CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO TELHADO DO CENTRO PAROQUIAL. CONTRIBUA PARA ESTA CAUSA PEDINDO EM QUALQUER CENTRO DE CULTO OU NO CENTRO PAROQUIAL O ENVELOPE DISPONIBILIZADO PARA O EFEITO. PODE AINDA FAZER POR DONATIVO À PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE VILAR DO PARAÍSO. IBAN PT50 0018 000010163256001 75 (Fábrica da Igreja Vilar do Paraíso). OBRIGADO!

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PRÉMIO D. ANTÓNIO FRANCISCO


A recordar a grandeza moral e humana de D. António Francisco dos Santos, a Irmandade dos Clérigos, a Associação Comercial do Porto, e a Santa Casa da Misericórdia do Porto, anunciam esta tarde o vencedor do Prémio D. António Francisco. Com um valor de 75 mil euros, destina-se a apoiar cidadãos ou instituições que se distingam na promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, na defesa e promoção dos direitos humanos, no diálogo inter-religioso e ecuménico e na promoção da paz. A cerimónia de atribuição está agendada para as 17h00, no Palácio da Bolsa.

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO da morte de D. António Francisco dos Santos

Ocorre a 11 de setembro o primeiro aniversário da morte de D. António Francisco dos Santos. A Diocese do Porto celebrará uma Missa, neste mesmo dia, na Catedral, às 19h00.
Esta data passará a ser o dia anual de sufrágio pelos bispos, sacerdotes e diáconos já falecidos.

«O CORAÇÃO HUMANO É UMA JANGADA EM CHAMAS NA DIREÇÃO DO INFINITO»

«Quem não deseja ser feliz? Quem não surpreende no mais íntimo da sua condição humana uma sede de plenitude? Esse é efetivamente o horizonte a que cada um de nós aspira: fomos criados para a felicidade, essa é a nossa verdade. E quando não a experimentamos sentimos que não somos, que algo de fundamental faltou, julgamo-nos vazios e naufragados. É como se a vida nos tivesse falhado.»

No artigo que assina semanalmente no jornal “Expresso”, D. José Tolentino Mendonça acentua que «a experiência da bem-aventurança é a de que a vida é, ou pode ser, completa e plena», e que «no cerne» do que se designa por cultura há «uma sede» das palavras de Jesus no discurso da montanha, que Santo Agostinho chamava de «Evangelho breve».

Todavia, «as bem-aventuranças não promovem o escapismo. O discurso cristão nada tem de idealização, triunfalismo ou indiferença em relação aos limites e, por vezes, aos implacáveis limites da existência. Pelo contrário: o programa de vida que as bem-aventuranças desenham dialoga com a nossa humanidade concreta e com os contextos e constrangimentos que nos cabe viver», aponta o arcebispo.

«Há no pulsar deste nosso tempo desencontrado mais inquietação espiritual, mais sede de absoluto, do que aquela que pensamos», como se pode intuir no escritor norte-americano Jack Kerouac (1922-1969), da «beat generation», que num dos seus diários escreve: «Ó Deus, preciso do teu rosto esta manhã, preciso de entrever o teu rosto através dos vidros empoeirados da janela, entre o fumo e o furor; preciso de escutar a tua voz acima do grande ruído da metrópole. Sinto-me exausto, ó Deus».

O arcebispo responsável pela biblioteca e arquivo da Santa Sé cita o livro “Hard to be a saint in the city: The spiritual vision of the beats”, de Robert Inchaust, lançado no início do ano, onde o autor assinala que Kerouac «foi um dos mais humildes e devotos escritores do século XX» e que «desejou ser uma versão jazz dos grandes místicos».

