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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

VIAGEM DO PAPA AO CHIPRE E GRÉCIA

Cidade do Vaticano, 02 dez 2021 (Ecclesia) – O Papa iniciou hoje a sua primeira viagem ao Chipre com um encontro dedicado à comunidade católica local, que representa 4,47% da população da ilha, manifestando apoio ao seu trabalho

“Obrigado a todos vós pelo vosso ministério e serviço; e de modo particular a vós, irmãs, pela obra educativa que realizais na escola, muito frequentada pelas crianças e adolescentes da ilha, lugar de encontro, de diálogo, de aprendizagem da arte de construir pontes”, disse Francisco.

O encontro na Catedral Maronita de Nossa Senhora das Graças reuniu padres, religiosos e religiosas, diáconos, catequistas, associações e movimentos eclesiais do Chipre.

A ilha conta com 16 paróquias e 46 padres, num país com 850 mil habitantes, dos quais 38 mil católicos.

O Papa foi recebido pelo patriarca de Antioquia dos Maronitas, Cardeal Béchara Boutros Raï, e pelo arcebispo de Chipre dos Maronitas, D. Selim Jean Sfeir.

“A Igreja no Chipre vive de braços abertos: acolhe, integra, acompanha. É uma mensagem importante também para a Igreja em toda a Europa, marcada pela crise da fé”, afirmou Francisco, destacando a necessidade duma “Igreja fraterna, que seja instrumento de fraternidade para o mundo”.

A Igreja maronita, particularmente ligada ao Líbano, conta hoje cerca de três milhões de fiéis, dois terços dos quais emigrantes; a comunidade oriental, que reconhece a autoridade do Papa, recebe o seu nome de São Maron, monge sírio dos séculos IV e V.

“Quando penso no Líbano, sinto tanta preocupação com a crise em que o país se encontra e dou-me conta da grande tribulação dum povo cansado e provado pela violência e o sofrimento”, assinalou o Papa.

Francisco confessou a “alegria” por estar no Chipre”, apresentando-se “como peregrino pelas pegadas do grande apóstolo Barnabé”, uma figura de referência da Igreja Católica no século I.

“Contemplo-vos e vejo a riqueza da vossa diversidade. Saúdo a Igreja Maronita, que ao longo dos séculos desembarcou várias vezes na ilha e, atravessando frequentemente muitas provações, perseverou na fé”, acrescentou.

A intervenção sublinhou o papel do Chipre no continente europeu, como lugar de “entrelaçamento de povos e mosaico de encontros”.

“Com a vossa fraternidade, podeis recordar a todos, à Europa inteira que, para construir um futuro digno da humanidade, é preciso trabalhar juntos, superar as divisões, derrubar os muros e cultivar o sonho da unidade”, insistiu.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

INCÊNDIOS/GRÉCIA: Papa mostra-se «profundamente entristecido» com tragédia

O Papa Francisco mostrou-se hoje “profundamente entristecido” pelas mortes provocadas pelos incêndios que estão a atingir a Grécia, numa mensagem enviada às autoridades civis e eclesiais, manifestando a sua solidariedade a “todos os afetados por esta tragédia”.

O texto, transmitido através do secretário de Estado do Vaticano, recorda os falecidos e encoraja as autoridades e o pessoal envolvidos nas ações de combate ao fogo e de socorro às populações, concluindo-se com uma bênção papal.

O arcebispo católico de Atenas referiu que a região vive um momento de “inferno” com os incêndios que já provocaram mais de 70 mortos e mais de 150 feridos.

“É um verdadeiro inferno, uma carnificina”, disse D. Sevastianos Rossolatos, citado pela agência católica italiana Sir.

Milhares de pessoas foram retiradas das suas casas e mais de mil habitações acabaram por ser consumidas pelas chamas.

http://www.agencia.ecclesia.pt/portal/incendios-grecia-papa-mostra-se-profundamente-entristecido-com-tragedia/