CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Levar Jesus...
Hoje é a ocasião de afirmar a todos que nós também somos missionários, que fazemos Deus presente na nossa vida e na vida dos outros. Hoje dizemos uns aos outros que queremos levar Jesus a todos. Eu não posso ir, mas ajudo com o meu dom generoso.

DIA DE S. JOÃO PAULO II

Nota Histórica

Carlos José Wojtyła nasceu em 1920 no lugar de Wadowice na Polónia. Ordenado sacerdote, continuou os seus estudos teológicos em Roma, depois dos quais regressou ao seu paíz onde exerceu diversos cargos pastorais e universitários. Foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia, e em 1964 Arcebispo do mesmo lugar. Tomou parte no Concílio Ecuménico Vaticano II. Eleito Papa a 16 de Outubro de 1978, com o nome de João Paulo II, distinguiu-se pela extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo. Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental. Morreu piedosamente, em Roma, a 2 de Abril de 2005, na Vigilia do II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia.

http://www.liturgia.pt/santos/santo_v.php?cod_santo=229

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Mais uma vez, a liturgia da Palavra insiste na oração. E porque faz isso? Porque a oração, a espiritualidade e a fé são o combustível para a nossa missão. Sem a oração, sem a fé, sem uma espiritualidade bem trabalhada, dificilmente venceremos as batalhas da vida. Não podemos fraquejar ou esmorecer na nossa vida de oração, pois se isso ocorrer, nós enfraqueceremos também nas lutas diárias, pois os desafios são muitos.

Assim sendo, a liturgia de hoje, sobretudo o Evangelho, insiste na oração de petição, pois quem pede recebe e a porta é aberta para quem bate (cf. Mt 7,7). Pedir com insistência significa pedir com fé, mesmo que isso possa parecer impertinência para com Deus. Só quem tem fé não desanima diante da suposta demora de Deus em atender ao nosso pedido. Deus tarda, mas não falha, diz uma expressão popular, e não falha mesmo! Se nós, que somos maus, damos coisas boas a nossos filhos quando eles nos pedem, quanto mais Deus, que é bondade infinita. Ele dará tudo o que nós precisamos, diz a continuação da passagem bíblica supracitada.

Ora, nessa mesma linha de pensamento vai o Evangelho de hoje, ao trazer a Parábola da viúva que pede com insistência ao juiz insensível para que faça justiça no seu caso. E o juiz a atendeu não porque se compadeceu da viúva, mas porque ela o estava perturbando com a insistência do seu pedido. Se o juiz que não temia a Deus, isto é, era insensível, atendeu ao pedido da viúva, quanto mais Deus, que é infinitamente justo e amoroso, atenderá aos nossos pedidos.

É nesta linha que seguem as reflexões deste Domingo, destacando o poder da oração e da perseverança na oração. Para dizer que não basta rezar, é preciso rezar com perseverança e agir com coerência de princípios, uma vez que toda a acção sem oração é estéril, e toda a oração sem acção também não produz frutos. É o que vemos na primeira leitura de hoje.

O Evangelho termina questionando se quando Jesus voltar encontrará fé sobre a terra. Não precisamos de esperar tanto, basta olhar para a nossa sociedade e até para as nossas comunidades eclesiais. A fé parece que enfraquece a cada dia, ficando cada vez mais distante daquilo que pede a liturgia deste Domingo. No lugar de Deus, da religião e do amor, são colocados outros “valores”, resultados de uma sociedade que se seculariza a cada dia. Como fica então a nossa fé diante deste mundo tão árido, com valores seculares? Cabe a nós pensar sobre isso e avaliar a nossa vida de fé e de oração.