«De muitas maneiras, temos de reconhecer, o coração humano é uma jangada em chamas na direção do infinito», conclui D. José Tolentino Mendonça.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

VICENTINAS: RECOLHA DE BENS ALIMENTARES

Ainda não tínhamos dado conta do resultado da recolha de bens alimentares, que foi levada a cabo em Julho, pelas Vicentinas, e com a ajuda do grupo de jovens. Como podemos ver pelas imagens que agregamos neste cartaz, a generosidade de quantos contribuíram foi muito grande, pelo que é de todo o coração que deixamos sinceros agradecimentos em nome das Vicentinas e também da Paróquia. 
Bem-hajam, e que Deus a todos encha de bênçãos. 

domingo, 9 de setembro de 2018

UMA VIDA NA SENDA DE DEUS

D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto que em 2018 completou 50 anos de ordenação sacerdotal, disse à Agência ECCLESIA que este é um percurso “feliz” em que tem procurado promover uma relação de proximidade com todos.

“Estou feliz. Estou feliz, não sonhei o percurso – é o que Deus vai pondo pelo caminho, as pessoas que se vai encontrando -, mas estou feliz e não me arrependo minimamente do passo que dei. Pelo contrário”, referiu o sacerdote, em entrevista por ocasião do 50.º aniversário de ordenação sacerdotal.

A Diocese do Porto assinala a data este domingo, dia da Dedicação da Catedral, pelas 16h30, numa Missa conjunta pelo centenário da morte de D. António Barroso e pelo jubileu sacerdotal de D. Pio Alves.
(...)
Pio Gonçalo Alves de Sousa nasceu em Lanheses, Concelho de Viana do Castelo, a 20 de abril de 1945; foi ordenado presbítero a 15 de agosto de 1968 na Sé de Braga e nomeado bispo pelo Papa Bento XVI a 18 de fevereiro de 2011, tendo a ordenação episcopal decorrido a 10 de abril desse ano.

BEM A PROPÓSITO DA CATEQUESE

Dez regras para a participação na catequese

1.º A inscrição na catequese é recomendada, mas não é obrigatória. É livre. Pais e filhos podem dirigir-se à Igreja e inscrever-se de livre e espontânea vontade. Ao inscrever-se, aceitarão as regras: horário, lugar, catequistas, atividades programadas, por exemplo.

2.º Os catequistas são pessoas normais, que tem família, trabalho, atividades pessoais, estudos, problemas, alegrias, frustrações, desânimo, ou seja, sentimentos comuns a qualquer pessoa. Por isso, hão de ser tratados com carinho e respeito. Mais ainda, quando ser catequista não é uma profissão, mas uma atividade de voluntariado.

3.º Quando a catequese organiza palestras, encontros, reuniões, convívios, celebrações, é porque quer construir uma ponte de relacionamento com as famílias, em particular, e com toda a comunidade paroquial. Gostar-se-ia que todos participem com entusiasmo, sem murmúrios nem a olhar frequentemente para o relógio. Bastará pensar que foram necessárias muitas horas de preparação para que decorra bem uma atividade que durará apenas uma hora.

4.º A catequese não é um depósito de crianças e jovens, nem os catequistas são substitutos dos pais. A catequese é um espaço para aprofundamento dos assuntos de Deus e de educação cristã e humana. A catequese apoia e complementa aquilo que é/deve ser feito em família.

5.º A catequese é um processo contínuo, dura anos. A catequese acompanha o desenvolvimento intelectual e afetivo em cada idade.

6.º O conteúdo da catequese é a Verdade trazida por Jesus Cristo. Todos hão de ser verdadeiros. Não mentir nem ajudar a inventarem desculpas para tentar enganar os pais, catequistas ou quem quer que seja é uma regra fundamental.

7.º A catequese é religião, no sentido de ligar a pessoa Deus. Por isso, é também elo de fraternidade entre as pessoas. A catequese é expressão da Igreja de portas abertas, que acolhe a todos. O ecumenismo (diálogo entre igrejas cristãs) e o diálogo inter-religioso são promovidos.

