CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!

quinta-feira, 8 de abril de 2021

"CONVERSAS NA PÁSCOA"

O padre Paulo Teixeira, diretor do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa no Hospital de São João, Porto, fala com a Agência ECCLESIA da sua experiência de encontro “com gente que não tem fé”.

O sacerdote diz que há “muito trabalho” para si, nos corredores do edifício, onde abre espaço de diálogo sobre a “necessidade íntima das pessoas” de se confrontarem com o seu “mundo interior”.

“Nós não dizemos que não”, observa.

O capelão considera que é necessário oferecer o tempo que “a pessoa quiser”, permitindo-lhe que se abra e descubra o seu caminho, que chegue “à sua ressurreição”, uma redescoberta da vida, num diálogo e partilha.

“Muitas vezes, esses cinco minutos que me pedem são verdadeiros recomeços”, precisa.

“A minha missão é criar, ajudar a criar um ambiente de acolhimento”, sustenta, para que cada pessoa apresente as suas questões.

Para o padre Paulo Teixeira, um hospital pode ser lugar de recomeços “possíveis e imaginados”.

“É uma experiência que nos faz abrir à vida, que nos faz encontrar um mundo novo, uma vida nova”, aponta.

O sacerdote católico manifesta-se contra um sentido “fatalista” da vida, determinista.

O capelão entende que Deus está em quem sofre, “um Deus de amor, que acompanha, que está ao lado, mas que não obriga”.

“É esse a única teologia que eu anuncio, não anunciou outra”, conclui.

A conversa com o padre Paulo Teixeira está em destaque na emissão do programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública (22h45), entre segunda e sexta-feira, assinalando a oitava da Páscoa, a maior festa do calendário católico, que celebra a ressurreição de Jesus.

https://agencia.ecclesia.pt/portal/conversas-na-pascoa-quando-a-vida-se-reconcilia-com-a-morte-num-hospital-c-video/

quarta-feira, 7 de abril de 2021

DIREITOS FUNDAMENTAIS - O Vídeo do Papa 4 - abril de 2021

Rezemos por aqueles que arriscam suas vidas lutando pelos direitos fundamentais em ditaduras, regimes autoritários e inclusive em democracias em crise, para que seu sacrifício e trabalho dêem frutos abundantes.

Papa Francisco – Abril 2021

Para defender os direitos humanos fundamentais é preciso coragem e determinação.
Refiro-me a opor-se ativamente à pobreza, à desigualdade, à falta de trabalho, de terra, de habitação, de direitos sociais e do trabalho.
Lembrem-se que muitas vezes os direitos humanos fundamentais não são iguais para todos.
Há pessoas de primeira, de segunda, de terceira e de descarte.
Não. Têm que ser iguais para todos.
E, em alguns lugares, defender a dignidade das pessoas pode significar ir para a prisão, inclusive sem julgamento. Ou pode significar a calúnia.
Cada ser humano tem direito a desenvolver-se integralmente, e esse direito básico não pode ser negado por nenhum país.
Rezemos por aqueles que arriscam suas vidas lutando pelos direitos fundamentais em ditaduras, regimes autoritários e inclusive em democracias em crise, para que seu sacrifício e trabalho dêem frutos abundantes.

REZAR PELOS OUTROS

O primeiro modo de rezar por alguém é falar desta pessoa a Deus. Se fizermos isso frequentemente, todos os dias, o nosso coração não se fecha, permanece aberto aos irmãos. Rezar pelos outros é o primeiro modo de amá-los e nos impulsiona à proximidade concreta. #Oração
Papa Francisco

terça-feira, 6 de abril de 2021

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

MENSAGEM URBI ET ORBI
DO PAPA FRANCISCO

PÁSCOA 2021

Basílica de São Pedro
Domingo, 4 de abril de 2021

Queridos irmãos e irmãs, boa Páscoa! Boa, santa e serena Páscoa!