Pe. Carlos Correia

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

BATIZADOS E ENVIADOS: A IGREJA DE CRISTO EM MISSÃO NO MUNDO

(...)
É já 93.º Dia Missionário Mundial que celebramos. Este ano com um cunho especial, dado que se insere no «Outubro Missionário Extraordinário» de 2019, que o Papa Francisco instituiu para marcar o centenário da Carta Apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV, que traz a data de 30 de novembro de 1919, e que apelava então à «propagação da fé católica no mundo inteiro». «Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo», é o tema forte que o Papa Francisco propôs para a celebração e vivência deste «Outubro Missionário Extraordinário» de 2019 e também deste 93.º Dia Missionário Mundial. Com data de 22 de outubro de 2017, Dia Mundial das Missões, em Carta enviada ao Cardeal Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o Papa Francisco incumbia-o da preparação deste «Outubro Missionário Extraordinário» de 2019, expressando no final da Carta o seu desejo intenso, que o é também para toda a Igreja: «Que desperte em nós, e que jamais nos seja roubado, o entusiasmo missionário». Entretanto, o Cardeal Filoni já deixou expresso o vivo desejo de se fazer deste «Outubro Missionário Extraordinário» uma oportunidade para a Igreja de reavivar o ardor e a paixão pela missão de Jesus, de modo a sabermos colocar a missão de Jesus no nosso coração, para que façamos da missão o critério para medir a eficácia das nossas estruturas, os resultados dos nossos trabalhos, a fecundidade dos nossos ministros e a alegria que somos capazes de suscitar.

D. António Couto

SANTUÁRIO DE FÁTIMA: Peregrinação Paroquial

Quando de repente a chuva cai,
 procuramos abrigo...
E ficamos assim
mais próximos uns dos outros. 
 É como é bom sentir a partilha, 
e este abraço de calor humano!

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA

Decorreu ontem, 20 de Outubro, integrada nas comemorações dos 175 anos do Apostolado da Oração e encerramento do Ano Missionário Extraordinário convocado pela Conferência Episcopal Portuguesa.
A manhã estava bastante fresca, mas o Sol brilhava e teimava em aquecer os mais de 100 mil peregrinos que vindos de muitas paróquias, aos poucos iam enchendo o Recinto do Santuário.
Depois de todos os representantes das paróquias com os seus estandartes terem sido encaminhados até junto das colunatas, deu-se inicio à celebração com a procissão de Nossa Senhora para o altar. 
A celebração foi presidida pelo Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente e concelebrada por 202 sacerdotes, 38 bispos, onde se contava D. Manuel Linda, bispo do Porto, e dois cardeais.
D. Manuel Clemente lembrou que «O desafio cultural da missão é hoje grande, exigindo-nos mais capacidade de escuta e mais disponibilidade dialogante, ouvindo o que nos dizem e dizendo o que nos cumpre» (…)«Ficando ou partindo, regressando ou voltando a partir, o campo é o mundo inteiro, distendido ou concentrado. Tudo cresce ao mesmo tempo e mutuamente se enriquece».
A chuva acabou por vencer e começou a cair copiosamente, fazendo com que milhares de guarda-chuvas se abrissem transformando de repente a imagem do Recinto.
No entanto, o Sol voltaria a levar a melhor brilhando de novo, e deixando que os peregrinos pudessem acompanhar da melhor forma a restante celebração.
Como foi ocaso deste grupo da nossa paróquia que teve de se abrigar, mas assim que a chuva passou voltou a ocupar um lugar mais central para continuar a participar com alegria na Eucaristia. 
 
No final da celebração, D. Manuel Clemente consagrou a Igreja em Portugal ao Sagrado Coração de Jesus, junto monumento a ele dedicado e com a presença de Nossa Senhora que veio em procissão até ali.
A Oração da Consagração foi distribuída no Recinto a todos os peregrinos e projectada através dos écrans do Santuário, para que pudesse acompanhada. 
"Coração de Jesus, videira de que somos os ramos, neste lugar em que formos recordados de que os corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das nossas súplicas, a Igreja em Portugal a ti se consagra”.
Conclui-se depois a procissão do adeus a Nossa Senhora, que de junto do monumento do Sagrado Coração de Jesus seguiu até à Capelinha das Aparições.

domingo, 20 de outubro de 2019

SANTUÁRIO DE FÁTIMA - Encerramento do Ano Missionário

A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)! Papa Francisco 
 

175 ANOS DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Celebração dos 175 anos, no Santuário de Fátima, com os Grupos que vindos de todas as Dioceses com os seus estandartes e insígnias, encheram de cor o recinto e fizeram sentir que o Apostolado da Oração está forte e continua a ser preciso. Pois como diz o Papa: O coração da missão da Igreja  é a oração”.
“O Amor ao Coração de Cristo e à Eucaristia, a oração pelas suas intenções, fazem parte do tecido caraterístico da piedade popular portuguesa. Move-nos a preocupação de unir a sabedoria dos mais velhos e a vitalidade dos mais novos, dentro da vida da Igreja”. Papa Francisco

"MATER ECCLESIAE" (MÃE DA IGREJA)

 Mater Ecclesiae, Regina mundi,
da nobis pacem, da nobis pacem.

