhido como sacerdote” serão “repartidas por vários locais em parte por causa da Covid que não permite grandes aglomerados de pessoas, grandes concentrações e por isso vamos reparti-las por vários locais para permitir que o maior número de pessoas se possa associar a esta efeméride”.

https://www.diocese-porto.pt/pt/noticias/not%C3%ADcias/dioceses-do-porto-e-coimbra-assinalam-data-da-morte-de-padre-am%C3%A9rico/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

PAPA ABRE CAMINHO À BEATIFICAÇÃO DO PADRE AMÉRICO, FUNDADOR DA OBRA DA RUA

O Papa Francisco aprovou  a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do Padre Américo, fundador da Obra da Rua, anunciou hoje o Vaticano.

Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como padre Américo, institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887, e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.

O reconhecimento das “virtudes heroicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do agora venerável.

O fundador da Obra da Rua, uma das figuras mais conhecidas da Igreja Católica em Portugal no século XX, dedicou a sua vida aos mais pobres, especialmente os jovens em risco, acolhidos nas Casas do Gaiato, e aos doentes incuráveis.

O processo de beatificação do Padre Américo foi introduzido em 1986.

A publicação do decreto sobre as virtudes heroicas foi autorizado pelo Papa após uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, esta quarta-feira.

«PADRE AMÉRICO CORTOU CÍRCULO VICIOSO DA POBREZA»,

O padre João Pedro Bizarro, postulador da causa de canonização do padre Américo, afirmou à Agência ECCLESIA que o padre Américo “cortou com o círculo vicioso da pobreza” e viveu como um santo. 

“Colocou os rapazes a tratar dos rapazes e deu-lhes meios para viver; era mais fácil dar uma côdea de pão do que lhes dar instrução e o padre Américo formou carpinteiros, serralheiros, pôs esta gente, que seriamos  excluídos, a ser gente válida, e cortou o círculo vicioso da pobreza que para muitos era assim e não tinha outra resolução possivel”, disse o padre João Pedro Bizarro.

O sacerdote da Diocese do Porto acrescentou que o padre Américo “fez tudo por Deus, doando-se e lutando para que não fosse uma realidade final”.

O Papa aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do padre Américo – passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade, anunciou hoje o Vaticano.

Com este primeiro dos três passos que podem levar o fundador da Obra do Gaiato aos altares o padre João Pedro Bizarro explica que agora se “requer um milagre”.

“Este foi um passo muito importante reconhece que ele viveu as virtudes de modo heróico, ou seja, acima da média do ordinário, agora para ser declarado beato requer-se o milagre”, refere.