sábado, 21 de abril de 2012
DOMINGO III DA PÁSCOA
«Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e
de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia»
Lc 24, 35-48
Jesus aparece, visivelmente, aos Apóstolos e convida-os a tocarem o Seu corpo glorificado, a fim de que não subsistam dúvidas acerca da realidade corporal da Sua Ressurreição. Ele não é apenas um espírito
imortalizado. Ele ressuscitou também no Seu corpo, como o provam as cicatrizes
da Paixão e a refeição tomada diante deles. A salvação alcançada por
Jesus é, na verdade, total. Não abrange apenas a alma.Também o nosso corpo será
glorificado. O que é necessário é que o cristão saiba sempre respeitar o seu
corpo. Só assim a renovação iniciada com os Sacramentos se tornará, no futuro,
«glória incorruptível».
Secretariado Nacional da Liturgia
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
ECOS DA CAMINHADA DOS CATEQUISTAS
Nem as
previsões menos favoráveis da meteorologia afastaram o entusiasmo do grupo dos Caminhos da Serra!...
Todos
estavam dispostos a enfrentar tudo, mesmo a chuva e o frio, para se porem ao
caminho e ouvir cada um o bater do seu coração e descobrir cada pormenor, cada
evidência, cada som ou cada mistério que, intimamente, lhe falará de Deus.
Mochilas às costas partimos à descoberta, numa atitude de
disponibilidade e de encontro com a natureza e de uns com os outros, que nem a chuva
era suficiente para nos deter.
A serra impunha-se-nos, grandiosa como sempre a temos
encontrado, vestida a rigor para os caminhantes que se dispõem a descobrir as
suas maravilhas!
Recortada por caminhos
que a serpenteiam, só mesmo os sinais ao longo de cada percurso nos podiam
apontar a direção certa, mesmo quando tudo parecia ser um labirinto que nos
deixaria perdidos, sem norte.
Entre penhascos e pedras, entre a chuva e o sol, entre
subidas que nos põem colados à serra como se encostados a uma parede, entre as
descidas escarpadas e molhadas que nos fazem cair, descobrimos os regatos, as
pequenas cascatas que cantam serra abaixo e se aninham serenamente no fundo da
serra, escorregando de mansinho com a missão de aumentar o caudal de qualquer
rio que há de correr mais adiante, descobrimos as outras encostas floridas,
matizadas de amarelo e rosa, salpicadas de branco e verde. Outras vezes,
pintadas de um tal amarelo, que nos faz imaginar que o sol ali se deita em
descanso.
E cada descida ou subida mais difícil levaria à descoberta
dos melhores tesouros que se escondem na serra imensa, como se fosse o prémio para
quem se dispõe a enfrentar obstáculos e não teme a sua imponência, enfrentando
as asperezas do caminho.
E é neste jogo contínuo entre a água tão fresca e cristalina,
suave e sempre jovem, numa correria imparável, e a velha serra de penedos duros
graníticos e de fragas deslizantes em lascas de xisto, que crescem as flores
silvestres de cores suaves, os tapetes de musgo em forma de estrelas, o
rosmaninho e os sargaços.
É como um cantar à desgarrada, entre a água e a pedra! As
encostas da serra vestem-se de cor e a água canta para embalar o seu sono
profundo enquanto vai modelando, polindo e amaciando algumas das suas fragas,
revelando-nos um pedacinho da paciência de Deus.
Subimos, descemos e apreciamos a beleza de ambas.
Queremos ser ponte e
ser parte desta sinfonia, desta harmonia, deste louvar ao Criador.
Abandonarmo-nos na contemplação desta beleza, deixar que ela
nos toque profundamente, será também uma forma de orar.
Terminou
a nossa caminhada na calma de Rio de Frades, nas fraldas da serra, onde o
silêncio é interrompido apenas pelo pequeno rio. Aí, encharcados e a tiritar de
frio, almoçámos abrigados num espaço muito típico, amigavelmente
disponibilizado.