Da vossa virginal maternidade / nasceu, Senhora, o Salvador do mundo, / aquele cujo amor foi tão fecundo / que deu a vida eterna à humanidade.

Cristo, de cuja morte nasce a vida, / Vos confiou, Maria, o mundo inteiro: / assim vos fez o divinal Cordeiro / dos homens a pastora destemida.

O vosso coração é a morada / em que Deus sua glória manifesta. / Estrela não existe senão esta, / quantos buscais a luz, não vendo nada!

À vossa protecção nos acolhemos, / Mãe de Deus, Mãe dos homens compassiva: / olhai a humanidade tão cativa / das fomes e das guerras que sofremos!

Acolhei, Mãe de Deus, a dor humana! / Trazei-nos a esperança e a alegria! / Quem busca protecção em vós, Maria, / encontra Jesus Cristo e não se engana.

 A nós, os pecadores baptizados, / que somos neste mundo a santa Igreja, / vossa maternal graça nos proteja, / na fé de Cristo nunca separados!

Serva de Deus, humilde, mas eleita, / Mãe de Jesus. universal Rainha: / guardai a quem Deus chama à sua vinha / e servir os irmãos humilde aceita!

sábado, 19 de outubro de 2019

FOLHA DOMINICAL: informações e reflexões importantes para toda a comunidade

XI PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA - 20 de Outubro

Este ano a nossa Peregrinação coincide com o Dia Mundial das Missões, a Peregrinação Nacional pelo encerramento do Ano Missionário e a Peregrinação Nacional pelos 175 anos do Apostolado da Oração.

Contamos com 7 autocarros, e em Fátima, no próximo domingo, vamos dar graças em comunidade.
Todos o que vão participar devem estar às 6h45 nos diversos centros: Ilha, S. Caetano, Igreja e S. Martinho. A partida será impreterivelmente às 7h00.

Programa da Peregrinação: 

10h00, Terço Missionário na Capelinha das Aparições;

11h00, Eucaristia, no recinto do Santuário.
No final os bispos portugueses consagram as dioceses de todo o país ao Coração de Jesus. Momento histórico que acontece junto do monumento ao Coração de Jesus, próximo da Capelinha das Aparições.

Na parte da tarde, no Centro Pastoral Paulo VI, participamos na Festa Missionária.

Quem não puder estar em Fátima pode seguir as celebrações através do site do Santuário em 

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM - Ano C

SALMO RESPONSORIAL Salmo 120 (121), 1-8 (R. cf. 2)
Refrão: O nosso auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra. 

Levanto os meus olhos para os montes:
donde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor,
que fez o céu e a terra. 

Não permitirá que vacilem os teus passos,
não dormirá Aquele que te guarda.
Não há-de dormir nem adormecer
Aquele que guarda Israel. 

O Senhor é quem te guarda,
o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.
O sol não te fará mal durante o dia,
nem a lua durante a noite. 

O Senhor te defende de todo o mal,
o Senhor vela pela tua vida.
Ele te protege quando vais e quando vens,
agora e para sempre. 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES - 20 de OUTUBRO

Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco


Queridos irmãos e irmãs,

1. Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

2. O título desta mensagem – «Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo» – é o mesmo do Outubro Missionário. A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo individual: da comunhão com Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 48).

3. A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como é possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)!

4. Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom da vida e, desde sempre, deu como destino a cada um dos seus filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6).

5. Esta vida é-nos comunicada no Batismo, que nos dá a fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Por conseguinte, neste sentido, o Batismo é verdadeiramente necessário para a salvação, pois garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com a sua plenitude na Eucaristia –, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher à espera de conversão e salvação. Com efeito, o Batismo é promessa realizada do dom divino, que torna o ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, no Batismo, é-nos dada a paternidade primordial e a verdadeira maternidade: não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como mãe (cf. São Cipriano, A unidade da Igreja, 4).

6. Assim, a nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios do Espírito Santo para a reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e do valor intrínseco de cada vida humana desde a conceção até à sua morte natural. O secularismo difuso, quando se torna rejeição positiva e cultural da paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal autêntica, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a diferença fica reduzida a ameaça infernal, tornando impossível qualquer aceitação fraterna e unidade fecunda do género humano.

