sábado, 3 de fevereiro de 2018

CATEQUESE COM O PAPA FRANCISCO

O Papa Francisco deixou hoje duras críticas a quem substitui as leituras da Bíblia proclamadas durante a celebração da Missa por outros textos, recordando que tal decisão é “proibida” pela Igreja Católica.

“Algumas escolhas subjetivas, como a omissão das leituras ou a sua substituição por textos não bíblicos, estão proibidas. Mas ouvi que alguns, se houver uma notícia, lê o jornal, porque é a notícia do dia. Não! A Palavra de Deus é a Palavra de Deus! Podemos ler o jornal depois, mas ali lê-se a Palavra de Deus, é o Senhor que fala”, disse, durante a audiência pública semanal, na Praça de São Pedro.

O Papa sublinhou que decisões contrárias ao que está disposto na celebração litúrgica acabam por empobrecer a Missa e comprometer o “diálogo”, sustentando que “é o próprio Deus que fala” e é preciso ouvir sem distrações.

“Quantas vezes, enquanto se lê a Palavra de Deus, se comenta: olha aquele, vê aquela, olha o penteado daquela, que ridículo… E começa-se a fazer comentários. Ou não é verdade, isto?”, questionou, falando de improviso.

Francisco pediu que os leitores e salmistas se preparem para a celebração, de forma a transmitir a “grande riqueza” das leituras bíblicas, e convidou a valorizar o Salmo Responsorial, com o canto de “pelo menos do refrão”.

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. Escutamo-la com os ouvidos, passa pelo coração, não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração e do coração passa às mãos, às boas obras”, concluiu.

A 213ª audiência do pontificado concluiu-se com uma evocação da figura do “grande educador” São João Bosco, cuja memória litúrgica se celebra hoje.

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