Coincidentemente, à tardinha, houve a oportunidade de nesse
mesmo lugar surpreender o Sr. Pe. Paulo Teixeira e de, na alegria do reencontro
nesta época pascal, encher a pequenina capela dedicada a N.ª Sra dos Milagres, participando
na Eucaristia que ali é celebrada, de 15 em 15 dias.
As peripécias individuais e de grupo, as dificuldades e
muitas outras coisas ficarão nos arquivos da memória e no coração de cada um,
na sua singularidade, para acrescentar às suas vidas, mas sempre, com certeza,
irmanados no que a todos nos une- Jesus Ressuscitado!
14 de Abril de 2012
Texto e imagens de CR
domingo, 15 de abril de 2012
E TU, ACREDITAS?
Disse o Senhor a Tomé:
«Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem
visto». (Jo 20, 29)
sábado, 14 de abril de 2012
DOMINGO II DA PÁSCOA ou da Divina Misericórdia
«Oito dias depois,
veio Jesus...»
Jo 20, 19-31
Jo 20, 19-31
Com a Ressurreição,
começou um novo modo de existência para Jesus Cristo. A partir desse momento,
já não será mais possível conhecê-l’O através dos meios humanos. Tem que se
passar da visão à fé. Será ela que nos permitirá «ver» Cristo Ressuscitado nos
Seus sacramentos e na vida da Sua Igreja. Aqueles, porém, que
crêem no Filho de Deus, sem O ver, sem O tocar, sem discutir, serão tão felizes
como aqueles que foram testemunhas oculares da Sua glória de Ressuscitado.
Secretariado Nacional da Liturgia
SÃO CAETANO ESTÁ DE LUTO
É a notícia que não queria receber nem dar, mas infelizmente informo que o Sr. José Nicolau, partiu para o Pai.
Faltam-me as palavras, para descrever alguém que faz parte do nascimento da capela de S. Caetano e muito trabalhou, não só para a ajudar a erguer, como também para que fosse possível realizar ali as festas anuais, mas principalmente as Eucaristias dominicais.
Na emoção das recordações dos últimos 28 anos, em que com ele de perto lidei, vejo-o diligente na capela de S. Caetano, a preparar tudo bem cedo, para as Eucaristias ou na azáfama das festas, nas quais punha todo o seu empenho e dedicação.
Para além das muitas actividades inerentes à sua função de sacristão e zelador de todo aquele espaço sagrado, lembro ainda o mês de Maio, que tinha um sabor especial, pela devoção do Sr. José a Nossa Senhora, que envolvia a preparação da procissão de velas, e a recitação do terço todos os dias, na capela de S. Caetano.
Não sendo Maio, foi, todavia, por coincidência num dia 13, mas em plena Páscoa, que o Sr. José nos deixou.
Nos últimos anos, a idade, mas principalmente a doença, impediram o Sr. José de continuar com a sua dedicação e trabalho na capela.
Mas, ainda que ausente, o Sr. José estava, e estará sempre, nos nossos corações e orações.
A partir de agora, a sua memória é gravada em pedra viva, na capela de S. Caetano e ficará para todo o sempre.
O funeral do Sr. José realiza-se hoje, sábado, 14 de Abril, às 16h00.
Que o Bom Jesus do Monte o receba na sua divina morada e nossa Senhora o acolha no seu regaço de ternura.
Até um dia Sr. José!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
INÍCIO DA CATEQUESE - 14/15 de Abril
No próximo fim-de-semana,
14/15 de Abril, inicia-se de novo a catequese, na alegria da Páscoa da Ressurreição.
Uma vez que estará a decorrer, sábado, a caminhada dos catequistas, os diversos anos de
catequese devem ter em atenção as indicações/mensagens dos seus
catequistas.
No sábado, eventualmente
haverá anos para os quais não esteja assegurada a catequese, mas noutros
decorrerá normalmente, pois nem todos os catequistas vão participar na
caminhada.
