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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

ORAÇÃO PELO SÍNODO: Adsumus Sancte Spiritus

Eis-nos aqui, diante de Vós, Espírito Santo!
Eis-nos aqui, reunidos em vosso nome!
Só a Vós temos por Guia:
vinde a nós, ficai connosco,
e dignai-vos habitar em nossos corações.
Ensinai-nos o rumo a seguir
e como caminhar juntos até à meta.
Nós somos débeis e pecadores:
não permitais que sejamos causadores da desordem;
que a ignorância não nos desvie do caminho,
nem as simpatias humanas ou o preconceito nos tornem parciais.
Que sejamos um em Vós,
caminhando juntos para a vida eterna,
sem jamais nos afastarmos da verdade e da justiça.
Nós vo-lo pedimos
a Vós, que agis sempre em toda a parte,
em comunhão com o Pai e o Filho,
pelos séculos dos séculos.
Amen.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

“ENCONTRAR MODALIDADES LOCAIS PARA QUE O ESPÍRITO DO SÍNODO PERMANEÇA”

D. António Augusto Azevedo, bispo auxiliar do Porto e Presidente da Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios esteve na XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Juntamente com D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e Presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, D. António Augusto representou a Conferência Episcopal Portuguesa e viveu intensamente o Sínodo sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional, pela primeira vez como padre sinodal.

Em entrevista à VP faz uma leitura do andamento dos trabalhos e das conclusões deste grande acontecimento eclesial ocorrido no passado mês de outubro no Vaticano.


P: Que significado teve para si ser pela primeira vez padre sinodal?

R: Um Sínodo é uma experiência única e eu tive a graça, em nome da Conferência Episcopal, de participar deste Sínodo. E é uma graça, desde logo, porque se tem a oportunidade de experimentar uma dimensão importante inerente ao ministério episcopal que é a dimensão da colegialidade: esta proximidade com o Papa Francisco e esta consciência de pertencer a um colégio episcopal. Ou seja, aquilo que nós acreditamos e dizemos em teoria e que num Sínodo pode-se experimentar de maneira muito real e concreta, na proximidade com o Papa e com os bispos de todo o mundo. Em segundo lugar, é uma experiência importante porque nos debruçamos sobre uma temática sobre a qual o Papa quer ouvir a Igreja e concretamente os bispos. Portanto, essa reflexão com toda a Igreja sobre algo que é importante para a sua missão permitiu levar o nosso contributo em comunhão com os contributos das igrejas de todo o mundo.

P: Falou no Papa… Como é que o viu, como é que o sentiu? Como é que ele esteve durante este mês?

R: Bom, este mês correspondeu à fase de celebração do Sínodo, tinha havido uma fase preparatória e haverá agora uma fase de aplicação. Nesta fase em que estivemos reunidos em Roma o Papa Francisco surpreendeu pela proximidade. Foi muito afável, muito próximo, com sinais muito bonitos. Desde logo, por estar a receber todas as pessoas, por estar disponível para conversar com toda a gente. Essa proximidade, de que o Papa tantas vezes tem falado, nós podemos testemunhar que ele próprio a vive. E também impressionou pela sua capacidade de escuta. Durante grande parte dos dias, pelo menos na assembleia plenária, o Papa esteve quase sempre presente e numa atitude de escuta. Escuta atenta e interessada.

P: Foi um ambiente muito participado entre os padres sinodais? Como sentiu o ambiente durante estas semanas?

R: O ambiente foi sempre muito bom. De grande comunhão e também de grande alegria. Sem tensões ou crispações. Pelo contrário de grande diálogo, proximidade e sobretudo de interesse. Interesse em partilhar experiências e em sentir melhor outras realidades de outras igrejas que vivem, de facto, momentos mais difíceis. Este Sínodo teve também a graça de coincidir com a canonização de S. Paulo VI e de S. Óscar Romero. E esse foi um momento de grande vivência de todos os presentes.

P: Depois no trabalho concreto, os círculos menores, como é que correu esse trabalho que desta vez também teve língua oficial portuguesa?

R: Os círculos menores são um momento muito interessante do Sínodo. Pela primeira vez tivemos um círculo de língua portuguesa que, para além de nós, representantes de Portugal, reuniu vários bispos do Brasil, também de Cabo Verde, de Moçambique e Angola. E foi muito interessante porque foi quase um espaço de lusofonia, com todas as diferenças que existem de umas igrejas para as outras, mas foi bom o encontro, o conhecimento pessoal, conhecer as diferenças e perceber o interesse comum de se encontrar pontos de comunhão, princípios que nos unissem a todos sobre a temática dos jovens, da fé e do discernimento vocacional.