Hoje ressoa, em todas as partes do mundo, o anúncio da Igreja: «Jesus, o crucificado, ressuscitou, como tinha dito. Aleluia».

O anúncio de Páscoa não oferece uma miragem, não revela uma fórmula mágica, não indica uma via de fuga face à difícil situação que estamos a atravessar. A pandemia está ainda em pleno desenvolvimento; a crise social e económica é muito pesada, especialmente para os mais pobres; apesar disso – e é escandaloso –, não cessam os conflitos armados e reforçam-se os arsenais militares. Isto é o escândalo de hoje.

Perante, ou melhor, no meio desta complexa realidade, o anúncio de Páscoa encerra em poucas palavras um acontecimento que dá a esperança que não dececiona: «Jesus, o crucificado, ressuscitou». Não nos fala de anjos nem de fantasmas, mas dum homem, um homem de carne e osso, com um rosto e um nome: Jesus. O Evangelho atesta que este Jesus, crucificado sob Pôncio Pilatos por ter dito que era o Cristo, o Filho de Deus, ao terceiro dia ressuscitou, conforme as Escrituras e como Ele próprio predissera aos seus discípulos.

O próprio Crucificado, não outra pessoa, ressuscitou. Deus Pai ressuscitou o seu Filho Jesus, porque cumpriu até ao fim o seu desígnio de salvação: tomou sobre Si a nossa fraqueza, as nossas enfermidades, a nossa própria morte; sofreu as nossas dores, carregou o peso das nossas iniquidades. Por isso Deus Pai O exaltou, e agora Jesus Cristo vive para sempre, Ele é o Senhor.

As testemunhas referem um detalhe importante: Jesus ressuscitado traz impressas as chagas das mãos, dos pés e do peito. Estas chagas são a chancela perene do seu amor por nós. Quem sofre uma provação dura, no corpo e no espírito, pode encontrar refúgio nestas chagas, receber através delas a graça da esperança que não dececiona.

Cristo ressuscitado é esperança para quantos ainda sofrem devido à pandemia, para os doentes e para quem perdeu um ente querido. Que o Senhor lhes dê conforto, e apoie médicos e enfermeiros nas suas fadigas! Todos, sobretudo as pessoas mais frágeis, precisam de assistência e têm direito a usufruir dos cuidados necessários. Isto é ainda mais evidente neste tempo em que todos somos chamados a combater a pandemia, e um instrumento essencial nesta luta são as vacinas. Por isso, no espírito dum «internacionalismo das vacinas», exorto toda a comunidade internacional a um empenho compartilhado para superar os atrasos na distribuição delas e facilitar a sua partilha, especialmente com os países mais pobres.

O Crucificado Ressuscitado é conforto para quantos perderam o trabalho ou atravessam graves dificuldades económicas e carecem de adequada proteção social. O Senhor inspire a ação das autoridades públicas para que a todos, especialmente às famílias mais necessitadas, sejam oferecidas as ajudas necessárias para um condigno sustento. Infelizmente a pandemia elevou de maneira dramática o número dos pobres, fazendo cair no desespero milhares de pessoas.

«É necessário que os “pobres” de todo o género reaprendam a esperar», disse São João Paulo II na sua viagem ao Haiti. E é precisamente para o querido povo haitiano que, neste dia, vai o meu pensamento e encorajamento a fim de não se deixar vencer pelas dificuldades, mas olhar para o futuro com confiança e esperança. É verdade! O meu pensamento dirige-se de forma especial para vós, queridas irmãs e irmãos haitianos: estou unido e solidário convosco e faço votos de que se resolvam definitivamente os vossos problemas. Rezo por isso, queridos irmãos e irmãs haitianos.

Jesus ressuscitado é esperança também para tantos jovens que foram forçados a transcorrer longos períodos sem ir à escola ou à universidade e sem partilhar o tempo com os amigos. Todos precisamos de viver relações humanas reais e não apenas virtuais, sobretudo na idade em que se formam o caráter e a personalidade. Ouvimo-lo na passada sexta-feira durante a Via-Sacra das crianças. Estou unido aos jovens de todo o mundo e, neste momento, especialmente aos da Birmânia que se empenham pela democracia, fazendo ouvir pacificamente a sua voz, cientes de que o ódio só pode ser dissipado pelo amor.

