segunda-feira, 17 de julho de 2017

EM MEMÓRIA DA Ir. ALDA

ACOLHIMENTO

Era já noite ... tudo dormia
Num silêncio calmo, a noite sorria!
Trazia na mão umas letras soltas
Que ia espalhando, espalhando em todas as portas.
Pela manhã cedo, tudo acordou ...
E à porta de casa uma letra encontrou!
Que fazer com ela? Para que servia?
A noite escondida olhava e sorria ...
O sol com seus raios chegou junto às portas
E feliz foi juntando essas letras soltas.
O sol sorriu naquele momento ...
Pois essa palavra era ACOLHIMENTO.
Cada letrinha sempre que acolhida,
Era transformada em elo de vida.
Então descobri com contentamento ...
Que sou uma estrutura de Acolhimento
E que, quando não comunico e fico calada,
É porque essa estrutura está bloqueada.
E veio a expressão vibrante e sentida:
QUERO ACOLHER E SER ACOLHIDA ...
É grande a alegria que sinto em mim,
Que quero conservá-la e ser sempre assim!

Porto, Setembro de 1994
Escrito pela Ir. Alda Maria Rego, MRSCJ

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