P: Como é que nos pode descrever a participação dos jovens?

R: Eu acho que foi uma presença muito positiva. Não só pelo tom de alegria, de manifestação, de presença na sala mas também pelos testemunhos que levaram, pois cada um teve a oportunidade de falar sobre a sua experiência pessoal e da sua experiência enquanto cristão empenhado nas várias realidades, movimentos e países. E foi importante essa presença que permitiu em todos os momentos ir aferindo a sensibilidade dos jovens que não tem que ser igual à sensibilidade dos bispos, mas foi bom ir percebendo em cada momento o feedback e sensibilidade que eles tinham para os diversos problemas.

P: No fim do Sínodo temos um documento final na mão. O que dizer deste documento? Como é que poderá ser aplicado?

R: O documento final é um documento que reproduz o produto do trabalho que é feito, da reflexão que é feita, dos contributos que são apresentados, sempre tendo como guião o instrumentum laboris. Portanto, não é um trabalho feito sem qualquer rumo, pelo contrário é um trabalho orientado a partir do instrumentum laboris. Neste documento final, quem esteve no Sínodo, percebe que estão aí a grande maioria das ideias e dos contributos e isso é importante. Evidentemente que não se pode esperar tudo de um documento final, sobretudo aquilo que ele não pretende nem pode dar. Ou seja, o que ele não pretende nem pode dar são receitas muito concretas, muito determinadas, porque essa parte do trabalho corresponde agora à terceira fase que é a fase da aplicação e sobre variadíssimos pontos o documento remete para o trabalho das igrejas locais. Recomenda sínodos, encontros e decisões das igrejas locais.

P: O documento final fala sobretudo de um manter a escuta aos jovens. Podemos dizer em síntese que esta é uma primeira linha de orientação para aquilo que as igrejas locais possam vir a desenvolver?

R: Continuar à escuta e continuar o processo de discernimento e de acompanhamento, obviamente que tudo isso remete para lógicas de percurso e não para lógicas acabadas ou fechadas. Isto é, seria um erro de perspetiva estar a encarar tudo isto como um fechar de um ciclo ou de uma fase. É apenas o passar para uma nova fase com estas mesmas atitudes, de continuar à escuta, de continuar atento e de continuar a discernir, numa realidade dos jovens que está sempre em mutação. Portanto, a escuta é sempre indispensável.

P: No Angelus no final do Sínodo o Santo Padre diz que mais importante do que o documento final é o estilo sinodal. O que é que o Papa Francisco quis dizer com isto?

R: O Papa quis significar o que disse na palavra de encerramento do Sínodo quando disse que o importante é este estilo sinodal. Um estilo que passa pela escuta e pela capacidade das pessoas, grupos e igrejas locais se reunirem, estarem juntas e juntos encontrarem caminhos de futuro. Importa aqui que ao conteúdo se associe também a forma. Só é possível apanhar o estilo deste Sínodo estando permanentemente com os jovens. Os jovens estiveram presentes na primeira fase, marcaram presença na segunda e eu acho que é indispensável que continuem a estar presentes no resto do processo. Isto é, é preciso encontrar modalidades locais para que o espírito do Sínodo permaneça. Ou seja, e o Papa também no Angelus referiu: os frutos e esta colheita será tanto mais fecunda, mais positiva e o vinho será tanto melhor, quanto também os jovens participem deste processo. Eu diria: um estilo sinodal, proposto aos pastores, proposto às comunidades, às estruturas, mas sempre com a presença dos jovens.

D. António Augusto Azevedo participou na XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que decorreu no Vaticano de 3 a 28 de outubro sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional e partilhou com a VP a sua leitura sobre o andamento dos trabalhos e as conclusões apresentadas. Como o próprio referiu agora é o tempo da aplicação do Sínodo nas igrejas locais sempre com a presença dos jovens.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

SÍNODO 2018: Delegados da CEP sublinham apostas no acompanhamento e valorização dos jovens

O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), D. António Augusto de Azevedo, realça a consagração, no documento final da assembleia, de um “sentido mais alargado de vocação”.
(...)
O responsável da CEVM, também bispo auxiliar do Porto, destaca as implicações práticas desta abordagem “nos vários processos de amadurecimento na fé, de iniciação na fé, da Pastoral de Juventude nos vários âmbitos”.