Que a luz do Ressuscitado seja fonte de renascimento para os migrantes que fogem da guerra e da miséria. Nos seus rostos, reconhecemos o rosto desfigurado e sofredor do Senhor que sobe ao Calvário. Oxalá não lhes faltem sinais concretos de solidariedade e fraternidade humana, penhor da vitória da vida sobre a morte que celebramos neste dia. Agradeço aos países que acolhem com generosidade os atribulados à procura de refúgio, especialmente o Líbano e a Jordânia, que alojam muitos refugiados em fuga do conflito sírio.

Possa o povo libanês, que atravessa um período de dificuldades e incertezas, sentir a consolação do Senhor ressuscitado e ter o apoio da comunidade internacional na sua vocação de ser uma terra de encontro, convivência e pluralismo.

Cristo, nossa paz, faça cessar finalmente o fragor das armas na amada e atormentada Síria, onde vivem já em condições desumanas milhões de pessoas, bem como no Iémen, cujas vicissitudes estão rodeadas por um silêncio ensurdecedor e escandaloso, e na Líbia, onde se vislumbra finalmente a via de saída dum decénio de contendas e confrontos sangrentos. Que todas as partes envolvidas se empenhem efetivamente por fazer cessar os conflitos e permitir aos povos exaustos pela guerra que vivam em paz e iniciem a reconstrução dos respetivos países.

A Ressurreição leva-nos, naturalmente, a Jerusalém. Para ela imploramos do Senhor paz e segurança (cf. Sal 122), a fim de que corresponda à sua vocação de ser lugar de encontro onde todos se possam sentir irmãos e onde israelitas e palestinenses encontrem a força do diálogo para alcançar uma solução estável, em que convivam lado a lado dois Estados em paz e prosperidade.

Neste dia de festa, o meu pensamento volta ainda ao Iraque, que tive a alegria de visitar no mês passado e pelo qual rezo a fim de continuar o caminho de pacificação empreendido e deste modo realizar o sonho de Deus duma família humana hospitaleira e acolhedora para todos os seus filhos[1].

A força do Ressuscitado sustente as populações africanas que veem o seu futuro comprometido por violências internas e pelo terrorismo internacional, especialmente no Sahel e na Nigéria, bem como na região de Tigré e Cabo Delgado. Continuem os esforços para se encontrar soluções pacíficas para os conflitos, no respeito pelos direitos humanos e a sacralidade da vida, através dum diálogo fraterno e construtivo em espírito de reconciliação e operosa solidariedade.

No mundo, há ainda demasiadas guerras e violências! O Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra. Conceda a quantos estão prisioneiros nos conflitos, especialmente no leste da Ucrânia e no Nagorno-Karabakh, a graça de retornarem sãos e salvos às suas famílias, e inspire os governantes de todo o mundo a travarem a corrida a novos armamentos. Hoje, 4 de abril, celebra-se o Dia Mundial contra as Minas Antipessoais, munições velhacas e terríveis que, anualmente, matam ou mutilam tantas pessoas inocentes e impedem os seres humanos de «caminhar juntos pelas sendas da vida, sem ter receio das ciladas de destruição e de morte»[2]. Como seria melhor um mundo sem estes instrumentos de morte!

Queridos irmãos e irmãs, também este ano, em vários lugares, muitos cristãos celebram a Páscoa no meio de grandes limitações e, às vezes, sem poderem sequer ir às celebrações litúrgicas. Rezemos para que tais limitações, bem como toda a limitação à liberdade de culto e religião no mundo, sejam removidas e cada um possa livremente rezar e louvar a Deus.