8.º A catequese é uma atividade da Igreja. A Igreja são todos os fiéis: clero e leigos. É tão catequista aquele que acompanha o grupo, como o pároco, a freira, o pai, a mãe, os vizinhos. «Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras», escreveu S. Tiago na sua carta (Tg 2, 18).

9.º O dia da primeira comunhão ou crisma não é formatura. Não são o fim de nada, mas o começo.

10.º A catequese merece ser tratada da mesma forma que a escola e todas as atividades formativas e lúdicas que os pais oferecem aos filhos.

sábado, 8 de setembro de 2018

DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM - Ano B

SALMO RESPONSORIAL Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1) 
Refrão: Ó minha alma, louva o Senhor. 

O Senhor faz justiça aos oprimidos, 
dá pão aos que têm fome 
e a liberdade aos cativos. 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos, 
o Senhor levanta os abatidos, 
o Senhor ama os justos. Refrão 

O Senhor protege os peregrinos, 
ampara o órfão e a viúva 
e entrava o caminho aos pecadores. 

O Senhor reina eternamente; 
o teu Deus, ó Sião, 
é rei por todas as gerações. 

NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA

Neste dia em que celebramos o 
nascimento de Nossa Senhora
Rezamos:
Louvada seja na terra 
A Virgem Santa Maria:
Quer nas horas de tristeza 
Quer nas horas de alegria;
Quer sobre as ondas do mar, 
Lá com a morte a porfia;
Quer nos escuros caminhos
Pelas noites de invernia;
Quer no lume da lareira. 
Quer no Sol quando alumia;
Quer no amor de toda a hora, 
Quer no pão de cada dia...
Louvada seja na terra 
A Virgem Santa Maria!

Liturgia das Horas

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

"TEMPO DA CRIAÇÃO "

De 1 de setembro a 4 de outubro, os cristãos em todo o mundo unem-se na ação e na oração pela criação. É o “Tempo da Criação”, celebrado em todas as partes do globo.
“Pergunta, pois, aos animais e eles te ensinarão; às aves do céu e elas te instruirão. Fala (aos répteis) da terra, e eles te responderão, e aos peixes do mar, e eles te darão lições. Entre todos esses seres quem não sabe que a mão de Deus fez tudo isso?” (Jó 12,7-9).
Um vez por ano, de 1 de setembro a 4 de outubro, os membros da família de Cristo reservam um tempo para aprofundar seu relacionamento com o Criador, com o próximo e toda a criação. Estamos a falar do Tempo da Criação, que teve início em 1989 com o primeiro reconhecimento do dia de oração pela criação por parte do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, mas que agora é celebrado por toda a família ecuménica.
Durante o Tempo da Criação, unimo-nos para celebrar a boa dádiva da criação e refletir sobre o cuidado que lhe dispensamos. Essa é uma oportunidade preciosa que temos para interromper as nossas rotinas diárias a fim de contemplar a teia de vida que nos une.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

"Todos Discípulos MISSIONÁRIOS"

O nosso mundo tem sede de Deus. E muita! Se até a «detestável» Nínive se abriu a Deus e à sua graça, muito mais o nosso tempo, caracterizado porum renascer religioso, muitas vezes «selvagem». Não podemos «fugir» desta obrigação, como Jonas: temos antes de proceder como Jesus junto ao poço de Jacob: esperar que a samaritana chegue e saciar-lhe a sede da “água viva”. Claro que este «esperar», hoje, não é passividade, mas enorme atividade. Nesta disposição é que começa a conversão missionária das estruturas da nossa Igreja. E até a sua santidade, a qual, como refere o Papa Francisco na sua mais recente Exortação Apostólica, a “Alegrai-vos e Exultai” (Gaudete et exultate), passa pela persistência, paciência, mansidão, alegria, sentido de humor, ousadia e ardor. Sempre em comunidade e em oração contante (n. 112-157). 