“Esta dimensão vocacional não é uma dimensão secundária, não é um apêndice, não algo a acrescentar, mas algo de essencial, desde a origem”, sustenta.

D. António Augusto de Azevedo convida as comunidades católicas a acompanhar os jovens neste “processo de liberdade” para que cada um descubra o que só ele pode dar.

O presidente da CEVM precisa que um dos aspetos fundamentais de todo o Sínodo foi o reforço da necessidade do “acompanhamento”.

D. António Augusto Azevedo defende uma aposta na formação e na qualificação dos formadores, na consciência de que “todos os âmbitos da missão da Igreja têm por essência uma dimensão vocacional”.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

SÍNODO SAIU À RUA PARA PEREGRINAÇÃO DE JOVENS E BISPOS

O Vaticano promoveu hoje uma peregrinação que uniu bispos e jovens participantes no Sínodo 2018, num percurso de seis quilómetros, por caminhos de montanha e pelas ruas de Roma, até ao túmulo de São Pedro, onde foram recebidos pelo Papa.

D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (Santa Sé), que organizou a iniciativa, explicou à Agência ECCLESIA que a peregrinação nasceu da ideia de mostrar “uma Igreja a caminho”, para levar o Sínodo à rua, num percurso que evoca a história das peregrinações, ao longo de todos os séculos do Cristianismo.

O arcebispo de Nampula (Moçambique), D. Inácio Saúre, referiu por sua vez que é “muito importante ter os bispos a caminhar junto com os jovens”.

“O destino desta peregrinação é o túmulo de Pedro e, como bispos, estamos juntamente com o sucessor de Pedro, o Santo Padre, junto do qual vamos fazer a nossa profissão de fé, para renovarmos a nossa comunhão”, observou.

Para D. Gabriel Mbilingui, arcebispo do Lubango (Angola), foi importante reavivar o sentido da peregrinação, “que afinal é um caminho”.

“No fundo, o Sínodo é caminhar, caminhar juntos, indo na mesma direção, com o apoio uns dos outros”, precisou, elogiando a recuperação do “espírito do Sínodo”, como momento para caminhar juntos e sentir-se “irmãos”, que têm Cristo como seu “guia”.

“É, sobretudo, ocasião para reavivar a minha vocação, enquanto bispo, e o meu espírito de comunhão, dentro desta chamada sinodalidade”, acrescentou.

O arcebispo angolano mostra-se satisfeito pelo trabalho já realizado em três semanas de reflexão sobre os jovens, “o símbolo da força, da energia, da alegria e da disponibilidade para seguir o Senhor”.

“O que nós fazemos, no fundo, nesta peregrinação é seguir o Senhor, no caminho que o leva à Cruz, que significa dom da própria vida, para a nossa salvação, é um caminho que deixa à própria Igreja”, concluiu.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

SÍNODO DOS BISPOS 2018

Apontamentos do Pe. João Pedro Bizarro
Num espirito muito jovial e informal (o Papa chegou a assinar o gesso do braço de um dos participantes), jovens de todo o mundo, mostraram aos Padres sinodais as suas preocupações, que caminhos fazem os jovens afastarem-se de Deus (e da Igreja) e quais os caminhos que Dele os aproxima, e deram alguns exemplos da sua generosidade e autenticidade de vida, como foi o testemunho da Giulia, Voluntária para a Paz, que vive num campo de refugiados sírios no Líbano, e que afirmou: “A minha fé é o Amor, o Amor de confronto, o Amor de conforto”.

Aquilo que podia parecer um concerto, ou um encontro de jovens com o Papa, ao jeito de uma atividade intercalar do sínodo, não foi mais do que uma sessão extraordinária do mesmo para a apresentação de questões importantes aos Padres Sinodais – uma delas feita por uma jovem paquistanesa que perguntou o que está a Igreja a fazer para ajudar as Igrejas perseguidas como a dela.

Os jovens querem e devem ser ouvidos e tidos em conta, de modo sério. Quando o não fazemos estamos a afastá-los da mensagem de Cristo e da Igreja. Esta mensagem não pode ser dourada, suavizada, deturpada. Os jovens não têm medo da exigência, pelo contrário, aceitam-na como um desafio que abre horizontes. Testemunhou o Daniel, um jovem com um percurso de vida que o conduziu à prisão e que reconstruiu a sua vida: “A proposta da fé é bela porque é exigente, interpela a minha liberdade e não me apresenta saídas fáceis para a felicidade”. A ausência de horizontes de esperança, da nossa juventude, não está na facilidade com que tudo lhes é apresentado? Na facilidade imediata de ter tudo disponível com um click?