No meio das múltiplas dificuldades que estamos a atravessar, nunca esqueçamos que fomos curados pelas chagas de Cristo (cf. 1 Ped 2, 24). À luz do Ressuscitado, os nossos sofrimentos são transfigurados. Onde havia morte, agora há vida; onde havia luto, agora há consolação. Ao abraçar a Cruz, Jesus deu sentido aos nossos sofrimentos. E, agora, rezemos para que os efeitos benéficos daquela cura se espalhem por todo o mundo. Boa, santa e serena Páscoa!

INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Para recordar com os mais novos
a importância da Páscoa.
Aleluia! Aleluia!

segunda-feira, 5 de abril de 2021

CRISTO VIVE

No meio das múltiplas dificuldades que estamos a atravessar, nunca esqueçamos que fomos curados pelas chagas de Cristo (cf. 1 Ped 2, 24). À luz do Ressuscitado, os nossos sofrimentos são transfigurados. Onde havia morte, agora há vida; onde havia luto, agora há consolação.

Papa Francisco

domingo, 4 de abril de 2021

FELICITAÇÕES E HOMENAGEM

Hoje é dia de felicitações e homenagem à Capela de S. Caetano e do Bom Jesus do Monte, onde no dia 4 de Abril de 1965 se celebrou a primeira MISSA, para a qual se formou o CORO DE SÃO CAETANO, que continua a animar a Eucaristia domingo a domingo, até aos dias de hoje.

56 anos é uma vida que se foi construído com muitas histórias e principalmente pessoas que deram, e continuam a dar, muito do seu tempo para que esta bela missão se realize.

Hoje, homenageamos e rezamos por todos os que já partiram e nos deixaram um legado que deve ser conhecido, preservado e a que os mais novos devem dar continuidade enquanto é tempo!

Lembramos os mais velhos que ainda se encontram junto de nós, a D. Quininha, a D. Alzira, a D. Lurdes, o Sr. João e o Sr. Albino - que recentemente completou 88 anos de idade - foi fundador do Grupo e Maestro, lugar de que se despediu no Domingo de Ramos de 2014.

A Maestrina Tânia Leitão, que já vinha sendo preparada para o efeito, substitui o Sr. Albino a 13 de Abril de 2014, ficando com a responsabilidade de dirigir e tocar o órgão, e, sem dúvida, que tem feito um excelente trabalho.

É uma graça divina contar com os préstimos desta jovem, embora todos os outros elementos sejam também importantes.

Felicitamos quantos trabalham para que semana a semana, a capela esteja bem arranjada, cânticos bem cantados e todo o ambiente ajude a celebrar da melhor forma a Eucaristia, tornada verdadeira Fonte de Vida e Esperança para quantos nela participam.

Que o Senhor Ressuscitado a todos cumule de bênçãos para continuarem a missão por muitos anos.

Parabéns! 💗

DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Salmo Responsorial 
Sal. 117(118), 1-2, 16ab-17, 22-23
Refrão: Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria. 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a Sua misericórdia. 

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor. 

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
e é admirável aos nossos olhos.

sábado, 3 de abril de 2021

CELEBRAÇÃO DA VIGÍLIA PASCAL

1. «Este é o Dia que o Senhor fez!» (Salmo 118,25). Aleluia! Este é o Dia que o Senhor nos fez! Aleluia! Este é o Dia em que o Senhor nos fez! Aleluia! «Por isso, estamos exultantes de alegria» (Salmo 126,3). Aleluia!