7. O destino universal da salvação, oferecida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir a superação de todo o fechamento nacionalista e etnocêntrico, de toda a mistura do anúncio do Evangelho com os interesses económicos e militares das potências coloniais. Na sua Carta apostólica Maximum illud, o Papa lembrava que a universalidade divina da missão da Igreja exige o abandono duma pertença exclusivista à própria pátria e à própria etnia. A abertura da cultura e da comunidade à novidade salvífica de Jesus Cristo requer a superação de toda a indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente ao chamamento para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e da sua Igreja Santa. Anunciando a Palavra de Deus, testemunhando o Evangelho e celebrando a vida do Espírito, chamam à conversão, batizam e oferecem a salvação cristã no respeito pela liberdade pessoal de cada um, em diálogo com as culturas e as religiões dos povos a quem são enviados. Assim a missio ad gentes, sempre necessária na Igreja, contribui de maneira fundamental para o processo permanente de conversão de todos os cristãos. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa, a necessidade de salvação do pecado e a libertação do mal pessoal e social exigem a missão até aos últimos confins da terra.

8. A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário com a celebração do Sínodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia leva-me a assinalar como a missão, que nos foi confiada por Jesus com o dom do seu Espírito, ainda é atual e necessária também para aquelas terras e seus habitantes. Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da Igreja, a fim de que nenhuma cultura permaneça fechada em si mesma e nenhum povo fique isolado, mas se abra à comunhão universal da fé. Que ninguém fique fechado em si mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade do homem e da mulher, rumo a uma conversão cada vez mais plena à Verdade do Senhor Ressuscitado, que dá a verdadeira vida a todos.

9. A este respeito, recordo as palavras do Papa Bento XVI no início do nosso encontro de Bispos Latino-Americanos em Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que desejo transcrever aqui e subscrevê-las: «O que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do Batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, igualmente, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. (...) O Verbo de Deus, fazendo-Se carne em Jesus Cristo, fez-Se também história e cultura. A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas uma regressão. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado» [Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Insegnamenti III/1 (2007), 855-856].

10. A Maria, nossa Mãe, confiamos a missão da Igreja. Unida ao seu Filho, desde a encarnação, a Virgem colocou-se em movimento, deixando-se envolver totalmente pela missão de Jesus; missão que, ao pé da cruz, havia de se tornar também a sua missão: colaborar como Mãe da Igreja para gerar, no Espírito e na fé, novos filhos e filhas de Deus.

11. Gostaria de concluir com uma breve palavra sobre as Pontifícias Obras Missionárias, que a Carta apostólica Maximum illud já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia o Papa no seu compromisso missionário, prestam o seu serviço à universalidade eclesial mediante a oração, alma da missão, e a caridade dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta deles ajuda o Papa na evangelização das Igrejas particulares (Obra da Propagação da Fé), na formação do clero local (Obra de São Pedro Apóstolo), na educação duma consciência missionária das crianças de todo o mundo (Obra da Santa Infância) e na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Ao renovar o meu apoio a estas Obras, espero que o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 contribua para a renovação do seu serviço missionário ao meu ministério.

12. Aos missionários e às missionárias e a todos aqueles que de algum modo participam, em virtude do seu Batismo, na missão da Igreja, de coração envio a minha bênção.

Vaticano, 9 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2019.
FRANCISCO

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

EUCARISTIA COM A CATEQUESE

Sábado, 19 de Outubro, às 16h00, na Capela S. Martinho, será celebrada a Eucaristia com a catequese.
Dinamização e Organização do 10 Ano de Catequese, que CONVIDA todos os Catequizandos e Catequistas a participarem nesta grande Acção de Graças. 

CONSAGRAÇÃO DAS CRIANÇAS À MÃE DE DEUS

Maria, minha mãe,
dirijo-me a ti cheio de alegria
para te dar todo o meu coração.
Também te dou tudo o que tenho e faço, 
toda a minha vida.
Quero trazer-te todos aqueles
que estão no meu coração:
os meus pais, os meus irmãos,
todos os meus amigos,
mas também todos aqueles que me magoaram.
Sê a nossa Mãe,
abençoa-nos e protege-nos.
Como criança, 
quero amar-te como a uma mãe 
e rezar com fidelidade
Quero lembrar-me todos os dias
que te pertenço.
Mãe, sou teu no tempo e na eternidade.
Quero andar sempre com Jesus,
por ti e contigo.
Ámen.