Nossa Senhora da Assunção, Padroeira da Diocese do Porto, nos ajude a sermos membros vivos da Igreja da qual ela é Mãe e modelo. Participemos do espírito destemido de D. António Barroso, de quem celebramos o centenário da sua morte. E identifiquemo-nos completamente com a missão, a exemplo do P. Américo, ordenado Presbítero há noventa anos.

Porto, junho de 2018
O vosso bispo e irmão,
+ Manuel Linda

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3733:plano-diocesano-de-pastoral-2018-2019&catid=76:noticias

«A POESIA É, AINDA HOJE, O MODO MENOS INDIGNO DE FALAR DE DEUS»:

«E se Deus regressasse à poesia e isso fosse não uma reação mas a novíssima revolução? O luxo da modernidade é, sem dúvida, poder ler os textos e a realidade sem Deus, mas a noite sem estrelas é menos bela, e Deus nunca abandonou a poesia, somente se revestiu de fragilidade e mais humanidade, vestiu-se de mendigo e preencheu os espaços em branco que separam uma palavra da outra, iluminando as palavras de um mistério ainda mais profundo. A poesia é, ainda hoje, o modo menos indigno de falar de Deus. É por isso que o grande teólogo Hans Urs Von Balthasar escreveu que a melhor teologia do século XX foi escrita por poetas.»

São de um poeta e padre português, e agora dos leitores, as palavras acima transcritas, extraídas de uma entrevista publicada esta terça-feira na página Ytali.

Nascido a 17 de abril de 1973 em Joane, Famalicão, Mário Rui de Oliveira, doutorado em Direito Canónico e em Jurisprudência pela Universidade Pontifícia Gregoriana, vive em Itália desde 2007, trabalhando ao serviço do Vaticano como ministro do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta instância judicial da Igreja.
(...)
Mário Rui de Oliveira define-se com a indefinição: «Sou ainda um mistério muito grande para mim próprio como poeta. Não sei sequer porque continuo a escrever e se aquilo que escrevo pode considerar-se poesia. Sou um homem simples que talvez tenha sido visitado pela poesia sem a ter negado. Mas a santidade é muito mais importante e deveria ser esta a maior ambição do poeta».

CATEQUESE EM PREPARAÇÃO

CONVITE

Aos pais ou encarregados de educação a inscrever até ao final de setembro, as crianças que completam 6 anos em 2018, para assim iniciarem este ano catequético a sua caminhada de fé.

A inscrição pode ser feita no Cartório Paroquial, de terça a sábado, entre as 15h e as 19h, ou através da nova página paroquial (www.paroquiavilardoparaiso.wordpress.com), no módulo “serviços online”. 

A inscrição tem um valor de 5 euros e os documentos necessários são uma cópia do boletim de nascimento ou cartão de cidadão, um comprovativo de batismo (se não foi batizada na paróquia), e uma fotografia atualizada. 

N.B.: Caso efetue a inscrição online, terá de a validar no Cartório Paroquial com o pagamento e a entrega dos documentos referidos.

“Quem a Deus tem, nada lhe falta.”
Juntos na missão de educar na fé,
O Secretariado da Catequese

terça-feira, 4 de setembro de 2018

OS JOVENS DA ÁFRICA – O Vídeo do Papa – Setembro 2018

O Papa Francisco quer que os jovens africanos tenham acesso a educação e trabalho de qualidade, sem necessidade de emigrar. Na edição de setembro de O Vídeo do Papa, realizada pela Rede Mundial de Oração do Papa, o Santo Padre assegura também que os jovens são a verdadeira riqueza deste continente.

“Rezemos para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho nos seus próprios países. Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade numa oportunidade”, afirma Francisco. “Se um jovem não tem possibilidades de educação, que poderá fazer no futuro?”, pergunta o Papa.

SILÊNCIO E ORAÇÃO

O “silêncio” e a “oração” são a melhor resposta a quem procura divisões e “escândalo” na Igreja Católica.