2. Este é o Dia em que desfiamos com amor o rosário das tuas maravilhas, tantas elas são, percorrendo a avenida das tuas Escrituras desde a Criação até à Páscoa, desde a Páscoa até à Criação. Tanto faz. Porque neste Dia novo o tempo não nos mede e nos afasta e nos cataloga em séculos e milénios, mas põe-nos todos a conviver lado a lado. É assim que lemos e compreendemos que no teu «Filho amado», Jesus Cristo, Imagem tua e «primogénito dos mortos», «tudo foi criado» (Colossenses 1,16), «e sem Ele nada foi feito» (João 1,3). Lemos e compreendemos que o «teu Filho, Jesus Cristo, não foi Sim e não, mas unicamente Sim» (2 Coríntios 1,19). Passeámos assim no jardim da tua Criação boa e bela, visitámos as suas 452 palavras (Génesis 1,1-2,4a), e nelas não encontrámos, de facto, um único «não». Se o teu Filho amado, Jesus Cristo, Imagem tua e primogénito dos mortos, foi sempre Sim e nunca não, e se foi n’Ele que foram criadas todas as coisas, então a Criação inteira tem também de ser Sim, Sim, Sim, e nunca não.

3. Que belo mundo novo, Senhor, quiseste depositar nas nossas mãos! Que grande Sim nos confiaste, Senhor, antes de nós merecermos de Ti qualquer confiança! Visitámos depois o Egito opressor, e de lá, Tu nos libertaste, Senhor, fazendo-nos atravessar a pé enxuto o mar Vermelho, como se fosse uma «planície verdejante» (Sabedoria 19,7). Vestíamos roupas brancas, trazíamos o coração em festa, e nos lábios um cântico novo, como sucede também ainda hoje, Senhor, neste Dia admirável da tua Ressurreição, em que cantamos outra vez com inefável alegria: «Minha força e meu canto é o Senhor! A Ele devo a minha liberdade!» (Êxodo 15,2).
(...)
9. É por isso que esta Noite é uma fulguração de Luz e Lume novo. Desde as brasas acesas, ao Círio Pascal aceso, ao nosso coração aceso como o dos discípulos de Emaús. É também por isso que o Batismo começou por ser chamado «Iluminação», sendo a Vigília Pascal também a grande Noite Batismal. E cada batizado levará para sempre a arder dentro de si este Lume, de que não pode fugir, e que ninguém pode apagar.

10. Lume novo, lareira acesa na cidade,/ És Tu, Senhor, o clarão da tarde,/ A notícia, a carícia, a ressurreição./ Ilumina, Senhor, a tua Igreja Santa, e os seus novos filhos que hoje nascem na fonte batismal. Que os nossos passos sejam sempre firmes, e o nosso coração sempre fiel. Vem, Senhor Jesus! Aleluia!

D. António Couto

ORAÇÃO COMUNITÁRIA

Oração colocada no cartaz e feita por todos os participantes no Encontro de Oração, com toda a catequese, no passado dia 30 de março, e em resposta à pergunta: Quem é Jesus para mim?

Foram também deixados os votos de Páscoa Feliz e que tornamos extensivos a toda a comunidade.

"NINGUÉM TE AMA COMO EU"


Partilha do Encontro de Catequistas, Catequizados e suas Famílias, nesta "noite ditosa, em que o Céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!”

NOITE E DIA DE PÁSCOA: O DIA DA RESSURREIÇÃO

A Páscoa, na manhã do primeiro dia da semana (o domingo), inaugura o tempo novo, o tempo e a Páscoa da nova Aliança. No contexto da pandemia, importa ainda mais valorizar o Dia do Senhor e o senhor dos dias, como um dia irrenunciável, porque é o dia da Ressurreição e do dom do Espírito Santo, o dia da nossa Páscoa semanal, o dia da Igreja reunida, que tem na assembleia eucarística a sua alma. É, pois, dia propício a descobrir as várias dimensões do Dia do Senhor, não só como dia da nova Criação, mas também como dia do Homem e da família, dia da alegria, dia do repouso e dia da solidariedade (cf. São João Paulo II, Dies Domini, 31.5.1998).  

