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domingo, 27 de outubro de 2019

SÍNODO ESPECIAL PARA A AMAZÓNIA

Igreja Católica assume-se como «aliada» na defesa da vida e da terra dos povos da Amazónia

O documento final do Sínodo especial para a Amazónia, aprovado hoje no Vaticano, apresenta a Igreja Católica como “aliada” dos povos indígenas na defesa da sua vida e da sua terra.

“A Igreja compromete-se a ser aliada dos povos amazónicos, para denunciar os atentados contra a vida das comunidades indígenas, os projetos que afetam o meio ambiente, a falta de demarcação dos seus territórios, bem como o modelo económico do desenvolvimento predatório e ecocida”, refere o texto, aprovado em todos os 120 números pela maioria requerida de dois terços de votos favoráveis.
(...)
Boa parte dos territórios indígenas estão desprovidos de proteção e os já demarcados estão a ser invadidos pelas frentes extrativistas, como a mineração e a extração florestal, pelos grandes projetos de infraestruturas, pelos cultivos ilícitos e os latifúndios que promovem o monocultivo e criação intensiva de gado”, alertam os padres sinodais.

O texto entregue ao Papa Francisco sustenta que a responsabilidade de demarcação e proteção da terra “é uma obrigação dos Estados nacionais e dos seus respetivos governos”.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

FÁTIMA: exposição «Amazónia – Yanomami, os guardiões da “Casa Comum”».

O Museu da Consolata – Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, inaugura, esta quarta-feira, às 17h00, a exposição «Amazónia – Yanomami, os guardiões da “Casa Comum”».

Através da objetiva do jornalista Francisco Pedro, um “grande interessado pela cultura indígena”, os visitantes são transportados até ao ano 1999, convidando-os a entrar num cenário cujo “tempo cheira a quente e sabe a pó”, segundo as suas palavras, onde nos espera o afável povo Yanomami.

Em perfeita simbiose com as fotografias de Francisco Pedro, encontram-se expostos, até 19 de novembro, alguns objetos do acervo do museu, habitualmente em reserva, dando testemunho de atividades relacionadas com a caça, pesca, alimentação adornos, entre outras.

Os Yanomami vivem em casas comunitárias, as malocas, construídas com madeiras, cipós, esteios, folhas e barros amassados.

A maloca tem normalmente uma só porta, servindo para todas as pessoas da comunidade, composta por vários grupos, onde habitam em comum entre dez a quarenta famílias.

No momento da inauguração irá decorrer um «Chá com Arte» onde vão estar à conversa o jornalista Francisco Pedro e o Padre André Ribeiro, missionário da Consolata, recém-chegado da Missão Catrimani da Amazónia brasileira, para partilhar experiências, e abordar os problemas ecológicos e de direitos humanos, sentidos neste momento no Brasil.

Neste «Mês Missionário Extraordinário» declarado pelo Papa Francisco para assinalar o centenário da Carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV e no âmbito do Sínodo “Amazónia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” a decorrer em Roma, de 6 a 27 de outubro,  “não podia este espaço museológico deixar de assinalar, através desta exposição temporária, a dimensão missionária na Amazónia, junto de um povo muito caro aos Missionários da Consolata, os índios Yanomami”, lê-se.

SÍNODO ESPECIAL PARA A AMAZÓNIA


Os participantes no Sínodo especial para a Amazónia, que se iniciou este domingo, debateram a possibilidade de criação de um rito litúrgico próprio para as comunidades católicas na região.

O tema foi abordado primeiras sessões de trabalho da assembleia convocada pelo Papa Francisco, que reúne bispos, missionários, representantes indígenas e especialistas convidados.

O portal ‘Vatican News’, que apresenta as sínteses das intervenções – à porta fechada – informa que uma das propostas em cima da mesa é a de estabelecer experimentalmente, “de acordo com o correto discernimento teológico, litúrgico e pastoral”, um rito católico da Amazónia, para “viver e celebrar a fé em Cristo”, com uma presença “permanente” de ministros.

Na Igreja Católica existem os ritos latinos (tendo por base o rito romano e admitindo as variantes dos ritos ambrosiano, hispânico e outros, como o bracarense) e ritos orientais (especialmente o bizantino); várias Igrejas orientais em comunhão com Roma admitem a ordenação sacerdotal de homens casados, mas não é consentido casar depois da ordenação.

Atualmente, a Igreja Católica de rito latino admite homens casados apenas ao diaconado, primeiro grau do sacramento da Ordem (diaconado, sacerdócio, episcopado).