“Que o Senhor nos dê a graça de discernir quando temos de falar e quando nos devemos calar”

“A verdade é mansa, a verdade é silenciosa, a verdade não faz barulho. Não é fácil, o que fez Jesus [silêncio], mas é a dignidade do cristão que está ancorada na força de Deus. Com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que procuram apenas o escândalo, que procuram apenas divisões, que só procuram a destruição, também nas famílias: silêncio. E oração”.

Papa Francisco
http://www.agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-papa-defende-silencio-e-oracao-como-resposta-a-quem-procura-divisoes-na-igreja/

Carta Bispos de Portugal ao Papa Francisco


“Os Bispos de Portugal reunidos em Fátima, no Simpósio Nacional do Clero, que tem como tema ‘O Padre, Ministro e Testemunha da alegria do Evangelho’, aproveitam esta ocasião para, antes de mais, agradecer a Sua Santidade a oportuna e corajosa Carta ao Povo de Deus, sobre o drama do abuso de menores por parte de membros responsáveis da Igreja”.  Octávio Carmo

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

MISSA: PROPOSTA PARA VIVER BEM EM FAMÍLIA

Com crianças de tenra idade, a celebração dominical por vezes dá para o torto. Eis algumas ideias que podem ser concretizadas antes, durante e após a missa.

1. Antes da missa, cuidar da preparação

Um encontro
A missa é um encontro que Cristo nos oferece por amor, e ao qual nós respondemos por amor. O estado de espírito com que os pais vão à celebração tem muita influência sobre os mais novos. «As crianças percebem se se vai por obrigação», afirma Laurence, mãe de três filhos e catequista. Por isso é importante reservar tempo para lhes dizer e voltar a dizer porque é que se vai à missa. Para recordar às crianças este encontro de amor, pode incluir-se uma ação de graças na oração familiar da véspera. Por exemplo: «Senhor, os nossos corações rejubilam por te reencontrar amanhã na missa».

Bons hábitos
Pode parecer antiquado, mas quando se vai a um encontro dá-se atenção ao vestuário. As crianças são muito sensíveis a este cuidado com a roupa, que as ajuda a tomar consciência do encontro dominical.

O bom horário
Desde que seja possível, e que a paróquia proponha diferentes horários, é aconselhável escolher uma hora adaptada à idade dos pequenos. «Uma criança portar-se-á provavelmente melhor na missa das 9h30, dado que o seu pequeno-almoço não está longe e acordou há pouco tempo, do que na das 11h00», estima Ingrid d’Ussel, fundadora dos Pequenos Ostensórios. Mas se se vai com um adolescente, é preferível ir ao fim da manhã do que às 8h00! Em todos os casos é importante ter o cuidado de chegar à hora, e, porque não, antes, para oferecer ajuda ou responder à necessidade de algum serviço ligado à celebração (leitura, ofertório…).

Gestos
O tempo da missa deve começar a partir do momento em que a criança entra na igreja. «É a partir desse momento que se deve adotar uma atitude de respeito», aconselha Laurence. Isso passa pelo sinal da cruz com a água benta, uma inclinação ou genuflexão diante do sacrário e, para aqueles que o desejem, um tempo de oração uma vez chegados ao lugar. Claro que tudo isto requer um tempo de aprendizagem e só é possível se os pais derem o exemplo. Todos os objetos que podem distrair a criança devem ser guardados antes de entrar na igreja.

2. Momentos-chave

Ofertório pesonalizado
O momento da recolha de dinheiro durante a apresentação de dons é muitas vezes sinónimo de relaxamento. Mas, ao contrário, pode também ser a ocasião de aprofundar o sentido do ofertório, propondo às crianças apresentar as suas próprias ofertas espirituais a Deus. «Os seus pequenos esforços da semana podem ser oferecidos na missa», assinala Ingrid d’Ussel. Uma ilustração que mostre os anjos a levar as ofertas dos fiéis pode ser um bom apoio para explicar a dimensão espiritual do momento. «Esta maneira de viver o ofertório muda a nossa preparação para a Eucaristia: Cristo oferece-se-nos e nós oferecemos-lhe as nossas oferendas pessoais.» Os pais podem ajudar os filhos a formular essas ofertas. Pode proceder-se da mesma maneira no Ato Penitencial, propondo às crianças que confiem a Jesus uma falta cometida durante a semana.