Em tempos de pandemia, em que a participação presencial dos fiéis nas celebrações comunitárias pode estar impedida ou desaconselhada, por razões de saúde, é oportuno fazer compreender que “a impossibilidade de cumprir o preceito dominical não dispensa ninguém de cumprir o mandamento divino de santificar o dia do Senhor. Isso pode fazer-se de múltiplas formas, vivendo na alegria espiritual o dia da ressurreição do Senhor Jesus: participar na Eucaristia no sábado ou noutro dia da semana; realizar com amor os serviços da convivência familiar, sem descurar o conveniente repouso do corpo e do espírito; dedicar um tempo razoável à oração pessoal e, se possível, em família, com a leitura da Sagrada Escritura e outros exercícios de piedade; unir-se espiritualmente, se possível, a alguma celebração eucarística transmitida pela rádio, televisão ou internet; estabelecer contacto, pelos meios disponíveis, com familiares, amigos e conhecidos, privilegiando os que mais sofrem a doença ou a solidão; estar solidariamente atentos às necessidades e alegrias dos vizinhos” (Conferência Episcopal Portuguesa, Celebrar e viver a fé em tempo de pandemia, 13.11.2020, n.º 2).

Seria oportuno vincar esta ideia: se soubermos guardar o domingo, o domingo guardar-nos-á e guardará a nossa família (cf. Papa Francisco, Audiência, 12.08.2015). 

Neste dia, em família, podemos: 

Realizar a Liturgia Familiar proposta e/ou adaptada.

Colocar no cantinho da oração, junto da arca, o pão e o vinho e outros sinais de Páscoa: amêndoas, ovos...

Valorizar a bênção da mesa.

Colocar uma fita branca na Cruz. 

Recordar a data do Batismo, nossa primeira Páscoa, e rezar pelos recém-batizados da paróquia.

Anunciar a Páscoa usando os meios digitais.  

MENSAGEM PASCAL - 2021

Não tenhais medo!

Cristo Ressuscitou! (Mc 16,6)

Celebraremos a Páscoa este ano ainda a viver os desafios e lutas contra a pandemia do coronavírus. Privados das habituais manifestações externas de festa, mesmo assim, queremos celebrar a Páscoa com aquilo que é o mais intimo e essencial da ressurreição de Cristo. Como dizia Tomás HalíK, no seu livro “O Tempo das Igrejas vazias”: “o tempo  atual da pandemia privou-nos de muito e ainda nos privará de mais. Mas também nos dá muito, inclusive os exemplos inspiradores de heroísmo quotidiano e perseverança. Provavelmente, a sociedade será mais pobre do ponto de vista material, mas talvez seja mais madura, nós seremos mais maduros. Também a nossa fé será talvez mais madura, agora que passa por uma provação em que temos de deixar de lado muito para chegar ao essencial”. É das coisas simples da vida familiar que se constroem os desafios da sociedade e da Igreja. Uma Páscoa celebrada em contexto tão sofrido e contido, quiçá possa ser mais intensamente vivida. 

Precisamos entender que a Páscoa – mistério da morte e da ressurreição –  deve acontecer, primeiramente, dentro de cada um de nós. Ela significa a passagem da morte para a vida, da dor para o alivio, da tristeza para a alegria. É tempo de olhar para o nosso coração, valorizar o que temos e fortalecer a nossa fé e a nossa esperança em que dias melhores estão para vir.

Celebremos a Páscoa da ressurreição de Cristo na certeza de que Ele transforme profundamente a nossa vida e a vida das nossas famílias pelo poder com que venceu o pecado, o medo e a morte.

Uma Santa e Feliz Páscoa!

Pe. Carlos Correia
       Pároco

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

 

CELEBRAÇÕES PASCAIS

-Vigília Pascal às 21h30, Capela de S. Martinho

DOMINGO DE PÁSCOA - RESSUREIÇÃO DO SENHOR
(por não haver visita pascal)

-Missa às 08h00 e 11h00, Capela de S. Martinho

-Missa às 09h30 , Igreja Paroquial.