HOJE REZAMOS O TERÇO COM UM MILHÃO DE CRIANÇAS

"O Santuário de Fátima será esta sexta-feira, dia 18 de Outubro, às 18h30, um dos lugares centrais em todo o mundo onde se vai rezar o Terço pela paz, numa jornada internacional de oração promovida pela Fundação AIS, intitulada "Um milhão de crianças rezam o terço pela paz".
A Capelinha, lugar onde a Senhora mais brilhante que o Sol apareceu a três crianças, há cem anos, com uma mensagem de oração e sacrifício pela paz, será esta sexta feira, uma vez mais, lugar de oração por esta intenção.
Em Portugal, o evento da Fundação AIS tem o apoio oficial do Santuário de Fátima, assim como da Rede Mundial de Oração do Papa e do Apostolado Mundial de Fátima."

PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL A FÁTIMA

COM MARIA:
MISSIONÁRIOS TODO O DIA!

Peregrinação de encerramento do Ano Missionário e do mês extraordinário da Missão - 20 de outubro, Dia Mundial das Missões – Fátima

Na ída ao Santuário
(No autocarro, após termos começado a viagem, o animador convida os peregrinos à reflexão e à oração.)

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Ámen

Ambientação:
Caros peregrinos, hoje, como discípulos missionários, caminhamos com Maria, ao encontro de Jesus.

Demos graças a Deus pela nossa dignidade e pela nossa vocação cristã que São Pedro descreve assim: “Vós, porém, sois linhagem escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para si, para proclamar as maravilhas daquele que das trevas vos chama para a sua luz admirável.” (1 P 2,9)

Ver Guião Missionário https://app.box.com/s/0tfy3plhnzrgibxri43bxbczuhpe1yqi

S. LUCAS, EVANGELISTA

EVANGELHO: LC 10, 1-9
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’».
(...)
Rezar a Palavra
Senhor, a seara é grande e os trabalhadores são poucos. Dá-me a coragem de aceitar o desafio de ser trabalhador corajoso que avança pelo mundo com a certeza de que o importante é a mensagem e não o mensageiro. Mostra-me o caminho e liberta-me do peso de todas as coisas que impedem seguir com alegria, ânimo e coragem.

Compromisso
Vou rezar por todos os que são enviados por Jesus a anunciar o Reino.

OUTUBRO EM ORAÇÃO

18 – Sexta: São Lucas

A seara é grande e Paulo pede a ajuda de Marcos «porque me é muito útil no ministério». Dá-nos, Senhor, o ardor missionário de Lucas pelos mais pobres e frágeis, de modo que a terra se encha com a alegria do Evangelho.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

QUINTA-FEIRA DA SEMANA XXVIII DO TEMPO COMUM


EVANGELHO: LC 11, 47-54
Naquele tempo, disse o Senhor aos doutores da lei: «Ai de vós, porque edificais os túmulos dos profetas, quando foram os vossos pais que os mataram. Assim dais testemunho e aprovação às obras dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós levantais os monumentos. É por isso que a Sabedoria de Deus disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos; e eles hão-de matar uns e perseguir outros’. Mas Deus vai pedir contas a esta geração do sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o Santuário. Sim, Eu vos digo que se pedirão contas a esta geração. Ai de vós, doutores da lei, porque tirastes a chave da ciência: vós não entrastes e impedistes os que queriam entrar!». Quando Jesus saiu dali, os escribas e os fariseus começaram a persegui-l’O terrivelmente e a provocá-l’O com perguntas sobre muitas coisas, armando-Lhe ciladas, para O surpreenderem nalguma palavra da sua boca.
(...)
Meditar a Palavra
As atitudes de amor e de ódio percorrem a história da humanidade e estão presentes na história da salvação que a acompanha. As palavras de Jesus, que recordam os gestos sanguinários da história, recordam-me que também eu posso colaborar com a permanência e crescimento do mal no mundo, provocando a morte ou pactuando com os seus partidários se não converter o meu coração ao projecto de salvação que ele me propõe. Não me restam muitas escolhas, ou sigo com Cristo o caminho arriscado da denúncia e do amor e posso terminar na cruz ou sigo pelo caminho dos assassinos que são capazes de tudo para salvar a própria pele e os seus interesses.

Rezar a Palavra
Que eu saiba abrir a porta da ciência com a chave da tua palavra, para que possa sempre apostar pelo caminho da verdade e da vida. Que a tua palavra abra os olhos do meu coração para preferir a cruz antes que praticar o mal. Que eu prefira morrer do que tirar a vida mesmo a dos inimigos.

Compromisso
Quero valorizar cada vez mais o dom da vida, criação por Deus.