Para todos, votos de bom trabalho, quer seja a caminhar, quer seja a fazer catequese!
CAMINHADA DOS CATEQUISTAS
É já amanhã que se realiza a caminhada de
catequistas, onde também podem participar familiares e amigos.
O contacto com a
natureza é muito bom e, para além de possibilitar um saudável convívio e entre
ajuda entre todos, permite ainda desfrutar de ar puro e paisagens de inegável
beleza.
Caminhar, Orar e
Reflectir, são também atitudes que rejuvenescem o espírito e fortalecem a alma.
O catequista caminheiro, procura estar cada vez mais perto de Deus e, no exercício de caminhar,
certamente o encontrará no sopro do vento, no verde das montanhas, nas veredas
estreitas e cheias de obstáculos que terá de vencer, mas no final do
caminho terá a água fresca e pura que lhe mitigará a sede e o aliviará de toda a fadiga.
Então, abrirá os braços e agradecerá ao Altíssimo a generosidade de um mundo tão belo.
Boa Caminhada!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
EIS O DIA QUE FEZ O SENHOR!
SEQUÊNCIA PASCAL
À Vítima pascal
Ofereçam os cristãos
sacrifícios de louvor
O Cordeiro resgatou as ovelhas:
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
travaram um admirável combate:
depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo,
e a glória do ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS...
É PÁSCOA!
Na proclamação do anúncio da Ressurreição, todo o povo canta com alegria: Glória a Deus, na Terra e no Céu, Glória, Glória, Paz na Terra!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
... É PASSAGEM
Deus, que plantaste
a tua tenda no meio de nós
e assumiste o peso e a dor que afogam
não te pedimos o favorecimento
nem a segurança
mas a presença amante
o olhar em que se reflecte o eterno
dá-nos a alegria como passagem
de uma menor a uma maior perfeição
o aumento da nossa potência
de pensar e de agir
dê-nos o Ressuscitado a mão
para atravessar o medo
e a morte que escurece as horas
dando-nos as mãos no agora
que, ligando-nos, num só corpo nos reúne
in O NOME E A FORMA (poesia reunida)de José Augusto Mourão,
Pedra Angular Editora (2009)
domingo, 8 de abril de 2012
DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
Salmo Responsorial Sal. 117(118), 1-2, 16ab-17, 22-23
Refrão: Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a Sua misericórdia.
A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.
A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
e é admirável aos nossos olhos.
Secretariado Nacional da Liturgia
sábado, 7 de abril de 2012
PELA CRUZ glória da RESSURREIÇÃO
Há 2000 anos que a comunidade cristã evoca o poder do anúncio da Páscoa da Ressurreição de Jesus: «Cristo, minha esperança, ressuscitou e precede-nos na Galileia.» (Cf Mc 16,7) Esse anúncio, antigo e sempre novo, é a esperança que anima os cristãos no meio das tribulações e desafios da vida. Jesus Cristo, Caminho de vida e de paz, deixou a cada cristão uma certeza: «No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo.» (Jo, 16,33)
Pe. Agostinho França
Pe. Agostinho França
SEXTA-FEIRA SANTA - Adoração da Cruz
"Pai, em vossas mãos
entrego o meu espírito."
"Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome
que está acima de todos os nomes."
Filip 2, 8-9
"Meu povo, que te fiz Eu?
Em que te contristei? Responde-Me."
Em que te contristei? Responde-Me."
VIA-SACRA
Neste tempo de Quaresma, nós queremos pedir perdão, Senhor, por todas as vezes em que abandonámos os irmãos à sua dor, por todas as vezes em que, na nossa solidão e angústia, não nos abrimos à vontade do Pai.