-Missa às 09h30, Capela de S. Caetano.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

SÁBADO SANTO

Oração de Laudes às 10h, Capela de S. Martinho

Deus eterno e omnipotente: ao celebrarmos o mistério redentor de vosso Filho Unigénito, que depois de ter descido à morada dos mortos saiu vitoriosamente do sepulcro, concedei aos vossos fiéis que, sepultados com Cristo no Baptismo, também com Cristo ressuscitem para a vida eterna. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23, 46)
Refrão: Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito. 

Em Vós, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me. 

Tornei-me o escárnio dos meus inimigos,
o desprezo dos meus vizinhos
e o terror dos meus conhecidos:
todos evitam passar por mim.
Esqueceram-me como se fosse um morto,
tornei-me como um objecto abandonado. 

Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem. 

Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.
Tende coragem e animai-vos,
vós todos que esperais no Senhor. 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

QUINTA-FEIRA SANTA

A Eucaristia é o próprio Jesus que se entrega inteiramente por nós. Alimentar-nos dele e permanecermos nele mediante a Comunhão eucarística, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida, transforma-a num dom a Deus e aos irmãos. #QuintaFeiraSanta

Papa Francisco 

MISSA DA CEIA DO SENHOR

Quinta-Feira Santa, 21h30, Igreja Paroquial.
Adoração ao Santíssimo até às 24h00.

QUINTA-FEIRA SANTA: A EUCARISTIA

Neste dia, importa descobrir o tesouro da Eucaristia, para a Igreja e para a família. “Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo” (Vaticano II, Presbiterorum Ordinis, n.º 5). 

Note-se que é em família que o povo de Deus começa por celebrar a sua Páscoa (cf. 1.ª leitura: Ex 12,1-8.11-14)! Segundo a tradição, cada família judaica, reunida à mesa, na festa da Páscoa, come o cordeiro assado, fazendo memória da libertação dos israelitas, da escravidão do Egito. É também em família, com os seus mais íntimos, reunidos no Cenáculo, que Jesus, consciente da sua morte iminente, Se oferece a Si mesmo pela nossa salvação (cf. 1 Cor 5, 7), como verdadeiro cordeiro pascal! 

À nova Aliança refere-Se Jesus explicitamente na Última Ceia: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue” (cf. 2.ª leitura do dia: 1 Cor 11,23-26). As palavras pronunciadas enlaçam com o gesto que Jesus está prestes a realizar: a sua morte aceite livremente pela redenção de muitos. Aqui se vê como Jesus Se assume como o Servo Sofredor (Is 53,10) e compreende a sua morte como um sacrifício expiatório. Assim tornar-Se-á Ele o mediador da nova Aliança. 

É para nós um sinal cheio de significado, que o Senhor Jesus queira ter instituído este grande sacramento da Eucaristia, por ocasião de um importante encontro familiar: a Ceia pascal! E, naquela ocasião, a sua família, a nova família gerada pelos vínculos da fé, foram os Doze. Dessa família, ainda em gérmen, reunida à volta da mesa sagrada do cordeiro pascal, nascerá a Igreja, essa grande e nova família, reunida e nutrida à volta da mesa da Eucaristia!

Todavia, não é só a Igreja que cresce como grande família, à volta da mesa da Eucaristia. É também a família de cada um de nós que cresce como verdadeiro Cenáculo de Oração, pequena igreja doméstica, sempre que participa na Eucaristia! Neste dia, podemos recordar que “Jesus bate à porta da família para partilhar com Ela a Ceia Eucarística” (AL 318). Neste dia, damo-nos conta de como a Última Ceia sela a nova Aliança. Também na Eucaristia, diz o Papa Francisco, “os esposos podem selar a sua Aliança pascal que os uniu e reflete a Aliança que Deus selou com a humanidade na Cruz” (AL 318). 

Em família, podemos:
• Colocar no cantinho da oração, junto da arca, o pão e o vinho.
• Realizar a Liturgia Familiar proposta e/ou adaptada.
• Fazer pão caseiro.
• Valorizar a bênção da mesa.
• Revisitar as fotos ou filmes da Festa da Eucaristia (Primeira Comunhão).