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sexta-feira, 6 de março de 2020

CATEQUESES QUARESMAIS 2020

1.ª– 4.03 – Centro Paroquial de Valadares

Nesta quaresma as duas Paróquias vizinhas, de Vilar do Paraíso e Valadares, por força da circunstância de serem conduzidas pelo mesmo pastor, podem usufruir das catequeses quaresmais que, na paróquia de Vilar do Paraíso já fazem, há algum tempo, parte da agenda da vida da Paróquia no período quaresmal. É uma oportunidade local de formação e reflexão que podemos e devemos aproveitar. Acrescendo, ainda, o facto de permitir compartilhar recursos e alargar a convivência e melhor conhecimento intercomunitário.
A primeira aconteceu no p.p dia 5 e teve lugar no Centro Paroquial de Valadares (a 2.ª acontecerá no Centro paroquial de Vilar do Paraíso e a 3.ª será no Seminário da Boa Nova).
O tema foi a morte e o morrer, cultura e sociedade, pastoralmente. É um tema que, a priori, não seria apelativo para ir ouvir na noite de um dia que se tinha apresentado chuvoso, frio e de neblina.
Mas, pelo emolduramento humano da sala, naquela noite, cremos que o orador não terá ficado dececionado com a audiência.
O Pe José Nuno, nesta matéria tão difícil de abordar tem já créditos firmados e audiência assegurada. É um estudioso do tema e tem uma vasta e intensa experiência de observar bem de perto a fase do fim da vida de muitos e a envolvência, ou falta dela, familiar. Pois foi capelão do Hospital de S. João durante largo período, estando atualmente ligado à Pastoral da Fragilidade, no Santuário de Fátima e sendo assessor diocesano para a Pastoral da Saúde. Também a morte foi o tema da sua tese de doutoramento e, ainda, ministra a disciplina de Antropologia Médica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, entre outras funções por si desempenhadas relacionadas com este seu profundo conhecimento.
E naquela noite falou-nos e pôs em evidência aquilo que não tínhamos ainda dado conta com tal crueza e clareza, porque é tema que gostamos de manter à distância.
Então dizia-nos que, atualmente, estamos a assistir e a viver a primeira era pós-mortal da História. 
Isto é, na evolução do homem, que levou milénios, sempre a morte foi integrada na vida, através de variados modos como se relacionou com a morte e o morrer. Sempre houve lugar para morrer e o lugar para morrer sempre foi nas mãos dos seus, na casa onde nasceram e onde viveram.
Dizem os mapas das estatísticas que em 1970 mais de 60/% morriam em casa. E a partir de 2010 mais de 60/% morrem nos hospitais. No espaço de uma geração perdeu-se a integração do luto na vida.
Os hospitais tornaram-se lugares de morrer, mas não têm lugar para morrer.
Porém, a morte é a questão mais determinante da vida. É a forma como eu vejo a morte que dá sentido à minha vida. 
A morte não é um acidente biológico, é antes o complemento da vida. A morte é o chegar ao fim de si mesmo. Nós fomos expropriados da nossa morte.
E nós, cristãos, estamos a falhar a História, porque não estamos a ver este fenómeno de inversão das práticas da morte na sociedade. O facto de termos transferido a morte das mãos das famílias para as instituições manifesta uma grande incapacidade de olhar para a morte e de estar com os mortos. Houve transferência do local da morte e simultaneamente a negação do lugar de morrer.
Esta transferência deu-se também porque com a criação do SNS muito mais pessoas passaram a ter acesso a cuidados de saúde no final das suas vidas, mas não tivemos ainda a capacidade para descobrir uma nova sabedoria para integrar e humanizar a morte.
Hoje há filhos que acham que acompanhar um familiar na morte é trabalho para os profissionais da instituição, e reivindicam tal como um direito, adveniente do pagamento de impostos ao Estado. E quando um filho não consegue perceber que o acompanhamento na morte dos pais é diferente do acompanhamento dos profissionais da saúde está consumada a perversão da morte e do morrer.
Esta é a sociedade pós mortal. Saíram da nossa relação as pessoas que morrem. A morte está apagada da sociedade e o principal fator de desumanização da pessoa é a negação da morte.
Apagámos a sabedoria do acompanhamento dos que morrem. Estamos sem palavras, sem rituais. Estamos de costas para a morte. Mas para dar sentido à minha morte tenho que pensar nela. Tenho que lhe dar sentido. Ou consideramos a morte no horizonte da vida ou nos iludimos sobre a vida.
Se a morte está longe de mim, afastada da minha consciência, eu não me sinto mortal. Só na medida em que me sinto mortal Cristo me interessa. Cristo é único, porque com a Sua morte abriu um Caminho para a Ressurreição.
CR

quinta-feira, 5 de março de 2020

1ª CATEQUESE QUARESMAL

Um ENCONTRO, como lhe chamou o Pe. José Nuno, aconteceu ontem à noite na Paróquia de Valadares, e o Salão Paroquial encheu-se para o ouvir falar da morte, das mudanças ocorridas na sociedade sobre a forma como se encara e a urgência de a humanizar: "porque a morte é, neste momento, uma realidade desumana."
Bem-haja ao Pe. José Nuno pela partilha que aqui nos trouxe, bem como a todos os que intervieram nesta conversa, e sobre a qual muito mais havia a dizer.

quarta-feira, 4 de março de 2020

CATEQUESES QUARESMAIS

É hoje o primeiro encontro na Paróquia de Valadares, às 21h30, mas o CONVITE é também para a nossa comunidade e todos os que desejem escutar o Pe. José Nuno, num tema que a todos interpela.
Se puder participe,  e desde já obrigada por partilhar a informação.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

PARÓQUIA DE VALADARES

No passado domingo, 8 de Setembro, o Rev. Pe. Carlos Alberto da Costa Correia iniciou o seu Ministério como Pároco, na Paróquia do Divino Salvador em Valadares. 
Desejamos as maiores felicidades ao Pe. Carlos, e que o Espírito do Senhor o ilumine e lhe toda a força necessária ao desempenho de tão árdua missão.
Fotos gentilmente cedidas pela Foto Martinho

sábado, 7 de setembro de 2019

PARÓQUIA DA VALADARES - Entrada de Novo Pároco

Amanhã, 8 de Setembro, pelas 16h00, Entrada Solene do Novo Pároco de Valadares, Rev. Pe. Carlos Alberto da Costa Correia, que é também o Pároco da Vilar do Paraíso.

Para mais esta missão trabalhosa, mas também desafiante, desejamos ao Pe. Carlos as maiores felicidades e toda a confiança nos desígnios de Deus.

A nossa comunidade é também CONVIDADA a participar na celebração, na Igreja de Valadares.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

PARÓQUIA DE VALADARES - Apresentação de livro do Pe. Emanuel Brandão

No dia 12 de Julho, Quinta – feira, pelas 21, 30 horas, no Salão Paroquial, o nosso Bispo, D. Manuel Linda, virá à nossa paróquia apresentar o novo livro do pároco de Valadares, Padre Emanuel Brandão, intitulado: «Pensamento e ação pastoral de D. António Ferreira Gomes. A receção pastoral do Vaticano II na diocese do Porto». Está toda a gente convidada.

Convite da Paróquia de Valadares