Mas às questões o Papa não as respondeu, pois diz ele, isso é competência do Sínodo, pelo que não pode anular o mesmo. Estas nascerão do contributo e reflexão de todos os participantes. Mas abriu horizontes! Convidou os jovens a fazerem-se à estrada. A não estarem sentados no sofá, a não entrarem na reforma com 24 anos. “Sede jovens a caminho, que olham o horizonte, não um espelho. Sempre olhando para frente, a caminho, e não sentados no sofá”. Vêm-me à mente tantos jovens que vivem como reformados, ligados aos telemóveis ou aos computadores.

Jovens que já não se fazem à estrada na procura de si e dos outros. Encontrar-se não na imagem refletida de um espelho mas encontrar-se “no fazer, na procura do bem, da verdade, da beleza. Aí encontrar-me-ei”. Um segundo aspeto é a coerência. Fazer o caminho com coerência de vida. Alerta com duras palavras para não cairmos na tentação do poder que escraviza. Não podemos ser uma Igreja que prega as bem-aventuranças e depois cai no clericalismo mais principesco e escandaloso. Coerência de vida para que o poder seja sinal de serviço e não um meio para rebaixar os outros, para os escravizar a vontades pessoais.

Perdoem-me os leitores, mas ao escutar estas palavras, de imediato veio-me à mente a questão dos trajes eclesiásticos que agora florescem. Na nossa Diocese, e por todo o país está a voltar a moda do traje eclesiástico e o gosto pelas “rendas”. Recordo uma conversa com um sacerdote, que hoje está na casa dos 80 anos, que me dizia que após o Concílio do Vaticano II os padres tinham deixado de usar traje eclesiástico para estarem mais perto daqueles que serviam, para não serem “diferentes” (leia-se aqui superiores). E hoje, o regresso deste modo de vestir é um sinal de serviço (coerência de vida)? Ou um sinal de distanciamento, o tal clericalismo falado pelo Papa? Faço votos para que seja verdadeiro serviço, pois não é a roupa que enforma o coração, mas pode ser um sinal do que nos vai no coração.

Pois “se se perde o verdadeiro sentido do poder (…), se se perde aquilo que Jesus disse, que o poder é serviço: o verdadeiro poder é servir. De outro modo é egoísmo, é rebaixar o outro, não deixá-lo crescer, é dominar, faze escravos, não gente madura. O poder serve para fazer crescer as pessoas, para fazermo-nos servidores das pessoas. É este o princípio: seja para a política, seja para a coerência das vossas questões”. Tudo aquilo que somos, somo-lo porque recebemos dos nossos pais e avós.

É importante o contacto com aqueles que antes de nós já trilharam este caminho, com coerência, como são os nossos avós, dizia o Papa: “Tudo aquilo que a árvore tem de florido, vem daquilo que é subterrado”. De facto a nossa seiva vem dos mais velhos – o Papa pedia para os jovens falarem com os velhos, com os avós – e sem eles seremos árvores sozinhas, e estas não produzem fruto. Porque esta segunda crónica começa a ficar muito longa concluo com uma última advertência do Papa aos jovens: “Não sois mercadoria de leilão! Por favor, não vos deixeis comprar, não vos deixeis seduzir, não vos deixeis escravizar pela colonialização ideológica que nos mete ideias na cabeça e no final tornamo-nos escravos, dependentes, falidos na vida”.

SÍNODO DOS BISPOS 2018 - D. António Augusto Azevedo

Na sua intervenção na Assembleia Sinodal no Vaticano, D. António Augusto Azevedo, bispo auxiliar do Porto e Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios referiu-se “concretamente ao tema da vocação” inserindo-a no contexto do Sínodo que trata, como é sabido, sobre a problemática dos jovens.

D. António Augusto na sua reflexão assinalou a necessidade de “alargar o sentido da vocação”. “Todo o jovem tem uma vocação” – declarou D. António que lançou várias pistas de reflexão:

” Neste processo podemos ajudá-los e partir das questões essenciais: Qual o sentido da minha vida? Qual é o meu lugar neste mundo? Qual é o significado da minha existência? Qual é o caminho da verdadeira felicidade? Precisamos ainda de acompanhar os jovens na busca das respostas mais autênticas e libertadoras que se encontram na proposta cristã” – disse D.António Augusto.

