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terça-feira, 2 de julho de 2019

FELICITAÇÕES A D. ANTÓNIO AUGUSTO AZEVEDO

A Paróquia de S. Pedro de Vilar do Paraíso deseja as maiores felicidades a D. António Augusto de Oliveira Azevedo, que tomou posse no domingo como Bispo de Vila Real.
Que o Senhor lhe conceda em abundância todas as suas bênçãos, para que revestido da força do Espírito Santo seja bom pastor à maneira de Cristo.

sábado, 11 de maio de 2019

D. ANTÓNIO AUGUSTO AZEVEDO NOMEADO BISPO DE VILA REAL

SAUDAÇÃO À DIOCESE

Neste dia em que é anunciada a minha nomeação como novo Bispo da Diocese de Vila Real, quero manifestar a minha profunda gratidão e comunhão para com o Santo Padre, o Papa Francisco, por este sinal de confiança na minha pessoa e pela sua solicitude para com a diocese.

Saúdo com afeto o meu antecessor, Dom Amândio Tomás, por quem nutro, há muito anos, profunda estima e amizade. Saúdo com alegria todos os sacerdotes que servem dedicadamente a diocese, bem como os diáconos, os religiosos, as religiosas e os seminaristas. Conto com todos vós porque sois colaboradores próximos do bispo.

Saúdo todos os leigos da diocese, os que exercem os vários serviços e ministérios, os membros das várias associações, grupos ou movimentos laicais. O vosso compromisso no exercício da corresponsabilidade será indipensável para todos construirmos uma Igreja mais viva e missionária.

Saúdo todas as autoridades autárquicas, académicas, civis e militares, presentes na área da diocese de Vila Real, bem como as Misericórdias e todas as instituições de caráter social, cultural, recreativo ou desportivo. Manifesto o meu apreço pela vossa atividade específica e a disponibilidade para estabelecer laços de cooperação.

Saúdo as famílias, os casais, as crianças, os mais velhos e os doentes a quem apresento todo o meu carinho. Saúdo também os jovens, por quem terei uma especial deferência porque são o «agora» de Deus e o futuro da diocese. Saúdo ainda todos aqueles e aquelas que não são católicos, pertencem a outra confissão cristã ou professam outra religião.

Para mim será uma grande honra e motivo de alegria servir a diocese de Vila Real como Bispo. Tenho um grande respeito pela sua história de diocese quase centenária, cujas raízes cristãs mergulham bem fundo na história. Reitero a minha admiração pelo caráter e a cultura das gentes de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para mim e para vós, para toda a diocese, este é um dia que marca o futuro com o sinal da esperança. Vou chegar com total disponibilidade para caminhar convosco e assim construirmos em conjunto uma Igreja que responda aos grandes, difíceis mas belos desafios do nosso tempo; uma Igreja reunida à volta de Jesus Cristo, convertida à novidade do seu Evangelho e animada pelo seu Espírito.

Conto com todos e cada um de vós, com a força da vossa fé, a lealdade da vossa colaboração e com o alento das vossas orações.

Que Maria, Nossa Senhora da Conceição, nossa padroeira, continue a ser a grande intercessora para que Deus nos encha das suas graças e bênçãos.

 +António Augusto de Oliveira Azevedo

11 de maio de 2019

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O DESPREZO E ABANDONO DOS POBRES, SEM VOZ, SEM MEIOS E SEM ALTERNATIVAS

Veio a público, o encerramento do Colégio de Poiares, dirigido, pelos Salesianos, onde estes, imitando o apóstolo da educação da juventude pobre e desprotegida, São João Bosco, com ajuda dum prestigiado corpo docente de bons educadores, davam a tantos Jovens Pobres a educação esmerada, que os ia preparando, para a vida em sociedade.

O Colégio, bem apetrechado, está situado, em Poiares, no cimo dos socalcos durienses. Mais de metade dos alunos do histórico e benemérito Colégio recebiam apoio social escolar. Continuava graças ao contrato de associação. Agora, com o seu encerramento, quem perde são os pobres. O interior do país, já exausto, sem gente e sem meios, fica mais pobre e recebe o golpe de misericórdia, condenado ao desprezo e abandono.

Não digam que é por razões económicas, que o Estado deixa de apoiar alunos pobres, na instituição de referência, que os pais escolheram, como é legítimo que escolham, para os filhos. O Estado vai até pagar mais, por serviço pior, e, sobretudo, não cumpre o que é seu dever, pois não pode nem deve sobrepor-se às famílias, nem às pessoas, que lhe são anteriores. Deve ajudar as famílias a escolher para os filhos a educação, que os pais livremente desejarem. Há deveres primordiais esquecidos e terrivelmente adulterados. E há injustiças sociais de bradar aos céus.

Com atitudes destas, o interior esvazia-se. Os pobres são preteridos e abandonados. Não há quem veja a desolação e a miséria em que nos afundaram. Somos vítimas de decisões ditatoriais, irresponsáveis e demagógicas. Não importa que os alunos sejam obrigados a ir para piores escolas e com piores serviços, contra a vontade dos pais, integrados, em turmas, que custam mais ao Estado. O que conta é a cor da bandeira, a ideologia, que preside à agonia do interior de Portugal, já, há muito, moribundo.

Nas cidades e regiões, onde há gente e uma classe média consistente, que pode pagar o ensino dos filhos, decisões destas podem ser contrariadas, por pais voluntariosos. Aqui, em Trás-os-Montes, no interior de Portugal e nesta região duriense, abandonada e martirizada, isso não é possível. Resta a submissão à decisão de não permitir outra alternativa ao que o Estado soberanamente decidir, ainda que se saiba que decide mal e, desgraçadamente, decide contra os pobres, porque são estes sempre a sofrer.

Com medidas destas e outras quejandas, preparem-se, para o funeral do interior do país esquecido, terrivelmente injustiçado, onde os pobres gritam e ninguém os ouve. As injustiças e o abandono a que fomos votados, em termos de educação e de saúde, são de bradar aos céus. Como portugueses de segunda, bem merecíamos outra sorte. Assim, me confirmo, inteiramente solidário, com as famílias pobres e com o direito, que têm de escolherem para os filhos a educação, que entenderem dever dar-lhes.

+ Amândio José Tomás, bispo de Vila Real