Senhor, perdoa todas as nossas pequenas e grandes traições. Todas as nossas hipocrisias, as palavras de falsa amizade e compaixão. Converte-nos à verdade e à transparência e ensina-nos a perdoar toda a traição como Tu fizeste.Perdão, Senhor, por todas as nossas palavras e silêncios que deixam nos nossos irmãos as marcas da suspeita, por todos os nossos apressados julgamentos dos outros; por todos os testemunhos falsos com que manchamos a vida dos nossos irmãos.
Senhor, perdoa-nos a cobardia que nos faz
esconder a tua face e o teu nome.
Perdoa as vezes em que, por medo ou por
acanhamento, não termos a coragem de revelar a nossa identidade de
crentes. Ajuda-nos, Senhor, a olhar os nossos irmãos com um olhar de
ternura e de amor e, como Pedro, a chorar de amor.
Perdão, Senhor, por todas as vezes em que não fomos coerentes com o que somos e pensamos e nos deixámos arrastar pelas palavras e pelas normas do consumo.
Perdão por todas as vezes em que não participamos na vida colectiva com a responsabilidade dos valores que defendemos. Perdão, Senhor, por todas as vezes em que não afirmámos o nosso direito à discordância, quando valores fundamentais estavam a ser postos em causa.
Senhor, perdoa todas as nossas pequenas e grandes traições. Todas as nossas hipocrisias, todos os laços com que enredamos os nossos irmãos. Perdoa as nossas palavras de falsa amizade e compaixão, as nossas palavras de circunstâncias. Perdoa a ganância do nosso coração e converte-nos à verdade e à transparência, à amizade verdadeira e profunda com os outros...
QUINTA-FEIRA SANTA
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.
Jo 13, 34
“Eu Vos amo,
meu Deus,
e o meu
único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo,
Deus infinitamente amável,
e prefiro
morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo,
Senhor,
e a única
graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo,
meu Deus, e desejo o céu
para ter a
felicidade de Vos amar perfeitamente.
Meu Deus, se
a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos
amo, quero
que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus,
concedei-me a graça de sofrer amando-Vos
e de Vos
amar sofrendo.
Eu Vos amo,
meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim
e porque me
tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus,
concedei-me a graça de morrer amando-Vos
e de saber
que Vos amo.
Meu Deus, à
medida que me aproximo do meu fim,
concedei-me
a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amém”.
(S. João Maria Vianney)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
VIA-SACRA
Realiza-se amanhã, 6 de Abril - Sexta-Feira Santa - a Via-Sacra, com organização do 8º ano e participação de toda a catequese.
Pelas 14h30, vamos encontrar-nos nos Ribeirais - Parque de S. Caetano, e daremos início à Via-Sacra pelas 15h00. Este ano com a proposta de "CAMINHO DA CRUZ. 16 OLHARES".
Pelas 14h30, vamos encontrar-nos nos Ribeirais - Parque de S. Caetano, e daremos início à Via-Sacra pelas 15h00. Este ano com a proposta de "CAMINHO DA CRUZ. 16 OLHARES".
A Via-sacra foi das celebrações da espiritualidade cristã que mais se enraizou na vida dos cristãos, sobretudo no Tempo da Quaresma. Actualmente, porque reduzida praticamente ao campo devocional, perdeu em muitas comunidades o seu lugar e o sentido evangelizador. Sendo uma útil catequese cristológica, de tipo narrativo, este «caminho» é possibilita uma compreensão mais real da «forma amorosa» como Deus, em Jesus Cristo, assumiu a condição humana na sua integralidade. Ao mesmo tempo, esta celebração é também um desafio a perceber o itinerário que conduz à participação da verdadeira VIDA DO RESSUSCITADO.
Intitulada de «Caminho da Cruz. 16 olhares», a presente proposta quer ainda ajudar a entender como é actual e existencial este caminho de Cristo. Mais: quer mostrar que a «peregrinação» até ao Calvário é permanente e tem a ver com todos aqueles que, ao longo da história, se identificam com Jesus Cristo.
P. Rodolfo Leite
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