O bispo auxiliar do Porto sublinhou ainda na sua intervenção a necessidade de “reforçar a perspetiva vocacional nos vários ambientes formativos: a catequese, as escolas e universidades, os grupos e movimentos”. Lembrou também “a vocação matrimonial, a vocação artística, a vocação para o compromisso social ou político e tantas outras”.

A propósito da vocação sacerdotal, D. António Augusto declarou que para ser despertada “o testemunho pessoal será sempre um fator decisivo”, recordando a importância do “entusiasmo contagiante de um jovem padre” ou a “fé cheia de sabedoria de um velho sacerdote”. Salientou na sua intervenção que se devem “multiplicar experiências, espaços e tempos que favoreçam o encontro pessoal com um Cristo vivo que ama a todos, conta com todos e chama alguns à vocação sacerdotal”.

SÍNODO DOS BISPOS 2018

“Há um sentimento de orfandade em muitos jovens. São numerosos os que nasceram e cresceram numa família desestruturada, que não sabem o que é uma família, que foram abandonados, que não foram amados”.
(...)
“Creio que não se pode educar e evangelizar sem chegar ao coração, e para chegar ao coração é preciso amar, acolher incondicionalmente, proporcionar uma experiência impregnada de um verdadeiro espírito de família”.

D. Joaquim Mendes

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O PAPA ABRIU HOJE O SÍNODO DEDICADO AOS JOVENS

Papa pede «paixão», rejeita moralismos e leva poesia à missa de abertura do sínodo sobre os jovens
O papa abriu hoje o sínodo dedicado aos jovens, que decorre no Vaticano até dia 28, pedindo «ardor e paixão evangélica» aos participantes, entre os quais se encontram «pela primeira vez dois irmãos bispos da China continental», a quem Francisco, emocionado, deu as «calorosas boas-vindas».

«Sabemos que os nossos jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou já idosos, formos capazes de sonhar e assim contagiar e partilhar os sonhos e as esperanças que trazemos no coração», afirmou Francisco na homilia da missa a que presidiu.

O que os bispos participantes, incluindo os portugueses D. Joaquim Mendes e D. António Azevedo, respetivamente auxiliares das dioceses de Lisboa e Porto, ouviram quando eram jovens, será bom transmiti-lo «com o coração, lembrados das palavras do poeta: “O homem mantenha o que, em criança, prometeu”», acentuou o papa, citando o alemão Hölderlin.

Marcado pelo signo da «esperança», o sínodo quer «ampliar horizontes, dilatar o coração e transformar as estruturas que hoje paralisam» a Igreja, fazendo com que os católicos se «separam e afastam dos jovens».

É essa esperança, prosseguiu Francisco, que pede à Igreja para trabalhar no sentido de «derrubar as situações de precariedade, exclusão e violência» a que está exposta a juventude.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O FUTURO NAS MÃOS DE TODOS

Papa convida jovens crentes e não crentes 
para preparar Sínodo de 2018
O Papa Francisco anunciou hoje no Vaticano a realização de um encontro com jovens de todo o mundo, crentes e não crentes, para preparar a assembleia do Sínodo dos Bispos de 2018.

“De 19 a 24 de março foi convocada, pela Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, uma reunião pré-sinodal para a qual foram convidados jovens de várias partes do mundo, tanto jovens católicos como jovens de outras confissões cristãs e outras religiões, ou jovens não crentes”, referiu, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Esta iniciativa responde ao desejo anteriormente manifestado pelo Papa de envolver o maior número possível de jovens na preparação na próxima assembleia sinodal, marcada para outubro de 2018, tendo como tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.

domingo, 9 de abril de 2017

«O SÍNODO SERÁ PARA TODOS OS JOVENS, TAMBÉM OS AGNÓSTICOS E ATEUS»

O Papa frisou hoje que o próximo Sínodo dos Bispos, que em outubro de 2018 estará centrado nos desafios das novas gerações, será “para todos os jovens”, independentemente da sua condição de fé ou relação com a Igreja Católica.

“O Sínodo é para todos os jovens, nenhum deve sentir-se excluído. Vocês são os protagonistas. Mas também os jovens que se sentem agnósticos? Sim! Também os que têm uma fé menos consolidada? Sim, e também os que estão mais afastados da Igreja, os que se sentem ateus”, disse Francisco durante uma vigília de oração, na Basílica de Santa Maria Maior.

A iniciativa, integrada no Dia Mundial da Juventude, serviu de preparação para os dois próximos grandes eventos que vão congregar os mais novos: o Sínodo e as jornadas mundiais da juventude em 2019, no Panamá.

Papa Francisco