Consagração
Ajoelhar-se ou não? E depois, comunhão na mão ou na língua? Como se sabe, cada família faz como entende, e mesmo dentro dela nem sempre todos fazem da mesma maneira. Mas para que as crianças apreendam bem a importância desse momento, bem como o da comunhão, os pais devem ser capazes de explicar por que é que se realiza esse gesto. É conveniente, pelo menos, transmitir-lhes o respeito devido à Eucaristia, cume do encontro de amor com Cristo.

Suportes visuais
Não é segredo para ninguém: as crianças, muito visuais, precisam de apoios para apreender o mundo que as rodeia. O mesmo acontece para a missa. Se já sabem ler, podem ter um missal para seguir as fases da celebração; muitas editoras propõem obras adaptadas a essa finalidade, em função das idades. Para os mais pequenos é possível, se isso corresponder ao desejo dos pais, guiá-los graças a pequenos livros de imagens.

3. Partilha do Evangelho

Cada vez mais paróquias propõem, quando se proclamam e comentam as passagens bíblicas (Liturgia da Palavra), uma partilha do Evangelho destinada às crianças. Esse tempo, se for bem feito, pode ser benéfico. Além de lhes permitir uma pequena pausa fora dos bancos (quando é essa a escolha do pároco), oferece-lhes sobretudo uma leitura adaptada dos textos. Atenção, porém, para que esse momento não se reduza a colorir desenhos ou a uma espécie de jardim de infância. Os pais, primeiros responsáveis pela educação cristã dos seus filhos, não devem hesitar em se informar junto dos animadores ou do padre para saber como decorre essa partilha, e mesmo em investir pessoalmente nela. Se esse tempo não existe, os pais podem ler o Evangelho do dia antes da missa com os filhos mais velhos ou retomá-lo após a celebração para sublinhar os pontos fortes.

4. Em caso de turbulências

Desdramatizar
Não, os nossos filhos não estão sempre sossegados na missa. Sim, há outros que se portam melhor. Mas não nos é pedido que nos assemelhemos ao vizinho, por muito admirável que seja, mas corresponder ao que Deus espera de nós.

Parar ou continuar?
Desdramatizar não significa não fazer nada. Ao contrário. Na missa como em casa, uma criança turbulenta deve reencontrar a calma, sendo necessário a regra determinada pelos pais. Se os bebés e as crianças têm todo o lugar na celebração dominical, convém sair com eles no caso de barulhos excessivos, de modo a não perturbar demasiado os outros membros da comunidade, inclusive, naturalmente, o padre.

Soluções comunitárias
Algumas paróquias instituíram espaços para as crianças, geridas pelos pais em regime rotativo ou por paroquianos voluntários. Outras instalaram espaços vidrados que permitem aos pais seguir a missa e estarem atentos aos filhos. Estas soluções não existem em todo o lado, mas podem ser propostas pelos próprios pais em caso de necessidade e em acordo com o pároco. O acolhimento das crianças deve ser uma preocupação da comunidade e não ser deixada unicamente ao cuidado dos pais, que podem muito bem decidir não ir mais à igreja.

Aceitação
Alguns pais são por vezes tentados a deixar de participar na missa em família ou ficam frustrados por não a viverem como desejariam. «É preciso aceitá-lo e oferecê-lo: durante alguns anos, durante o tempo que as crianças crescem, a minha missa será como for, mas o Bom Deus também me espera aí, no meu dever de pai», preconiza Ingrid d’Ussel. Talvez seja para os pais uma oferenda a dar a Deus durante a apresentação de dons.

