quinta-feira, 26 de março de 2015

SABES QUE ÉS ÚNICO AOS OLHOS DE DEUS?

Partilha do retiro do 10º ano
No passado dia 14, logo cedinho pelas 8:15h da manhã clara anunciadora de uma antecipada primavera, junto à capela de S. Caetano reuniu-se o grupo do 10.º ano para partir e retirar-se do seu ritmo habitual e responder ao desafio da descoberta de se sentir cada um único aos olhos de Deus.
 É sempre com muita alegria que apreciamos o sentido de partilha e de comunhão dos pais quanto ao acompanhamento dos jovens na disponibilidade de transporte para a ida e ou para o regresso, bem como as refeições do dia da chegada. 
Depois de algumas peripécias no caminho, que também fazem parte da vivência daqueles dias, chegámos ao Centro de Espiritualidade de Betânia, em Duas Igrejas, no concelho de Paredes. Deparámo-nos com um amplo espaço, em contexto rural, bem cuidado e muito agradável. Ali chegados, o Pe Juan Noite, que naquele Instituto Dehoniano trabalha com os jovens – JD –e nos  iria acompanhar e guiar durante todo o tempo do nosso retiro, acolheu-nos simpaticamente.
À hora marcada concentrámo-nos na sala onde decorreria toda a preparação do retiro, juntamente com outros jovens de Terroso (Póvoa do Varzim) e de alguns jovens da JD a que no dia seguinte se reuniriam outros.
Começou pelas apresentações e pela interação com atividades em sala e no espaço exterior, muito divertidas que permitiu a aproximação e a descontração de todos.
Começava a caminhada para a descoberta deste sentir-se único quando olhado por Deus!
O Salmo 139(138) foi o ponto de partida para os momentos de reflexão em grupo e individualmente. Nos momentos de deserto, cada um, escolhendo o lugar para si mais inspirador, pôde ler, meditar e interrogar-se.
 À hora do almoço que todos ansiavam, foram postos em comum os alimentos que cada um trouxe. Depois de saciados, os jovens foram “explorar” o espaço convidativo da quinta.
Entretanto, a nossa Mariana Alves, inesperadamente, fez uma entorse no pé que a impediu de ficar connosco até domingo, com muita pena de todo o grupo e da Mariana que, com algum alívio provocado pelo analgésico que tomou e pela aplicação de gelo, já estava até na disposição de ficar, ainda que tivesse de andar ao “pé-coxinho”! Esperamos rápida recuperação.
Seguiram-se momentos de formação, de reflexão e de louvor através do canto.
Com uma alegria imensa cantámos acompanhados à viola pelo Pe. Juan. Muitos dos cânticos já eram conhecidos e outros de fácil aprendizagem. 
À noite rezámos a via-sacra, percorrendo as estações que se encontram representadas no espaço da quinta, seguindo-se o jantar, muito especial – Francesinha com Fé – um evento do próprio Instituto Dehoniano, aberto à comunidade, onde tivemos oportunidade de ouvir o testemunho de um postulante que esteve a fazer voluntariado em Moçambique.
Terminou aquele dia 14 com a oração da noite na capela, um daqueles que seria um dos momentos mais belos do retiro, num silêncio saboroso e reconciliador, num espaço de acolhimento divino e num ambiente propício à escuta mais que à palavra. 
E para aqueles que ainda não se dispunham a entregar-se nos “braços de morfeu”, havia um filme para ver até mais tarde.
A ansiedade própria de estarem juntos, mais tempo e em espaço e ritmo diferentes dos do seu dia-a-dia, puseram estes jovens com pouca vontade de dormir… Mas a persistência da noite venceu, finalmente, a sua resistência…
E eis que amanhece o dia claro de domingo, o dia do Senhor!
Abrimos as janelas para deixar entrar a claridade e o sol radioso que, tendo deitado cedo, cedo se levantou para nos acolher. E haverá melhor despertador que a carícia do sol, em silêncio, tocando o nosso rosto? 
Esperava-nos a primeira refeição do dia e a oração da manhã, pelas 9.00h.
Assim, integralmente alimentados, o corpo e a alma, reiniciaram os nossos trabalhos, agora com a presença e a orientação de um grupo de jovens Dehonianos, alguns dos quais iriam fazer o seu compromisso na eucaristia daquele domingo. 
 
Continuando a usufruir daquela manhã radiosa num dos espaços exteriores e na linha do que já havíamos refletido e rezado no dia anterior, formulámos interiormente o nosso compromisso e cantámos, cantámos… agora acompanhados pela guitarra tocada por um dos jovens orientadores. 
 
Seguiu-se mais um momento de deserto e a preparação da eucaristia que iria ter lugar às 16.00h. Os grupos que já tinham sido formados no dia anterior, foram reforçados com a integração dos jovens que se juntaram naquela manhã. Prepararam cada grupo as leituras os símbolos para o ofertório, a oração dos fiéis, o momento de ação de graças e, claro, os cânticos. 
  
E como cantavam os nossos jovens do 10.º!...Ainda ecoam nos nossos ouvidos aqueles cânticos cantados com tanta energia e tanto entusiasmo! Ainda damos por nós, em silêncio, a cantar: Se penso em mim, tu ficas só. Se penso em ti, seremos nós… Ou “ Tens de responder... de respondermos: Estamos aqui”
Durante o almoço, muito apreciado, ouve a oportunidade de cantar os parabéns à Mariana, que tinha feito anos naquela semana, com um delicioso bolo feito carinhosamente pela sua catequista Maria Miranda, que nem sequer esqueceu as velas!
Seguiu-se o primeiro momento da tarde, mais um dos momentos altos do retiro – o sacramento da reconciliação. Com a preparação na sala onde iria ter lugar a eucaristia, muito compenetrados os nossos jovens estiveram à altura do momento.
E, para culminar este dia do nosso retiro, a eucaristia. Alguns pais estiveram presentes. Tudo decorreu com alinho e os nossos jovens puderam animar a eucaristia, participando ativamente nos diversos momentos, em conjunto com todos os outros jovens, mais velhos, dos quais tiveram oportunidade de colher os ensinamentos do testemunho dado num dos momentos da eucaristia com o seu compromisso ali feito publicamente. Bem como todo o seu testemunho de vivência dado ao longo daqueles dois dias que ali passaram juntos.
Finalmente, chegou a hora de arrumar as “malas” para o regresso, mais uma vez com a partilha e solidariedade dos pais no transporte. Não sem antes fazer um pequeno lanche com o que ainda existia do dia anterior, e era muito!
Não faltaram as fotografias, as conversas, as trocas de experiências, de contactos, as brincadeiras…toda a vivência salutar de grupos que se encontram pelas mesmas razões.
É sempre uma dádiva a oportunidade de perceber que há quem seja igual a nós, no sentido de partilhar da mesma esperança e do mesmo Mestre, mas simultaneamente sentir-se único e irrepetível aos olhos de Deus.
Os catequistas do 10.º ano
14 e15 março 2015

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