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domingo, 4 de outubro de 2020

CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI

DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE A FRATERNIDADE
E A AMIZADE SOCIAL

1. «FRATELLI TUTTI»:[1] escrevia São Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, «o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si».[2] Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita.

2. Este Santo do amor fraterno, da simplicidade e da alegria, que me inspirou a escrever a encíclica Laudato si’, volta a inspirar-me para dedicar esta nova encíclica à fraternidade e à amizade social. Com efeito, São Francisco, que se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eram da sua própria carne. Semeou paz por toda a parte e andou junto dos pobres, abandonados, doentes, descartados, dos últimos.
(...)

Oração ao Criador

Senhor e Pai da humanidade,
que criastes todos os seres humanos com a mesma dignidade,
infundi nos nossos corações um espírito fraterno.
Inspirai-nos o sonho de um novo encontro, de diálogo, de justiça e de paz.
Estimulai-nos a criar sociedades mais sadias e um mundo mais digno,
sem fome, sem pobreza, sem violência, sem guerras.

Que o nosso coração se abra
a todos os povos e nações da terra,
para reconhecer o bem e a beleza
que semeastes em cada um deles,
para estabelecer laços de unidade, de projetos comuns,
de esperanças compartilhadas. Amen.

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html?fbclid=IwAR3l_onPmM7EinvVMt82kaJ7DIXd14aKtkmmNWoF-BSJRn8kxV9lo-r5PYc

"FARTELLI TUTTI"

 O Papa Francisco assinou hoje em Assis a encíclica ‘Fratelli Tutti’, 299.º documento do género na história da Igreja Católica, que vai ser publicado no domingo às 12h15 de Roma (menos uma em Lisboa), após a oração do ângelus.

A encíclica – tradicionalmente assinada no Vaticano – é o grau máximo das cartas que um Papa escreve e a expressão ‘Fratelli Tutti ‘ (aos irmãos todos, em tradução livre) remete para os escritos de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o pontífice argentino na escolha do seu nome.

A viagem a Assis, Itália, foi a primeira depois do confinamento provocado pela pandemia, há sete meses, e decorreu de forma privada, devido à situação sanitária.

A encíclica ‘Fratelli Tutti’ foi assinada junto ao túmulo de São Francisco de Assis, após a celebração da Missa a que o Papa presidiu, na qual não pronunciou homilia.

https://agencia.ecclesia.pt/portal/fratelli-tutti-francisco-assina-299a-enciclica-na-historia-da-igreja/?fbclid=IwAR3l_onPmM7EinvVMt82kaJ7DIXd14aKtkmmNWoF-BSJRn8kxV9lo-r5PYc

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Encíclica «Laborem exercens» é marco fundamental da Doutrina social da Igreja, diz Bento XVI




Bento XVI afirmou este domingo que a encíclica sobre o trabalho “Laborem exercens”, escrita há 30 anos pelo seu antecessor, Papa João Paulo II, constitui um dos marcos fundamentais da Doutrina Social da Igreja.
O documento, assinado a 14 de setembro de 1981, tece considerações sobre “o conflito entre trabalho e capital”, reflete acerca dos direitos dos trabalhadores, apresenta elementos para uma “espiritualidade” no mundo laboral e salienta a importância da atividade profissional no crescimento humano individual e coletivo.
Na oração do Angelus proferida na residência pontifícia de Castel Gandolfo, próximo de Roma, Bento XVI acentuou também a importância da concórdia dentro das comunidades cristãs, tendo referido a “responsabilidade recíproca” dos fiéis na construção da fraternidade.

“Se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar da caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, fazendo ver-lhe que o que ele disse ou fez não é bom”, explicou o Papa.
Cada crente, “ciente dos seus próprios limites e defeitos”, é chamado a realizar a “correção fraterna”: “Se algum irmão peca, não deixemos de o amar, convidando-o a voltar ao bom caminho”.