5. A missa prolonga-se toda a semana

Algumas ideias para prolongar a missa dominical até à seguinte: «Pode retomar-se ao longo da semana o salmo do domingo anterior, mudar alguma coisa no espaço da casa dedicado à oração (desenho, vela, flores…), pode afixar-se nesse espaço uma passagem da Palavra de Deus proclamada no domingo, escolher dominicalmente uma resolução que será avaliada todas as noites, etc.», diz Christine Ponsard. Os calendários litúrgicos ou os cadernos de missa podem ser uma boa ajuda.

Em vez de comprar livros de missa já feitos, é possível conceber o seu, personalizado. Além do rito da celebração, a criança poderá acrescentar algumas orações da sua escolha para a ajudar a viver não só a missa, como o tempo entre elas: pedidos de perdão, ofertas, ações de graças… Os elementos deste caderno podem variar semana após semana com fichas suplementares onde é possível encontrar as leituras dominicais ou passagens marcantes do Evangelho, a cor do tempo litúrgico, o seu significado, espaços para escrever orações… Também neste caso é preciso adaptar o caderno à idade da criança. Poderá ser um excelente meio para a criança preparar-se e apropriar-se da missa, bem como para a catequizar.

sábado, 1 de setembro de 2018

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

"A água nos convida a refletir sobre as nossas origens. A maior parte do corpo é composta de água; e muitas civilizações, na história, surgiram nas proximidades de grandes cursos de água que marcaram sua identidade. É sugestiva a imagem utilizada no início do Génesis, em que se diz que nas origens o espírito do Criador «pairava sobre as águas» (1,2).

Pensando em seu papel fundamental na criação e no desenvolvimento humano, sinto a necessidade de dar graças a Deus pela «irmã água», simples e útil sem nada de parecido para a vida no planeta. Precisamente por esse motivo, cuidar de fontes e bacias hídricas é um imperativo urgente. Hoje, mais do que nunca, é necessário um olhar que  ultrapasse o imediato (cf. Carta Enc. Laudato si’, 36), além de «critério utilitarista de eficiência e produtividade para lucro individual» (ibid., 159). Precisa-se urgentemente de projetos conjuntos e de ações concretas, tendo em conta que é inaceitável qualquer privatização do bem natural da água que seja contrária ao direito humano de poder ter acesso a ela.

Para nós cristãos, a água é um elemento essencial de purificação e de vida. O pensamento vai imediatamente para o Batismo, sacramento do nosso renascimento. A água santificada pelo Espírito é a matéria pela qual Deus nos vivificou e nos renovou; é a fonte abençoada de uma vida que não morre mais. O Batismo representa também, para os cristãos de diferentes confissões, o ponto de partida real e indispensável para viver uma fraternidade cada vez mais autêntica no caminho da plena unidade. Jesus, durante a sua missão, prometeu uma água capaz de saciar para sempre a sede do homem (cf. Jo 4,14), e profetizou: «Se alguém tem sede, venha a mim e beba» (Jo 7,37). Ir a Jesus, beber d’Ele significa encontrá-Lo pessoalmente como Senhor, haurindo da sua Palavra o sentido da vida. Que possam ressoar em nós com força as palavras que Ele pronunciou na cruz: «Tenho sede» (Jo 19, 28). O Senhor continua a pedir para ser saciado na sua sede, pois tem sede de amor. Ele nos pede para dar-Lhe de beber nos muitos sedentos de hoje, para então nos dizer: «Eu estava com sede e me destes de beber» (Mt 25,35). Dar de beber, na aldeia global, não envolve apenas gestos pessoais de caridade, mas escolhas concretas e compromisso constante de garantir a todos o bem primário da água."

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2018/documents/papa-francesco_20180901_messaggio-giornata-cura-creato.html

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 DE SETEMBRO DE 2018
Caros irmãos e irmãs!

Neste Dia de Oração desejo, em primeiro lugar, agradecer ao Senhor pelo dom da casa comum e por todos os homens de boa vontade que estão comprometidos em protegê-la. Agradeço também pelos numerosos projetos que visam promover o estudo e a proteção dos ecossistemas, pelos esforços destinados a desenvolver uma agricultura mais sustentável e uma alimentação mais responsável, pelas diversas iniciativas educacionais, espirituais e litúrgicas que envolvem muitos cristãos em todo o mundo no cuidado da criação.

Devemos reconhecê-lo: não soubemos proteger a criação com responsabilidade. A situação ambiental, quer a nível global, quer em muitos lugares específicos, não pode ser considerada satisfatória. Com razão, surgiu a necessidade de uma relação renovada e saudável entre a humanidade e a criação, a convicção de que apenas uma visão do homem autêntica e integral nos permitirá cuidar melhor do nosso planeta para o benefício das gerações presentes e futuras, pois «não há ecologia sem uma adequada antropologia» (Carta Enc. Laudato si’, 118).

Neste Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação, que a Igreja Católica há alguns anos celebra em união com os irmãos e irmãs ortodoxos, e com o apoio de outras Igrejas e Comunidades cristãs, gostaria de chamar a atenção para a questão da água, elemento tão simples e precioso, cujo acesso infelizmente é difícil para muitos, se não impossível. No entanto, «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável» (ibid., 30).

PÔR O CORAÇÃO NO PREGO

(...)
5. Proclamado diante de todos o novo princípio ético fundamental (o que se passa no coração é a chave da ética), Jesus separa-se da multidão e entra em casa, novo espaço relacional, e aí e desse modo, explica aos seus discípulos o princípio sapiencial, o mashal, proposto à escuta e compreensão de todos. Note-se, todavia, que são os discípulos que pedem explicações em casa (Marcos 7,17). Só eles estão com Jesus «em casa», e pretendem, não tirar-se de razões, atropelar-se com palavras, mas compreender melhor o dizer sapiencial (mashal) de Jesus à multidão. E Jesus adverte-os, como quem espera deles e de nós uma melhor compreensão. Mas explica, apontando outra vez o dedo ao coração: «Não compreendeis que tudo o que, de fora, entra no homem, não o pode tornar impuro, porque não entra no seu coração, mas no ventre, e vai para a fossa? E dizia: o que sai do homem, isso sim, torna o homem impuro. Na verdade, é de dentro do coração dos homens que saem as más intenções, imoralidades, roubos, homicídios, adultérios, cobiças, malvadez, fraudes, luxúria, mau-olhado, calúnia, soberba, insensatez. Todas estas coisas más vêm de dentro, e tornam o homem impuro» (Marcos 7,18-23). Notável elenco de vícios. E como nos dá Jesus uma extraordinária e incisiva explicação, pondo completamente a nu a nossa vida antiga, e ensinando-nos novíssimas maneiras de viver.

6. Vê-se bem que não basta lavar por fora. O essencial não é o «envelope» no bolso, à entrada da porta, por cima ou por baixo da mesa. Não basta, portanto, a «lavagem das mãos», a netilat yadayim, como forma exterior de traduzir a pureza interior, do coração. Na verdade, é sempre necessário manter puro o coração, e nada de exterior pode iludir ou camuflar esta ação fundamental.

D. António Couto

DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM - Ano B

SALMO RESPONSORIALSalmo 14 (15), 2-3a.3cd-4ab.5 (R. 1a) 
Refrão: Ensinai-nos, Senhor: quem habitará em vossa casa?

O que vive sem mancha e pratica a justiça 
e diz a verdade que tem no seu coração 
e guarda a sua língua da calúnia.

O que não faz mal ao seu próximo, 
nem ultraja o seu semelhante; 
o que tem por desprezível o ímpio, 
mas estima os que temem o Senhor.

O que não falta ao juramento, 
mesmo em seu prejuízo, 
e não empresta dinheiro com usura, 
nem aceita presentes para condenar o inocente. 
Quem assim proceder jamais será abalado.